Bem-vindos à nossa nova campanha no Catarse! Desta vez, ao contrário do que geralmente fazemos, teremos uma campanha mais curta que o normal (serão apenas 14 dias) e teremos apenas uma opção de recompensa (o livro está pronto e aguarda apenas seus pedidos para seguir para a gráfica). Obrigado pela visita! Conheçam agora nossa primeira incursão no tema do macabro.
Mais conhecido como ilustrador do que como poeta, o bávaro Ferdinand Barth (1842-1892) publicou em 1865 o poema ilustrado O Labor da Morte, uma retomada da tradição das danças macabras que floresceram inicialmente na Europa do século XV. Composta por uma mescla de ilustrações e versos, sua obra ressalta a permanência do macabro medieval na estética romântica do século XIX, e esta edição bilíngue reproduz na íntegra as artes originais, além de contar com um novo prefácio e uma breve biografia do autor pelo premiado tradutor Felipe Vale da Silva.
Estenda-nos sua mão e junte-se a nós nesta dança sinistra pelo resto do projeto. Abaixo, você pode conferir algumas imagens relativas ao livro, além de informações mais detalhadas.

O livro mede 12,5 x 21 cm, tem encadernação em capa dura com estampagem a quente de tinta metalizada dourada. O miolo soma 90 páginas em papel Pólen soft 80 g/m² (levemente amarelado para tornar a leitura mais confortável). Cada exemplar vem lacrado e será enviado em uma caixa de papelão para evitar que ele seja danificado no frete.
Além da tradução e do prefácio de Felipe Vale da Silva, o livro ainda contou com a edição de Cid Vale Ferreira, o design de capa de Felipe Florence Rios, o tratamento de imagens e a diagramação de Miguel Estêvão, a leitura crítica de Juliana Schmitt e a revisão de Márcio Dias Medrado. Nossos agradecimentos e congratulações a toda a equipe!
O arquivo final para impressão já está pronto e será enviado para produção na gráfica exatamente um dia depois do fim da campanha. Todos os pacotes serão postados pelos Correios antes do fim de 2020.
Na estrutura interna do livro, temos o prefácio de Felipe Vale da Silva ocupando 21 páginas, seguido pelas páginas que alternam sua tradução da obra e as reproduções fac-similares da edição original. Por fim, há quatro páginas que reúnem informações biobibliográficas sobre o autor.
O poema em si é composto de uma introdução ilustrada com 20 versos, seguida por 25 ilustrações acompanhadas cada uma de um dístico (estrofe de dois versos) iniciado por uma letra capitular também ilustrada. A página de rosto do livro (a primeira página do livro) e seu colofão (a última página de todas) também são ilustrados.
O subtítulo "uma dança macabra" ("ein Todtentanz") explicita a filiação deste poema ilustrado a uma tradição que remonta ao século XV, virada da Idade Média para a Era Moderna. A dança macabra é um tema tanto da literatura quanto das artes pictóricas que desenvolve uma interação inusitada entre vivos e defuntos. Ainda existem muitos debates sobre quais foram suas primeiras manifestações, mas, entre as danças macabras mais antigas de que se tem notícia, estão aquelas pintadas em muros de cemitérios e igrejas mostrando uma espécie de procissão formada por pares mistos – cada vivo com uma parceira cadavérica correspondente.
Com O Labor da Morte, o autor Ferdinand Barth nos apresenta um representante tardio das danças macabras (cerca de quatro séculos após as primeiras conhecidas), em que cada quadro mostra como a morte chega a todos: crianças, jovens na flor da idade, idosos, bêbados ociosos, trabalhadores exaustos etc.
Ferdinand Barth nasceu em Partenkirchen, na Bavária, em 1842, e ingressou ainda jovem no meio artístico, executando sobretudo trabalhos de xilogravura e escultura em madeira. Hoje, Barth é conhecido por suas numerosas ilustrações no periódico Fliegende Blätter, uma espécie de almanaque semanal de curiosidades para jovens e adultos que alcançou certa importância na história do humor alemão. Sua primeira publicação autoral foi este Die Arbeit des Todes, de 1865, obra que recebe, com o presente volume, sua primeira tradução e única edição fora da Alemanha.
Felipe Vale da Silva, responsável pela tradução e pelo prefácio, é professor, editor e tradutor de dez livros para o português (incluindo nossas edições dos livros O Aparicionista e Hinos à Noite). Recentemente, Felipe foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel (Aetia Editorial). Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, adquiriu seu pós-doutorado junto à Universidade Federal de Goiás em uma pesquisa sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA.

O marcador de página do projeto traz uma das ilustrações da obra de um lado e um de seus dísticos do outro. Todos os apoiadores o receberão.
A editora paulistana Sebo Clepsidra, ligada às livrarias de mesmo nome e membro-fundador da Coesão Independente, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles).
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AGRADECENDO A DIVULGAÇÃO
Se você divulgou esta campanha e quer ser listado aqui, envie-nos o link da divulgação para cidvale@gmail.com. Agradecimentos especiais à equipe do próprio Catarse!
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