O livro mais esperado no Brasil por todo fã de Jane Austen!
Lançado em 1782 em Londres, Cecilia é comprovadamente o livro em que Austen se inspirou para o título de sua obra mais famosa e de onde retirou também o sobrenome de Elizabeth Bennet e várias outras ideias para vários de seus livros. Portanto, trazemos a obra-prima de Burney, a principal influência para Austen, como provaremos logo abaixo!
A trama de Cecilia se desenrola em torno destes dois substantivos, Orgulho e Preconceito, citados dezenas de vezes ao longo de 102 capítulos da obra de 880 páginas. Em Cecilia, o Orgulho e o Preconceito são a essência da história.
A obra-prima de Burney traz uma herdeira, Cecilia Beverley, cuja herança de um tio – um rico reitor – veio com uma condição: que ela encontrasse um marido que aceitasse renunciar ao seu próprio nome de família e adotasse o nome “Beverley”. Aqui tem início ao primeiro “orgulho” da trama. Acossada por todos os lados por pretendentes interessados em sua fortuna, a bela e inteligente Cecilia é cativada por um cavalheiro, o futuro lorde Mortimer Delville – herdeiro de um título de nobreza –, cujo orgulho de sua família por seu nascimento e ascendência proibiria tal mudança de nome. Último da linhagem de uma família aristocrata, cujo título era datado de vários séculos atrás, Mortimer Delville jamais renunciaria ao seu nome, pois arruinaria a seu pai, levaria o nome de sua família ao anonimato; tampouco ele se casaria com uma moça socialmente abaixo dele, pois o preconceito de seu pai era conhecido em toda a Inglaterra.
Também conhecida como Fanny Burney e, após seu casamento, como Madame d'Arblay, Frances Burney nasceu em 13 de junho de 1752 no Reino Unido e morreu em 6 de janeiro de 1840, em Bath, também Reino Unido. Foi uma romancista, diarista e dramaturga inglesa. No total, ela escreveu cinco romances, quatro deles publicados: A história de Caroline Evelyn, em 1767, destruída pela autora; Evelina, ou A história da entrada de uma jovem senhora no mundo, lançado em 1778 de forma anônima; Cecilia, ou A história de uma herdeira, lançado em 1782; Camilla, ou Uma imagem da juventude, lançado em 1802; e A Andarilha, ou Dificuldades femininas, publicado em 1814. Além das ficções citadas, ela escreveu oito peças, uma biografia e vinte volumes de periódicos e cartas. Seu trabalho é creditado como inspiração para Jane Austen, Maria Edgeworth e William Makepeace Thackeray, dentre muitos outros autores.
Seu pai, Charles Burney, foi um historiador musical. Sua mãe era filha católica de um refugiado francês e morreu quando Burney tinha 10 anos de idade. Seu pai, então, levou a família para Londres, em 1760, onde ele a expôs a um círculo social inteligente e vibrante. Seus próprios esforços literários começaram em uma idade precoce, graças ao incentivo do amigo da família, Samuel Crisp, que pedia para ler seu diário sobre sua vida familiar e sobre Londres. Foi apenas em 1778, com a publicação anônima de Evelina, que seus talentos foram colocados à disposição do mundo todo, quando sua identidade foi revelada e tornou-se uma autora admirada.
Depois do sucesso e de seu segundo romance, Cecilia, ela viajou para a Corte do Rei George III e da Rainha Carlota e foi-lhe oferecida a posição de “Guardiã dos Robes”. Os anos na Corte foram frutíferos, mas afetaram sua saúde, sua escrita e seus relacionamentos e, em 1790, ela persuadiu seu pai a solicitar sua dispensa do serviço. Ele teve sucesso. Os ideais da Revolução Francesa trouxeram apoio de muitos ingleses para os ideais de igualdade e justiça social. Frances rapidamente se juntou ao General Alexandre D'Arblay, um oficial de artilharia que havia fugido para a Inglaterra. Em 1793, casou-se com ele contra a vontade de seu pai, que desaprovou a união devido ao catolicismo, à pobreza e ao estado de D'Arblay como imigrante. Em 18 de dezembro de 1794, Frances deu à luz seu único filho, Alexander.
O terceiro romance de Frances, Camilla, rendeu-lhe 2.000 libras e foi o suficiente para eles construírem uma casa em Westhumble, cujo nome foi Camilla Cottage. Em 1801, D'Arblay foi chamado para servir ao governo de Napoleão na França, e em 1802 Frances e seu filho foram para Paris onde esperavam permanecer por um ano. Mas, com a eclosão da guerra entre a França e Inglaterra sua estada se estendeu por dez anos. Em agosto de 1810, Frances desenvolveu câncer de mama e foi submetida a uma mastectomia. Com a morte de D'Arblay em 1818, de câncer, Frances voltou para a Inglaterra para ficar perto de seu filho, que morreria tragicamente de febre em 19 de janeiro de 1837.
Não foi somente Cecilia que influenciou Austen. Evelina, da mesma autora, também teve sua influência em Orgulho e Preconceito. A cena inicial entre Evelina e lorde Orville lembra totalmente o primeiro encontro entre Elizabeth e Mr. Darcy no baile em Meryton.
Jane Austen admirava tanto a obra de Burney, que no capítulo V do primeiro volume de A Abadia de Northanger, ela interrompe a ação da história para incluir uma longa defesa do romance. Nesta seção, Austen faz alusão às obras de Fanny Burney como literatura de qualidade, escrevendo: “É só Cecilia, ou Camilla, ou Belinda, ou, em suma, apenas um trabalho em que os maiores poderes da mente são exibidos, em que o conhecimento mais profundo da natureza humana, o delineamento mais feliz de suas variedades, ou animadas efusões de sagacidade e humor, são transmitidos para o mundo [...]”, referindo-se às obras de Burney e Maria Edgeworth.
Frances Burney influenciou Austen também emEmma. EmCecilia,a heroína se torna amiga da pobre Henrietta Belfield, mas se espanta quando ela descobre que Henrietta ama o mesmo homem que ela.Isso se reflete no romance de Austen, no qual a heroína se torna amiga da pobre Harriet Smith e mais tarde descobre que ambas estão apaixonadas por Mr. Knightley.
Vamos conhecer alguns quotes onde as palavras mágicas, Orgulho e Preconceito, são citadas em Cecilia, de onde Austen retirou seu título? Tradução de Maria Aparecida Mello Fontes:
“O que há neste mundo que pode me oferecer uma recompensa? E o que pode o orgulho, mesmo para o mais orgulhoso, ter como equivalente? [...] Devo eu, depois de tal doação, consentir com uma separação eterna? Revogue sua sentença, minha Cecilia! Vamos viver para nós mesmos e nossas consciências, e deixar os preconceitos vãos do mundo para aqueles que podem ser compensados por eles pela perda de todos os outros!”
“Que mal ameaça nossa união que não seja imaginário? Para o mundo em geral pode ser correto ceder ao orgulho e preconceito, mas em assuntos de grande importância é fraqueza ser algemado por escrúpulos tão frívolos, sobretudo é covardia ser governado pelos costumes que condenamos”.
“E pode o mesmo caráter ser assim tão altivo, tão nobremente desinteressado com respeito às riquezas, cujo orgulho é tão estreito e tão intransponível pelo preconceito familiar?”
“— Tudo o que aconteceu — disse o Dr. Lyster — foi resultado do orgulho e do preconceito. Seu tio, o reitor, deu o início com sua vontade arbitrária, como se uma determinação dele pudesse deter o curso da natureza, e como se tivesse o poder de manter viva, mediante o empréstimo de um nome, uma família cujo ramo masculino já estava extinto. Seu pai, Mr. Mortimer, prosseguiu com a mesma parcialidade, preferindo a miserável satisfação de sentir cócegas em seus ouvidos com um som favorito de um sobrenome ao invés da sólida felicidade de seu filho com uma esposa rica e merecedora. No entanto, lembrem-se disso, se ao orgulho e ao preconceito vocês devem suas misérias, tão maravilhosamente equilibrados estão o bem e o mal, que ao orgulho e ao preconceito vocês também deverão a sua interrupção, pois ao dizer a Mr. Delville sobre a desonra em ter uma nora confinada nestes alojamentos mesquinhos, ao associar o grande nome Delville a uma casa de penhores, seu orgulho e preconceito falaram mais alto”.
Em seu ensaio, Um Quarto Só para Si, Virginia Woolf escreveu que “Jane Austen deveria ter colocado uma coroa de flores sobre o túmulo de Fanny Burney”, isso devido à influência de Burney na carreira de Austen.
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- Tradução: Maria Aparecida Mello Fontes
- Peso: 1,9 g
- Largura: 16 cm
- Altura: 23 cm
- ISBN: 978-65-88494-19-6
- Número de páginas: Cerca de 880 (número aproximado).
- Idioma: português
- Acabamento: brochura
- Pinturas das capas: Thomas Gainsborough
- Impressão gráfica: abril de 2022.
- Empacotamento e prazo de entrega dos Correios: 31 de maio 2022.
- Os envios destes livros são feitos em embalagens de papelão (padrão da Pedrazul).





















