Quero a ajuda de vocês para lançar os primeiros títulos do selo por.onde.o.homem.anda!
Uma série de 3 fotolivros com fotografias que fiz durante minhas caminhadas nesses últimos anos. Fotos das ruas, das cidades, das coisas que compõem o cotidiano, coisas que fazem a vida urbana. Uma exploração visual e catalográfica agrupada em livro. Na verdade, em três livros:
O livro das coisas que são amarelas
O livro das coisas que são douradas
O livro das coisas que são vermelhas


As coleções
Um dia o escritor francês Georges Perec me falou: Faça listas. Catalogue o ordinário que está a sua volta. Dê razão existencial ao cotidiano que constitui nossas vidas. Anote o que não se percebe, o que não têm sentido perceber. Colecione.
Assumo a postura benjaminiana do Colecionador. Colecionar e catalogar o mundo das coisas cotidianas, ordinárias. Preciosas banalidades cotidianas sem a menor qualidade. Coisas que passam despercebidas pelos olhos que vêm ver o mundo, a Cidade.
“Num mundo que está bem adiantado em seu caminho para tornar-se um vasto garimpo a céu aberto, o colecionador se transforma em alguém engajado num consciencioso trabalho de salvamento”. (Susan Sontag)
Como conceito, colecionar é parte integrante de formulações humanas como a Memória, a transformação das palavras em linguagem, o desenvolvimento e aproximação da criança com o mundo. Colecionar é ato de rememoração, produção do conhecimento histórico, descontextualização de objetos no espaço e no tempo. Colecionar é reivindicar para si a possibilidade de possuir o mundo, mesmo apenas uma parte insignificante dele, ou até me relacionar com o Outro, no caso de coleções de objetos antigos ou encontrados e recolhidos. Colecionar é catalogar, inventariar, organizar, descontextualizar, resignificar, recriar, reexistir. Colecionar é “desinvestir” o objeto de seu sentido utilitário, é dar-lhe outro lugar no mundo dos objetos. Colecionar é ativar gavetas, arcas, baús, caixas. Colecionar é caminhar, frustrar-se, insatisfazer-se, continuar. Colecionar é um gesto filosófico, um portar-se perante, um exercício de memória prenhe de porvir, um olhar para o passado e para o futuro simultaneamente.
Os livros
Cada um dos livros é composto por 33 fotografias catalogadas nas hashtags:
#dascoisasquesãoamarelas
#dascoisasquesãodouradas
#dascoisasquesãovermelhas
Para cada um deles escrevi um pequeno texto apresentando e explicando quais as origens e os critérios para o inventário de cada cor. Além disso, convidei 3 amigos queridos para escrever o prefácio dos livros. Para o AMARELO convidei o arquiteto e professor Fernando Mascaro (@fmascaro), para o DOURADO a fotógrafa e professora Bebete Viegas (@bebeteviegas), e para o livro VERMELHO o artista-caminhante e colecionador Renato Hofer (@renatohofer). Cada um deles lançou um olhar particular e peculiar sobre as coleções, as cores, as fotografias, as maneiras de perceber o mundo.
Como os livros serão feitos
As fotografias tiveram a curadoria e tratamento da fotógrafa e produtora Ana Paula Oehler (@anaoehler) e todo o projeto gráfico da identidade do selo e dos livros ficou a cargo do designer Nelson Urssi (@nelsonurssi), do Estúdio Urssi. Os livros serão impressos na gráfica IPSIS (@ipsisgrafica), a maior e melhor indústria gráfica da América Latina. Eles são especializados em produzir livros e catálogos de Arte, Fotografia, Arquitetura e Design. Capa e miolo serão impressos em papéis especiais e encadernados sem lombada e com a costura aparente, possibilitando a abertura 180° das páginas. A capa será impressa em serigrafia com cores especiais pelo Roger Maciel, do Estúdio Elástico (@estudio_elastico).
Para apresentar e ilustrar melhor o projeto, convidei o fotógrafo e videomaker Gustavo Winther (@gowinther) para um café e uma conversa aqui em casa, dá uma olhada lá no vídeo que fizemos.
As recompensas
Além dos próprios livros, preparei para vocês várias recompensas extras (vejam as descrições detalhadas na coluna ao lado):































