Coletânea
Nas últimas décadas, em distintos países do mundo, a escrita histórica em arquitetura vem passando por mudanças formidáveis. O aparecimento de compêndios e manuais de método em historiografia e crítica, de eventos e coletâneas dedicados a esse universo da escrita, de biografias e antologias de textos de grandes autores, e de números temáticos inteiros de revistas da área, é apenas a face mais visível desse movimento de revisão dos modos de fazer história e crítica de arquitetura.
O impacto dessas mudanças é bastante amplo também nas salas de aula, na pesquisa especializada e no conhecimento da arquitetura, reposicionando-a nas discussões sobre cultura, política e sociedade, ampliando seus diálogos com as artes, a filosofia, as ciências humanas, ecoando as agendas teórico-críticas da vez: a semiologia, o marxismo, a fenomenologia, o pós-estruturalismo, os estudos culturais, pós-coloniais, de-coloniais, as questões de gênero, raça, corpo, entre outras.
No Brasil, com a expansão da pesquisa e da pós-graduação a partir dos anos 1990, a escrita de história da arquitetura também vem ganhando densidade e capilaridade, expressando demandas não somente ligadas à educação e à disciplina, mas colocadas por outros âmbitos institucionais, meios patrimoniais, a imprensa, museus, espaços culturais e organizações da sociedade civil. Ainda assim, contudo, é patente a escassez de publicações de peso em português que coloquem em perspectiva os rumos e os usos que o campo da história vem assumindo nas últimas décadas.
Arquitetura e escrita: relatos do ofício é uma contribuição ao preenchimento dessa lacuna. Reune 24 entrevistas com importantes historiadores(as) e críticos(as) brasileiros(as) e estrangeiros(as), pertencentes a distintas gerações e matrizes intelectuais. Realizadas pelos organizadores ou por colaboradores convidados, elas iluminam suas trajetórias de formação, filiações e principais trabalhos na área, suas posições metodológicas e interpretativas, além de seus diálogos com outros autores e disciplinas.
O livro integra uma série junto com outros dois volumes, a serem brevemente publicados. O primeiro deles é composto de ensaios antológicos e contemporâneos, que problematizam objetos clássicos e temas emergentes no campo historiográfico. O segundo, reune análises inéditas de trajetórias e contribuições individuais de historiadores(as) e críticos(as) do passado e do presente, em sua maioria brasileiros(as).
The Collection
In recent decades, in different countries around the world, historical writing in architecture has undergone tremendous changes. Historiographic and critical anthologies, biographies and collected works by renowned authors, and special-issue journals appear just as the most visible face of this movement to revise modes of writing architectural history and criticism.
The impact of these changes is immediate in the classrooms, in scholarship, and in the general knowledge of architecture, repositioning it in society and in the cultural field, expanding its dialogues with the arts, philosophy, humanities, and theoretical-critical agendas: semiology, Marxism, phenomenology, poststructuralism, cultural studies, post-colonialism, de-colonialism, and gender and race studies, among others.
In Brazil, with the expansion of graduate research and scholarly work from the 1990s onwards, the writing of architectural history has become more robust and developed new nodes of interest, reflecting demands related not only to education within the discipline, but to other institutional spheres. These include the press, museums, and cultural heritage and community-based organizations. Still, there remains a lack of comprehensive publications in Portuguese exploring methodological and historiographic issues in our field.
Architecture and Writing: accounts of the craft works to fill this lacuna by bringing twenty-four interviews – with Brazilian and foreign historians and critics, across different generations and intellectual backgrounds – together. Carried out by the editors and invited collaborators, the conversations reveal an array of educational pathways, methodological and interpretative positions, and dialogues within and beyond different disciplines.
This book is part of a series, with two additional (forthcoming) volumes. The first of these is composed of a set of anthological and contemporary essays, which historiographically problematize classical objects of interest and frame new and emerging topics. The second brings together a set of recent analyses of individual trajectories and contributions of both Brazilian and foreign historians and critics.
Arquitetura e escrita: relatos do ofício
Introduzidas por uma reflexão de conjunto proposta pelos organizadores, e por um ensaio fotográfico de autoria do artista Rubens Mano, as entrevistas foram agrupadas em cinco chaves: Prismas do estético (com Anthony Vidler, Otília Arantes, Sophia Telles, Carlos Comas, Carlos Brandão e Gustavo Rocha-Peixoto); Patrimônio como princípio (com Ramón Gutierrez, Carlos Lemos, Geraldo Gomes e Monica Junqueira); O tecido da história (com Gwendolyn Wright, Jean-Louis Cohen, Jorge Francisco Liernur, Carlos Martins, Adrián Gorelik e Margareth Pereira); Cultura e materialidade (com Kenneth Frampton, Sérgio Ferro, Sylvia Ficher e Ana Luiza Nobre); e Entre projetos e propósitos (com Hugo Segawa, Ruth Verde Zein, Abilio Guerra e Fernando Lara).
Ao mesmo tempo que esclarece trajetórias das mais significativas, o volume se propõe a contribuir para uma revisão abrangente de seus legados intelectuais, e das das questões e dilemas já enfrentados, de modo a alimentar novas possibilidades de atuação em história e crítica de arquitetura. A pluralidade de trajetórias e vozes reverbera não apenas nas leituras especializadas, mas revela conexões variadas com o campo ampliado da arquitetura, incluindo a prática projetual, urbanística e patrimonial, a atuação do arquiteto, do historiador e do crítico na política, na cultura e nas instituições, o significado das formas edificadas, a sua produção material e modos de apropriação social.
Architecture and writing: accounts of the craft
Following an introductory account by the editors and a photographic essay by visual artist Rubens Mano, the interviews were grouped into five key sections: Prisms of aesthetics (with Anthony Vidler, Otília Arantes, Sophia Telles, Carlos Comas, Carlos Brandão and Gustavo Rocha-Peixoto); Heritage as a principle (with Ramón Gutierrez, Carlos Lemos, Geraldo Gomes da Silva and Monica Junqueira); The fabric of history (with Gwendolyn Wright, Jean-Louis Cohen, Jorge Francisco Liernur, Carlos Martins, Adrián Gorelik and Margareth Pereira); Culture and materiality (with Kenneth Frampton, Sérgio Ferro, Sylvia Ficher and Ana Luiza Nobre); and Between Projects and Purposes (with Hugo Segawa, Ruth Verde Zein, Abilio Guerra and Fernando Lara).
While illuminating exemplary itineraries, the volume intends to contribute to the recognition of previous achievements and – through the identification of issues and dilemmas faced – to nourish new possibilities of practice within history and criticism, in their connections with architectural culture, design production, urban planning, heritage issues, and the most diverse forms of making, meaning and use of the built environment.
Sobre o livro
Projeto gráfico | Dárkon V Roque
Ensaio fotográfico e imagem da capa | Rubens Mano
Capa | formato - fechado 135 x 205 mm, aberto 447 x 205 mm; papel - supremo 250g; impressão - 2x1 cores *
Miolo | páginas - 512p.; formato fechado - 135 x 205 mm, aberto - 270 x 205 mm; papel - offset 90g, impressão - 1x1 cor *
* informações sujeitas a modificação, conforme finalização do livro.
Sobre os organizadores
José Lira
Professor titular do Departamento de História da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Doutor e Livre-Docente pela mesma instituição, fez Pós-Doutorados na Universidade de Columbia e na Escola Nacional Superior de Arquitetura de Paris-Malaquais. Autor de O visível e o invisível na arquitetura brasileira (DBA, 2017), Warchavchik: fraturas da vanguarda (Cosac & Naify, 2011), e co-organizador das coletâneas Domesticidade, Gênero e Cultura Material (Edusp/ CPC, 2017); Memória, Trabalho e Arquitetura (Edusp/CPC, 2013), São Paulo, os estrangeiros e a construção das cidades (Alameda, 2011) e da 4a edição de Caminhos da Arquitetura, de Vilanova Artigas (Cosac & Naify, 2004).
Felipe Contier
Arquiteto e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Doutor pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP). Professor de teoria e história da arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU-UPM).
João Sodré
Arquiteto e urbanista, mestre e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Professor da Escola da Cidade e da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). Associado ao escritório gruposp.
Jonas Delecave
Arquiteto e urbanista pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (EAU-UFF), mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PROARQ-UFRJ) e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo (FAU-USP). Professor no curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Paula Dedecca
Arquiteta e urbanista, mestre e doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Professora de história da arquitetura na Escola da Cidade.
Samira Chahin
Arquiteta e urbanista, mestre e doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Especialista em Gestão do Patrimônio Cultural pela Universidade de Salamanca. Professora no curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Facens, Sorocaba.
Victor Próspero
Arquiteto e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), onde desenvolve pesquisa de doutorado com apoio da FAPESP e bolsa Fulbright para pesquisador visitante na Universidade de Harvard. Associado ao escritório SPBR Arquitetos.
Sobre os entrevistados
Abilio Guerra
Arquiteto, mestre e doutor em História, é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com Silvana Romano Santos, é editor da Romano Guerra Editora e do Portal Vitruvius, publicou, dentre outros títulos: O primitivismo em Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Raul Bopp (2010), Rino Levi arquitetura e cidade (com Renato Anelli e Nelson Kon, 2001/2019) e Arquitetura e natureza (2017).
Adrián Gorelik
Arquiteto, é professor da Universidade Nacional de Quilmes e publicou, dentre outros títulos: La sombra de la vanguardia: Hannes Meyer en México, 1938-1947 (1993, com Jorge Liernur), La Grilla y el Parque (2001), Das Vanguardas a Brasília (2005) e Cidades sul-americanas como arenas culturais (2019, organizado com Fernanda Arêas Peixoto).
Ana Luiza Nobre
Arquiteta, mestre e doutora em História, crítica e curadora de arquitetura, é professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, autora de Carmen Portinho: o moderno em construção (1999) e co-organizadora de Um modo de ser moderno: Lucio Costa e a crítica contemporânea (2004); Coletivo: Arquitetura paulista contemporânea (2006); Arquitetura Atlântica: deslocamentos entre Brasil e Portugal (2021).
Anthony Vidler
Arquiteto pela Universidade de Cambridge, lecionou na Universidade de Princeton, na Universidade da Califórnia em Los Angeles, na Universidade de Yale e é desde 1992 professor titular da Cooper Union. Entre seus livros destacam-se: The Architectural Uncanny (1992), Warped Space (2000), Histories of the Immediate Present (2008), James Frazer Stirling: notes from the archive (2010), e The Scenes of the Street and other Essays (2011).
Carlos Lemos
Arquiteto, é professor titular aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, autor, dentre outros livros, de Dicionário da Arquitetura Brasileira (1972, com Eduardo Corona); Cozinhas, etc. (1976), Arquitetura Brasileira (1979), O que É Arquitetura (1980), O que É Patrimônio Histórico (1981), Alvenaria Burguesa (1986), Ramos de Azevedo e seu Escritório (1993), A República Ensina a Morar (Melhor) (1999), Casa Paulista (1999), Viagem pela carne (2005) e Da Taipa ao Concreto (2013).
Carlos Martins
Arquiteto, é professor titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, e, dentre artigos e livros, publicou: Estado e identidade nacional no projeto modernista (1992), Hay algo de irracional (1999) e Gregori Warchavchik. Arquitetura do século XX e outros escritos (2006).
Carlos Brandão
Arquiteto, mestre e doutor em filosofia, é professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais, e publicou, dentre outros títulos: A formação do homem moderno vista através da arquitetura (1991), Na Gênese das racionalidades modernas (2015), Arquitetura, Humanismo e República (2016).
Carlos Comas
Arquiteto, é professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e, dentre outros títulos, publicou: Arquitetura moderna brasileira 1936-45: precisões sobre um estado passado da arquitetura e do urbanismo (2006) e Latin America in Construction: Architecture 1955-1980 (2015, com Barry Bergdoll, Jorge Liernur e Patricio del Real).
Fernando Lara
Arquiteto e professor da Universidade do Texas em Austin, publicou, dentre outros títulos: The Rise of Popular Modern Architecture in Brazil (2008), Modern Architecture in Latin America: Art, Technology and Utopia (2015) e Excepcionalidade do Modernismo Brasileiro (2018).
Geraldo Gomes da Silva
É arquiteto e foi professor de história da arquitetura na Universidade Federal de Pernambuco entre 1978 e 2010. É autor, dentre outros, de Delfim Amorim, arquiteto (1981), Arquitetura do Ferro no Brasil (1986), Engenho e Arquitetura (2005), entre outros.
Gustavo Rocha-Peixoto
Arquiteto, com doutorado em história social, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e publicou, dentre outros títulos: Reflexos das luzes na terra do sol (2000) e A Estratégia da Aranha (2013).
Gwendolyn Wright
Professora titular aposentada na Universidade de Columbia, em Nova York. Foi co-editora de The History of History in American Schools of Architecture, 1865-1975 (1990), e é autora dos livros Building the dream (1981), Moralism and the model home (1983), The politics of design in french colonial urbanism (1991), USA: Modern Architectures in History (2008).
Hugo Segawa
Arquiteto, é professor da Universidade de São Paulo, e publicou, dentre outros títulos: Jayme C. Fonseca Rodrigues | Arquiteto (2016), Arquitectura Contemporánea Latinoamericana (2005) e Arquiteturas no Brasil 1900-1990 (1998).
Jean-Louis Cohen
Arquiteto, é professor na Universidade de Nova York e do Collège de France, publicou, dentre outros títulos: André Lurçat (1894-1970), autocritique d'un moderne (1995), Scènes de la vie future (1996), The Lost Vanguard (2007), Architecture en Uniforme (2011), O futuro da arquitetura desde 1889 (2012); Le Corbusier, An Atlas of Modern Landscapes (2014)
Kenneth Frampton
Arquiteto, foi professor da Universidade de Princeton e é atualmente professor titular da Universidade de Columbia. Publicou, dentre outros títulos: História Crítica da Arquitetura Moderna (1980), Studies in Tectonic Culture (1995) e Labour, Work and Architecture (2002) e A Genealogy of Modern Architecture (2015)
Margareth Pereira
Arquiteta e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publicou, dentre outros títulos, Le Corbusier e o Brasil (1987), e organizou a série Nebulosas do pensamento urbanístico, em 3 volumes (2018-2020, com Paola Berenstein Jacques e Josianne Cerasoli).
Monica Junqueira
Arquiteta, é professora da Universidade de São Paulo, e publicou, dentre vários artigos e livros: Joaquim Guedes (2000), e Sidônio Porto: um intérprete do seu tempo (2009).
Otília Arantes
Filósofa, professora aposentada da Universidade de São Paulo, publicou vários livros e ensaios, dentre os quais: Mário Pedrosa: itinerário crítico (1991), O lugar da arquitetura depois dos modernos (1993), Urbanismo em fim de linha (1998), Chai-na (2011) e Berlim e Barcelona: duas imagens estratégicas (2012)
Jorge Francisco Liernur
Diretor do Centro de Estudos de Arquitetura Contemporânea da Universidade de Torcuato Di Tella, Buenos Aires, é autor de América latina: gli ultimi vent’anni (1990), Arquitectura en la Argentina del siglo XX (2001), Arquitectura, en Teoría (2010) e Latin America in Construction: Architecture 1955-1980 (2015, com Barry Bergdoll, Carlos Comas e Patricio del Real).
Ramon Gutierrez
Arquiteto, é professor titular da Universidade Nacional del Nordeste, Argentina, fundador do Centro Latino-Americano de Documentação de Arquitetura (CEDODAL) e, dentre outros títulos, publicou: Arquitectura latinoamericana: textos para la reflexión y la polémica (1997) e Arquitectura y urbanismo en Iberoamérica (2002).
Ruth Verde Zein
Arquiteta e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É coautora ou autora de vários artigos e livros sendo os mais recentes Brasil: Arquiteturas após 1950 (2010, com M.A.J.Bastos), Brutalist Connections: What they stand for (2014), Leituras Críticas (2018) e Critical Readings (2019).
Sergio Ferro
Professor aposentado da École d’Architecture de Grenoble, onde coordenou o laboratório Dessin/Chantier. Entre seus livros destacam-se O Canteiro e o Desenho (1979), Le Couvent de La Tourette (1987), Arquitetura e Trabalho Livre (2006), A História da arquitetura vista do canteiro (2012) e Construção do Desenho Clássico (2021).
Sophia Telles
Historiadora, mestre em filosofia, foi professora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e publicou, dentre outros artigos e capítulos de livros: Arquitetura moderna no Brasil: o desenho da superfície (1988), Lucio Costa: monumentalidade e intimismo (1989) e Utilidade lírica (2004).
Sylvia Ficher
Arquiteta, doutora em História Social, é professora da Universidade de Brasília, e, dentre outros títulos, publicou: Arquitetura moderna brasileira (1982, com Marlene Acayaba) e Os arquitetos da Poli (2005).
Sobre o fotógrafo
Rubens Mano
Artista multimeios. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo (1984), na FAU/Santos, quando iniciou seus estudos em fotografia. Desde então, correspondências entre imagem e espaço passaram a constituir a trama conceitual que fundamenta seu projeto como artista. Com detetor de ausências (1994), realizado para o projeto Arte/Cidade, dá início a uma série de trabalhos com os quais procura atuar nas conexões entre os sistemas de construção de espaços e a maneira como experimentamos ou ativamos tais ambientes. Durante a elaboração do mestrado em poéticas visuais (2003), na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), formula o conceito de intervalo: ação que se instala nas fissuras dos regimes de alteração e transformação de espaços, e que propõe uma ressignificação das dimensões constitutivas do 'lugar da ação’.
Inscritas nas relações que envolvem a configuração de espaços e os regimes de construção de imagens, suas ações buscam problematizar processos de produção do espaço social que organizam e controlam os modos de constituição de lugares, sinalizando um viés crítico relativo a normas e fluxos que regulam a esfera urbana. Sua prática decorre de ampla negociação e envolve significativa colaboração dos distintos agentes envolvidos, trazendo enquanto dinâmica importantes aportes para o repertório constitutivo das ações; alargando suas superfícies visíveis, articulando linguagens e saberes, e exercitando inclusivas dinâmicas de inscrição.
Participou, entre outras, da Trienal da Imagem, Guangzhou (2021); da 2ª Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (2017); da 28ª e 25ª edições da Bienal de São Paulo (2008 e 2002); do inSite, Tijuana e San Diego (2005); e da 14ª Bienal de Sydney (2004). Foi contemplado com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, Funarte (2012), e o Arte e Patrimônio, MinC/IPHAN (2009), assim como a Grants Program Recipients, Cisneros Fontanals Art Foundation (2006) e a Bolsa Vitae de Artes, Fundação Vitae (2003).
Sobre a editora
A Romano Guerra Editora é especializada em livros de arquitetura de alto padrão gráfico e editorial. Já publicou arquitetos brasileiros de primeira linha, como Rino Levi, Paulo Mendes da Rocha, Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas, PedroPaulo de Melo Saraiva, Abrahão Sanovicz, David Libeskind, João Kon, Marcelo Fragelli, João Filgueiras Lima e outros.
Suas edições se caracterizam pela qualidade gráfica – fotografia, desenho, design gráfico, acabamento, encadernação – e conceitual – pesquisa, texto, precisão histórica.
Abilio Guerra, Fernanda Critelli e Silvana Romano, arquitetos, são editores do Portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora.
Sobre o cronograma
Créditos da campanha
Editores Romano Guerra Abilio Guerra, Silvana Romano e Fernanda Critelli
Produtores da campanha Heloísa Oliveira e organizadores do livro
Para frete internacional, dúvidas, sugestões e demais informações, entre em contato pelo e-mail arquitetura.e.escrita@gmail.com










