Conheça o manuscrito original de Frankenstein (1816-1817), de Mary Shelley, de forma como você nunca viu: sem cortes e intervenções do marido, trechos anotados pela autora, notas explicativas e paratextos extras, em um edição de luxo inédita no Brasil!

Em 1818, uma jovem escritora chocou a sociedade patriarcal da Inglaterra georgiana e marcou para sempre a história da literatura com seu romance de estreia.
Seu nome? Mary Wollstonecraft Shelley. O livro, claro, era Frankenstein; ou, O Prometeu Moderno, que, diga-se de passagem, no advento de seu lançamento, saiu sem o seu nome, creditado apenas como “pelo autor”. A autora só teria seu nome associado ao maior dos romances góticos anos depois, em 1821.
Mais de dois séculos depois, esta obra-prima da literatura gótica ainda assombra o imaginário coletivo e segue tão imortal quanto sua Criatura, tendo sido traduzido inúmeras vezes para dezenas de idiomas, além de ter ganho centenas de adaptações para o cinema, quadrinhos, músicas e produtos da cultura pop. O livro sobre o “cientista maluco e sua monstruosidade” parece ter nos impactado como mito fundador em camadas tão profundas que não conseguimos deixar a história descansar — vide as três novas adaptações da história para o cinema, incluindo a versão dirigida por Guillermo del Toro, que estreia em outubro de 2025.
Mas, e se dissermos que o verdadeiro Frankenstein ainda permanece totalmente desconhecido e inédito do público brasileiro e o quão raro ele foi abordado ou publicado no resto do mundo?
Chegou a hora de revelarmos nosso novo — e mais ousado — projeto!

Em uma parceria inédita entre as editoras O Grifo e Mão Esquerda, trazemos ao público brasileiro um dos maiores tesouros da literatura fantástica: a tradução do manuscrito original de Frankenstein. Isso mesmo! Trata-se da primeira versão da obra escrita por Mary Shelley, entre 1816 e 1817. Além disso, como parte do trabalho de resgate da voz da autora, optamos por remover todas as alterações feitas por Percy Shelley, que foram utilizadas para a montagem da 1° edição, de 1818 e, posteriormente, de 1831. Ambas utilizadas para todas as edições nacionais de Frankenstein.
Trata-se, portanto, de um projeto único.
A partir do manuscrito original, preservado na Biblioteca Bodleiana da Universidade de Oxford, reintegramos ao texto todos os trechos de Mary que foram riscados e substituídos por Percy e removemos suas inserções. Esta edição, inédita em português, fruto de um trabalho minucioso do pesquisador e tradutor L. F. Lunardello, realizado ao longo de um ano, revela uma nova e fascinante faceta dessa obra-prima da literatura mundial, evidenciando seu caráter feminista, a crítica à húbris masculina, os desígnios nefastos de Victor Frankenstein e revelando o final original pretendido pela autora para a Criatura.
Mas ainda tem mais.
Além da tradução e reconstrução do texto do manuscrito, esta edição especial e limitada contará com notas exclusivas do tradutor com os trechos inseridos por Percy Shelley para a 1° edição de 1818 e um segundo tesouro: as anotações à mão feitas pela própria Mary Shelley em uma cópia da edição impressa. Esse volume é conhecido na academia como o "Texto Thomas", e foi abordado pela primeira vez apenas em 1982, quando a Universidade de Chicago publicou Frankenstein junto de tais notas.
Os leitores brasileiros terão em mãos uma edição que, pela primeira vez, trará todo o intuito e mensagem que Mary Shelley quis imprimir ao texto.

Além disso, a nossa edição conta ainda com apresentação de Rita Von Hunty, prefácio da pesquisadora Luana da Silva de Souza, especialista no tema; um artigo sobre a tradução, por L. F. Lunardello; e um posfácio de Ann K. Mellor, considerada a maior pesquisadora em atividade em relação a Mary Shelley e sua obra.
Preparem-se para conhecer Mary Shelley e Frankenstein como nunca antes!

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METAS ESTENDIDAS
Graças aos nossos apoiadores, conquistamos TODAS as 9 metas estendidas, tornando essa edição, já histórica, ainda mais especial, com novos paratextos, uma peça de teatro, ilustrações inéditas e melhorias no acabamento gráfico. Muito obrigado.



Apresentação
Prefácio: "Entre a autoria e o silenciamento: A escrita de Mary Shelley sob a sombra de Percy Shelley", de Luana Souza;
“Hediondez Sobrenatural: O quebra-cabeças Mary Shelley", por L.F Lunardello;
Texto do manuscrito original (1816-1818) refeito e traduzido;
Notas com os trechos removidos ou editados por Percy Shelley para a edição de 1818;
Anotações de Mary Shelley após a primeira edição do romance ("Texto Thomas");
Notas críticas e linguísticas de L. F. Lunardello;
Posfácio "Dominar a natureza: O feminino em Frankenstein", de Ann K. Mellor.


Mary Wollstonecraft Shelley (30 de agosto de 1797, Londres — 1º de fevereiro de 1851, Londres) foi uma romancista romântica inglesa mais conhecida como a autora de Frankenstein. Filha única de William Godwin e Mary Wollstonecraft, ela conheceu o jovem poeta Percy Bysshe Shelley em 1812 e fugiu com ele para a França em julho de 1814. Casaram-se em 1816, após o suicídio da primeira esposa de Shelley. Mary retornou à Inglaterra em 1822, após a morte do marido, e se dedicou a divulgar os escritos de Shelley e a educar seu único filho sobrevivente, Percy Florence Shelley. Publicou os Poemas Póstumos (1824) do falecido marido; também editou suas Obras Poéticas (1839), com notas longas e inestimáveis, e suas obras em prosa. Seu Diário é uma rica fonte de biografias de Shelley, e suas cartas são um complemento indispensável.
O livro mais conhecido de Mary Shelley é Frankenstein; ou, O Prometeu Moderno (1818, revisado em 1831), um texto que é parte romance gótico e parte romance filosófico; também é frequentemente considerado uma das primeiras obras de ficção científica e horror. Narra as terríveis consequências depois que um cientista cria artificialmente um ser (o monstro artificial deste romance inspirou uma criatura semelhante em vários filmes de terror por todo o mundo). Ela escreveu vários outros romances, incluindo Valperga (1823), The Fortunes of Perkin Warbeck (1830), Lodore (1835) e Falkner (1837); além de The Last Man (1826), um relato da futura destruição da raça humana por uma praga. Seu livro de viagens History of a Six Weeks’ Tour (1817) relata a viagem continental que ela e Shelley fizeram em 1814 e, em seguida, relata seu verão perto de Genebra em 1816. Ademais, a autora escreveu dezenas de contos e trabalhou por diversos anos como ghostwriter, copista e biógrafa.
Não é de se admirar que ela tenha definido como era a literatura gótica para aqueles que vieram depois dela, nem que tenha inspirado milhares de criadores e criadoras. O legado incalculável de quem — dentro de sua própria mente — caminhou nos entreplanos até um vislumbre do futuro, roubou o fogo do conhecimento e trouxe até aqui, iluminando o caminho das pedras para que aprendêssemos e replicássemos.


L. F. Lunardello (organização, tradução e notas) é professor, tradutor, autor e revisor nordestino. Do Direito foi para as Letras e, depois, para uma formação TESOL na Universidade do Arizona (EUA). Criou a @nerdenglish Consultoria Linguística em 2007 e já trabalhou na tradução de mais de mil publicações científicas internacionais, e recentemente tem se dedicado às suas paixões: literatura e quadrinhos, trabalhando com criadores e editoras independentes, como BRASA, Diário Macabro, Raphus Press, Tai, O Grifo, Clepsidra e DaRosa. Já traduziu Ray Nelson, H.P. Lovecraft, Algernon Blackwood, Arthur Machen, Mike Valentine, Christina Rossetti, Marjorie Bowen, Edith Nesbit, Mary Wollstonecraft Shelley e muitos mais. Seu trabalho como crítico de literatura, cinema e HQs é feito no @baiaodacaveira. Em 2024, criou a editora independente e sem fins lucrativos Mão Esquerda, focada na tradução, pesquisa, estudo acadêmico e publicação de vozes femininas e LGBTQIAPN+. A editora já resgatou textos perdidos de autoras esquecidas de três países diferentes e os relançou em edições traduzidas e comentadas, que acompanham ensaios sobre as autoras e obras, além de publicar — em conjunto — vozes femininas e de pessoas LGBTQIAPN+ atuais e vivas, em antologias trimestrais. É pesquisador voraz de literatura insólita e, nas horas vagas, escreve sobre sertões e horrores, às vezes misturando os dois. Já teve textos publicados internacionalmente pela Raphus Press e nacionalmente pela Editora Diário Macabro, Mão Esquerda, Tábula, Raphus Press, O Grifo, entre outros; foi vencedor do Prêmio de Literatura da Universidade de Fortaleza de 2023, com seu conto 1932.

Rita von Hunty (apresentação) é o alter ego do professor, ator e palestrante Guilherme Terreri, formado em artes cênicas e em língua e literatura inglesa. Junto de sua drag queen, aborda tópicos políticos, culturais e sociais através do instagram, podcasts, artigos e do canal Tempero Drag, no YouTube, que tornou-se uma referência na internet.

Luana de Souza (prefácio) é doutoranda no Programa de Pós-graduação em História (PPGH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bolsista CAPES/DS, sob a orientação do Prof. Dr. Carlos Henrique Armani. Mestre pelo Programa de Pós-graduação em História (PPGH) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Grupo de Estudos de História Intelectual e dos Conceitos (GEHIC/UFSM). Trabalha com o seguinte tema em sua tese: "Intelectuais oitocentistas e a ressignificação de um mito: uma análise de Frankenstein, ou o Prometeu moderno de Mary Shelley e O Prometeu desacorrentado de Percy Shelley".

Ann K. Mellor (posfácio) é professora distinta de Inglês e Estudos de Mulheres na UCLA. Seus interesses acadêmicos concentram-se na literatura britânica dos séculos XVIII e XIX, na escrita feminina, na teoria feminista e nas artes visuais. Seu livro mais recente, Mothers of the Nation — Women’s Political Writing in England, 1780-1830 (2000), defende que escritoras foram fundamentais na formação da opinião pública durante a era romântica. Ela é autora de Blake’s Human Form Divine (1974), English Romantic Irony (1980), Mary Shelley: Her Fiction, Her Life, Her Monsters (1988) — livro pioneiro e incontornável acerca de Mary Shelley e seus escritos — e Romanticism and Gender (1993). Organizou a primeira coletânea de ensaios feministas sobre a escrita romântica, Romanticism and Feminism (1988), e é coorganizadora de uma antologia que transformou o cânone da escrita romântica, British Literature 1780-1830, assim como de The Other Mary Shelley (1993) e Passionate Encounters in a Time of Sensibility (2000). Em 1999 recebeu o Keats-Shelley Association Distinguished Scholar Award; foi também contemplada com duas Guggenheim Fellowships, três NEH Summer Seminar for College Teachers Directorships, além de bolsas das instituições ACLS, NEH, Rockefeller e Australian National University, na área de Humanidades. Recebeu o UCLA Distinguished Teaching Award em 2002 e foi nomeada Honorary Fellow da English Association em 2004.

Nikelen Witter (artigo) é escritora, historiadora, pesquisadora e ensaísta. Professora da UFSM, onde pesquisa Gênero, História das Mulheres e da Leitura. Como historiadora, escreveu: Dizem que foi Feitiço: as práticas de cura no sul do Brasil (1845-1890). Como ficcionista, suas obras são: Territórios Invisíveis (finalista do prêmio Argos); Guanabara Real e a Alcova da Morte (com A.Z. Cordenonsi e Enéias Tavares – vencedor dos Prêmios Le Blanc e AGES 2018); Viajantes do Abismo (finalista dos Prêmios Jabuti e Argos e vencedor dos Prêmios Odisseia 2020 e Bunkyo, 2022); Dezessete Mortos (Prêmio Açorianos), Guanabara Real e o Covil do Demônio (2022), Silêncios Infinitos (2023) e As aventuras de Miss Boite e outras histórias a vapor (2024). Seu último livro publicado é a coletânea de ensaios Todos Aqueles Sapatos Vermelhos (2025). Em 2020, foi homenageada como Patronesse da Feira do Livro de Santa Maria. Desde 2016, Nikelen Witter é agenciada pela Increasy Consultoria Literária.

Andrio J. R. dos Santos (artigo) é acadêmico, tradutor e escritor. Tem doutorado em Estudos de Tradução, com foco nas Crônicas Vampirescas de Anne Rice, e um pós-doutorado dedicado a pesquisas sobre o gótico e teoria queer. Traduziu obras clássicas da literatura do medo, como O Rei de Amarelo e O Grande Deus Pã, ambas para a editora DarkSide Books. Também trabalha com revisão, preparação e leitura crítica. Publicou o romance de fantasia sombria O Réquiem do Pássaro da Morte e diversos contos em coletâneas de horror. Também atuou como organizador da VamQueer, da Diário Macabro, uma coletânea de textos de terror sobre vampiros e experiência queer. Identifica-se como bissexual, genderqueer e despende noites insones em escritas malditas.

Daniela Hänggi (revisão) é coeditora, coorganizadora de coletâneas, gerente de mídia e secretária executiva, além de atuar como revisora para editoras, projetos e autores independentes, com foco em horror, fantasia, RPG e HQs. Como escritora, tem contos publicados em diversas antologias, além do livro Estranhoteca – Edição Mutante, autopublicado e disponível gratuitamente. Também é roteirista, editora e narradora do podcast Estranhonomicon. Sempre encontra espaço na agenda para projetos malucos que precisam chegar ao mundo-leitor.

Ismael Chaves (supervisão) é editor, revisor, escritor e crítico literário, graduando em Letras pelo Centro Universitário Uninter. É editor do blog Escuro Medo e já publicou contos em antologias, dentre elas O Novo Horror (2021, O Grifo), Carnificina 2 (2023, Carnage) e Predadores Noturnos (2023, Carnage). Foi finalista do V Prêmio ABERST de Melhor Narrativa Curta de Horror com o conto "Cordeiro de Deus". Co-escreveu o romance policial Decálogo (2023, Cinco Gatas) e é um dos organizadores da antologia O Novo Horror v.2 (2024, O Grifo). Na O Grifo, é responsável pela pesquisa e curadoria dos selos Clássicos Ocultos e Salem, sendo organizador dos livros Missal para o Diabo: Contos e Poemas Assombrosos (2024) de Cruz e Sousa, Sertão: Edição Crítica (2025) e O Rei Fantasma (2025) de Coelho Neto, Medo Antigo: Uma antologia folk horror (2025), Góticas brasileiras (2025) e Dança das Bruxas (2025).

Daniel Gruber (coordenação editorial e projeto gráfico) é editor, escritor e designer editorial. Fundador e editor-geral da O Grifo, é responsável pela coordenação-geral da editora e pelo projeto gráfico dos livros. É graduado em Comunicação, mestre em estudos culturais e doutor em Letras/Escrita Criativa. É autor, dentre outros livros, de A Floresta (2021) e A Noite do Cordeiro (2023) — este último finalista no Prêmio Jabuti. É um dos organizadores das antologias O Novo Horror, Anatomia das Sombras e O Novo Horror v.2. Ministra cursos sobre escrita de terror e mercado editorial. Foi finalista também do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 por A Floresta e vencedor na categoria projeto gráfico por O Novo Horror e A Noite do Cordeiro.
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CRONOGRAMA E PRAZOS
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Campanha: 17/09 a 27/10
Tradução: outubro a dezembro
Preparação dos originais: fevereiro de 2026
Diagramação: julho de 2026
Revisão final e impressão: agosto de 2026
Envios das recompensas: setembro de 2026











