Em 1982, no auge de sua carreira, Horacio Altuna tomou uma das decisões mais importantes de sua vida: deixou para trás tudo o que havia construído na Argentina e atravessou o Atlântico rumo à Catalunha, em busca de um futuro melhor para sua família. Após duas décadas colaborando com grandes roteiristas argentinos como Héctor Germán Oesterheld e Carlos Trillo, Altuna iniciou uma nova fase em sua carreira, desta vez como autor completo. Foi quando criou suas próprias histórias, sendo a primeira delas Ficcionário. Publicada na revista 1984, da Toutain Editor, a série de 10 contos foi um marco em sua trajetória, rendendo a Altuna seu primeiro prêmio como roteirista. Mais tarde, em 1988, ele expandiu esse universo com a graphic novel Imaginário.
FICCIONÁRIO (TOUTAIN, 1985)
Publicado nas edições 50, 55 a 62 e 64 da revista 1984, Ficcionário escancara a visão crítica de Altuna sobre regimes ditatoriais, totalitarismo e cerceamento de liberdades. Ambientada em um futuro distópico, a obra narra as aventuras cotidianas de Beto Benedetti, um homem comum em uma cidade marcada pela corrupção, decadência e controle social. Cercado por dispositivos de bioprogramação e uma sociedade consumista, Beto tenta equilibrar as regras do sistema opressivo com seu desejo de reconexão humana. Ao lado de Mai, uma mulher que desafia as normas sociais, ele enfrenta situações surrealistas e trágicas, refletindo sobre o valor da humanidade em um mundo que busca mecanizar emoções e relações.
CURIOSIDADE:
Os contos O Morto, O Imortal, Fiel e Submisso, Lovestory, O Cerco, Ida e Volta e Programação foram publicados entre 1989 e 1992 na revista Porrada! Especial, da editora Vidente, de forma não licenciada, segundo Altuna.
IMAGINÁRIO (DARGAUD, 1988)
Em 1988, Altuna deu sequência às histórias de Beto Benedetti com a graphic novel Imaginário, publicada na França pela Dargaud. A obra apresenta quatro histórias interligadas, acompanhando Beto em um futuro onde ele trabalha como cinegrafista, guiado remotamente por um diretor enquanto documenta eventos extremos, como um sequestro e a caça a um ganhador de loteria. Posteriormente, foi publicada em sete partes na revista Zona84, entre abril e outubro de 1989. A narrativa explora temas como voyeurismo, manipulação midiática e desumanização.
CURIOSIDADE
Na edição norte-americana de Imaginário, publicada na Heavy Metal com o título No Imagination, o protagonista teve seu nome alterado de Beto para Mark Benedetti.
A Risco Editora apresenta uma edição definitiva que reúne Ficcionário e Imaginário em um único volume, preservando a essência das histórias originais. A tradução é de Érico Assis.
A obra é uma crítica à alienação e ao avanço tecnológico desmedido, mostrando como a busca por liberdade e amor se torna uma forma de resistência contra um sistema opressor. Ficcionário é uma história intensa e provocativa, que desafia o leitor a refletir sobre o significado da conexão verdadeira em uma sociedade desumanizada.
Nesta edição, Ficcionário contará com 68 páginas em preto e branco, enquanto Imaginário será publicado em cores, com 52 páginas.
CLIQUE AQUI E LEIA A PRÉVIA de Ficcionário, com o conto Fiel e Submisso.
CONFIRA ABAIXO ALGUMAS PÁGINAS DE IMAGINÁRIO
FICCIONÁRIO terá 128 páginas no total, em formato magazine (21 x 27,5 cm), com capa dura e papel offset 120g, garantindo alta qualidade de impressão tanto em preto e branco quanto em cores. Acompanha um belíssimo marcador de páginas exclusivo.
Além de FICCIONÁRIO, é possível adquirir alguns dos quadrinhos publicados pela Risco Editora. Todas as recompensas vêm acompanhadas de um CUPOM de 15% OFF para ser utilizado no site riscoeditora.com até 31/03/24. O cupom não é válido para pré-lançamentos e produtos exclusivos/limitados, e não é cumulativo com promoções ativas.
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Nascido em Córdoba em 1941, começou a trabalhar com quadrinhos em 1965, formando parcerias com grandes roteiristas como Robin Wood e Hector G. Oesterheld. Em 1975 faz seu primeiro trabalho com o roteirista Carlos Trillo, a tira El Loco Chávez publicada no jornal Clarín por treze anos. Seu trabalho chamou a atenção do público europeu e em 1982, já morando na Espanha, realizou o emblemático O Último Recreio.
A convite da Risco Editora, Horacio esteve entre as atrações do Artists' Valley da CCXP22. O autor, que compareceu à Spoiler Night e aos quatro dias do evento, concedeu entrevista ao Omeleteve junto de seu editor, Marcus Leopoldino. A entrevista, que durou cerca de 20 minutos, você confere na íntegra no vídeo abaixo.
Criada em 2015, a Risco Editora começou focada exclusivamente na produção de quadrinhos originais, com os roteiros dos sócios Marcus Leopoldino e Gabriel Calfa em parceria com diversos artistas da cena independente de quadrinhos.
A partir de 2021, decidimos dar um passo diferente e tornar a Risco uma editora também de obras licenciadas internacionais, e começamos a pesquisar títulos que tivessem a nossa cara, tanto clássicos quanto contemporâneos.
Marcus e Gabriel, com Horacio Altuna (ao centro) no Artists' Valley da CCXP22.
Estamos animados em anunciar mais um marco em nosso catálogo de ficção científica e narrativas distópicas! Após os clássicos O Último Recreio, de Trillo e Altuna, e Contos de um Futuro Imperfeito, de Alfonso Font, temos o orgulho de apresentar Ficciorário, de Horacio Altuna, ao público brasileiro.
Reunindo todas as aventuras de Beto Benedetti, Ficciorário aborda a luta por liberdade e conexão em um futuro marcado pelo controle social e pela alienação tecnológica. É uma alegria trazer mais uma obra de Altuna, nosso primeiro autor e hoje um grande amigo, reforçando nosso compromisso de publicar quadrinhos excepcionais que emocionam e fazem refletir.






























