Olá, sejam bem-vindos à página de financiamento coletivo do meu projeto:
Edson Sant’anna Trio - Gravação do 1° álbum.
Há um bom tempo venho sonhando com a gravação de um álbum de trio.
Para quem é pianista, o trio com piano, contrabaixo e bateria é uma formação clássica, uma das mais utilizadas na música instrumental.
Mas antes eu gostaria de contar um pouquinho da minha história e da minha relação com o piano, para que vocês entendam melhor onde esse sonho começou:
Sou músico há mais de 25 anos. O meu primeiro contato com um instrumento de tecla não foi com o piano, mas com o teclado.
Comecei profissionalmente na música bem cedo, tocando em bandas de baile por volta dos 15 anos de idade, em Joinville(Santa Catarina). Durante uns bons anos na minha cidade, minha rotina era tocar os bailes aos finais de semana e durante a semana dar aulas no conservatório, onde eu também estudava o piano.
Durante toda a minha vida, procurei me aproximar desse instrumento, aproveitava todo o tempo que não havia alunos para estudar e improvisar virou minha paixão. Muito diferente do que eu fazia nas bandas de baile, estava descobrindo os grandes mestres da música instrumental como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Thelonious Monk, Miles Davis, Bill Evans, Oscar Peterson, Chick Corea entre outros.
Comecei a
frequentar os festivais de música que havia nas cidades vizinhas, Itajaí e
Curitiba. Foi no ambiente dos festivais, tendo aulas, conhecendo grandes instrumentistas, dando canjas, que eu entendi que era exatamente aquilo que eu
queria fazer: música instrumental!
Naquela época ainda não tinha o piano, mas já sabia do meu desejo. Foi após mudar para São Paulo que finalmente, depois dos meus 25 anos consegui ter o meu 1° piano acústico.
Fiz aulas com Evaldo Soares, que me falou do compositor Almeida Prado, que me apresentou ao universo da composição erudita. Fiz o bacharelado em composição pela Usp e mestrado por essa mesma instituição.
Me formei em piano clássico na escola de música de São Paulo, na classe da professora Marisa Lacorte.
Bom, acho que já deu pra perceber como como a música e o piano são centrais na minha vida.
Toquei e toco em vários grupos instrumentais: Soundscape Big Band, Daniel D’Alcantara quinteto, Jorginho Neto, Bob Wyatt quarteto entre outros. Acompanhei o Wilson das Neves, toquei em shows, gravei e viajei com a cantora Fabiana Cozza, dei aulas e toquei em festivais de música no Brasil e no exterior, fui para Uruguai, Argentina, Portugal e Bulgária.
Tudo isso para dizer que, mesmo depois de todo esse tempo de música, e mesmo tocando em trios liderados por importantes instrumentistas, ainda não tive a oportunidade de priorizar e gravar o meu próprio trio.
Sinto que é chegada a hora de gravar o meu trabalho! Um álbum em estúdio interpretando as minhas próprias composições, que concentre as 3 coisas que eu mais amo na música: piano, composição e improvisação.
É por isso que eu tive a ideia do financiamento coletivo: pedir o apoio dos amigos e pessoas que gostam do meu trabalho com a música para me ajudar nessa construção coletivamente, e poder chegar na realização desse tão sonhado projeto!
O trio e o repertório a ser gravado:
Venho desenvolvendo com o meu trio, com Bruno Migotto no contrabaixo e Bruno Tessele na bateria, desde 2018, uma linguagem com forte presença da improvisação, e que dialoga com o cancioneiro brasileiro, o choro, o jazz e a música clássica.
O repertório a ser gravado pelo trio, é formado por composições autorais, além de arranjos para clássicos como “Desafinado” e “Samba de uma nota só” de Tom Jobim e Newton Mendonça.
O trio, que conta com um catarinense e um gaúcho (Bruno Tessele), procura trazer também um olhar para os ritmos do sul do Brasil, em geral pouco contemplados na nossa música instrumental, fazendo uma releitura da canção “Merceditas” um clássico de Ramon Sixto Rios, originalmente um “Chamamé”, ritmo bastante comum na região sul (e também outros países do Mercosul).
Interessa também para o trio não apenas improvisar em cima das composições autorais ou arranjos, mas criar
novas partes para essas composições em tempo real, a cada apresentação.
O porquê da campanha de financiamento coletivo ?
Sabemos que para um pianista, ter a oportunidade de gravar com um bom piano é a “alma do negócio”, e sabemos que um estúdio com um bom piano envolve um alto custo por hora de gravação.
Além disso, sabemos também que nos tempos atuais pouco adianta ter o álbum gravado e lançado nas plataformas digitais, se não tivermos bons vídeos de cada faixa para disponibilizar nas redes sociais. Nesse caso somam-se também os custos de profissionais de audiovisual.
E é para isso que eu venho pedir a colaboração dos amigos e pessoas que gostam do meu trabalho com a música, e gostariam de participar, tornando esse projeto uma construção coletiva, pois de outra forma não conseguiria realiza-lo.
Criei várias recompensas , como forma de agradecimento pela participação de cada um, e você pode colaborar com qualquer valor a partir de 25 reais.
Desde já agradeço imensamente a todos os envolvidos nesse projeto!












