Status do projeto: preparando para envio
Previsão de entrega das recompensas: fevereiro/2024
Última atualização: 12/01/2024
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As editoras Ex Machina e O Grifo apresentam uma das obras mais importantes do movimento simbolista-decadentista brasileiro: Horto de Mágoas (1914), do romancista, contista, cronista, crítico de arte e historiador Gonzaga Duque (1863-1911). Essa é apenas a terceira edição desse livro em mais de um século, sendo que as duas edições anteriores estão há muito esgotadas, o que prova a importância e urgência desse resgate histórico.
O livro
Horto de mágoas apresenta 12 contos que conversam com a estética da Belle Époque brasileira. Ao contrário das narrativas de viés realista/naturalista do início do século XX, Gonzaga Duque desafiou o cânone literário ao construir uma poética particular vinculada ao Simbolismo/Decadentismo e marcada por elementos insólitos. Refletindo a influência direta de Edgar Allan Poe, J.K. Huysmans e Oscar Wilde, o autor apresenta narrativas que convergem para o sobrenatural e o grotesco, povoando estas páginas e a mente do leitor com aparições fantasmagóricas, duplos, rituais ocultistas e muitos mistérios.
Até agora, Horto de mágoas contava com duas edições apenas: a edição póstuma de 1914 e a segunda edição de 1996. Nossa edição não só resgata essa importante obra de Gonzaga Duque, como também o estudo introdutório de Vera Lins, especialista no autor, e o minucioso estabelecimento de texto de Júlio Castañon Guimarães (que também contribui com um ensaio), ambos presentes na segunda edição de 1996 da Biblioteca Carioca, há muito esgotada. O posfácio, escrito exclusivamente para essa edição comemorativa dos 160 anos de nascimento do autor, é assinado por Alcebíades Diniz Miguel, editor, tradutor e estudioso do Simbolismo e do Decadentismo.
Além disso, a terceira edição contará com os seguintes melhoramentos:
- Brochura em formato 14 x 21 cm, cerca de 120 páginas em papel Pólen natural 80g
- Atualização ortográfica (mantendo, porém, as idiossincrasias ortográficas do autor).
- Algumas correções decorrentes da recente descoberta de uma errata na edição príncipe constante no acervo da BCE/UnB.
- Novo projeto gráfico de capa e miolo em diálogo com a estética simbolista.
- Posfácio do pesquisador Alcebíades Diniz Miguel, escrito exclusivamente para essa edição comemorativa dos 160 anos de nascimento do autor.
- Bibliografia sobre o autor e a sua obra atualizada.
- E outros textos que serão acrescentados nas metas estendidas, a serem reveladas quando a campanha atingir 100% da meta.
O autor
Luiz Gonzaga Duque Estrada nasceu no Rio de Janeiro em 1863 e morreu na mesma capital fluminense em 1911. Além de romancista, contista, cronista e jornalista, foi o mais importante e percuciente crítico de artes plásticas no Brasil do século XIX, não apenas pelo volume e qualidade da bibliografia que deixou, mas também pelas suas posições avançadas em defesa de uma arte brasileira independente. Com apenas 17 anos, funda o periódico O Guanabara, com Olímpio Niemeyer. Colabora na Gazetinha de Arthur de Azevedo e na Gazeta da Tarde. de José do Patrocínio. Em 1888, publica A arte brasileira, seu primeiro livro, em que cobre um vasto período da produção artística nacional. Com Lima Campos, fundou revistas importantes como a Rio-Revista (1895), e Galáxia (1901). Em 1899, publica o romance Mocidade Morta, que o alça ao posto de principal autor do Simbolismo nacional. Em 1908, cofunda com Mario Pederneiras a influente revista Fon-fon. Colaborou nos principais periódicos da sua época: O Globo, O Paiz, Diário de Notícias, Diário do Comércio, entre outros, usando pseudônimos como Amadeu, Diabo Coxo, Amadeu, J. Meirinho, entre outros. Foi também um dos colaboradores mais assíduos da Kosmos, revista emblemática do século XIX, onde escreveu algumas de suas crônicas mais famosas.
“Mais conhecido como crítico de artes plásticas, terreno em que foi pioneiro, ou pelo romance Mocidade morta (1899), Gonzaga Duque semeou nos contos de Horto de mágoas (1914), publicados postumamente, pulsões humanas que só alcançariam semelhante relevo na literatura brasileira a partir de 1920, com Medeiros e Albuquerque e outros, após a divulgação mais sistemática dos estudos de Sigmund Freud” --- Gilberto Araújo

Colaboradores
Alcebiades Diniz Miguel é professor, tradutor, pesquisador e escritor, tendo por especialidade as narrativas, a criação de histórias, o registro de universos fantásticos. Bacharel em linguística pela USP, realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado na Unicamp e na USP, e estágios de pesquisa na Brunel University, na British Library e na Fundação Biblioteca Nacional, onde realizou minucioso trabalho analítico em torno da imprensa simbolista brasileira. Realizou traduções para diversas editoras como Sol Negro, Carambaia, Sebo Clepsidra, Ex Machina, Novo Século e Perspectiva, de autores como Gérard de Nerval, H. G. Wells, Dolfi Trost, Nathanael West, Arthur Machen, Henry James, Robert Aickman e Thomas de Quincey.
Júlio Castañon Guimarães, tradutor e escritor, traduziu As flores do mal de Baudelaire (Penguin Classics Companhia das Letras, 2019, prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional), Fragmentos do Narciso e outros poemas de Paul Valéry (Ateliê, 2013), e Brinde fúnebre e outros poemas de Mallarmé (7Letras, 2007), além de autores como Barthes, Apollinaire, Bataille e Sartre. Publicou, entre outros livros, Por que ler Manuel Bandeira (Globo, 2008) e Entre reescritas e esboços (Topbooks, 2010), tendo ainda organizado a edição crítica de Poesia 1930-1962 de Carlos Drummond de Andrade (Cosac Naify, 2012) e as edições de Crônicas inéditas I e II de Manuel Bandeira (Cosac Naify, 2008 e 2009).
Vera Lins é professora titular do departamento de Ciência da Literatura da Faculdade
de Letras da UFRJ, aposentada desde 2018. Foi pesquisadora na Fundação
Casa de Rui Barbosa, onde encontrou o acervo de Gonzaga Duque e de outros
escritores simbolistas. Estudou
artes plásticas na EAV do Parque Lage e no MAM, e também é crítica de arte. A vida e a obra de Gonzaga duque foram objetos de estudo do seu mestrado.
Foi professora visitante em Viena. Contribui com diversos periódicos, e tem
vários livros publicados de ensaio e poesia.
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