- Sim, cães. Temos aqui as nossas metas estendidas.
- Os cadeados das mansões de Zamora serão abertos quando chegarmos nas metas.
- Que venham novas aventuras!!
O Fórum Conan, o Bárbaro, ao lado do canal Explorando Segredos e Mistérios e do escritor, historiador, pesquisador e editor, Marco Antônio Correa Collares apresentam uma compilação literária de contos de fantasia em estilo pulp. Trata-se de uma homenagem ao mais famoso personagem do subgênero literário da Espada & Feitiçaria: Conan, o Cimério. A respectiva obra contém cinco contos inéditos deste brutal e influente personagem da cultura pop, escritos pelo mestre escriba Collares, tendo entre suas páginas diversas artes fantásticas dos mais incríveis ilustradores nacionais, incluindo uma arte de capa do grande ilustrador, Mozart Couto, para muitos, o “John Buscema” brasileiro.


A obra que estamos apresentando nessa campanha terá as seguintes especificações:
- Um prefácio assinado pelo escriba Jean Gabriel Álamo, que faz também a revisão gramatical do texto.
- Diversas artes e ilustrações de talentosos convidados, adaptando cenas dos contos publicados no presente livro.
- Cinco contos de Conan, escritos pelo escriba Marco Antônio Correa Collares, em fases diferentes da vida do guerreiro cimério.
São eles:
- “O Prisioneiro Audaz”: Conto passado na parte ocidental do reino de Shem, após Conan ter sido líder dos nômades zuagires. Aqui, o cimério, chamado de Amra pelos habitantes locais, precisa enfrentar mercenários contratados a mando de Turan. O cimério é então aprisionado e precisa usar de toda a sua astúcia e o manejo da espada para escapar e resolver a situação. Conan tem por volta de 30 anos de idade na narrativa e a mesma é contada do ponto de vista de um jovem shemita coadjuvante, seguindo-se a linha de alguns contos howardianos sobre o cimério, em que outros personagens narram os eventos. O exemplo da personagem Olívia, de Sombras de Ferro ao Luar é representativo nesse quesito.
- “Nas Ruínas após a Estrada do Tempo”: Uma narrativa mais onírica, em que o cimério não sabe quando está imaginando ou alucinando cenas do passado e do futuro da Era Hiboriana, ou mesmo se existe alguém ou alguma criatura aproveitando-se de sua mente. Observa-se aqui a presença de elementos do horror cósmico lovecraftiano, onde o cimério enfrenta uma cria de uma raça alienígena que se assemelha ao mais famoso ancião de H.P. Lovecraft. No respectivo conto, temos eventos ocorridos após uma batalha entre mercenários liderados por Conan nas estepes de Hirkânia contra os cavaleiros nômades da região. O cimério está com 31 anos e situo esse conto em algum momento após, “Os Profetas do Círculo Negro”, que se passa no reino de Vendhya.
- “O Poder Oculto sob a Montanha”: Essa trama se passa imediatamente após o conto “Os Profetas do Círculo Negro” e antes do conto anterior, de minha autoria. Temos aqui um Conan bastante experiente, líder dos afghulis, prestando socorro para a princesa de um pequeno reino tributário de Vendhya. Na narrativa, observamos uma seita macabra em adoração fanática por uma grande divindade antiga, tentando dominar a região centro leste do cenário hiboriano, sequestrando a tal princesa e levando o cimério ao seu resgate. Os leitores verão o bárbaro enfrentando não apenas a respectiva seita de cultistas fanáticos, tendo que lidar igualmente com um dos mais conhecidos avatares de um ancião lovecraftiano, que aqui é chamado de Demônio da Língua Sangrenta.
- “Inimigo Meu”: Conto imediatamente situado logo após a mais brutal aventura das fronteiras do mundo de Conan: “Além do Rio Negro”. Na breve aventura aqui, o cimério é transportado para um mundo onírico ao lado de um picto inimigo chamado Kelka. Nesse lugar exótico e perigoso, ambos enfrentam um ser que se assemelha a um monstro famoso da cultura pop. A intenção aqui é fazer o leitor retornar até as fronteiras pictas tão bem descritas por Robert Howard, sentindo um pouco da aflição da caçada, em que o cimério ora é a caça, ora é o caçador.
- “O Trono Vazio”: Por fim, último conto da coletânea. Trata-se de uma aventura que se passa cinco anos após os eventos ocorridos em “A Hora do Dragão”, de Howard. Aqui, temos um experiente rei Conan lutando nas arenas de pugilato das periferias de Tarantia, capital da Aquilonia, uma espécie de homenagem que faço as narrativas de boxe de Howard.. Enquanto Conan tenta descobrir provas em uma trama palaciana complexa, observamos também a atuação de Zenóbia e de diversos personagens coadjuvantes criados por Howard, em uma trama de côrte que envolve o reino vizinho de Zíngara. Dessa vez, Conan não sofre os efeitos de alguma conspiração, tal como nos três textos escritos por Howard em que o cimério é rei. Sendo o bárbaro, ao contrário disso, o agente das ações.
- Um texto final explicativo sobre os cinco contos do livro, bem como sobre os elementos howardianos usados nos respectivos textos, com a demarcação do legado do texano nas ideias centrais de cada trama.
- Marca páginas com uma arte fantástica original, em AI, concebido pelo designer do Fórum Conan, O Bárbaro, Edgard Rupel.
- Um mapa personalizado da Era Hiboriana de Conan, em tamanho A4, em papel couchê 180g feito designer do Fórum Conan, o Bárbaro, Edgard Rupel.
- Caso a campanha chegue a 300% da meta inicial, teremos então um mapa maior e personalizado da Era Hiboriana de Conan. Nesse caso, os apoiadores receberão o mapa em formato A3, em couchê 210g, com duas dobras e com a cronologia de vida do cimério no verso, incluindo as aventuras dos contos do livro dessa campanha.
- Especificações: 250 páginas/papel polen soft ou equivalente/16 por 23 cm/capa em brochura.
- As artes inscritas no interior da coletânea contam com diversos nomes. São eles:
- Mozart Couto
- Cayman Moreira
- Fábio Ochoa
- Bebeto Daroz
- Antônio Carlos Almeida
- Karolyne Rocha
- Rafael Barbosa
- Gio Guimarães
- Domênico Gay
- Alexandre Xanditz
- Otoniel Oliveira
- Rodney Buchemi
OBSERVAÇÃO
Os contos de Conan da compilação desta campanha foram aceitos pela editora Sportula, da Espanha. Os cinco contos de Collares irão integrar parte da coleção, "The Apocrypha of Conan", onde a editora publica novos contos e romances sobre o bárbaro cimério, incluindo a obra, "A Canção de Bêlit", do escritor e editor, Rodolfo Martinez, obra essa que foi publicada no Brasil pela AVEC Editora.
Trata-se de uma editora que se dedica a publicar textos de Robert Howard ou mesmo estudos sobre o texano, incluindo, "O Guia Howard", de Patrice Louinet, publicado aqui no Brasil pela RedDragon Publisher e também a biografia de Mark Finn sobre o criador do cimério. Vejamos a seguir alguns de nossos apoiadores e parceiros.

No início de 1932, mais particularmente no mês de fevereiro daquele longínquo ano, um jovem chamado Robert Ervin Howard viajou de ônibus até San Antonio, dirigindo-se ao Vale do Rio Grande, próximo à fronteira do Texas com o Velho México. Nessa região inóspita da divisa de seu estado natal, Howard concebeu um dos personagens mais famosos da fantasia heróica, usando das seguintes palavras:
Conan, simplesmente surgiu em minha mente alguns anos atrás, quando eu estava fazendo uma parada numa pequena cidade fronteiriça na parte baixa do Rio Grande. Eu não o criei por nenhum processo consciente. Ele simplesmente surgiu do nada, totalmente desenvolvido, e me colocou para trabalhar registrando suas aventuras.
Baseando o personagem em tipos sociais conhecidos por ele, os contrabandistas, rufiões, plataformistas de Petróleo, jogadores, boxeadores e trabalhadores rústicos das fronteiras do Texas – mesclando tais tipos sociais existentes a certos bárbaros oriundos da ficção literária – Howard teria imergido completamente nas narrativas desse novo personagem, pelo menos nos quatro anos seguintes a sua criação.
O personagem seria assim uma espécie de amálgama de outras tantas criaturas howardianas, heróis temerários do porte do rei Kull, da Valúsia, do chefe picto, Bran Mak Morn, dos gaélicos Turlog Dubb O’Brien e Cormac Mac Art, bem como dos demais tipos rústicos idealizados pelo escritor em outros textos pulps de sua autoria. Em suas palavras:
Conan nasceu alguns anos atrás em meu subconsciente, quando eu fiz uma parada em uma pequena cidade fronteiriça de Rio Grande. É simplesmente uma combinação de homens plurais que conheci e eu acho que é por isso que ele se tornou um golpe para mim quando eu embarquei no ato de escrever sua saga. Algum mecanismo de meu subconsciente tomou as características dominantes de vários homens armados do oeste do meu país, homens rústicos dos campos petrolíferos, certos jogadores profissionais e muitos trabalhadores honestos com quem estou em constante contato. Um amálgama que produziu aquele a quem chamo de Conan, o Cimério.
Conan tornou-se o arquétipo de vários outros personagens do escritor texano, possuindo muitos traços e aspectos encontrados nos mesmos, ainda que suas especificidades sejam igualmente marcantes, destacando-se sua Era Hiboriana – o ambiente ficcional ricamente elaborado por trás de suas muitas aventuras – além de traços de uma personalidade complexa, não monocromática ou mesmo não-unidimensional; um homem ao mesmo tempo astuto e brutal, selvagem e retilíneo, nobre e malandro, hedonista e estoico, melancólico e alegre.
O conto, “A Fênix na Espada” foi a primeira narrativa do cimério, publicada provavelmente em dezembro de 1932, uma espécie de reciclagem ou antropofagia literária de um conto anterior de Howard sobre o rei Kull, trama essa intitulada de “Por Esse Machado eu Governo!”. Em razão da ausência de elementos bizarros e sobrenaturais na respectiva aventura do rei bárbaro da Valúsia, o referido conto não foi aceito para publicação, levando Howard a inserir o ocultismo e o sobrenatural no primeiro texto do bárbaro cimério, concebendo vida a sua mais famosa e impactante criação.
Depois vieram outros tantos textos incríveis, hoje icônicos na cultura pop e entre os membros da fandom do personagem, destacando-se alguns bastante cultuados, incluindo, “A Rainha da Costa Negra”, onde Howard nos apresenta a incrível e sensual pirata Bêlit, “A Torre do Elefante”, onde vislumbramos a raça do homem elefante, Yag-Kosha, “Além do Rio Negro”, que muito mais parece um faroeste na Era Hiboriana do que qualquer conto genérico de fantasia, “Pregos Vermelhos”, que trata de uma rivalidade entre povos, sendo baseado numa rixa de sangue ocorrida na cidade de Lincoln, no Novo México, além de tantos outros textos howardianos dos Ciclos de Conan, consolidando o personagem na cultura das pulps e no gosto de seus leitores.
Hoje em dia, depois de filmes, passagens pelos quadrinhos da Marvel Comics e games digitais, as novas gerações não conhecem tanto o personagem bárbaro de Bob Howard, muito cultuado ainda entre um público mais velho, de mais de 40 anos no geral, exatamente o público que cresceu com as boas memórias do Conan dos filmes clássicos de Arnold Schwarzenegger ou com as tramas do cimério nos quadrinhos clássicos da Casa das Ideias.
Essa publicação de contos inéditos do cimério, melhor dizendo, de novos pastiches, segue a tentativa de revigorar o personagem na cultura pop, ao mesmo tempo em que vislumbramos cada vez mais compilações dos contos literários originais de Conan, escritos por Howard, sendo cada vez mais comuns tais publicações nas livrarias, tanto nos EUA, como em nosso país, destacando-se aqui a linda compilação completíssima das narrativas do personagem feita pela editora Pipoca & Nanquin.
O escriba Marco Antônio Collares, membro atuante da comunidade do “Fórum, Conan, o Bárbaro”, bem como do canal, “Explorando Segredos e Mistérios”, além de um pesquisador acadêmico – não somente sobre as tramas do cimério, mas de toda a obra howardiana – nos concebe então essa compilação de contos de Conan, contendo cinco narrativas em estilo pulp de sua própria autoria, tentando captar a essência howardiana nas mesmas.
Marco Antônio Correa Collares
Mestre Escriba dos contos de Conan de Mitos e Lendas da Era Hiboriana

O pesquisador, historiador, escriba e youtuber, Marco Antônio Correa Collares é formado em história pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), possuindo dois mestrados na área. O primeiro deles, de 2009, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Franca, onde versa sobre a política na Roma Antiga. O segundo, na mesma Universidade Federal de Pelotas (UFPel), finalizado em 2016, onde trabalha os Ciclos Literários do personagem Conan, de Robert Ervin Howard.
Esse segundo mestrado se transformou na obra, “Civilização e Barbárie em Conan, de Robert Howard”, que está em sua segunda edição e que versa sobre a construção do ser bárbaro frente ao homem civilizado nas narrativas literárias originais do personagem cimério, sendo sucesso de venda e de crítica, tanto acadêmicas, quanto da parte da fandom do personagem de Howard.
Além disso, o escriba Collares é também criador de artigos no portal Raio Laser, versado em temas vinculados a narrativas em HQs, bem como organizador da obra “A História Através das Mídias”, com artigos acadêmicos sobre diferentes narrativas intermidiáticas da cultura pop, tendo um artigo sobre a imagem de Conan ao longo do tempo. Collares é também ensaísta da obra, “Heróis Pulp”, da editora Skript, que versa sobre diferentes personagens dessas clássicas revistas de contos do período entre guerras, bem como suas influências sobre os super-heróis nas comics.
Além disso, nosso escriba é também editor de obras howardianas em nosso país: por enquanto, um livro sobre o rei Kull, da Valúsia – com a tradução de dois contos deste personagem – e outra obra sobre os anos iniciais como escritor do próprio Howard. Tal obra foi intitulada no Brasil de “O Rebelde”, também da Skript, sendo que tal publicação não passa de uma espécie de autobiografia ficcional do criador de Conan.
Collares é também prefaciador de estudos sobre a vida e obra do escritor texano, incluindo o incrível estudo filosófico de Afrânio Tegão, “A Filosofia em Conan, o Bárbaro”, bem como a compilação de contos do personagem puritano de Howard, Solomon Kane, da editora Pipoca e Nanquim. Além de tudo isso, o escriba faz parte da maior comunidade sobre Conan no Brasil, ao lado de nomes como Robilam Jr e Edgard Rupel, esse último, diagramador e organizador deste livro, além de ser o criador do incrível mapa da Era Hiboriana para a presente campanha.
Trata-se do Fórum, Conan o Bárbaro, que contém uma página no facebook, um perfil no instagram, um blog com muito conteúdo sobre Howard e seus personagens, incluindo uma revista virtual sobre fantasia – editada e organizada por Ronan Barros – além de um canal do youtube e diversos grupos e perfis em redes sociais variadas. No respectivo canal, Collares não apenas ajuda a fazer roteiros e conteúdos ao lado de Ronan Barros e do jovem escritor, Robilan Correa Jr, como também faz entrevistas com pessoas importantes relacionadas ao personagem Conan e suas narrativas midiáticas.
O escriba também é participante de um dos canais mais renomados em literatura e horror cósmico do youtube brasileiro. Trata-se do “Explorando Segredos e Mistérios”, com mais de cem mil inscritos e que conta com vídeos fantásticos narrados pelo personagem “Explorador”, com roteiros de diversas mentes pensantes, incluindo do próprio autor da obra desta campanha. O canal é um dos parceiros dessa produção e possui alguns dos mais incríveis vídeos de conteúdos de cultura pop, horror e fantasia da internet.
Atualmente, Collares é professor do Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul), bem como doutorando em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudando nesse momento a literatura fantástica de Robert Ervin Howard e suas relações com os temas do mito da fronteira dos EUA nas primeiras três décadas do século XX.
O pesquisador não analisa apenas aos Ciclos de Conan em seu doutorado, mas também os Ciclos do rei Kull, os de Solomon Kane e os de Bran Mak Morn. O escriba é também membro da Associação Internacional Robert Howard, a mais renomada entidade internacional de autores, estudiosos e fãs do escritor texano.
Alguns agradecimentos se fazem necessários para a escrita dos contos dessa edição, algo que quero reiterar já na campanha aqui iniciada.
Um agradecimento inicial para Fernando Neeser de Aragão, que muito me ajuda a analisar os fatos e detalhes dos contos, na iniciativa de deixá-los mais fiéis ao cânone howardiano.
Um agradecimento especial aos membros criadores do Fórum, Conan, o Bárbaro, mais especificamente a Ronan Barros e Edgard Rupel, que me incentivam na escrita de artigos e narrativas sobre Conan e outros personagens de Howard.
Não poderia deixar de agradecer também a Jean Gabriel Álamo, quem revisa os contos e os analisa do ponto de vista literário, ele que publicou algumas das narrativas aqui em sua Revista de Literatura Fantástica e que faz o prefácio da compilação de pastiches.
Digno de nota também e um agradecimento especial ao Explorador, que narra de forma exemplar os vídeos no canal, Explorando Segredos e Mistérios, pesquisando sobre as mais ricas criaturas existentes na cultura pop e nos mitos ancestrais da humanidade.
Um agradecimento especial também a todos os artistas que fizeram ilustrações para a obra e que leram os contos ou descrições de Conan nos mesmos para livremente criarem ilustrações fantásticas a algumas cenas das narrativas. São eles: Mozart Couto, Cayman Moreira, Fábio Ochoa, Bebeto Daroz, Antônio Carlos Almeida, Karolyne Rocha, Rafael Barbosa, Gio Guimarães, Domênico Gay, Alexandre Xanditz, Otoniel Oliveira, Rodney Buchemi.
Por fim, ao editor Denilson Carraretto, da editora Clock Tower, pelo apoio em torno da campanha, organização da obra, orçamentos e amparo técnico para a sua realização, além de Douglas Freitas, da Skript, pela parceria na publicação de Rei Kull e O Rebelde.
Dezembro/Janeiro: financiamento coletivo para arrecadação do valor
Março/Abril: produção e impressão de livros.
Junho: Empacotamento e envio dos brindes sorteados na campanha.
Julho: envio dos kits aos apoiadores.

A seguir, elenco cortes de algumas artes do livro, para que os apoiadores da campanha possam observar as qualidades das mesmas e de seus criadores. As legendas explicativas de cada uma das ilustrações são de minha autoria, seguidas do nome do artista das mesmas. Vejamos algumas:
Mozart Couto – Capa original lindamente desenhada pelo mestre nacional das ilustrações e HQs. Aqui, Conan salta sobre uma criatura do conto, “O Poder Oculto sob a Montanha”, talvez o conto mais lovecraftiano da série de compilação dessa obra de pastiches. As cores pastéis concebem um ar sombrio e a ação me remete ao modo de ser do cimério, usualmente objetivo e preciso quando necessário, mesmo no enfrentamento de criaturas antigas e aparentemente invencíveis. Notar que o barbarismo em Conan o faz agir diante do perigo, diferentemente do que ocorre aos homens civilizados.
Alexandre Xanditz – Linda ilustração em preto e branco para o conto, “O Prisioneiro Audaz”, o primeiro escrito para a série. Na cena, o ilustrador capta o momento em que o cimério mata um inimigo que se achava protegido por certos poderes arcanos de mimetismo. A barbárie inscrita nos modos e na essência primal do cimério soluciona o problema e o coloca imune aos poderes do adversário. Ao final, a clamor do aço resolve a questão e Conan se mostra, mais uma vez, um sobrevivente.
Cayman Moreira – O mestre das rachuras faz aqui uma linda arte sobre o embate entre Conan e um guerreiro kushita. O conto é novamente, “O Prisioneiro Audaz” em que o cimério resolve sua própria captura com doses elevadas de astúcia e um pouco de aço contra seus inimigos. A arte de Cayman capta a brutalidade do embate e as cicatrizes expostas do cimério denotam uma vida de batalhas, desvelando sua capacidade de sobreviver e seguir sempre adiante. Sabemos bem o resultado da batalha que está por vir.
Domênico Gay – Essa ilustração em preto e branco capta o momento de embate de Conan com a cria cuthulhiana do conto, “Nas Ruínas após a Estrada do Tempo”. O Conan desta arte possui traços gaélicos na face e gosto muito da forma como ele espera o ataque do monstro, algo narrado tal e qual na narrativa. Quando o artista capta o tom visceral de uma ação de combate, considero que ele foi plenamente bem-sucedido em sua arte, ainda mais em se tratando de nosso cimério favorito.
Fábio Ochoa – Aqui uma arte mais onírica e que representa os temores que envolvem Conan e que lhe causam mais estranheza do que uma realidade de ações concretas. A ilustração me remete aos sonhos ou ilusões que o cimério precisa lidar no conto, “Nas Ruínas Após da Estrada do Tempo”, pois a situação aqui não se revolve apenas com o aço, mas com o entendimento. De que a barbárie e a civilização se encontram em um ciclo de nascimento, transformação e morte. Acredito que o teor lovecraftiano da imagem desvela o que está por vir nesse conto e gosto muito da concepção do ilustrador para as prisões da mente do cimério.
Karolyne Rocha – Conan e Varínia, princesa de um reino tributário de Vendhya, se encontram envolvidos em meio a uma turba de fanáticos cultistas e sua idolatria diante de um antigo demônio da noite antiga, um ancião conhecido como Demônio da Língua Sangrenta. Quem conhece bem os mitos lovecraftianos, sabe de quem se trata e poderá vislumbrar os perigos enfrentados pelo cimério no conto, “O Poder Oculto sob a Montanha”. O modo como a ilustradora capta os temores da moça e a temeridade do cimério diante do perigo iminente, me remetem as melhores capas de quadrinhos do gerreiro de bronze.
Karolyne Rocha – Mais uma arte da ilustradora da imagem anterior, desta vez do conto, “Inimigo Meu”, que coloca Conan ao lado de um picto para enfrentar uma famosa criatura alienígena da cultura pop. Quem gosta de quadrinhos, vai perceber também o quanto a ilustradora fez uma homenagem a uma cultuada revista do bárbaro cimério. O leitor poderá estranhar – assim como na ilustração anterior – o fato de Conan estar vestido e não contar com sua famosa “tanga de texugo” e peito desnudo, tão comuns aos quadrinhos. Lembro aqui que os contos seguem o viés howardiano, que trajava o cimério das mais diferentes formas, de acordo com os mais distintos contextos.
Otoniel Oliveira – Aqui uma ilustração seminal, em que o cimério se encontra em uma luta de pugilato nas periferias de Tarantia. Trata-se de uma homenagem que faço aos contos de boxe de Howard. Utilizo de uma descrição de luta desse esporte em sua autobiografia ficcional, que editei em nosso país, a obra, O Rebelde. O conto em questão é, “O Trono Vazio”, em que o cimério se encontra como rei, efetuando uma escapada do trono para uma luta com seus punhos de aço. O inimigo é poderoso, mas sabemos que contra a selvageria bruta do cimério, não existe escapatória. O leitor poderá notar que na platéia da arena, atrás de Conan, o nosso artista ilustrou diversos quadrinistas e ilustradores famosos. Vale a pena descobrir quem é quem.
Bebeto Daroz – Mais uma linda arte do conto, “O Trono Vazio”, colocando o cimério ao lado de um inesperado aliado contra um gorila ancestral metamorfo, tipicamente howardiano. O conceito realista, a anatomia perfeita dos corpos e as ricas rachuras da arte em preto e branco me remetem sobremaneira ao traço de John Buscema e acho que o artista seria muito bem-sucedido numa narrativa em quadrinhos do cimério. Não é preciso ser qualquer oráculo para saber que a criatura está com seus dias contados.
Fábio Ochoa - O que dizer de Conan amarrado e feito prisioneiro? Podemos afirmar que a arte aqui revela um cimério indefeso e com ar temeroso? Claro que não. A ilustração, do conto, "O Prisioneiro Audaz" faz jus ao título, pois o artista conseguiu captar o quanto nosso estimado bárbaro está furioso, ao mesmo tempo em que planeja mentalmente sua fuga, usando de sua astúcia. Seus captores sofrerão a sina de quem ousa entrar no caminho do homem chamado Conan.
Rafael Barbosa - A ação é novamente o mote dessa ilustração de "O Prisioneiro Audaz". Um guerreiro kushita ousou se intrometer com o nosso bárbaro e sentiu o significado de enfrentar Conan na troca do aço. A lança cravada no olho foi o resultado do embate que encharcou as páginas do conto de sangue escarlate. Não se captura um cimério impune, cão do inferno!
Domênico Gay - Em mais uma arte de "O Prisioneiro Audaz", o ilustrador reverbera a "pequenês" dos captores de Amra/Conan em relação a sua figura imponente, mesmo ele cativo. Na visão dos nativos de Asgalun, Conan era o centro das atenções, enquanto seus algozes desfilavam cheios de empáfia no meio da multidão. Os olhos assassinos do cimério reverberam para muitos de nós sua vingança.
Alexandre Xanditz - Na ilustração do conto, "Inimigo Meu", vemos um cimério frente a frente com o picto Kelka e, logo atrás deles, um caçador ameaçador da cultua pop. Os dois bárbaros sobreviverão ao terrível antagonista que espreita na mata onírica de Yugot? Uma certeza nós temos. Se alguém pode sobreviver a tal criatura, esse alguém é Conan, da ciméria.
Cayman Moreira - Eis novamente o mestre brasileiro das rachuras, em mais uma arte fantástica do mesmo conto anterior, "Inimigo Meu". Novamente nosso bárbaro ao lado do picto Kelka a enfrentar o terrível caçador que espreita na mata cerrada. A surpresa denota ação, pois o ser bárbaro não deixa de lutar quando a adrenalina se espalha na corrente sanguínea. O medo não trava homens selvagens, diferentemente do que acontece com os civilizados. O caçador parece o agente da ação, mas dessa vez, ele tem dois inimigos a altura.
Gio Guimarães - O que dizer da ilustração acima? É simplesmente fantástica e faz jus a qualquer ilustração famosa do cimério. Aqui, Conan e uma princesa de um reino tributário de Vendhya precisam escapar das garras de um dos avatares mais interessantes de um conhecido ancião lovecraftiano. O conto é, “O Poder Oculto Sob a Montanha” e desvela os horrores cósmicos lovecraftianos na Era Hiboriana.
Antônio Carlos Almeida - Eis que no mesmo conto, "O Poder Oculto sob a Montanha", o ilustrador desvela a cena em que Conan observa, pela primeira vez, o ídolo de carne da seita de fanáticos cultistas que vivem nas cavernas das periferias de Vendhya. A criatura se encontra catatônica, antes do mostrar sua verdadeira face como o avatar conhecido como "Demônio da Língua Sangrenta". Detalhe que os fanáticos se mutilam em frente ao seu deus ausente e indiferente.
Rodney Buchemi - Nesta ilustração fantástica do conto, "O Trono Vazio", observamos a ação em toda a plenitude de um típico combate do bárbaro cimério. Aqui, um gorila metamorfo sofre a ira de Conan, em uma narrativa em que o protagonista é rei da Aquilônia, mas sem jamais perder sua ira selvagem. Novamente o comentário clássico howardiano. "Conan tem apenas um verniz de civilização".
MAIS UMA OBSERVAÇÃO
As artes elencadas acima foram postadas em cortes e de acordo com as escolhas de cores dos seus respectivos artistas. O livro será em preto e branco, então as artes não serão em cores, mantendo-se a tradição do preto e branco para as artes do cimério em muitas revistas em quadrinhos sobre o personagem. As artes, no livro, entretanto, serão completas.
Não sabe como funciona um financiamento coletivo? O processo é muito simples! Confira abaixo:
1. Leia atentamente a descrição da campanha e confira as recompensas. Elas são opções de pacotes de produtos que você irá levar pra casa.
2. Selecione a que mais te agradar e clique nela; em seguida, confira o valor e clique em "continuar" se assim desejar.
3. Siga os passos indicados pelo Catarse para realizar seu cadastro e concluir o apoio. As formas de pagamento são cartão de crédito (opções de parcelamento), boleto bancário ou PIX.
4. Caso o projeto não alcance a meta, você receberá seu dinheiro de volta integralmente. Caso a meta seja atingida, nós teremos um prazo para produzir as recompensas e enviar até você! O Catarse é a plataforma mais antiga e confiável de financiamento coletivo no Brasil, tendo muita credibilidade ao longo dos anos!
Sim, estamos planejando uma próxima campanha em que os contos serão adaptados em HQs.
A seguir, algumas páginas teaser das narrativas que estão sendo adaptadas: "O Prisioneiro Audaz", no clássico traço de Rafael Barbosa e "Inimigo Meu", com as ilustrações fantásticas do mestre das rachuras, Cayman Moreira.
Rafael Barbosa
Duas primeiras páginas de "O Prisioneiro Audaz". Nosso artista capta o momento em que Amra chega em Asgalun, capturado por um bando mercenário.
Cayman Moreira
Fotos das artes originais incríveis do mestre Cayman da narrativa, "Inimigo Meu". Precisa dizer mais?























