Quem somos
Somos o Coletivo Amálgama: a turma do 8º semestre de Artes Cênicas da Faculdade Belas Artes, 41 pessoas que, apesar das diferenças, compartilham muito em comum. Ao longo do caminho, enfrentamos desafios, conquistas e transformações que nos trouxeram até aqui com um mesmo propósito: construir uma criação coletiva.
Nos unimos para realizar um projeto que marca não só a conclusão do curso, mas também a nossa passagem para o mercado de trabalho. Mais do que deixar as diferenças de lado, aprendemos a trabalhá-las como parte essencial da construção. Esse espetáculo é a nossa trajetória, o nosso amadurecimento e a potência do trabalho coletivo.
O espetáculo
Nosso Trabalho de Conclusão de Curso é uma montagem de As Bruxas de Salém, de Arthur Miller, com estreia em dezembro de 2026, em São Paulo, e entrada gratuita.
Em Salém, uma comunidade marcada pelo rigor religioso e pelo controle social, um grupo de jovens é surpreendido realizando um ritual na floresta. Para escapar das consequências, Abigail Williams acusa outras mulheres de bruxaria, e uma onda de acusações toma conta da cidade. Por trás da histeria, a peça revela um sistema em que medo, religião e autoridade decidem quem pode falar, quem deve ser acreditado e quem será condenado.
Por que essa peça, agora
Embora ambientada nos julgamentos do século XVII, a obra conversa diretamente com o presente: desinformação, radicalização de discursos, intolerância e controle moral e religioso. Somos um coletivo formado majoritariamente por mulheres, e isso guia nossa leitura. Olhamos para as personagens femininas além dos papéis de vítimas ou culpadas, dentro de uma sociedade que controla seus corpos, desejos e vozes.
Nossa Salém
Na nossa montagem, Salém é uma sociedade que tenta se reconstruir depois de um colapso e acaba repetindo os mesmos mecanismos de controle que a destruíram. A estética realista-expressionista transforma medo e tensão em imagem:
Cenografia: andaimes, carcaças de automóveis, latões, estruturas metálicas e objetos reaproveitados.
Figurinos: referências ao século XVII misturadas a um contexto pós-guerra, com tecidos rasgados, sujos e remendados.
Maquiagem: marcas e texturas que tornam visíveis as violências sofridas pelas personagens.
Corpo coletivo: o coro, com agrupamentos, repetições e movimentos em conjunto, materializa a propagação do medo e da histeria.
Quem assina
Direção: César Baptista
Diretor, dramaturgo, roteirista, ator e professor, doutorando em Artes Cênicas pela USP. Foi assistente de direção de Antunes Filho por seis anos, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc), e de Gabriel Villela por quatro anos. É professor de Artes Cênicas, Cinema e Produção Audiovisual na Belas Artes.
Produção: Wagner de Miranda
Doutor e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professor, diretor, ator, cenógrafo e figurinista. Colaborou com Gabriel Villela e Daniela Thomas, dirige a Cia de Navegação Teatral e coordena os cursos de Artes Cênicas e de Cinema e Audiovisual da Belas Artes.
Como ajudar
Apoie com o valor que puder, escolha uma recompensa e compartilhe esta campanha. Cada apoio ajuda 41 artistas a dar o primeiro passo na profissão, e leva teatro gratuito ao público de São Paulo.







