Muitas mulheres autoras e personagens foram sendo esquecidas pela história, não tendo seus livros republicados ou divulgados e fazendo com que muitos leitores atuais as desconheçam completamente.
A coleção Senhorita Detetive vem resgatá-las com o seu apoio!
Após o financiamento bem sucedido do livro "As aventuras da senhorita detetive Loveday Brooke" de Catherine L. Pirkis aqui pelo Catarse, percebemos o quanto a literatura de mistério perde ao não divulgar as obras de incríveis escritoras do século XIX e início do XX.
Existem muito mais autoras e personagens detetives do que nos fazem pensar, e que, ao contrário do que se esperaria, foram SIM muito bem vendidas e famosas em suas épocas!
Prepare-se para o resgate! E no segundo livro dessa coleção o resgate vai além da autoria e protagonismo feminino.

A filha de Hagar, uma história sulista de preconceito de castas é o segundo livro da autora Paulina E. Hopkins que foi lançado em capítulos pela revista The Colored American Magazine entre 1901 e 1902.
A obra evidencia o apurado senso de história de Hopkins, uso de vários gêneros literários (é um livro de mistério, mas ainda segue uma fórmula precursora muito conhecida como romance sensacionalista, além de alguns toques góticos devido à essa influência), ênfase em papéis de gênero e envolvimento político, fornecem um retrato bem feito da autora e sua época.
O romance apresenta identidades ocultas e equivocadas, revelações dramáticas e extraordinárias reviravoltas na trama, incluindo um julgamento de assassinato de alto nível, uma trama de sequestro e uma sucessão constante de surpresas enquanto a empregada negra Vênus Johnson, uma jovem valente e observadora, se disfarça de homem para resolver uma série de mistérios.
Em relação à trama, Vênus tem papel significativo e até mesmo um arco de história próprio. Portanto, pode-se considerá-la uma heroína da história, além de ser a primeira mulher detetive negra da literatura de mistério americana.
A obra tem duas partes bem distintas; a primeira acontece um pouco antes da Guerra Civil e a segunda 20 anos depois.
Hopkins questiona história, raça e gênero com perspicácia, e o faz em meio às convenções da ficção popular ao se consagrar como uma relevante autora negra de mistério.
Apesar de não ser essa a profissão real da personagem, Venus Johnson pode ser considerada a primeira detetive negra dos romances policiais.
Além disso, sua autora, Pauline Elizabeth Hopkins (1859 - 1930) foi uma proeminente escritora, jornalista, dramaturga, historiadora e editora afro-americana. É considerada uma pioneira no uso do romance para explorar temas sociais e raciais pertinentes de sua época.
Inédita no Brasil, essa publicação vem com o intuito de resgatar uma obra relevante da literatura de mistério produzida por mulheres.
Pauline nasceu em Portland, no estado do Maine, em 1859. Era filha de Benjamin Northup e Sarah Allen, que se mudaram para Boston quando Pauline era ainda pequena. Seus pais se separaram e sua mãe Sarah se casaria com William Hopkins, e se tornariam casal afroamericano modelo para a emergente classe média de Boston.
Jornalista, atriz, editora, romancista, cantora, sua figura começou a aparecer em críticas em jornais e revistas da época. Em março de 1877, ela participou de sua primeira atuação dramática na peça "Pauline Western, the Belle of Saratoga". Atuou em diversas peças, todas recebendo críticas positivas. Foi apenas a partir de 1900 que ela começou a focar na escrita e na literatura.
Seu primeiro trabalho conhecido e publicado foi a peça Slaves’ Escape; or, The Underground Railroad, depois renomeada e revisada para Peculiar Sam; or, The Underground Railroad, que foi encenada pela primeira vez em 1880. O conto Talma Gordon, publicado em 1900, é tido como a primeira história de mistério afroamericana. Pauline tratava em seus enredos dos diversos desafios do povo negro norte-americano, como o racismo, a violência de raça e a brutalidade generalizada do pós-Guerra de Secessão. Esses temas apareceram em seu primeiro romance, Contending Forces: A Romance Illustrative of Negro Life North and South, publicado em 1900.
Entre 1901 e 1903 ela publicou três livros: Hagar's Daughter: A Story of Southern Caste Prejudice, Winona: A Tale of Negro Life in the South and Southwest e Of One Blood: Or, The Hidden Self. Algumas vezes, ela utilizava o pseudônimo de Sarah A. Allen. Pauline começou a construir uma reputação e uma fama a partir de 1900 e como resultado, lhe foi oferecido um cargo no corpo diretor da Revista The Colored American. Sua escrita e sua participação na redação ajudou a aumentar o número de assinaturas e a levantar fundos para a revista.
Seu trabalho também começou a ser notado por outros escritores negros da época, como Charles W. Chesnutt, Paul Laurence Dunbar e Sutton E. Griggs. Entre as mulheres, Pauline é considerada uma grande e prolífica escritora, era também uma editora de renome na primeira década do século XX.
De 1905 em diante, Pauline permaneceu ativa e visível na comunidade literária. Publicou um panfleto nessa época, chamado “A Primer of Facts Pertaining to the Early Greatness of the African Race and the Possibility of Restoration by Its Descendents” (Uma cartilha de fatos relativos à grandeza primitiva da raça africana e a possibilidade de restauração por seus descendentes). Esteve presente no centenário William Lloyd Garrison, em Boston, marcando sua proeminência na comunidade ativista-intelectual da cidade. Em 1916, Pauline e o editor da revista The Colored American, Walter Wallace, começaram uma nova revista, chamada New Era. As duas únicas edições incluíam um conto em duas partes de Pauline. Acredita-se que ela tenha produzido, editado e participado de muitos eventos, sendo ativa no meio intelectual da cidade.
Mesmo com todo o racismo da sociedade norte-americana e os preconceitos sociais recorrentes, Pauline foi ouvida e ajudou a elevar a voz da comunidade negra, fazendo-os conhecer sua própria história.
O projeto prevê recompensas exclusivas para os apoiadores aqui no Catarse! O destaque vai pra coleção de 10 cards ilustrados que trazem as detetives mulheres da ficção, escolhidas pela renomada escritora de thrillers Cláudia Lemes.
A edição em capa dura é limitada, tendo como foco os apoiadores do projeto! Confira algumas recompensas:
Livro em CAPA DURA: O livro em sua versão de luxo, com capa dura, guarda colorida personalizada, fitilho de cetim para marcar páginas e verniz localizado, seguindo o padrão pensado para a coleção Senhorita Detetive.
Livro em capa cartão: Uma versão mais simples do livro, mais acessível em capa cartão.
Marcador colorido: todos os livros vêm com marcador colorido frente e verso.
Marcador magnético: marcador magnético medindo 4x5cm com estampa exclusiva!
Tote bag "Senhorita Detetive": Estampada em sublimação e forro em nylon 600, o que a deixa estruturada e impermeável, em tamanho 26x26 (medidas podem ser alteradas levemente devido à costura)
RECOMPENSAS EXCLUSIVAS PARA APOIADORES DO CATARSE
Entre as recompensas, algumas delas depois podem ir para a lojinha virtual da editora, entretanto, algumas delas são exclusivas para quem apoiou no catarse e ajudou o livro a existir! Confira quais são:
Button "Fight like a victorian lady": button com estampa exclusiva medindo 4x4cm
Colar com relicário: Uma das palavras chave deste livro é herança. Item importado, um colar com um relicário, que serve para guardar até 4 fotos.
Sticker "Vênus Johnson": Sticker qualidade premium exclusivo com a detetive Vênus Johnson com 6x6cm em vinil de alta resolução com impressão digital ecológica de alta qualidade, material à prova d’água e com proteção UV, resistente ao sol, chuva e poeira.
Sticker "Loveday Brooke": Sticker qualidade premium exclusivo com 4x6cm em vinil de alta resolução com impressão digital ecológica de alta qualidade, material à prova d’água e com proteção UV, resistente ao sol, chuva e poeira que vai também em algumas recompensas para os apoiadores da campanha da Loveday Brooke que também apoiarem este projeto! ♥
Cards "Mulheres detetives da ficção": Cláudia Lemes é autora de vários livros de sucesso no Brasil, nos quais explora o gênero do mistério (thriller), é também uma das fundadoras da ABERST (associação Brasileira de escritores de suspense e terror). Ela fez uma seleção de 10 mulheres detetives da ficção que a inspiraram e que também sem duvida podem ter sido inspiradas pelas suas precursoras do século XIX e XX. Os cards são exclusivos para apoiadores do catarse e ilustrados por Lua Bueno Cyríaco.
O Catarse é uma plataforma de financiamento coletivo. Essa página é uma parceria entre a Urso e a plataforma. O processo é muito simples: você apoia o projeto e contribui para fazê-lo existir no mundo!
Em troca, nós pensamos em várias recompensas interessantes, desde o livro em si, até mimos como bolsas, marcadores especiais, entre outras coisas! Você pode escolher de acordo com o seu gosto e também a forma de pagamento (se boleto ou cartão).
Para ver as opções, basta olhar os cards ao lado e escolher o seu >>>>
ou acessar a aba "recompensas".
Por isso, nós precisamos muito do seu apoio. Sem ele, o projeto não acontece :(
Então... vamos chamar os amigos e apoiar! ♥
PREFACIADORA CONVIDADA
Karine Ribeiro é pessoa preta, escritora, tradutora (inglês/Português), revisora e leitora crítica, graduanda em Letras – Tradução pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua com editoras e autores independentes. Entre seus trabalhos mais recentes, estão a tradução de A Jornada de um Escravo Fugitivo, pela Editora Wish, e Clap When You Land, pela Editora Nacional.
EDITORA
Lua Bueno Cyríaco, formada em Artes Visuais e graduanda em letras japonês pela UFPR. Artista gráfica, ilustradora e editora da BuruRu e Urso.
Tem a publicação do livro Horror Oriental, Irui Kon'in no Mukashi Banashi, Raposas - contos fantásticos orientais, Contos fantásticos Coreanos e As aventuras da senhorita detetive Loveday Brooke sob sua tutela editorial, todos apoiados através do Catarse.
EDITORA ASSISTENTE
Ana Cláudia Fagundes da Cunha C. Ramuski é bacharel em Letras pela UFPR e mestranda em Letras também pela UFPR, sendo Pesquisadora da área de Pragmática Cognitiva. É supervisora editorial na Editora Universo Acadêmico Edições e Soluções Linguísticas, atuando também na área de tradução (inglês e espanhol) e revisão textual.
O estilo da literatura policial atual deve muito aos romances sensacionalistas muitas vezes escritos por mulheres, onde seus enredos cheios de reviravoltas, revelações de crimes ou segredos obscuros, muitas vezes escandalosos socialmente flertavam fortemente com o gênero de mistério.
Dos romances de mistério se destacou a figura do detetive, que aos poucos se tornou o centro das atenções. Atualmente a literatura detetivesca é reconhecida por muitos grandes detetives homens, que consolidaram suas carreiras no final do século XIX, em especial na literatura de língua inglesa.
Mas e as mulheres?
Na segunda metade da Era Vitoriana houve um grande número de detetives mulheres (chamadas lady detective) surgindo na literatura como; Srª Pascal, Miriam Lea, Mollie Delamere, Dora Myrl, Hilda Wade e tantas outras. A maioria era escrita por homens, mas houveram autoras mulheres que deram vidas à grandes personagens do mesmo sexo que em sua época criaram tanto frisson quanto Sherlock Holmes.
Mas hoje nos perguntamos “onde estão essas mulheres autoras e detetives”?
É com esse objetivo que a coleção Senhorita Detetive foi criada. Nós vamos resgatar escritoras e personagens que foram por muito tempo negligenciadas, a ponto de serem ainda inéditas no Brasil embora sejam textos com mais de 100 anos.
Todas essas histórias são do final do século XIX e meados do século XX, muito antes da chamada “Era de Ouro” da literatura detetivesca, sendo certamente textos que inspiraram grandes nomes como Aghata Christie.
Nesta coleção reunimos as detetives criadas por autoras mulheres da literatura inglesa e americana em dois estilos: livros de casos ou bookcase, que são coletâneas completas de histórias onde cada uma apresenta um caso diferente, e romances, um único livro com uma história longa.
TÍTULOS
Livro 1: O primeiro livro dessa coleção é "As aventuras da senhorita detetive Loveday Brooke" da autora Catherine L. Pirkis e segue o formato bookcase, ou seja, são vários contos reunidos sendo cada um um caso diferente.
Livro 2: A filha de Hagar, Pauline E. Hopkins (livro desta campanha)
Livro 3: Título a ser desvendado em maio de 2021
Livro 4: Título a ser desvendado em julho de 2021
Você quer seguir as pistas e descobrir os títulos que virão? segue a gente nas redes sociais (Instagram, Facebook e Twitter) @laboralivros e siga também as hashtags #senhoritadetetive e #senhoritadetetive2021
A Urso
A Editora Urso (que é a irmã mais velha da Editora BuruRu) é uma empresa incubada pela Laboralivros, que oferece seus recursos de serviços editoriais para que nossas publicações se tornem realidade! A Urso tem como proposta a publicação e divulgação de trabalhos voltados às áreas artísticas e demais ramificações das ciências humanas. Dentro desse espectro, realizamos publicações de traduções, poesia, ensaios, teses e dissertações com propostas culturais e estéticas a fim de auxiliar na divulgação destes trabalhos.
Assim, partimos do interesse em nos debruçarmos em trabalhos que possuam envolvimento no universo das belas-artes com suas ramificações culturais e teóricas de ordem especulativa em diálogo com o âmbito estético. Conteúdos ensaísticos, dissertativos, literários e de tradução são bem-vindos.
DIVULGAÇÃO
Alguns canais literários em várias redes sociais abraçam a importância desse projeto tanto quanto a gente e nos ajuda demais na divulgação! Vale aqui o nosso muito obrigado e o convite para que conheça cada um deles!
Andrea Bistafa (Fundo Falso) | A vida pelas páginas | Leitura da Lari | Realidade Literal | Livros são filhos | Mand Sekai | Clube de Crimes Impossíveis | Revolução dos Livros |
Vem conhecer projetos incríveis, digite coesão na busca aqui no catarse ou acesse este link e descubra!

























