META BATIDA!!! OBRIGADO A TODOS!!!
Passamos agora a perseguir as metas estendidas!
(Mais metas podem ser apresentadas caso necessário. Todas as metas de 210% a 300% se referem a conteúdo textual extra.)
Bem-vindos(as) à nossa nova campanha no Catarse! Temos muito orgulho em revelar nossa nova coleção, dedicada a disponibilizar os textos mais notáveis do Byronismo brasileiro, incluindo resgates de material nunca reeditado e clássicos em versões fartamente anotadas.
Nosso intuito nesta empreitada não é apenas oferecer um trabalho de qualidade desenvolvido sobre os textos (atualização ortográfica, estabelecimento rigoroso do texto, edição e revisão), mas, paralelamente, estamos oferecendo uma investigação sobre seus múltiplos sentidos, por meio de uma aprofundada pesquisa de cada referência implicada neles, que se converte em notas e paratextos com recursos para pesquisadores, professores e leitores interessados em aprofundar sua compreensão sobre estas obras.
Antes de prosseguirmos, deixaremos aqui uma lista de links importantes relacionados à campanha:
Artigo de Fernando Monteiro de Barros sobre O Conde Lopo (pdf) | Live no Poesia de Segunda (Instagram) | Live no Fantasticursos (YouTube) | Carrossel sobre O Conde Lopo (Instagram) | Carrossel sobre a Sociedade Epicureia (Instagram) | Carrossel sobre O Conde Lopo (Instagram) I Live sobre O Conde Lopo (YouTube) | Reel sobre Contos Noturnos (Instagram) | continua...

Os dois primeiros títulos da coleção não poderiam deixar de enfocar o principal nome e a principal vertente do Byronismo brasileiro, ou seja, Álvares de Azevedo e a narrativa simposial, com suas noitadas orgíacas em tavernas que mais parecem templos nos quais devassos buscam confessar seus piores pecados encorajados pelo álcool.
Escolhemos, portanto, duas obras bastante ilustrativas do entusiasmo sombrio da "geração mal do século", ambas escritas quando seus autores não somavam sequer 20 anos de idade: O Conde Lopo (escrito em 1848 e publicado postumamente em 1886), de Álvares de Azevedo (que não foi reimpresso de forma avulsa desde sua primeira edição), e Contos Noturnos (1864), de Barbosa Rodrigues, que nunca foi reeditado.
Tratados com desprezo e miopia pela crítica tradicional, esses escritos não participam do cânone nacional e não estão alinhados com a sensibilidade atual (a quantidade de possíveis gatilhos em suas páginas é incontável). Eles são, isso sim, amostras de uma busca estética que passava a explorar a imoralidade e os desenlaces trágicos de uma vida radicalmente hedonista como matéria-prima para, entre outras coisas, contestar os valores vigentes e fantasiar os limites da sensação, muitas vezes como exercício para vencer o tédio (também chamado de "esplim" ou "cinismo" na gíria byroniana).
Tanto o nome do autor quanto o título de cada livro serão impressos em hot stamping prateado e os livros já incluem capa dura e fitilho marcador de página em cetim preto. A capa desenvolvida pelo designer Filipe Florence inclui colagem digital, texturas escaneadas e elementos criados com uso de inteligência artificial. Em todos os volumes da coleção, as capas serão padronizadas, com elementos personalizáveis a cada título (os "camafeus" centrais) e elementos fixos, que retornam em todos os títulos dela, reforçando sua identidade visual.
Caso as metas estendidas respectivas sejam destravadas, as capas poderão incluir verniz localizado e baixo-relevo.
O projeto gráfico interno também foi desenvolvido por Filipe Florence. As folhas de guarda reproduzem o símbolo da coleção, um crânio-taça que, embora não seja exatamente como o de Lord Byron (formado apenas pela base de metal e pelo topo polido de um crânio humano), representa crânios-taças "menos disfarçados". No miolo, grafismos espelhados servem como divisores de seções, e também há cabeçalhos, capitulares e ornamentos extraídos de livros franceses e alemães do século XIX.
Caso a meta estendida correspondente seja destravada, teremos ilustrações de miolo em ambos os volumes.
Eivado de um byronismo radical, o texto inscreve-se na tradição gótica da literatura, surgida na Inglaterra em 1764 com o romance O Castelo de Otranto, de Horace Walpole, que instalou, no imaginário ocidental, os castelos medievais em decadência e a natureza em seu aspecto noturno como espaços paradigmáticos das narrativas de terror. Entrecruzando vários aspectos do Romantismo negro, o texto de Álvares de Azevedo articula elementos tanto sublimes quanto grotescos nos seus versos, principalmente nas representações do feminino enquanto cortesã infernal e fantasma lúbrico.
- Prof. Dr. Fernando Monteiro de Barros Jr. (2013 - fonte)
- Poema fragmentado que mescla lírica e épica
- Herdeiro das baladas góticas, com passagens pesadelares e fantasmagorias
- Repleto de metalinguagem e experimentações com narrativas enquadradas
- Inclui prefácio do autor
- Prefácio e notas de Luciana Fátima
- Posfácio de Dione M. S. Rosa

O sr. Barbosa Rodrigues publicou ultimamente um volume de 260 páginas, debaixo do título Contos Noturnos. O livro se acha dividido em cinco partes, que correspondem a cinco noites, e cada uma dessas noites compreende dois a três contos.
E todos esses contos e todas essas noites e todas as peripécias do livro, toda a sua ação, todo o seu desenvolvimento se passa em uma sala ao fundo de uma taverna, tendo no meio uma mesa com copos e garrafas, em torno da qual estão vários homens e mulheres assentados em toscos escabelos, alumiados pela luz baça de uma candeia de cobre.
Cinco noites consecutivas faz-nos o autor passar no seio de uma sociedade de assassinos, de ébrios, de salteadores, de homens corrompidos pela infâmia e pela degradação, lançados no último degrau do cinismo.
- João Beckmann (1864 - fonte)
- Emulação de Noite na Taverna com tentativa de radicalizar sua proposta
- Doze narrativas no total, incluindo breves trechos que os conectam
- Metade dos contos são narrados por personagens femininas
- O "Estudo" no subtítulo não implica que seja realmente um "estudo literário" (são contos interligados)
- Primeira reedição da obra
- Prefácio e notas por Cid Vale Ferreira

Para obter mais informações sobre os três livros extras da campanha, visite:
Manfredo (poema dramático de Lord Byron inspirado em Fausto)
Caim (poema dramático de Lord Byron sobre a iniciação de Caim por Lúcifer)
Hinos à Noite (poema seminal do Romantismo alemão em versos e em prosa)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) é o maior nome da segunda geração romântica do Brasil, e um dos maiores vultos da nossa literatura, apesar de seu falecimento precoce. Foi um dos integrantes da notória Sociedade Epicureia, colaborou em periódicos acadêmicos da Faculdade de Direito de São Paulo e deixou contribuições promissoras em diferentes gêneros, como o discurso, o ensaio crítico, o drama, a poesia e a prosa de ficção. Seu estilo, muito inspirado pelas criações de Bocage, Shakespeare, Hoffmann, Werner, Musset e, principalmente, Byron, fizeram com que a posteridade lhe tratasse como um "Byron brasileiro", capaz de inspirar diferentes gerações de artistas desde a publicação de suas obras.
João Barbosa Rodrigues (1842-1909) nasceu na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, em MG, e tornou-se um dos principais nome da história da botânica nacional, tendo sido nomeado diretor do Museu Botânico do Amazonas e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Paralelamente à sua atividade científica, Barbosa Rodrigues desenvolveu vários trabalhos ligados à poesia, à prosa de ficção e à etnografia, como a Poranduba Amazonense (1890), que adaptou narrativas orais de povos originários para o formato de conto. Seu primeiro livro, escrito aos 19 anos, foi o polêmico e hoje raríssimo Contos Noturnos: Estudo (1864), no qual segue a veia alvaresiana de Noite na Taverna, mas deixa tudo ainda mais extremo e inclui personagens femininas como narradoras de metade dos contos.
Luciana Fátima é mestre em Comunicação e especialista em Língua Portuguesa e Literatura, além de pesquisadora sobre a vida e a obra do poeta Álvares de Azevedo e sobre o Ultrarromantismo – assuntos que já foram temas de seus cursos e palestras em locais como Biblioteca Álvares de Azevedo, Casa das Rosas, Biblioteca Mário de Andrade, Casa da Marquesa de Santos, Cinemateca de Curitiba, Memorial Carlos Drummond de Andrade e Festival Literário de Itapetininga. Publicou, entre outros livros, Álvares de Azevedo: o poeta que não conheceu o amor foi noivo da morte (2009); Delírio, Poesia e Morte: a solidão de Álvares de Azevedo (2015); Na Aurora da Vida, a Eternidade: conversas sobre Álvares de Azevedo (2021); O Adeus de Álvares de Azevedo (2023) e, em coautoria com seu parceiro, Arlindo Gonçalves, Ad Infinitum: réquiem para Álvares de Azevedo e Ian Curtis (2019), pela Editora Clepsidra.
Dione M. S. Rosa é mestre e doutora em Teoria Literária, advogada atuante em Curitiba, especialista em Direito Processual Civil; é membro da Academia de Letras José de Alencar/PR e da Academia Poética Brasileira/PR. Entusiasta da vida e obra do poeta Álvares de Azevedo, estuda a literatura gótica dos séculos XVIII e XIX, é autora de A Prosa Gótica de Álvares de Azevedo em Noite na Taverna (2017), baseado em sua dissertação de mestrado, e concluiu recentemente seu doutorado estudando O Conde Lopo. Possui diversos trabalhos ligados ao gótico em poemas, contos e romances. Obteve prêmios literários em poesia, participação em diversas antologias de contos góticos e poemas no Brasil e em Portugal. Foi indicada ao Codex de Ouro/2011 pelo livro de sonetos O Segredo da Rosa.
Cid Vale Ferreira é bacharel em Letras pela FFLC-USP, livreiro e editor. Começou a publicar no underground dos zines góticos com Aranhas do Aquário (1996), e editou posteriormente os sites Sépia Zine (1998-2000) e Carcasse (2000-2005). Atuou no mercado de livros didáticos entre 2004 e 2015, em editoras como Scipione, Atual, Moderna, Saraiva, IBEP, Aymará e Oxford University Press, entre outras. Desde 2016, é sócio do Sebo Clepsidra, empresa que reúne uma editora independente e um sebo-livraria na cidade de São Paulo. À frente da editora, coordena sua curadoria e o processo de edição e produção. Como organizador, publicou Voivode (2003, Pandemonium), As Trevas e Outros Poemas de Lord Byron (2007, Saraiva), Nosferatu (2023, Clepsidra) e Frankenstein: Edição crítica (2023, Clepsidra), entre outros.

O Romantismo brasileiro surgiu um tanto tardiamente em relação às primeiras configurações europeias do movimento, e os literatos do Brasil, especialmente os da chamada "segunda geração", passaram a se interessar não apenas pela produção dos grandes gênios românticos, mas também, conforme avançavam as décadas, pelas principais correntes pré-românticas que serviram de pilares à revolução estética da virada do século XVIII para o XIX.
Entre as referências mencionadas por esses autores, portanto, é comum que vejamos alusões à poesia tumular da escola dos cemitérios, às baladas britânicas e alemãs, à pseudolírica ossiânica, ao Tempestade e Ímpeto e aos romances góticos e de calafrios (todos frutos da produção setecentista) lado a lado com menções aos expoentes do drama fatalista, das narrativas poéticas dos rimances e da produção romântica em verso e prosa que marcaram as primeiras décadas do século XIX.
Dessa forma, autores de conjunturas histórias e geográficas diversas frequentemente eram reagrupados no imaginário dos românticos por afinidades temáticas ou analogias estéticas. Edward Young e Alphonse de Lamartine, Ossian e Lord Byron, Manuel Maria Barbosa du Bocage e E. T. A. Hoffmann, Gottfried August Bürger e George Sand, embora sejam duplas formadas por artistas frequentemente relacionados a séculos diferentes, constantemente surgiam amalgamados nas listas de referências e preferências dos nossos autores, de modo que o macabro baladesco, o sinistro da prosa gótica e o caráter funéreo da lírica cemiterial agarraram firmemente a atenção de parte dos nossos poetas, dramaturgos e prosadores românticos.
Tradicionalmente, a abordagem didática do nosso período romântico ainda o divide em fases. A mais consagrada dessas estruturações propõe três "gerações". Uma primeira mais focada nas idealizações ligadas à religião e ao nacionalismo (chamada de indianista), uma segunda pautada pela descrença e pela negatividade (chamada de byroniana, ultrarromântica ou "geração mal do século"), e, por fim, uma terceira, que se destacou pela politização de sua produção (chamada de condoreira).
A Coleção Epicureia tem como missão publicar as obras-primas justamente da segunda geração romântica brasileira, trazendo tanto edições anotadas de seus principais títulos quanto resgates de joias há muito esquecidas, muitas das quais nunca foram reeditadas. Seu nome é uma homenagem à notória Sociedade Epicureia, uma associação secreta de estudantes decididos a "realizar os sonhos de Byron" (nas palavras de Couto de Magalhães), ou seja, decididos a viver na prática o que muitos se contentavam apenas em experimentar via leitura.
Cid Vale Ferreira: curadoria de títulos, edição, segunda revisão.
Filipe Florence: design de capa, miolo, campanha e itens de papelaria.
Giovana Corrêa: atualização ortográfica, primeira revisão (Contos Noturnos).
Luciana Fátima: atualização ortográfica, primeira revisão (O Conde Lopo).
Ricardo Ribeiro: diagramação.
Sérgio Eduardo Affinito: coordenação logística.

Confira abaixo o cronograma estimado (que poderá ser alterado, especialmente se as metas estendidas forem alcançadas).
Meados de setembro ao fim de outubro: Divulgação da campanha.
Novembro a janeiro: Edição, diagramação e revisão.
Fevereiro: Impressão.
Março: Envios (saída do estoque até o fim do mês).
EM CASO DE DESTRAVAMENTO DE METAS ESTENDIDAS, OS PRAZOS SERÃO AUMENTADOS.
A caixa de cada apoiador será enviada ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio e poderá ser atualizado exclusivamente por meio de um questionário do Catarse que será aberto depois do fim da campanha e será encerrado logo antes do envio (não adianta apenas atualizar seus dados).
Os códigos de rastreio serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios ou em apps que ofereçam essa função. Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades (enviar mensagens individuais sobre questões tratadas coletivamente nas novidades deve ser evitado a todo custo, uma vez que isso atrasa e muito a entrega do projeto).
A Editora Clepsidra, ligada ao sebo de mesmo nome em São Paulo, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Suas obras incluem resgates de clássicos inéditos, uma coleção de livretos de contos góticos raros e outros títulos que ajudam a democratizar o acesso ao gótico e ao horror clássico no Brasil. Conheça aqui o nosso catálogo.
Se você divulgou esta campanha e quer ser listado aqui, envie-nos o link da divulgação para cidvale@gmail.com. Agradecimentos especiais à equipe do próprio Catarse!
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