O cartunista Ota, ex-Mad, é o primeiro lançamento de HQ nacional da Tai Editora.
O livro é uma compilação da série A Garota Bipolar, do Ota, que vem sendo publicada em pequenas edições em formatinho (com mais de 3 mil exemplares vendidos de mão em mão em eventos). Agora ganha uma versão integral, no formato de álbum (20,5 x 27 cm), incluindo as inéditas tiras do quarto volume, ainda não publicado.
A edição de colecionador de A Garota Bipolar também traz, além do material inédito, muito material extra e marca o início da coleção de álbuns do Ota, pela Tai Editora.
O livro narra o dia a dia da convivência do Ota com Bibi: uma garota maluca que conheceu numa noite e se instalou na casa dele.
Ota está apaixonado e fica obcecado pela ideia de fazer sexo com sua nova namorada. Bibi é uma garota problemática, traumatizada com homens, que já se casou trocentas vezes, mas não fez sexo com nenhum dos ex-maridos. Essa é a história de um conturbado casamento de menos de uma semana, entre os dois.
Embora Bibi se considere esposa do Ota e diga que o ama, tem verdadeira aversão em fazer sexo com homens. Segundo ela, é "bissexual, mas só transa com mulheres". Ota é a "bola da vez" e tenta reverter a situação.
O livro mostra toda a glória e a agonia desse relacionamento, com direito a uma passagem do Ota pelo mundo dos mortos. Afinal, a esperança é a última que morre.
Desde que começou a saga, uma legião de fãs vem acompanhando as tiras e fazendo comentários. 99% dos fãs acham a Bibi uma chata e imploram para que Ota caia na real e a expulse de sua vida. Por outro lado, 99% dos fãs acham Ota um "pau mandado" e que ambos se merecem. Tem 1% que não se mete na vida dos outros.
As fanpages da Garota Bipolar e do Ota somadas já ultrapassaram a marca dos 55 mil fãs. Se cinco por cento deles participarem da campanha já dá pra viabilizar a coleção definitiva de álbuns do Ota. Para isso, muitas recompensas exclusivas para os fãs estarão nessa campanha.
Uma recompensa especial está aguardando um apoiador tão maluco quanto o Ota. Nada mais, nada menos que um ORIGINAL DA MAD!
ATENÇÃO
Além da ORIGINAL DA MAD o comprador irá levar um caminhão de itens da campanha do Ota. Livro, camisetas, pôster, bolachas de chopp, nome nos créditos e muito mais.
Os quadrinhos da Tai Editora também fazem parte dessa campanha. Tem os argentinos Cazador e Crazy Jack, além do grande mestre italiano Magnus e do seu mais controverso personagem: Necron.
No Catarse, 13% do dinheiro apurado fica para a plataforma. 87% são para os custos de produção e distribuição do livro. Ou seja, os custos com a gráfica, as recompensas, a parte editorial e os envios.
A parceria entre a Tai e Ota chegou em uma meta de 27 mil para fazer o livro em um padrão internacional e com um formato grande, algo que todo o artista brasileiro merece. Afinal, são quase 50 anos de serviços prestados ao mercado editorial e ao humor brasileiro.
ATENÇÃO: Importante lembrar que a tiragem será limitada, então não deixe para depois, garanta já seu exemplar de A Garota Bipolar Volume Um ou poderá ficar sem.
O Ota dispensa apresentações, mas, em consideração aos novos leitores controversos do Brasil varonil, aqui vai...
Ota é o nome artístico/personagem do cartunista, quadrinista, roteirista, editor e escritor brasileiro Otacílio D' Assunção (o nome completo, procure você).
Ota iniciou sua carreira em 1970, na extinta EBAL. Três anos depois, ingressou na editora Vecchi e, ainda em 1973, também lançou três edições, totalmente autorais, da revista Os Birutas. Nessa mesma época, colaborou para publicações de quadrinhos underground como A Roleta, Vírus e A Mosca.
Em 1974, Ota foi o responsável pela versão brasileira da revista humorística MAD, como editor. Ainda pela Vecchi, criou as revistas de terror Spektro, Pesadelo, Sobrenatural e Histórias do Além. Ota também colaborou na criação de Chet, uma "versão brasileira" de Tex, da Bonelli, tambem editado pela Vecchi.
Com o fim da editora Vecchi, em 1983, Ota voltou para a EBAL, onde trabalhou na editoração da revista Cinemin. No ano seguinte, a MAD voltou a ser publicada, dessa vez pela editora Record, e Ota voltou a ser o editor da revista.
Na fase da MAD na Record, Ota criou o "Relatório Ota", a sua seção mais famosa e longeva dentro da revista.
Pela Record também publicou o livro O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, com uma análise da obra de Zéfiro, criador de quadrinhos eróticos brasileiros na década de 1960.
Durante todo o período como editor da MAD, Ota seguiu fazendo inúmeros roteiros para os mais diversos quadrinhos. O Recruta Zero, na época publicado pela editora Globo, foi um deles.
Em 1994, recebeu o prêmio de Melhor Revista Independente no Troféu HQ Mix, do Rio de Janeiro, pela criação da Revista do Ota, em 1993.
Com o fim da MAD pela Record, no ano 2000, um hiato ocorreu até que a Mythos assumiu a publicação. Lá estava Ota, outra vez, no comando da revista mais maluca do mundo.
Em 2005 e 2006, Ota assinou coluna sobre quadrinhos e tiras para o Jornal do Brasil e Folha Dirigida.
Com o fim da MAD pela Mythos, dois anos se passaram até que, em 2008, a Panini retorna com revista. A colaboração do Ota com a última versão da revista no Brasil durou apenas 7 edições. Ota então deixa, definitivamente, o cargo que ocupou por 34 anos e entra para a história como o maior editor da MAD no Brasil, já que a revista foi extinta em 2017.
Com um novo rumo em sua carreira, Ota foi responsável pela restauração, tradução e edição das revistas da Luluzinha e do Recruta Zero, álbuns do Mandrake e Fantasma, pela Pixel Media, selo adquirido pela Ediouro , e pela coleção de álbuns remasterizados de Asterix, pela editora Record.
Em 2016, lançou A Garota Bipolar e publicou de forma independente.
Agora, Ota prepara o primeiro volume em versão de álbum de A Garota Bipolar, pela Tai Editora, além de trabalhar com diagramação e letras de diversas obras que vem sendo trazidas para o Brasil por editoras como Lorentz, Figura, entre outras.



















