Embarque você, também, nessa aventura! Queremos contar a história de Nathaniel Braia, nascido em Recife (PE), de família judaica vinda da Palestina e da Moldova. Um judeu brasileiro que passou a vida toda lutando por uma sociedade mais justa e igualitária.
Ah, você nunca ouviu falar do Braia? Mais um motivo para nos ajudar a narrar a vida dele em livro. Braia é um sonhador romântico que parece ter saído de um livro de Victor Hugo. Ele fez um pouco de tudo: emigrou para Israel, agitou, conspirou, recusou-se a se alistar no Exército israelense em plena guerra, foi preso e voltou ao Brasil para lutar pela democracia. Também escreveu poesia, sempre militando pelo seu ideal de juventude.
Participante do movimento estudantil no Brasil, Braia emigrou para Israel em 1969, fugindo da feroz repressão política instalada pela ditadura militar. Lá, ele participou de um grupo de extrema-esquerda que defendia a união entre judeus e palestinos para derrubar o Estado judaico por meio da luta armada. Em 1972, vários dirigentes desse grupo foram presos, acusados de traição e espionagem para a Síria e condenados a penas bem duras. Foi um escândalo em Israel.
Braia não estava diretamente envolvido, mas escapou por pouco de ser preso. Em 1973, quando Israel foi atacado por países árabes na Guerra do Yom Kippur, ele recusou-se a se alistar: “nesta guerra, os árabes é que têm razão”, afirmou a um oficial incrédulo. Essa insubmissão lhe valeu prisões e fugas espetaculares, bem como o repúdio de muitos israelenses.
De volta ao Brasil, envolveu-se na luta pela redemocratização do país, virando líder sindical na Bahia e até vereador em Aracaju. Tornou-se uma liderança política reconhecida pela combatividade e firmeza de princípios. Por isso mesmo, alguém difícil de engolir para alguns... Participou ativamente do movimento das Diretas Já, em 1984, e, posteriormente, da vitoriosa campanha de Tancredo Neves à Presidência da República.
Filho de seu tempo, Braia também “militou” na contracultura: no intervalo entre as lutas, produzia e vendia poesias na rua. Desde os anos 1990, ele trabalha no jornal Hora do Povo, do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), um grupo stalinista que hoje está dentro do Partido Comunista do Brasil e para o qual muitos, na própria esquerda, torcem o nariz. Mas o Braia sempre foi de desafinar o coro dos contentes...
Você não precisa concordar com as opções do nosso Nathaniel Braia. Mas, convenhamos, essa vida aventureira, com muitas passagens românticas e tragicômicas, merece mesmo ser contada.
É por isso que buscamos sua ajuda para publicar o livro.

