O livro “Os 50
maiores defensores da história do futebol” não contempla
necessariamente os 50 melhores jogadores de defesa que já passaram
pelo esporte. Primeiramente porque avaliar quesitos técnicos pode
vir a ser um trabalho movido pela subjetividade. As memórias
seletivas e afetivas fazem com que cada um possa criar sua lista e
justificá-la com argumentos pessoais.
Além disso, alguém
pode estar entre os maiores sem necessariamente estar entre os mais
habilidosos, ou mais disciplinados, ou mais vitoriosos. A grandeza de
um jogador pode estar atrelada a sua história de vida. Sua
capacidade para enfrentar obstáculos e superá-los, seu
profissionalismo, seu entendimento do jogo e por aí vai.
É importante dizer que alguns jogadores fazem parte dessa lista porque participaram de equipes que revolucionaram ou influenciaram no modo como o futebol é visto em todo mundo. Grosso modo, é como dizer que eles estavam no lugar certo e na hora certa, mas sem que isso diminua de alguma forma a participação que eles tiveram nos grandes feitos de suas equipes ou seleções. O catalão Carles Puyol, por exemplo, não foi melhor que Thiago Silva ou tantos outros que ficaram fora do livro, mas tem uma representatividade maior que os excluídos em diversos aspectos.
Igualmente
importante ressaltar que a figura humana também teve grande
influência na decisão dos escolhidos. Por mais que o jogador de
futebol seja jogador muito mais que 90 minutos, ele não o é 24
horas por dia. Há um compromisso em mostrar as facetas que os
profissionais não demonstram nos campos ou nas entrevistas
coletivas. Saber como eles impactaram as sociedades nas quais viviam
e sua importância fora dos estádios.
Os
autores
Anderson Moura é jornalista formado pela
FACHA e trabalhou na TV Esporte Interativo por sete anos. Começou
como estagiário e escalou até se tornar um dos comentaristas de
futebol da emissora, de onde saiu em 2016, com mais de 200 jogos
comentados, para morar no Canadá.
Apaixonado por história
e geografia, começou a acompanhar o futebol internacional como uma
forma de passar a entender como o esporte explicava muito das
sociedades estrangeiras. Acredita que o futebol é o maior agente
socializador do mundo.
Jornalista formado pela FACHA, Tauan Ambrosio trabalhou no Esporte Interativo, onde dentre algumas funções foi colunista no Blog MFM. Desde 2013 escreve análises, artigos de opinião e reportagens para o site Goal.com.
É um entusiasta do
futebol, seja pelo esporte em si ou pelas lições históricas,
sociológicas e humanas que a bola nos passa.
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