Metas estendidas:
150%: Todos os apoiadores receberão um marca-página do Manfredo.
200%: Todos os apoiadores receberão uma ecobag extra.
Lord Byron é um dos principais nomes da poesia romântica inglesa, autor de clássicos como Don Juan, A Peregrinação de Childe Harold e Manfredo. Poucos autores tiveram tanta influência no Brasil, a ponto de nossa segunda geração romântica ser justamente designada de byroniana.
Traduções românticas de algumas de suas principais obras abundavam em nossas revistas e jornais do século XIX, mas boa parte desse material jamais foi reeditado, ou não é reeditado há muito tempo, razão pela qual nós da editora Sebo Clepsidra estamos publicando esse material que ao mesmo tempo introduz Byron a uma nova geração e oferece subsídios aos estudiosos do nosso Romantismo.
Caim é a obra mais polêmica da carreira do autor, e sua tradução em português pelo advogado Antônio Franco da Costa Meirelles data de 1870, mas só foi publicada postumamente em 1889. Desde então, ela nunca havia sido reeditada. Em vez de traduzi-la em versos, ciente do enorme desafio, o tradutor prefere usar uma "prosa agradável e quase poética", para usar as palavras de Onédia Célia de Carvalho Barboza em Byron no Brasil: Traduções.
Nesse drama em versos, o autor põe em foco o contato de Caim com Lúcifer e a iniciação que o anjo caído oferece ao agricultor. Reforçando suas ressalvas em relação a Deus, Lúcifer o leva em uma jornada pelas esferas (inclusive pelo reino da Morte) para compartilhar seu conhecimento arcano, o que cada vez mais indispõe Caim, que já se torturava com as contradições entre o que seus olhos viam e atribuíam à crueldade divina e o que era dito da bondade de Jeová. O resultado literário é simplesmente épico!
Conheça nossa edição e veja como você pode fazer parte da sua concretização!
Encadernação em capa dura. Papel pólen. 12,50 por 21 cm. 164 páginas.
Elementos da história de Byron foram incluídos no design, como o escudo de sua família (no topo da quarta capa).
Ornamentos de edições clássicas de Byron do século XIX também foram incorporadas ao projeto gráfico.
Assim como ilustrações de época.
Dez páginas foram reservadas para notas explicativas.
LORD BYRON (George Gordon Noel Byron) nasceu na cidade de Londres em 1788. Sua ascendência nobre não impediu que passasse a infância como uma criança pobre, situação que perdurou até seus dez anos de idade, quando herdou o título, a propriedade e os privilégios de seu tio-avô, tornando-se o 6º Barão Byron de Rochdale. Seu primeiro livro de composições poéticas, escrito quando o autor ainda era menor de idade, foi recebido com frieza e até malícia, mas em poucos anos sua obra e sua vida tornaram-no uma das maiores referências do Romantismo britânico e uma das maiores influências dos movimentos românticos ao redor do mundo.
De sua biografia, admiradores costumam ressaltar o contraste de sua beleza com a deformidade de um de seus pés, suas viagens pelo Oriente Próximo e pela Europa continental, sua defesa apaixonada dos trabalhadores na Câmara dos Lordes, seu apoio financeiro e mesmo presencial à luta contra a tirania, os escândalos sexuais que levaram ao seu autoexílio, suas blasfêmias anticatólicas, a fama que se seguiu ao sucesso de suas publicações, o medo de enlouquecer como vários de seus familiares, sua rotina donjuanesca, suas experiências com a bissexualidade e sua morte em 1824 (durante uma campanha autofinanciada em prol da libertação da Grécia) como alguns dos traços definidores de seu complexo caráter.
Por sua vez, sua obra compreende narrativas em verso que dissolveram as fronteiras entre heróis e vilões (com a criação do anti-herói byroniano), sátiras sociais mordazes que muitas vezes beiravam uma iconoclastia impublicável, um legado lírico marcado pelas paixões extremas num matiz que vai da melancolia mais doce até o remorso mais atormentado, dramas poéticos onde tempestades sublimes emolduram emoções abissais, tudo isso temperado pelo gosto pelo exotismo, pelo macabro, pela altivez e por um deboche que muitos consideravam inaceitável.
CAIM: UM MISTÉRIO foi publicado em 1821 em um volume que também continha outros dois dramas: Sardanapalus e The Two Foscari. Composto em sete semanas, Caim é um poema dramático (ou dialogado) em três atos, escrito, nas palavras do autor, “no estilo metafísico de Manfredo, e repleto de declamações titânicas”. Byron imaginava que sua obra suscitaria discussões e geraria alguma polêmica, razão pela qual manteve-se mais discreto que o usual durante sua rápida produção. Ele nunca imaginaria o tamanho do escândalo que ela causaria. Alguns de seus versos alusivos a Cristo chegaram a ser censurados ainda durante a edição, enquanto as falas de Lúcifer foram consideradas excessivamente blasfemas por seus primeiros leitores (especialmente quando mencionam sucessivas destruições do mundo por Deus). Caim inspirou uma primeira reação pública que mesclava um constrangimento indignado, como se criticá-lo equivalesse a dar publicidade a uma obra tão escandalosa, e um espanto respeitoso causado pela grandeza da revolta e pela sublimidade dos discursos de Caim, Lúcifer e Eva.
As seis mil cópias da tiragem inicial, dessa forma, não tiveram tanto êxito comercial, como era esperado de uma obra tão provocativa diante da sensibilidade religiosa de sua época, mas isso não impediu que gênios da época o aclamassem como uma obra-prima (Goethe analisou-o em um ensaio, enquanto Blake publicou The Ghost of Abel em sua homenagem, por exemplo), fazendo de Caim um marco da evolução do herói byroniano.

ANTÔNIO FRANCO DA COSTA MEIRELLES nasceu em Salvador provavelmente no início da década de 1830 e se doutorou em Medicina nessa mesma cidade, embora tenha dedicado a maior parte de sua vida profissional ao ensino da língua inglesa. O tema de sua tese, que considerava a morfologia humana como uma prova da sabedoria de Deus, revela-nos de antemão sua religiosidade, um traço de personalidade que também se evidencia nas advertências que faz aos leitores de suas traduções de Byron.
Pouco se sabe sobre sua vida. Na década de 1850, publicou Elementos de Grammatica Inglesa, além de traduzir um Vade Mecum britânico. Entre 1870 e 1872, editou uma revista em prol da educação pública.
Suas traduções literárias revelam seu apreço pelo bardo inglês: em 1869, publicou traduções em versos das Melodias Hebraicas, além de ter preparado traduções em prosa de Manfredo, Céu e Terra e Caim, que, finalizadas em 1870, só foram publicadas postumamente por iniciativa de seu filho no volume Dramas de Byron (1889).
Terceira edição de outro lançamento de Byron pela Editora Sebo Clepsidra. Manfredo: Poema Dramático (agora em capa dura). Disponível nas recompensas 3, 4, 5 e 6.
Camiseta exclusiva. Disponível nos modelos babylook e camiseta e nos tamanhos P/M/G/GG (a modelagem é pequena). Preta com estampa branca. Disponível nas recompensas 5 e 6.
Ecobag exclusiva de algodão cru disponível nas recompensas 5 e 6.
Marcador exclusivo disponível em todas as recompensas.

Sebo Clepsidra, editora paulistana ligada às livrarias de mesmo nome, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Projetos anteriores aqui na Catarse: O Aparicionista / A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe.
EXPEDIENTE
Tradução: Antônio Franco da Costa Meirelles
Edição e notas: Cid Vale Ferreira
Prefácio: Lord Byron
Prefácio à edição brasileira: Antônio Franco da Costa Meirelles
Revisão: Giovana Corrêa
Tratamento de imagem/diagramação/tratamento de imagem: Miguel Estêvão
Capa: Filipe Florence Rios
Ilustrações: Gustave Doré, Kenny Meadows, Birket Foster, Hablet K. Browne, Gustave Janet e Edward Morin.
ORÇAMENTO













