Não é muito comum encontrarmos no Brasil antologias pensadas como compêndios temáticos realmente abrangentes e ambiciosos, algo relativamente comum no exterior (basta procurarmos termos como omnibus ou megapack para acessarmos algumas dessas iniciativas).
Muitas vezes, porém, as seleções encontradas nos compêndios estrangeiros desprezam a diversidade geográfica e a amplitude histórica, limitando-se tacitamente a listagens de uma só tradição ("anglófonos do século XIX", por exemplo).
Idealizada pelas editoras Clepsidra e Ex Machina, em parceria com o canal Fantasticursos, a coleção Contos Clássicos surge justamente para suprir essa lacuna. Nossa missão é oferecer ao leitor brasileiro antologias de peso, capazes de explorar a fundo cada uma das grandes tradições da literatura fantástica, mas com rígidos critérios editoriais. Já fizemos isso com o livro Contos clássicos de fantasma, e hoje estamos muito felizes de apresentar-lhes os dois próximos volumes. Com vocês...

Nestes dois livros, vocês poderão explorar dezenas de diferentes facetas de duas das principais criaturas que assombram as narrativas de inspiração gótica, terrífica e decadentista em edições de colecionador.
Estes volumes trazem cerca de 130 autores e autoras, de cerca de 35 países, em livros que terão entre 500 e 600 páginas, aproximadamente. Muitos desses textos nunca foram traduzidos ou nunca foram reeditados. Confira abaixo os sumários.
Os livros são encadernados em capa dura, contam com miolo costurado e colado com cadernos de papel off-white (amarelado) de alta qualidade, e são confeccionados por equipes experientes e de renome no mercado.
APRESENTAÇÃO EDITORIAL



Reel sobre o primeiro conto a relacionar Vlad, o empalador, a vampiros
mais links em breve...
EIXOS TEMÁTICOS CONTEMPLADOS
Licantropia na mitologia
Licantropia na ficção da Antiguidade romana
Transmutação animal nas sagas nórdicas
Relatos modernos de licantropia
Lobisomens no conto maravilhoso
Lobos e lobisomens nos resquícios de cultura pagã na Europa
Licantropia nas narrativas medievais
Lobisomens nas lendas do folclore
Licantropia e bruxaria
Licantropia psicológica em narrativas de humor
Lobisomens nas narrativas de horror gótico
Licantropia e psicopatia
Lobisomens nos penny dreadfuls
Lobisomens ibéricos
Mulheres-lobo como sedutoras ferais
Licantropia como punição pela imoralidade
Lobisomens e mulheres-lobo nas narrativas românticas e decadentistas
O lupo mannaro italiano e sua relação com quadros de asma
Licantropia no gótico colonial/imperial
Falsos lobisomens e farsas que exploram a crendice alheia
Metamorfoses incluindo outros animais (panteras, porcos etc.)
O lobizón latino-americano
Licantropos na ficção pulp
O lobisomem no regionalismo brasileiro
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
Prefácio pelo Prof. Dr. Alexander Meireles da Silva
PREDECESSORES
"O castigo de Licáon" (c. 8 d.C.) | Trecho de poema épico de Ovídio (Império Romano)
"O Conto de Niceros" (c. 60 d.C.) | Narrativa emoldurada de Petrônio (Império Romano)
"O lai do lobisomem" (séc. XII) | Poema narrativo de Marie de France (França)
"As peles de lobos" (séc. XIII) | Trecho de saga de autor anônimo (Islândia)
"Vida e morte em danação de um tal Stubbe Peeter" (1590) | Relato de autor anônimo (Reino Unido)
"O brinde do lobisomem" (1677) | Reconto/conto maravilhoso de Theophilus Sincero (pseudônimo de Christian Kortholt) (Sacro Império Romano-Germânico)
"O lobisomem" (1816) | Conto maravilhoso de Irmãos Grimm (Sacro Império Romano-Germânico)
"Viagens pelo Brasil" (excerto)" | Relato de viagem de Henry Koster (Reino Unido-Brasil)
"A corrida do lobisomem" (1820) | Reconto de Gabrielle de Paban (também atribuído a Collin de Plancy) (França)
"O lobisomem" (1820) | Reconto em prosa de Jean-Baptiste-Bonaventure de Roquefort (França)
"Os albigenses - Capítulo XIII" (1824) | Capítulo de romance de Charles Robert Maturin (Irlanda)
"Sobre a ata do julgamento do velho Thies, o lobisomem de Jürgensburg" (1924) | Excerto de ensaio historiográfico de Hermann von Bruiningk (Livônia)
CONTOS CLÁSSICOS
"O lobisomem" (1828) | Conto de Richard Thomson (Reino Unido-Inglaterra)
"O transmorfo" (1829) | Conto de Orest Somov (Império Russo)
"O homem-lobo" (1831) | Noveleta de Leitch Ritchie (Reino Unido-Escócia)
"O lobisomem" (1833) | Conto de Bibliófilo Jacob (pseudônimo de Paul Lacroix) (França)
"O lobisomem" (1835) | Conto de Bernhard Severin Ingemann (Dinamarca)
"Lobisomem" (1844) | Conto de Jan Barszczewski (Império Russo-Bielorrússia)
"Wagner, o lobisomem - Capítulo XII" (1846) | Capítulo de penny dreadful de George W.M. Reynolds (Reino Unido-Inglaterra)
"O encantador de lobos" (1858) | Conto de George Sand (pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin) (França)
"O lobo cinzento" (1864) | Conto de George McDonald (Reino Unido-Escócia)
"Maria Pratas" (1864) | Conto de Osório de Vasconcelos (Portugal)
"Jean Grenier" (1865) | Capítulo de tratado de Sabine Baring-Gould (Reino Unido-Inglaterra)
"A marca do lobisomem" (1875) | Relato de viagem/reconto de John Latouche (Oswald Crawfurd) (Reino Unido-Inglaterra)
"O lobisomem de Grendelwold" (1882) | Conto de F. Scarlett Potter (Reino Unido-Inglaterra)
"O lobisomem" (1885) | Conto maravilhoso de Luigi Capuana (Itália)
"O senhor lobisomem" (1890) | Conto de Antoinette Bon (França)
"Licantropia" (1890) | Noveleta de Clemence Housman (Reino Unido-Inglaterra)
"O lobisomem" (1891) | Conto de Honoré Beaugrand (Canadá)
"A marca da besta" (1891) | Conto de Rudyard Kipling (Índia)
"O outro lado" (1893) | Conto do conde Eric Stenbock (Reino Unido-Inglaterra)
"O lobisomem" (1893) | Noveleta de Emma Perodi (Itália)
"O lobisomem" (1896) | Conto de Eugene Field (EUA)
"Os olhos da pantera" (1897) | Conto de Ambrose Bierce (EUA)
"Peeira de lobos" (1898) | Conto de Conde de Bertiandos (Portugal)
"O padre coxo" (1901) | Conto de Susan Carleton (Canadá)
"O lobisomem" (1906) | Conto de Horacio Quiroga (Uruguai)
"A noiva loba" (1908) | Conto maravilhoso de Friedrich S. Krauss (Império Austríaco-Reino da Hungria)
"Licantropia na Campânia" (1912) | Conto de Mary Crawford Fraser (Sra. Hugh Fraser) (Reino Unido)
"A fera" (1913) | Conto de Charles Derennes (França)
"A loba" (1914) | Conto de Saki (Reino Unido-Inglaterra)
"A coisa na floresta" (1915) | Conto de Bernard Capes (Reino Unido-Inglaterra)
"O lobo" (1919) | Conto de Horace van Offel (Bélgica)
"Mal de Lua" (1925) | Conto de Luigi Pirandello (Itália)
"O lobisomem" (1926) | Conto de J. V. Mansilha (Argentina?)
"A Bagheeta" (1930) | Conto de Val Lewton (EUA)
"Eu vi uma mulher se transformar em loba" (1931) | Conto de William Seabrook (EUA)
"A mulher-lobo" (1938) | Noveleta de C. L. Moore (EUA)
"O uivo do lobisomem" (1941) | Conto de Clifford Ball (EUA)
O LOBISOMEM NO CONTO BRASILEIRO
"O lobisomem: tradição popular" (1849) | Conto de Justino de Figueiredo Novais
"O lobisomem" (1871) | Conto de Luís Guimarães Júnior (Brasil)
"O lobisomem" (1923) | Conto de Raymundo Magalhães (Brasil)
"O lobisomem" (1925) | Conto de Viriato Padilha (Brasil)
"O lobisomem" (1928) | Conto de Eugênio Rio (Brasil)
"O lobisomem" (1931) | Conto de Valdomiro Silveira (Brasil)
"Lendas do interior" (1932) | Conto de Benedicto Nascimento (Brasil)
"O lobisomem" (1933) | Conto de Tyron (Brasil)
ENSAIOS LITERÁRIOS
Artigo de Oscar Nestarez e Júlio França sobre lobisomens na literatura brasileira
EIXOS TEMÁTICOS CONTEMPLADOS
Protovampirismo na Antiguidade
Registros do folclore vampírico nos Bálcãs e no Leste Europeu
Discussões sobre vampiros no âmbito do jornalismo, da teologia, da filosofia e da magia
Registros da transição folclore-literatura, pela ficcionalização de supostos relatos reais
Desdobramentos do vampiro aristocrático de linhagem byroniana
A vampira anterior a Carmilla
Vampiros inspirados por literatura gótica britânica ou de calafrios alemã (Schauerliteratur)
Personagens inspiradas pelos chamados "vampiros humanos" (Vlad, Báthory etc.)
Registros da substituição de criaturas antigas por vampiros no conto maravilhoso
Vilões vampíricos (sobrenaturais ou não) da literatura detetivesca
Vampiros no Romantismo brasileiro
Vampiros na ficção de horror
Vampiros como metáfora queer
A crença em vampiros como estopim de tragédias sociais
A transição da vampira sobrenatural para a mulher fatal decadentista (protovampes)
O vampirismo no gótico estético (vampirização pela arte ou em prol da arte)
Figuras vampíricas na "teologia gótica" (cosmovisões fictícias e assombradas)
Vampiros na prosa simbolista e na prosa alegórica
Outros vampirismos: psíquico, sexual, emocional, econômico...
Vampiros como crítica política e social
Vampiros na ficção pulp e weird
Literatura erótica com vampiros
O vampiro como metáfora modernista
O morcego hematófago como monstruosidade do gótico tropical
Vampirismo como mote do gótico botânico
O fetiche por sangue (hematolagnia/hematofilia) como motivo literário
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
Prefácio pelo Prof. Dr. Alexander Meireles da Silva
PREDECESSORES
"Vida de Apolônio de Tiana " (3 d.C.) | Crônica histórica de Filóstrato (Grécia Antiga)
"Sem título" (1693) | Matéria jornalística de Anônimo (França)
"Cópia de uma carta do distrito de Gradisk na Hungria" (1725) | Relatório administrativo de Ernst Frombald (Sacro Império Romano-Germânico-Arquiducado da Áustria)
"Visum et repertum" (1732) | Perícia médico-legal de Johannes Flückinger (Sacro Império Romano-Germânico-Eleitorado da Saxônia)
"Vampiros políticos" (1732) | Ensaio de sátira política de autor anônimo (Reino Unido)
"Cartas judaicas (Carta 125)" (1737) | Epístola filosófica de Jean-Baptiste de Boyer, Marquês d'Argens (França)
"Brucolaco exumado na presença do senhor de Tournefort" (1746) | Trecho de tratado teológico de Dom Augustin Calmet (França)
"Magia artificial" (1759) | Trecho de tratado de Pedro Norberto de Aucourt e Padilha (Portugal)
"Vampiros" (1772) | Verbete filosófico de Voltaire (França)
"O vampiro Arnold-Paul" (1822) | Reconto de Charles Nodier (França)
CONTOS CLÁSSICOS
"O vampiro: Uma narrativa" (1835) | Conto de Franz Seraph Chrismar (Império Austríaco)
"O morto-vivo" (1835) | Conto de Bernhard Severin Ingemann (Dinamarca)
"O vampiro" (1835) | Conto de Hirsh e Wieser (Império Austríaco)
"Zuverlein; ou, O oráculo" (1840) | Conto de A. Bee (Reino Unido-Inglaterra)
"A caveira" (1843) | Noveleta de Charles Victor Prévost, visconde de Arlincourt (França)
"O vampiro" (1849) | Conto de Elizabeth F. Ellet (EUA)
"O castelo do vampiro" (1857) | Conto de Ernest de Garay (França)
"Upyr" (1861) | Conto maravilhoso de Aleksandr Afanássiev (Império Russo)
"O vampiro: do diário de um defunto" (1870) | Conto de Alexander Schumacher (Dinamarca)
"O destino de madame Cabanel" (1873) | Conto de Eliza Lynn Linton (Reino Unido-Inglaterra)
"Manor" (1884) | Conto de Karl Heinrich Ulrichs (Império Alemão/Suécia)
"Vampiro inocente" (1885) | Conto de Francesco Ernesto Morando (Itália)
"A morcega" (1889) | Conto de Joseph-Irénée Avias (França)
"A filha de Lilith" (1889) | Conto de Anatole France (França)
"A condessa vampira" (1892) | Conto de Sapho (pseudônimo de René Émery) (França)
"Tristan Cataletto" (1892) | Conto de Julio Calcaño (Venezuela)
"Tanatopia" (1893) | Conto de Rubén Darìo (Nicarágua)
"O último dos vampiros" (1893) | Conto de Phil Robinson (Reino Unido-Inglaterra)
"Branco e vermelho" (1893) | Conto de Bernardo Couto Castillo (México)
"A verdadeira história de um vampiro" (1894) | Conto de Conde Eric Stenbock (Reino Unido-Inglaterra/Suécia)
"A tecelã carmesim" (1895) | Conto de R. Murray Gilchrist (Reino Unido-Escócia)
"O filho do vampiro" (1896) | Conto de Achilleas Paraschos (Grécia)
"A noite dos vampiros" (1896) | Poema em prosa de Gustaf Uddgren (Suécia)
"O vampiro" (1896) | Conto maravilhoso de Victor von Andrejanoff (Império Alemão/Rússia)
"O súcubo" (1898) | Conto de Camille Lemonnier (França/Bélgica)
"O caso de Baelbrow" (1898) | Conto de E. and H. Heron (pseudônimos de Kate Prichard & Hesketh Prichard) (Reino Unido-Inglaterra)
"Beijos de vampiro" (1898) | Conto de Frey Svenson (Suécia)
"Desejo" (1899) | Conto de Vincent O’Sullivan (EUA/Inglaterra)
"Junto aos vampiros" (1899) | Conto de Sidney Bertram (Reino Unido-Inglaterra)
"A vampira" (1899) | Conto de Leopoldo Lugones (Argentina)
"O vampiro" (c. 1900) | Conto de Hermann Löns (Império Alemão)
"A tumba de Sarah" (1900) | Conto de F. G. Loring (Reino Unido-Inglaterra)
"O antigo retrato" (1900) | Conto de Hume Nesbit (Reino Unido-Escócia/Austrália)
"O vampiro" (1901) | Conto de Emília Pardo Bazán (Espanha)
"Luella Miller" (1903) | Conto de Mary E. Wilkins-Freeman (EUA)
"Julio Ramos" (1903) | Conto de Diego Vicente Tejera (Cuba)
"O vampiro" (1903) | Conto de Rubén Valenti (México)
"Itinerantes" (1904) | Conto de Jean Lorrain (França)
"As vampiras" (1906) | Conto de Clemente Palma (Peru)
"O doutor sombrio" (1907) | Conto de Daniele Oberto Marrama (Itália)
"Um outro caso de vampirismo" (1907) | Conto de Alfonso Hernández-Catà (Espanha)
"A incorrupta" (1907) | Conto de Christos Christovasilis (Grécia)
"O vampiro" (1908) | Conto alegórico de Carlos Augusto Lyster Franco (Portugal)
"Uma história de vampiro certificada" (1909) | Conto de Franz Hartmann (Reino Unido-Inglaterra)
"O vampiro" (1909) | Conto de Alejandro Cuevas (México)
"Nossa Senhora dos Lábios Rubros" (1910) | Conto de Aimée Isabella Crocker (EUA)
"O vampiro elétrico" (1910) | Conto de F. H. Power (Reino Unido-Inglaterra)
"Porque o sangue é vida" (1911) | Conto de Francis Marion Crawford (Reino Unido-Inglaterra)
"O vampiro da floresta" (1912) | Conto de Emilio Salgari (Itália)
"Um episódio da história da catedral" (1914) | Conto de M. R. James (Reino Unido-Inglaterra)
"O vampiro" (1917) | Conto de Horacio Quiroga (Uruguai)
"O vampiro vermelho" (1917) | Conto de Niels Meyn (Dinamarca)
"O sumagre" (1919) | Conto de Ulric Daubeny (Reino Unido-Inglaterra)
"A visita de J. H. Obereit às cronossugas" (1920) | Conto de Gustav Meyrink (Alemanha)
"O vampiro" (1920) | Conto de Toni Schwabe (Alemanha)
"O vampiro" (1934) | Conto de Lily Nicolesco (França/Romênia)
O VAMPIRO NO CONTO BRASILEIRO
"O estudante e os monges" (1859) | Conto de Couto de Magalhães (Brasil)
"A nevrose da cor" (1903) | Conto de Júlia Lopes de Almeida (Brasil)
"O vampiro" (1908) | Conto de Coelho Neto (Brasil)
"O vampiro" (1915) | Conto de André de São Payo (Brasil)
"O vampiro" (1925) | Conto de Caius Martius (pseudônimo de Cláudio de Mendonça) (Brasil)
"O morcego humano" (1926) | Conto de Caius Martius (pseudônimo de Cláudio de Mendonça) (Brasil)
"A viúva" (1930) | Conto de Galvão de Queiroz Neto (Brasil)
"A nau trágica" (1930) | Conto de Jean-Joseph Renaud (Brasil/França)
ENSAIOS LITERÁRIOS
Artigo de Júlia Lobão sobre vampiros na Itália
Artigo de Oscar Nestarez e Júlio França sobre vampiros na literatura brasileira


SEÇÕES FIXAS DA COLEÇÃO
Todos os volumes da coleção Contos Clássicos se organizam ao redor de quatro seções fixas.
Na INTRODUÇÃO, o Prof. Dr. Alexander Meireles da Silva, reconhecido pesquisador de literatura fantástica, apresenta um verdadeiro dossiê, destrinchando o tema do volume com todo o esmero acadêmico já esperado de suas produções.
Uma vez que o foco da coleção são os contos e as noveletas (contos mais longos), criamos a seção PREDECESSORES para comportar os textos importantes que circularam antes mesmo de o conto moderno se consolidar como gênero textual.
As seções CONTOS CLÁSSICOS e O LOBISOMEM/VAMPIRO NO CONTO BRASILEIRO são autoexplicativas e reúnem o grosso do conteúdo do livro.
Pela primeira vez, incluímos nas metas estendidas a possibilidade de, dependendo da arrecadação atingida, criarmos apêndices com novos ENSAIOS LITERÁRIOS para aprofundar ainda mais a investigação do tema de cada volume.
CRITÉRIOS DA CURADORIA
As antologias da coleção buscam abordar seus temas de modo a mesclar atrativos para dois públicos principais: 1) leitores em busca de fruição estética e ampliação de repertório e 2) pesquisadores determinados a mergulhar fundo nos temas de cada livro.
Antes de iniciar cada sumário, estruturamos um arcabouço com objetivos mínimos. Tantas autoras no mínimo, tantos autores de tal língua ou país no mínimo, tantos contos de tal temática, ao menos tantos textos de tal século, etc.
Observem que não temos uma preocupação em selecionar obras que julgamos "os melhores contos" de determinado tema. A qualidade literária é um quesito importantíssimo, mas certos contos, por melhores que sejam, podem ficar de fora caso sejam muito parecidos com outros já selecionados.
O fato de um conto ser muito antologizado também pesa. As chances de exclusão aumentam para aqueles disponibilizados em múltiplas fontes, de modo a privilegiarmos alternativas que provavelmente só esta coleção se arriscará a publicar.
OS TIPOS DE CONTO QUE ALMEJAMOS COMPILAR
Os clássicos, que todo aficionado pelo tema faria bem em incluir em seu repertório de leitura, uma vez que a tradição deriva deles e orbita seus temas e sua estrutura narrativa básica. São importantes tanto como literatura quanto como documentos históricos.
Os raros, que até podem ser encontrados em outras publicações de mesmo tema, mas não sem certa dificuldade. O filtro da curadoria se pauta por sua qualidade, incluindo apenas os melhores entre eles, uma vez que a possível ausência de um ou outro pode ser facilmente sanada com consultas a outras antologias.
Os obscuros, cuja existência até mesmo os especialistas no tema geralmente desconhecem. Muitas vezes, são os contos mais inesperados e surpreendentes das seleções, tornando-as itens de elevado valor e elevada relevância para pesquisadores.
O QUE DEIXAMOS DE FORA
Para evitar redundâncias internas em nossos catálogos, estas duas antologias não incluem obras que podem ser lidas em outros livros dos nossos catálogos. Narrativas seminais de Byron, Polidori, Sands, Gautier e Le Fanu, por exemplo, podem ser encontradas em outros dos nossos lançamentos. Contos portugueses de vampiro e lobisomem que haviam saído no Florilégio macabro, por exemplo, também ficaram de fora.
As exceções são materiais que publicamos com tiragem limitada ou apenas de forma eletrônica. Dois dos textos destes livros vieram de um livreto limitado da coleção Raridades do Conto Gótico e da Gazeta Vampírica impressa exclusivamente para apoiadores do Especial Vampiras. Os livros de bolso de tiragem limitada da coleção Cadernos Escarlates também podem vir, futuramente, a fornecer matéria-prima para reedições ou novos livros da coleção Contos Clássicos, mas não é o caso com os dois desta campanha.
Também não incluímos obras que não estejam em domínio público. Embora haja material (inclusive nacional) que faz falta em qualquer levantamento desses, preferimos aguardar até que as obras estejam disponíveis. Quem sabe em edições futuras?
PRAZO ESTIMADO
Confira abaixo o cronograma estimado (que poderá ser alterado, especialmente se as metas estendidas forem alcançadas).
Julho a setembro: Divulgação da campanha e produção dos conteúdos.
Outubro e novembro: Edição, diagramação e revisão.
Dezembro e janeiro: Impressão.
Fevereiro: Envios (saída do estoque até o fim do mês). EM CASO DE DESTRAVAMENTO DE METAS ESTENDIDAS, OS PRAZOS PODEM SER AUMENTADOS.
A caixa de cada apoiador será enviada ao endereço fornecido no momento de realização do apoio, e esse endereço só poderá ser atualizado por meio de um questionário do Catarse que será aberto depois do fim da campanha e será encerrado logo antes do envio (não adianta apenas atualizar seus dados no Catarse).
Os códigos de rastreio serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios ou em apps que ofereçam essa função. Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades (enviar mensagens individuais sobre questões tratadas coletivamente nas novidades deve ser evitado a todo custo, uma vez que isso atrasa e muito a entrega do projeto).


Organização, curadoria principal, pesquisa e mini-introduções: Alexander Meireles da Silva, Bruno Costa e Cid Vale Ferreira
Tradução: Ana Thereza (latim), Beatriz de Paoli (grego antigo), Bruno Anselmi Matangrano (francês), Bruno Costa (inglês, espanhol e francês), Carlos Primati (inglês), Eclair de Almeida (anglo-normando), Felipe Vale da Silva (alemão e inglês), Júlia Lobão (italiano), Luciano Dutra (dinamarquês, inglês, norueguês, sueco), Marcelo Paiva de Souza (polonês), Marta Chiarelli (inglês), Pablo Cardellino Soto (espanhol), Rafael Bonavina (russo), Sabrine Ferreira (francês) e Théo de Borba Moosburger (grego e nórdico antigo)
Curadoria adicional: Carlos Primati, Carolina Pereira da Silva, Júlia Lobão, Júlio França, Lucas Alves da Rocha, Luciano Dutra, Oscar Nestarez e Rickard Berghorn
Mini-introduções adicionais: Bruno Anselmi Matangrano, Carlos Primati, Carolina Pereira da Silva, Fernando Brito, Lucas Alves da Rocha, Henrique Manoel Fagá e Shirlei Massapust
Edição de texto e revisão: Bruno Costa e Cid Vale Ferreira
Diagramação e projeto gráfico de miolo: Bruno Costa
Capa e design da campanha: Filipe Florence Rios
Coordenação logística: Sérgio Eduardo Affinito e Clayton Lemos

A expressão deus ex machina pode ser traduzida como “deus vindo da máquina”, uma solução súbita e inesperada para uma dificuldade aparentemente insolúvel, e esse é nosso propósito aqui na Editora Ex Machina: proporcionar aos leitores um conteúdo surpreendente e único, inédito e inventivo. Todos os nossos livros primam pelo acabamento, pela tradução e seleção de conteúdos criteriosos, além de fortuna crítica para aprofundar o conhecimento do leitor nos mundos propostos.
A Editora Clepsidra, ligada ao sebo de mesmo nome em São Paulo, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Seu catálogo é formado por títulos que ajudam a democratizar o acesso ao gótico e ao horror clássico no Brasil.


















