No dia 11 de julho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 4ª fase da Operação Última Milha, cumprindo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, nas cidades de Brasília/DF, Curitiba/PR, Juiz de Fora/MG, Salvador/BA e São Paulo/SP, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha que utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários da Jair Bolsonaro e para produzir dossiês utilizados no gabinete do ódio chefiado por Carlos Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente.
O principal alvo da operação foi o policial federal Marcelo Bormevet, que desempenhou um papel central no chamado "evento de Juiz de Fora", que ocorreu no dia 6 de setembro de 2018 e mudou o destino do Brasil. Aquela data entrou para a história do Brasil como a data em que Adélio Bispo de Oliveira teria esfaqueado Jair Bolsonaro, permitindo ao candidato de extrema-direita não participar de debates eleitorais que poderiam demonstrar sua incapacidade para o cargo. Ao mesmo tempo, tal evento criou o "mito" do político que estava disposto a se sacrificar pelo Brasil, o que pavimentou seu caminho ao poder.
Bormevet desempenhou papel central no evento de Juiz de Fora, uma vez que montou a estrutura de segurança paralela do então candidato, embora, mesmo sendo agente da Polícia Federal na cidade, não tivesse atribuição para isso. Uma estrutura de segurança que, obviamente, falhou, uma vez que teria sido violada por um indivíduo com problemas mentais, que teria sido capaz de furar o cerco de seguranças e desferir um ataque contra o então candidato.
A despeito de sua "falha", Bormevet se tornou homem de confiança da família Bolsonaro. A tal ponto conseguiu indicar o hoje deputado Alexandre Ramagem para ser diretor da Abin no governo Bolsonaro. E Ramagem, por sua vez, o indicou como chefe do Centro de Inteligência Nacional do órgão.
Dentro da estrutura do estado, Bormevet e sua equipe passaram a produzir dossiês políticos para abastecer a máquina de fake news do bolsonarismo, também conhecida como "gabinete do ódio", uma estrutura chefiada por Carlos Bolsonaro. Foi esta estrutura que espionou políticos, jornalistas e quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Além disso, em um dos diálogos captados pela Polícia Federal, Bormevet sugere um atentado contra o ministro Alexandre de Moraes.
Esta história precisa ser contada para que o Brasil conheça toda a verdade sobre o que ocorreu na chamada "Abin paralela", denunciada pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, no "gabinete do ódio" e também no "evento de Juiz de Fora", ocorrido em 6 de setembro de 2018.
Para realizar esta missão, não há ninguém mais capacitado do que o jornalista Joaquim de Carvalho, editor especial da TV 247, que já produziu documentários, com milhões de visualizações, sobre o caso Adélio, a máquina de fake news do bolsonarismo, utilizada inclusive durante a pandemia da Covid-19, que ceifou a vida de 700 mil brasileiros.




