Se você, como nós, também acredita no potencial transformador da arte e entende a importância dos artistas, tanto para nos entreter, quanto para nos fazer refletir, traduzindo o turbilhão de sentimentos que atravessamos durante a pandemia, então você certamente encontrará ressonância nessa campanha e no projeto Gonzo Ha: Acidente Divino.
Se para atravessar momentos turbulentos da sua vida, você recorreu à música, literatura, filmes e séries, estamos no mesmo barco, nossa equipe se identifica com você e te dá as boas vindas ao projeto.
Eu tenho trabalhado num monólogo de Gonzo Ha para o teatro desde 2018. Dois anos pré-pandemia. Mas o desejo de explorar o cenário de Hamlet no cinema é ainda mais antigo, desde 2014. Possivelmente, esse interesse tenha se revelado ainda nas minhas aulas de teatro, em 2004.
Gonzo Ha: Acidente Divino é um spin-off que acontecerá antes da “obra principal”. Essa é a primeira ramificação do projeto global Gonzo Ha. Uma não-biografia oficial, definitivamente não-autorizada, de Hunter S. Thompson. Na verdade, uma desculpa para contar uma autoficção recontextualizando a minha leitura de sua linguagem.
O filme tem como objetivo ilustrar o tema de saúde mental a partir da minha própria depressão em uma interpretação da estrutura da literatura Gonzo em encontro com a dramaturgia de Shakespeare, numa investigação do comportamento tóxico masculino, da prevenção de suicídio e de um caminho terapêutico.
A obra será adaptada para o cinema, em forma de um curta de ficção experimental de até 15 minutos. Dirigido e roteirizado por mim, Bruno Peixoto, com uma equipe técnica cúmplice, generosa e sensível ao tema.
Obrigado pela sua solene contribuição e por nos ajudar a dar forma a esse projeto. Torço para que goste de assistí-lo, tanto quanto gostaremos de realizá-lo.
Apesar de uma motivação tensa e uma reflexão profunda e contínua de uma experiência angustiante, o filme tem o intuito de entreter o espectador selvagemente.
Enquanto isso, as melodias fantasmagóricas e melancólicas de Nick Cave aos poucos encharcam os sonhos e psique da equipe.
Pra dar espaço para o novo, o velho tem que ir embora.
Um encontro inusitado com os coveiros de Hamlet provoca um ator a refletir sobre sua existência a partir das tendências suicidas de Ofélia.
Como se Duke, o alter ego do Doutor do Jornalismo, Hunter S. Thompson, se manifestasse em uma peça de William Shakespeare no filme “Como ser John Malkovich”.
Gonzo Ha: Acidente Divino é um curta metragem de baixo orçamento com produção aprovada no edital da Lei Aldir Blanc em Minas Gerais. No entanto, o financiamento contemplado para as filmagens não é suficiente para realizarmos a visão do projeto além de outros cuidados que pretendemos para o filme. E para que possamos honrar essas ideias, precisamos da sua ajuda.
Surrealismo é um movimento artístico avant-garde. Uma prática revolucionária de (re)encantamento que procura reverter a violência do racionalismo ao restaurar sonhos e o inconsciente como dimensões vitais da existência humana.
Pense Yargos Lanthimos, Leos Carax, David Lynch.
Estranho e maravilhoso.
Marcelo Castro é um artista da cena. Foi membro-fundador do Grupo Espanca! onde permaneceu por 13 anos, atuando nos espetáculos "Por Elise"; "Amores Surdos"; "Congresso Internacional do Medo", "Marcha Para Zenturo, "O Líquido Tátil" e dirigindo "Real" e "Dente de Leão.
Alexandre Vasconcelos é ator e locutor. Licenciado em teatro pela UFMG, trabalhou em “A Mulher Sem Pecado” Kaluh Araújo, “O Mercador de Veneza” Catherine Paskell, “Vereda da Salvação” Marcelo Bones, “Geraldo” Leonardo Bertholine e “Woyzeck” Lenine Martins “. E em filmes como “Ponto Org” Patricia Moram, “Oxianureto de Mercúrio” André Carrera, “O Segredo de Franchase” Eduardo Zuza.
Bruno Peixoto é um artista multiplataforma: ator, músico, diretor e escritor. Graduado em "Cinema e Vídeo" pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte, em 2009. Diretor e fundado do Gorila Branco Audiovisual. Realizou trabalhos com artistas no Brasil e no mundo. Em países como Inglaterra, Tailândia, Dinamarca, Noruega, Espanha e Estados Unidos.
Denise Flores trabalha há dezesseis anos como produtora executiva e diretora de produção. Diretora do documentário “Instantes”, contemplado com o 6º Prêmio BDMG Cultural para curtas-metragens de baixo orçamento. Em parceria com a realizadora Ana Carolina Soares produziu os curtas-metragens de ficção "Logo Após" (2018) e “Estado Itinerante” (2016). É a produtora responsável pela “Vôo Livre Produções”.
Gonzo Ha: Acidente Divino é uma reflexão das minhas próprias experiências. Uma construção de ficção pessoal para permitir que esse autor, que suportou uma experiência psicótica, tome o controle da narrativa e você ainda nos ajuda a elaborar a estigmatização dessas experiências.
Esse filme é uma carta aberta para - e sobre - uma comunidade que enfrenta desafios com ansiedade, depressão e desesperança, mas com um vocabulário cinemático temerário.
Ser um apoiador do projeto Gonzo Ha é apostar num modelo diferente de produção audiovisual que promove mais liberdade, autonomia e criatividade para os artistas experimentarem os meios de produção com propostas arriscadas, que raramente tem financiamento adequado para produção de outras maneiras mais convencionais ou institucionais.
Na pegada faça-você-mesmo, tomando o destino de nossa criação e arte em nossas mãos, esse caminho de produção é inspirado na produção de teatro e cinema independente americano de John Casavettes.
Sua contribuição significa que podemos fazer isso.
Ocupação de um teatro: nosso filme é curto. Essencialmente, uma mesma cena que habita duas locações distintas. Uma colina nas montanhas de Minas Gerais e um teatro que nos hospedará por um dia.
Um super time de colaboradores: nossa equipe principal - elenco, fotografia, produção e direção - é super enxuta, porém para dar corpo às demais ações que desejamos realizar para o projeto, recorreremos a mais profissionais responsáveis por entregas específicas - design, áudio e música - para materializar a visão do trabalho.
Trabalho artístico é trabalho de verdade e requer dedicação, energia, tempo e dinheiro.
Promoção do projeto: se ninguém assiste o filme, a peça, a música, o texto… ele existe?
Queremos dar um corpo mais robusto à obra, com a possibilidade de uma circulação do filme e outras mídias para expandir essa história. Essa campanha de financiamento coletivo do Catarse irá nos ajudar a criar esse suporte ao projeto.
Seu apoio não ajudará apenas um criador cheio de coragem a colocar esse bangue no mundão, mas também apontar a direção para um futuro planejamento de novos projetos e conexões com mais fazedores de coisas.
Acompanhe as novas postagens para tirar possíveis dúvidas sobre nossos objetivos, maneira de pensar e reflexões sobre a campanha.
Realizar um filme requer um grande investimento financeiro. Mesmo um curta metragem de baixíssimo custo pode apresentar-se caro. Com sua ajuda, nós alcançaremos a nossa meta mínima de R$ 5.000,00 com essa campanha em 30 dias.
O financiamento coletivo vai custear a produção das recompensas materiais e as horas de trabalho da equipe para as recompensas imateriais, possíveis alugueis de equipamentos, taxas de locação, design, trilha sonora e liberação de direitos musicais, distribuição do filme, taxa do Catarse e impostos. Essas rubricas poderão sofrer alterações.
Toda a nossa equipe, direção, produção, fotografia etc. tem trabalhado para deixar os custos baixos e certificando-se em manter o rigor na qualidade.
Nesse momento, trabalhamos a decupagem do roteiro para realizar as filmagens no início de setembro de 2021. Estamos estudando as alternativas para as duas locações, estamos finalizando os figurinos, refletindo sobre a utilização de uma trilha sonora original e ensaiando virtualmente com o elenco.
04.08 - 08.09:
Campanha Catarse - Gonzo Ha: Acidente Divino
06.09 - 12.09:
Última fase de pré-produção.
10.09 Sexta-feira:
Primeira live exclusiva para apoiadores.
13, 14 e 15.09:
Filmagem.
20.09:
Início da fase de pós-produção.
04.10:
Início da produção das recompensas materiais.
18.10:
Início dos envios das recompensas materiais.
25.10 - 29-10:
Sessões individuais de mentoria com Bruno Peixoto e com Rafa Cappai.
03, 10, 17 e 24.11:
Sessões semanais do Projeto Mayhem: grupo de estudos criativos.
09.12:
Estreia online exclusiva para apoiadores mais bate papo com equipe do filme.
Como artistas independentes, realizamos nossas operações com orçamentos limitados e autofinanciamento - enquanto paralelamente, aplicamos alguns projetos em editais institucionais de estímulos às artes.
Ainda não possuímos um orçamento anual para bancarmos o desenvolvimento de novas ações ou um lastro fiscal que assegure a participação em Leis de Incentivo e editais mais robustos que apoiam as escolhas estéticas e de linguagem de nossos projetos. Também estamos construindo nossas pontes e tentando expandir a nossa audiência.
Resistência
Somos artistas com o empenho em produzir durante a pandemia como um ato de resistência e enfrentamento às políticas anti cultura e de negligência social e sanitária presentes nas ações da autoridade máxima do governo federal.
Pandemia
As restrições devido à Covid19 sofrem constantes mudanças. Nós iremos seguir as indicações sanitárias locais e atender à todos os protocolos vigentes para manter a produção o mais possivelmente segura para o elenco, a equipe e as demais pessoas que possam estar envolvidas.
Sustentabilidade ambiental
Vamos cuidar do espaço durante e após a nossa utilização, cuidando da limpeza, limitando nossa pegada, otimizando o transporte da equipe, evitando o uso de plásticos e o desperdício de alimentos.
Torcemos pelo alinhamento dos esforços e contribuições coletivas de nossos apoiadores para o sucesso de nossa campanha ao encarar esses desafios. Abraçamos esse experimento de peito aberto com a mesma sensação de novidade de quando embarcamos em uma nova aventura criativa.
Eu gostaria muito de saber de você. Por favor, entre em contato: ola@gorilabranco.com.
E acompanhe as notícias por aqui e pelo IG: @rachacuca.












