
Em dois anos e meio de governo Bolsonaro, a gente já entendeu que o jogo ficou ainda mais sujo. Virou política de governo desviar o foco do que realmente importa com declarações absurdas, fake news sem pé nem cabeça e ataques a jornalistas e outros países. Mas, no meio de tudo isso, também estão indo embora os direitos das mulheres.
Muita gente diz que o ataque aos nossos direitos também não passa de cortina de fumaça, mas quem segue de perto o Legislativo, como nós, sabe que a ameaça é real e está diretamente ligada à política econômica. Semanalmente, o Elas no Congresso acompanha na Câmara dos Deputados e no Senado a tramitação dos projetos relacionados a gênero e alerta que deputados e senadores ao mexerem em educação, habitação, saúde, mobilidade e impostos também estão chacoalhando os direitos de mulheres, mães e meninas. E não é só uma ameaça, o risco é real.
Estamos a um ano das eleições decisivas para o futuro da nossa democracia e não podemos parar agora. Já chegamos muito longe, mas ainda há muito a ser feito. O Elas no Congresso está sem financiamento! Nosso grito, agora, é para que o projeto sobreviva às crises políticas e econômicas que o Brasil está vivendo. Para que o Elas no Congresso continue, temos 37 dias para arrecadar pelo menos R$ 30.000. Você pode fazer a diferença agora!
O momento é crítico para o Elas no Congresso, mas também para os direitos das mulheres de todo o país. Não queremos e não podemos ser surpreendidas por esse governo e sua estrutura.
Com o Elas no Congresso, vimos termos importantes, como “saúde sexual” e “direitos reprodutivos” serem retirados de projetos sob a acusação de que seriam "abortistas" e “feministas demais”. Assistimos à criação de uma série de projetos de lei problemáticos - misóginos, transfóbicos, essencialmente punitivistas - e também acompanhamos a articulação da bancada conservadora para que muitos projetos positivos e relevantes fossem barrados.
São práticas do desmonte que estão acabando com os direitos das mulheres no Brasil. Querem reforçar a ideia de “família” (heteronormativa, né?), retirar nossos direitos reprodutivos e manter a mulher dentro de casa, para que o Estado possa lavar as mãos de responsabilidades como a educação, o cuidado com crianças e idosos, e tantas outras.

Ficamos ligadas o tempo todo em tudo que rola no Congresso. E toda segunda-feira, enviamos gratuitamente para os mais de 7 mil assinantes da newsletter os nossos gritos de alerta. Para isso, trabalhamos em rede com 17 organizações que lidam diariamente com os direitos das mulheres em diferentes frentes.
Além do cenário tenebroso que ainda está por vir, o que também nos preocupa agora é a existência do Elas no Congresso.
É por isso que AzMina lança hoje a campanha Não é cortina de fumaça.

Até o dia 9 de setembro, precisamos arrecadar pelo menos R$ 30.000,00 para manter o Elas no Congresso neste segundo semestre. Com este recurso vamos arcar com os custos de jornalismo e tecnologia para monitorar o Legislativo, analisar os dados, produzir newsletters semanais e reportagens. O trabalho d'AzMina é auditado e transparente, está tudo em nosso site.

O que já fizemos é grandioso, não podemos parar agora. Em um ano, foram 675 parlamentares monitorados (entre titulares e suplentes), 649 projetos de lei avaliados por organizações parceiras, mais de 50 newsletters, 12 reportagens especiais sobre os bastidores do Congresso e mais duas atualizações de ranking. Para que tudo isso seja entregue de forma totalmente gratuita, precisamos cobrir os altos custos com tecnologia, jornalistas de dados e editores.
A gente sabe, no entanto, que ainda há muito a ser feito. 1 em cada 4 projetos sobre direitos das mulheres no Congresso ainda é desfavorável às mulheres. Continuamos sendo minoria nos cargos de liderança do Congresso. E os novos líderes das casas legislativas não estão lá muito alinhados com nossos interesses. Só podemos enfrentar esse cenário nebuloso juntas. Por isso, é imprescindível poder contar com seu apoio ao Elas no Congresso agora.

Eles têm muitas armas, nós temos o Elas no Congresso e o movimento feminista. Todo apoio é bem-vindo. Ajude o jornalismo de dados, que luta pelos direitos das mulheres e por toda a sociedade a não acabar!
AzMina é uma organização sem fins lucrativos que luta pela igualdade de gênero. Produzimos uma revista digital, feminista e independente que usa jornalismo, dados e tecnologia para combater a violência e apoiar os direitos das mulheres. Nos últimos cinco anos, ajudamos a revolucionar a cobertura de gênero e criamos projetos que impactam diretamente a vida de milhares de mulheres e meninas.
Em 2021, lançamos a segunda versão do PenhaS, nosso aplicativo de enfrentamento à violência doméstica, que leva acolhimento e informação a milhares de mulheres. Em 2020, lançamos o Elas no Congresso, que acompanha os direitos das mulheres no legislativo e o MonitorA, que desvendou o sexismo por trás da violência política de gênero nas eleições municipais. Fizemos um levantamento sobre o feminicídio durante a pandemia e revelamos que uma mulher é assassinada a cada 9 horas no Brasil nesse período. Também mapeamos as delegacias da mulher e mostramos com exclusividade que só 7% das cidades brasileiras possuem delegacias especializadas.
Tudo isso só é possível graças ao apoio de nossos leitores, que financiam AzMina desde o começo. O projeto nasceu de um financiamento coletivo e até 2017, metade da nossa receita vinha da ajuda de leitoras/es.

Tudo ou nada! É essa a modalidade do nosso financiamento coletivo. Precisamos bater a meta para que o Elas no Congresso continue no segundo semestre. O envio das recompensas também depende disso. Ou seja, se não arrecadarmos pelo menos R$ 30 mil, as doações serão devolvidas. Mas não podemos nem pensar nesse cenário.
Além do seu apoio ao nosso crowdfunding, também contamos com a sua divulgação da campanha, para que cheguemos a mais pessoas que defendem os direitos das mulheres e podem nos ajudar hoje.
Algumas informações importantes:
- Planejamos enviar as recompensas entre os meses de setembro e outubro (atente-se a essa previsão no descritivo de cada recompensa)
- O valor do frete nacional já está incluído nas recompensas que serão enviadas por Correio (livros e ilustrações impressas)
- As ilustrações digitais serão enviadas por e-mail posteriormente
- No caso dos cursos on-line, entraremos em contato por e-mail com detalhes da sua inscrição e/ou participação
Para colocar a campanha no ar, contamos com o trabalho da equipe d'AzMina que preparou cursos incríveis e de parceiros que apoiam o jornalismo feminista independente e querem ver o Elas no Congresso monitorando o Legislativo neste segundo semestre. Agradecemos ao apoio de PrograMaria, ITS, Cafe.art.br e Tapronto, à doação de livros da Ubu Editora, The Intercept Brasil, Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e às jornalista Nana Queiroz e Patrícia Campo Mello. Além disso, também contamos com o talento das ilustradoras que cederam seus trabalhos (para uso pessoal e não comercial).
Confira abaixo as artes que podem decorar a sua casa:
























































