[ Este projeto foi FINALIZADO e AS RECOMPENSAS foram ENTREGUES a TODAS as pessoas que apoiaram, EM DEZEMBRO DE 2022 ]

Trazemos para você um projeto absolutamente inédito em todo o mundo e referência obrigatória para quem estuda, pesquisa ou aprecia a arte e a cultura russa e soviética. Trata-se do livro MINHA VIDA É O CINEMA, publicado apenas na Rússia soviética, primeiro em 1959 e depois, em 1972. A partir de então: silêncio absoluto.
Sua autora, a russa Esfir Chub (1894-1959), é uma cineasta vital para a história do cinema. Ainda nos anos 1920 criou princípios de montagem fundamentais para o cinema, que até hoje são mundialmente utilizados, porém seu nome nunca é mencionado.
Houve um apagamento total, tanto de sua vida como do imenso trabalho que ela generosamente nos legou. Vamos resgatar essa fonte de conhecimento?
O livro dessa campanha terá aproximadamente 500 páginas e traz detalhes sobre a história e a teoria do cinema e da arte soviética narrada por quem participou ativamente desse momento. Chub nos confia suas ricas memórias por meio de um relato dos mais fascinantes, a partir de 1918, na Moscou que ela percorria, impávida, a plenos pulmões, ainda no calor da revolução.
Ficamos sabendo que rapidamente a jovem russa estreita laços com figuras do mundo artístico revolucionário e dentre elas, Lunatchárski, recém nomeado por Lênin para comandar os rumos da educação e das artes na nascente União Soviética. Começa a trabalhar com Meyerhold, então à frente da cena teatral soviética. Seguimos suas conjecturas enquanto ela anota as reuniões com artistas e intelectuais e sentimos até sua respiração quando se vê diante do poeta Maiakóvski a ler, pela primeira vez, O Mistério-Bufo para seleta plateia de bolcheviques, especialistas em teatro e críticos.
Página do miolo apenas para divulgação (revisão e diagramação em processo)
Chub nos conduz ainda aos meandros da LEF (Frente de Esquerda das Artes) da qual se aproximara a convite de Maiakóvski que ficara fascinado com o primeiro filme dela, A queda da dinastia Románov, de 1927. Com ela nos acercamos da produção artística e intelectual do seu grupo de amigos, além de Maiakóvski: Chklóvski, Eisenstein, Óssip e Lília Brik, Vera e Serguei Tretiakov, Ródtchenko e Stepánova.

Esfir Chub, Aleksandr Ródtchenko, Aleksei Gan e Varvara Stepánova, 1924
Ainda que o contexto soviético dos anos 1920, 30 e 40 nos surpreenda com a riqueza de detalhes, o "plano fechado" de sua vida será mesmo o cinema e essa paixão irrefreável transpira em todo o livro, desde o estilo de sua escrita, como se fosse um roteiro, até a inclusão de fragmentos de roteiros de seus próprios filmes. Por meio dessa "montagem textual", ela expõe claramente suas perspectivas, métodos e parcerias de trabalho no cinema.
Assim somos apresentados à sua mesa de montagem, e ficamos sabendo que junto a ela foram dados os primeiros passos de Eisenstein pelo caminho do cinema. Além desse amigo, Chub faz referência àquelas e àqueles que percorreram com ela esse momento do cinema revolucionário: Kulechóv, Pudóvkin, Khokhlóva, Svílova, Dovjênko, Vichniévski e Kauffman, dentre outras figuras notáveis.
Sobre seu trabalho como diretora, são muito bem descritos os percalços de toda ordem sofridos por ela, então montadora, para conceber e produzir o seu primeiro e mais conhecido filme, A queda da dinastia Románov, realizado para celebrar os dez anos da Revolução de Outubro (hoje, quase centenária, restam dessa película histórica apenas imagens fugidias).
Fotograma do filme A queda da Dinastia Románov, de Esfir Chub, 1927
Chub escreve também sobre os caminhos que a conduziram a realizar Espanha, em 1939, preciosidade documental sobre a revolução espanhola, cujos fragmentos foram apropriados de forma infinitamente poética por Andrei Tarkóvski em seu filme O Espelho, de 1975.
Página do miolo apenas para divulgação (revisão e diagramação em processo)

Página do miolo apenas para divulgação (revisão e diagramação em processo)
Neste livro, de formato 16 x 23 cm, que deve ultrapassar 500 páginas quando finalizado, buscamos ser generosos com nossos leitores e leitoras. Assim, o texto de Esfir Chub dialoga com imagens valiosas e notas que referenciem a leitura com informações atualizadas, de fontes confiáveis.
Almejamos fazer da própria publicação um tecido histórico que contextualize os escritos da autora no espaço artístico, político e afetivo em que viveu. Para isso atentamos para o design e a escolha das cores e formas. Nossa inspiração só poderia ser de extração russa-soviética. Dessa vez fomos encantados por uma das capas da Revista de Arquitetura Moderna, desenhada por seu editor, Aleksei Gan que era companheiro de Chub. Mostramos aqui para você se encantar também.
Apoiando-nos por meio do financiamento coletivo no Catarse você receberá o livro por um valor menor, de pré-venda. Disponibilizamos para sua escolha outros itens de recompensa, produzidos especialmente para esta edição, além dos marcadores que acompanham cada livro: porta-livro em algodão serigrafado, pôster e postais que reproduzem fotogramas de filmes soviéticos históricos, impressos digitalmente e, também, a inclusão do seu nome no livro MINHA VIDA É O CINEMA, um marco editorial.
Além do livro de Esfir Chub e dos itens que desenhamos para esta campanha, disponibilizamos também, como recompensa, dois outros livros de nosso catálogo, o Panorama Tarkóvski (em sua terceira reimpressão) e A Biblioteca Infinita de Serguei Eisenstein (versão P&B com capa em preto e amarelo). São dois cineastas que se conectam diretamente com o cinema de Chub, por meio de seus procedimentos fílmicos e, ainda, por laços de amizade, como é o caso de Eisenstein.
Conheça quem são as pessoas que se reuniram para dar vida a esse projeto e tornar visível o imenso trabalho de Esfir Chub.
TRADUÇÃO
Priscila Marques, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre e doutora em literatura e cultura russa pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora e tradutora de literatura russa, com traduções e trabalhos publicados sobre a psicologia da arte de Vigotski e a literatura dostoievskiana. Foi responsável pela edição do livro Vkhutemas, desenho de uma revolução (Kinoruss, 2020).
TRADUÇÃO DOS POEMAS
Letícia Mei, licenciada em Letras (Francês, Russo e Português), mestra e doutora em Literatura e Cultura Russa (USP). Do russo, já traduziu prosa, poesia e ensaios de Maiakóvski, Mandelstam, Turguêniev, Herzen, Chklóvski e Maliévitch. Sua tradução de Sobre Isto (Editora 34, 2018), de Maiakóvski, recebeu os prêmios Jabuti 2019, Boris Schnaiderman (ABRALIC) 2019 e APCA 2018.
APOIO TÉCNICO À TRADUÇÃO
Luis Felipe Labaki, cineasta, pesquisador e tradutor. Entre outros trabalhos, realizou os curtas metragens “O Pracinha de Odessa” (2013), “Que tal a vida, camaradas?” (2017), “Um guarda real” (2019) e “A maior massa de granito do mundo” (2020). É organizador e tradutor de "Cine-olho: manifestos, projetos e outros escritos", coletânea de textos do cineasta Dziga Viértov (Editora 34, 2022). Realiza doutorado em Meios e Processos Audiovisuais da ECA-USP
PREPARAÇÃO
Rodrigo Alves do Nascimento, mestre e doutor em literatura e cultura russa pela Universidade de São Paulo. Há anos pesquisa dramaturgia e teatro russo, em especial a obra do dramaturgo Anton Tchékhov. Foi professor de História do Teatro e das Ideias Teatrais no IA-Unesp. É autor de Tchékhov e os palcos brasileiros (Ed. Perspectiva, 2018).
DESIGN GRÁFICO
Paulo Mattos Angerami, docente do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Uberlândia. O eixo de suas pesquisas é o espaço e o tempo por meio das imagens fotográficas, tendo obras premiadas e em coleções públicas e particulares. Mestre em Semiótica Russa e Doutor em Fotografia (PUCSP e USP). Também é responsável pelo Design Gráfico da Revista Estado da Arte do Curso de Artes Visuais da UFU.
COORDENAÇÃO EDITORIAL
Neide Jallageas, editora da Kinoruss, especializada em livros sobre arte e cinema russos, áreas nas quais é Doutora e Pós-Doutora (PUCSP e USP). Com Celso Lima assina o livro Vkhutemas, desenho de uma revolução (Kinoruss, 2020) e a curadoria da mostra Vkhutemas, o futuro em construção (SESC Pompeia, 2018), premiada pela APCA. Em 2020 recebeu o prêmio Biéli Slon (Elefante Branco) dos Críticos de Cinema da Rússia.
- Pesquisa e contrato de cessão de direitos autorais: 2019 [concluída]- Tradução: 2020/2021 [concluída]- Design: Agosto a Outubro/21 [concluída]- Preparação, Cotejo e Notas: Outubro/21 a Janeiro/22 [concluída]- Revisão: Março a Abril/22 [concluída]- Revisão Técnica: Maio/22 [concluída]- Pesquisa de Imagens: Maio/Junho/22 [concluída]- Contrato de cessão de direitos de Imagens: Junho/22 [concluída]- Revisão Final e Diagramação: Julho/Setembro22 [concluída]
- Tratamento de imagens e Impressão gráfica: Outubro/Novembro22[concluída]- Empacotamento e prazo de entrega dos Correios: Dezembro/22
Este é um livro que exige intenso e concentrado trabalho. São muitos os dados, nomes, fatos históricos e referências. E nossa autora, até então é quase que totalmente desconhecida.
Pensamos em cada detalhe desta publicação, a partir da tradução, inserção de notas que possam oferecer o contexto e disponibilizar informações de fonte russa à nossa comunidade brasileira, até a escolha de embalagens que transmitam a você nosso cuidado, zelando para que o conteúdo chegue íntegro.
Como fazer com que este livro chegue até você?
É simples!
Siga os passos:
1. Escolha uma das opções do painel de recompensas
2. Clique em apoiar e siga os passos indicados pelo Catarse (do cadastro com seus dados para entrega e pagamento)
3. A partir daí, é só aguardar a chegada de seu livro!
ATENÇÃO:
- Nas abas de apoio e recompensas, há a modalidade de "apoio sem recompensa". Caso você faça esta escolha, ficamos muito agradecidos, mas entenderemos que você está optando por NÃO receber qualquer recompensa material, assim, terá o seu nome impresso em nosso livro nas páginas de agradecimentos, mas não está garantindo qualquer das recompensas.
SOBRE A KINORUSS EDIÇÕES E CULTURA
Kinoruss é uma editora independente com publicações que privilegiam textos teóricos e históricos sobre arte, cinema e cultura russa. Nasceu em 2010 como atividade de pós-doutorado de Neide Jallageas em Cultura e Literatura Russa (USP) e como tal, ao longo de cinco anos, publicou e disponibilizou gratuitamente os Cadernos de Pesquisa Kinoruss, com textos assinados por pesquisadores do Brasil, Rússia, Romênia, Reino Unido, França e Espanha. A partir de 2015, concluído o pós-doutorado, a Kinoruss Edições e Cultura foi constituída enquanto pequena empresa, e deu início à publicação de livros dentro da mesma linha editorial de origem, abarcando estudos sobre o cinema de Eisenstein, Tarkóvski, Sokúrov, Esfir Chub e, mais recentemente, sobre as vanguardas russas e soviéticas. O catálogo da Kinorruss pode ser acessado em www.kinorusslivraria.com.br
Esta é nossa terceira Campanha de Financiamento Coletivo no Catarse! Com a primeira publicamos um livro precioso e inédito no Brasil sobre a incrível escola soviética de artes e design, Vkhutemas, desenho de uma revolução. A segunda nos possibilitou trazer o segundo volume da Coleção Pensamento Russo na Arte, com o rico texto de Maliévitch, Forma, Cor e Sensação.
SAIBA MAIS
Você poderá nos seguir pelo Instagram onde estaremos postando as novidades sobre este projeto e outros que estão sendo preparados. E convidamos você para visitar nosso Blog recém-criado com o objetivo de propiciar a nossos leitores e leitoras uma experiência mais sensível no contato com os títulos e autores que trazemos a cada edição.
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