ESTILHAÇO é o terceiro livro com o detetive particular Téo Miranda e o sétimo romance de Oli Maia.
Sim: mais uma vez Téo se meteu em encrenca que não era dele, dessa vez arrastando junto quem estava perto.
"Oli Maia é o tipo de autor que te leva para além da mera cena do crime. Todos os detalhes da cena, todas as neuroses e os hábitos dos personagens são tão bem construídos que você vai terminar o livro se perguntando se Téo, Elisa e sua agência são mesmo ficcionais." - Anna Martino @annafagundesmartino
"Estilhaço vai muito além do suspense. Oli constrói personagens complexos e humanos, que ganham vida na narrativa e nos prendem a cada página. É impossível não se apegar a eles e torcer por seus destinos. " - Brenda Evelyn @leiturasdabreh
Este projeto tem como objetivo a edição do livro em formato impresso e digital, e funciona principalmente como uma pré-venda. Você me ajuda a imprimir e lançar o livro, apoia a literatura independente e garante seu exemplar antes de todo mundo.

E antes que você saia correndo porque oh não eu ainda nem li os anteriores!, aviso que não precisa se preocupar: você não precisa ter lido Trégua ou Norte para ler Estilhaço, e tampouco tem que ler na ordem cronológica para que as histórias façam sentido. Elas se complementam, mas são independentes.
Para apoiar, escolha a opção de apoio que lhe parece mais interessante: você pode apoiar para receber só o livro, impresso ou digital, ou optar por receber algumas recompensas adicionais.
Bora?
Quase vinte anos na investigação particular fizeram de Téo e Elisa especialistas em se meter na vida alheia, e a rotina da agência funciona como refúgio aos enroscos da vida pessoal. O pedido de um amigo jornalista surge sorrateiro nesse terreno difuso entre o ofício e a fuga: uma colega está desaparecida, e ele quer ajuda para encontrá-la — encargo que Téo aceita de má vontade enquanto se ocupa de outra investigação: um delegado de polícia os contratou para descobrir a identidade do amante da esposa.
Um favor a contragosto, um adultério previsível. Um início morno para o mês de julho, à parte o clima gelado do inverno paulistano. Quando ambas as histórias se transformam em casos de homicídio, a escolha sensata é se colocar à disposição da polícia
e cuidar da própria vida.
Mas Téo e Elisa nunca foram muitos bons nesse negócio de cuidar da própria vida.
A teimosia crônica disfarçada de vocação os empurra adiante entre as lacunas da investigação policial a uma espiral violenta de eventos desconexos, emaranhados nos segredos de um fórum online de acesso restrito, uma misteriosa onda de atropelamentos, rancores mal resolvidos e ego masculino.
O jogo em que se lançam não tem nome, não tem regras — não parece ter saída. O trabalho investigativo, porto seguro para as complicações da vida privada, transforma-se de repente em zona de risco, atirando-os contra escolhas vencidas que preferiam não ter que fazer.
Elisa conhecia a indignação silenciosa gritando nos olhos de Téo e quis dizer que tudo bem
não é problema nosso
nunca é.
Deixou que assentasse a neblina do relato. Pensou que no final do dia receberia um cliente e teriam caso novo para distrair a cabeça e ocupar a semana. Porque problema nosso não era a tensão crescendo sobre uma pilha de omissões enquanto observavam do muro a própria vida
problema nosso era principalmente a vida alheia, os segredos alheios.
— Iuri está com a investigação de Leyla — Téo disse.
— Eric te contou o que ele descobriu?
— Mandei um e-mail pra Nico, ele repassou a informação pra polícia.
— Mas?
Téo soltou um suspiro pesado, jogou a cabeça atrás no encosto da cadeira.
— Téo — a voz de Elisa soou séria. — A gente não precisa disso.
— Eu sei.
— Mas você está começando outra vez.
— Outra vez?
— Março do ano passado.
— É diferente.
— Porque ninguém tentou te matar?
— Mais ou menos — ele murmurou.
— Posso dizer uma coisa que você não quer ouvir?
— Adianta se eu disser que não?
— Todas as vezes que você fez isso—
— Isso o quê?
— Inventar investigação paralela.
— Nico pediu minha ajuda.
— Você não queria ajudar.
Téo girou a cadeira na direção do pôster desbotado de Cidadão Kane na parede. Outra de suas obsessões ou lembrete irônico da futilidade de se empreender investigação quando não se sabe o que está buscando.
— Todas as vezes que você fez isso — Elisa disse — era porque tinha outra coisa te assombrando.
— Não tem nada me assombrando.
O livro impresso vai ter 376 páginas, em formato 140x210mm e miolo em papel pólen 80g, com capa colorida em papel cartão 250g. A meta da campanha tem como referência uma tiragem de 150 exemplares.
Todos os exemplares adquiridos na campanha de financiamento vão autografados, e você escolhe para quem quer a dedicatória.
O livro também será produzido e distribuído em formato
digital, em epub. O arquivo vai
sem DRM.
Além do livro, preparei algumas recompensas adicionais exclusivas da campanha de financiamento. Você também pode optar por uma faixa de apoio que inclua TRÉGUA ou NORTE (ou os dois!), meus outros livros do mesmo universo, que levam Téo como protagonista.
Além disso, algumas faixas de apoio incluem recompensas digitais, com ilustrações em alta resolução e arquivos digitais em .pdf. Optar por recompensas digitais é uma ótima forma de apoiar meu trabalho, já que com elas não tenho os gastos adicionais das recompensas físicas.
Ilustrações
Ilustrações exclusivas da campanha de financiamento, impressas em tamanho A5 e assinadas pelo autor.
Cards ilustrados
Cards de personagens em tamanho 63mm x 88mm, com ilustração colorida e ficha de informações (mais ou menos) relevantes. Essa é a recompensa queridinha do autor, que até hoje guarda com carinho a coleção completa dos cards da copa de 1994, e tem uma caixinha cheia de jogos PNP mas ninguém pra jogar com ele.
Caderneta exclusiva
Pode parecer um caderninho comum, em tamanho A6, com algumas folhas pautadas e outras em branco. Mas a capa tem ilustração exclusiva e o miolo tem algumas surpresas, rastros e vestígios que parecem ter escapado das páginas do livro e sorrateiramente se infiltraram na realidade fora dele.
Dossiê Miranda & Toscana
Às vezes a paranoia é porque tem mesmo alguém te seguindo. Principalmente quando você inventou de investigar homicídio que não lhe diz respeito, ou cruzou o caminho de uma gente muito errada, possivelmente mais paranoica que você.

O dossiê Miranda & Toscana vem dos bastidores do livro e dos bastidores da história: um relatório de observação e vigilância, preparado por ██████ (provavelmente), com imagens e informações importantíssimas* sobre a rotina dessa dupla enxerida de detetives particulares — útil principalmente para pessoas mal intencionadas aborrecidas com Téo e Elisa se metendo no que não é assunto deles.
* o autor não se responsabiliza pela precisão e veracidade dos fatos apresentados.
A meta principal cobre os custos de produção do livro, mas ultrapassando a meta vai ter presente para todo mundo:
➟ Um exemplar extra de ESTILHAÇO será sorteado entre todos os apoiadores a cada R$ 500,00 alcançados para além da meta principal, para dar de presente ou mandar para uma biblioteca. O envio é por minha conta.
➟ R$ 9.500,00: live da produção de uma ilustração extra, e envio da ilustração em formato digital para todos os apoiadores.
➟ R$ 10.500,00: sorteio de 20 (vinte!!) exemplares impressos de Segunda mão + envio do conto A casa no morro em formato digital para todos os apoiadores. Fofoca: Pedro e Iuri, a dupla de investigadores dessas histórias, também são personagens importantes na narrativa de Estilhaço.
➟ R$ 11.500,00: sorteio de 2 exemplares do livro Lo que nadie quiere oír (em espanhol), antologia em homenagem aos 100 anos de Rubem Fonseca, com organização de Nicolás Ferraro e participação de autores policiais de toda América Latina, incluindo Marçal Aquino, Tony Bellotto e Oli Maia (eu mesmo). O livro está disponível apenas em livrarias argentinas.
A campanha de financiamento funciona como pré-venda, com alguns brindes exclusivos, e dura 45 dias: de 13 de abril a 28 de maio. Com o seu apoio eu posso investir na edição impressa do livro, e você ajuda um autor independente a publicar seu trabalho.
Quem não tiver cadastro aqui no Catarse pode fazer na hora mesmo, rapidinho. Dá para pagar com cartão de crédito (nacional ou internacional), pix ou boleto. Quando a campanha se encerrar, eu recebo o valor alcançado, descontadas as taxas do Catarse, e começo o processo de impressão do livro e finalização das recompensa.
Por que financiamento flex?
O principal motivo: porque vou produzir esse livro de qualquer forma, para 5 ou 200 leitores. Com a impressão digital, é possível produzir tiragens menores sem que isso aumente absurdamente o valor unitário do livro. O financiamento flex permite que eu entregue os livros e as recompensas para todos que apoiaram, mesmo que a gente não alcance a meta estabelecida.
A meta é o valor mínimo da edição e impressão do livro, então conto com sua ajuda para cobrir esse investimento!
Por que comprar agora em vez de esperar o livro pronto?
A quantidade de exemplares impressos vai depender do interesse dos leitores e do resultado da campanha. Garantindo desde já o seu exemplar você apoia meu trabalho, apoia a literatura nacional independente e recebe o livro antes de todo mundo, com a possibilidade de receber brindes exclusivos da campanha de financiamento .
Mesmo se preferir a versão digital, participando da campanha você me ajuda a divulgar o interesse no livro, o que é importantíssimo para o alcance do meu trabalho. Seu apoio também é um incentivo para que eu continue escrevendo e publicando.
Quando vou receber o livro e meus brindes?
Durante a campanha, estarei trabalhando nos ajustes finais do livro, definição de diagramação e capa e produção das recompensas. Encerrada a campanha, posso fechar o pedido com a gráfica. A impressão fica pronta em uma semana, mas os livros precisam chegar de São Paulo até mim, no interior da Bahia, para que eu possa preparar os envios.
Dito isso: os envios serão feitos em até 60 dias depois de encerrada a campanha. Provavelmente menos. Qualquer imprevisto será avisado pelo e-mail do seu cadastro no Catarse. Os prazos devem ficar mais curtos se vocês não deixarem para apoiar no último momento, pois assim posso adiantar a produção das recompensas.
Envios
Os envios serão feitos pelos correios, na modalidade impresso, com prazo de entrega entre 10 e 20 dias depois da postagem.
Os correios mudaram os valores e regras para envios internacionais então a princípio não vou realizar envios para endereços internacionais. Se você mora fora do Brasil, você pode apoiar com uma opção de recompensas digitais! Caso tenha interesse em um exemplar impresso, por favor entre em contato para que a gente possa encontrar uma solução.
Meu nome é Oli Maia, e comecei a publicar literatura em 2006. Nasci em São Paulo e, em agosto de 2013, deixei o trabalho como professor e fui embora de São Paulo com uma mochila nas costas. Depois de dois anos e dois pares de botas entre os Andes e os Alpes, me instalei no interior da Bahia, na Chapada Diamantina.
Publiquei seis romances, dois deles com apoio de programas culturais: Segunda mão teve a edição patrocinada pelo Programa Ação Cultural de São Paulo de 2009 e A última expedição foi um dos projetos selecionados pelo Programa Petrobras Cultural de 2010. Trégua e Norte, os outros dois livros em que Téo aparece como protagonista, foram ambos publicado com campanhas de financiamento realizadas via Catarse.
Também participei da coletânea
São Paulo noir, organizada por Tony Bellotto e editada pela Casa da Palavra, e da antologia Lo que nadie quiere oír, em homenagem ao centenário de Rubem Fonseca, organizada por Nicolás Ferraro e publicada na Argentina pela Editorial Revolver. Veja em meu site todos os romances e contos que já publiquei.
Sou ilustrador e disponibilizo minhas artes para download gratuito em meu site. Mantenho aqui no Catarse uma campanha de apoio recorrente para quem tem interesse em apoiar e acompanhar meu trabalho.

















