Uma história sobre crescer colorido em um mundo que tentou apagar suas cores.
Boy Magya está de volta e agora vamos conhecer a criança colorida por trás do super-herói.
Em Boy Magya: Criança Colorida, Christian Gonzatti e Arthur Pandeki contam uma história inédita sobre infância, imaginação, medo, descoberta e sobrevivência LGBTQIA+ no Brasil.
Antes de enfrentar monstros, vilões e armários gigantes, o Boy Magya também foi uma criança tentando entender por que o mundo parecia tão pequeno para tudo o que ele sentia.
Essa é uma HQ independente, feita sem editora, com muita magya, cultura pop e coração. E o melhor: você não precisa ter lido os quadrinhos anteriores para acompanhar. Criança Colorida é uma história fechada, pensada para quem já ama o Boy Magya e também para quem está chegando agora.
Com essa campanha, vamos financiar a produção artística, edição, impressão, recompensas, divulgação e envio dessa nova fase do nosso garoto mágico brasileiro.
Apoiar Boy Magya: Criança Colorida é ajudar uma história LGBTQIA+ brasileira a existir, circular e chegar até pessoas que talvez precisassem ter conhecido esse super-herói quando eram crianças.
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Antes de se tornar o super-herói Boy Magya, Mario foi uma criança colorida tentando sobreviver em um mundo que insistia em pintá-lo de azul.
Desde antes de nascer, sua vida já parecia ter sido planejada por outras pessoas: as roupas, os brinquedos, o futebol, o jeito de falar, de brincar, de existir e até o futuro que esperavam dele. Mas Mario nunca coube direito nesse molde. Doce, sensível e cheio de imaginação, ele começa a perceber ainda criança que sua forma de existir incomoda muita gente: em casa, na escola e nos espaços onde ser diferente vira motivo de piada, medo ou silêncio.
Em diversos momentos, Mario recorre à música e à imaginação para enfrentar o preconceito e o ódio direcionados a ele. As canções, os diários, as novelas, os desenhos e os mundos que cria dentro da própria cabeça se tornam abrigo quando a realidade parece dura demais. O que começa como uma forma de sobreviver à dor, à solidão e ao armário se transformará, no futuro, na sua maior arma: o dom de imaginar mundos possíveis e fazê-los existir de verdade.
Anos depois, já adulto e vivendo como Boy Magya, Mario recebe na terapia a tarefa de revisitar as memórias que marcaram sua infância e adolescência. Ao escrever, ele materializa essas lembranças para quem lê, transformando trauma em narrativa, vergonha em potência e silêncio em partilha.
Entre referências aos anos 2000, cultura pop, fantasia, luto, afeto e resistência, Boy Magya: Criança Colorida conta a jornada de um menino que cresceu ouvindo que era errado ser quem era, mas descobriu que justamente aquilo que tentaram apagar nele se tornaria a origem da sua magia.
Esta é uma história sobre crescer LGBTQIA+ no Brasil. Sobre sobreviver ao armário. E sobre entender que, às vezes, ser colorido em um mundo que tenta apagar suas cores já é um primeiro grande ato de super-heroísmo.




Boy Magya Contra o Monstro do Armário
Mario Abreu é um jovem pesquisador que ganha superpoderes ao encontrar um cristal mágico da Deusa Íris. A transformação em Boy Magya só acontece quando ele sente alegria, algo cada vez mais difícil de acontecer pela ameçada de um ditador homofóbico. Quando um monstro gigante alimentado por ansiedade e gatilhos começa a destruir Recife, Mario precisa enfrentar seus próprios medos e contar com a força das amizades para salvar a cidade. Uma HQ sobre saúde mental, redes de afeto e a potência da imaginação LGBTQIA+ como forma de resistência.
Com prefácio de Rita Von Hunty e Posfácio de Erika Hilton!
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: +16

Boy Magya: Eva Angélico
Após vencer o Monstro do Armário, Boy Magya enfrenta uma ameaça ainda maior: o avanço de uma ditadura teocrática liderada pelo Coronel Ostra e pelo pastor Edi Macêto. Com a criação do Exército de Bem, pessoas LGBTQIA+ passam a ser perseguidas e forçadas a "cura gay". No meio do caos, Eva, uma heroína travesti, parece ter se convertido ao fundamentalismo, mas nem tudo é o que parece. Entre conspirações, deepfakes, sequestro da presidenta Erika Hilton, rituais apocalípticos e coalizões drag, Boy Magya precisa recuperar sua força e salvar o Brasil da intolerância. Uma HQ épica e (cheia de deboche) sobre censura e fé dissidente.
Com prefácio de Natasha Ferreira e posfácio de Bruno Camurati
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: +16

Queer Pop: Gênero e Sexualidade na Mídia
Em um cruzamento brilhante entre a paixão arrebatadora de fã e o rigor da pesquisa acadêmica, este livro é o seu manual definitivo para queerificar a cultura pop. Aqui, você deixa de ser apenas um consumidor raso e é convocado a realizar um verdadeiro hackeamento queer nas maiores narrativas da indústria do entretenimento. Prepare-se para invadir os castelos da Disney, os oceanos da Pixar, os mundos pós-apocalípticos dos videogames e muito mais. Desconstruindo binarismos cruéis, desmascarando o queercoding dos vilões e denunciando as armadilhas de marketing do queerbait, esta obra prova que a ficção é, antes de tudo, um campo de disputa política. Pegue as suas lentes dissidentes, venha para o lado colorido da força e descubra como tomar de volta as histórias que, no fundo, sempre pertenceram a nós.

Pode um LGBTQIA+ Ser Super-Herói no Brasil?
Em setembro de 2019, o então prefeito do Rio do Janeiro, Marcelo Crivella, tentou censurar uma HQ da Marvel na Bienal do Rio de Janeiro, “Vingadores: A Cruzada das Crianças”, devido a presença de um beijo entre dois super-heróis, Wiccano e Hulkling, nas páginas da história. O incômodo de conservadores, fundamentalistas religiosos e apoiadores da extrema-direita, o que inclui o citado ator político, foi performado principalmente nas plataformas digitais. O que faz desse caso um cibercontecimento. Nesse livro, é produzida uma investigação comunicacional que assume a dimensão de um documento político e histórico de como o Brasil gerido pela extrema-direita tem perseguido as representações positivas de personagens LGBTQIA+ na cultura pop utilizando uma falaciosa ideia de que crianças estão sob ameaça com esses personagens. São apontados, também, caminhos para que o aconteceu no dia 7 de setembro de 2019, feriado da independência do Brasil, quando o beijo dos super-heróis gays estampou a capa da Folha de São Paulo e pessoas aliadas da diversidade se uniram contra o ódio e intolerância, inspire resistências. Super resistências.
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Chris Gonzatti é Doutor e Mestre na área da comunicação, atuando como professor da Escola de Artes, Humanidades e Economia Criativa da Unisinos. Também gerencia o Diversidade Nerd, espaço em que debate gênero, sexualidade e cultura pop. É roteirista das histórias do Boy Magya.

Arthur Pandeki é lustrador, animado 2D e artista conceitual. Formado em Artes Visuais. Adora jogos antigos e animes nostálgicos

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Um projeto com o selo


































