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A Editora Ex Machina traz pela primeira vez o romance Os Três Impostores (1895), de Arthur Machen, para os leitores brasileiros. Além da primeira tradução integral da obra, nossa edição conta com notas e uma introdução contextualizando o livro e seu autor.
Os Três Impostores foi publicado em 1895, um ano após o sucesso e a controvérsia de O Grande Deus Pã (1894). Na época, Machen continuava explorando narrativas fundamentadas no horror, no mistério, e naquilo que viria a ser chamado de ficção weird.
O enredo de Os Três Impostores é fragmentado em diversas narrativas emolduradas por um fio condutor principal. Os três impostores do título, membros de uma sociedade secreta de Londres, assumem identidades falsas e relatam histórias para conseguirem informações de outros personagens, com o intuito de encontrar uma famosa moeda romana ligada a um ritual pagão e um homem a quem perseguem: “o rapazote de óculos”.
A trama envolvendo os impostores e sua presa é um thriller vitoriano alucinante, evocando o clima da Londres de Jack, o Estripador, com um desfecho impactante. As histórias narradas pelos impostores constituem obras-primas de horror que se destacam entre as favoritas de H.P. Lovecraft. Algumas dessas histórias, como “A novela do pó branco” e “A novela do sinete preto” ficaram famosas e foram publicadas separadamente. No entanto, lidas dentro de Os Três Impostores, no contexto em que a narrativa moldura as apresentam, trazem um sentido diferente e único para o leitor.
Arthur Machen (1863–1947) foi um escritor galês que ganhou destaque com seus livros de horror e fantasia. Atuou também como jornalista, tradutor e crítico literário. Machen foi responsável por algumas das principais obras da literatura insólita de seu tempo como O Grande Deus Pã (1894) e Os Três Impostores (1895). Hoje, é reconhecido como um autor emblemático do Decadentismo inglês, um período em que a literatura de horror sintetizou o espírito do “fim do século” em obras como O Retrato de Dorian Gray , de Oscar Wilde, O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson e Drácula, de Bram Stoker.
No ensaio “O horror sobrenatural na literatura” (1927), H.P. Lovecraft elegeu Arthur Machen um dos “mestres modernos" da ficção weird.
O trabalho de Machen também foi admirado por
escritores como Arthur Conan Doyle, Algernon Blackwood, Robert Aickman, Stephen King, Alan Moore e Neil Gaiman.
Brochura em formato 14 x 21 cm, cerca de 200 páginas em papel off-white
Marcador de página 18 x 5 cm com artes exclusivas da campanha.

Guilherme da Silva Braga
é doutor e mestre em estudos de
literatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e concluiu um
pós-doutorado na área de tradução literária na Universidade de Coimbra. Desde
2005 dedica-se à tradução literária, e nesse período traduziu mais de 60 obras clássicas e contemporâneas a partir do inglês, do sueco, do
norueguês e do dinamarquês para as principais editoras brasileiras. Foi
tradutor residente da Magyar Fordítóház (Hungria), da Ireland Literature
Exchange (Irlanda), do Oversetterhotell (Noruega) e da Übersetzerhaus Looren
(Suíça). Ministrou oficinas e disciplinas de tradução literária em
universidades no Brasil, em Portugal e na Irlanda e publicou artigos
científicos relacionados à disciplina tanto no Brasil como na Europa. Em 2016
foi indicado ao prêmio Jabuti de melhor tradução literária publicada no Brasil.
James Machin é escritor, pesquisador e coeditor do Faunus, o principal periódico no mundo sobre Arthur Machen, fundado pelos membros da sociedade The Friends of Arthur Machen, na Inglaterra. Machin publicou seu trabalho em revistas acadêmicas e também é autor de um dos mais importantes livros sobre ficção weird, Weird Fiction in Britain 1880–1939, publicado pela Palgrave Gothic. Lecionou na Universidade de Londres e na Royal College of Art.
A Editora Ex Machina é baseada em software livre (GNU/Linux, LaTeX, Overleaf). Publicou crônica, poesia, contos, filosofia, HQ e a mais minuciosa e extensa antologia de contos lovecraftiana em língua portuguesa, Contos reunidos do mestre do horror cósmico. Lançou em 2020, em coedição com a editora Sebo Clepsidra, a coletânea Contos clássicos de fantasma. Em 2021, publicou também em coedição com a Clepsidra Repique macabro e outras histórias estranhas, de Robert Aickman, o celebrado autor moderno de horror e das strange tales, até então inédito em língua portuguesa. Concentra-se na publicação de literatura fantástica, com enfoque no horror, sempre buscando resgatar autores esquecidos e apresentá-los em edições inéditas e cuidadosas ao público brasileiro. Colabora com editoras independentes, como a Raphus Press e Melusine, desenvolvendo projetos gráficos e diagramações baseadas em LaTeX e Overleaf, colaborativas e em nuvem, com a consultoria de Youssef Cherem e Bruno Costa.

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O livro já se encontra traduzido, anotado e editado. As artes de capa e marcadores também já estão finalizadas. Graças a isso, a entrega poderá ser mais rápida do que o previsto abaixo:
- Agosto e setembro > Divulgação da campanha.
- Outubro > Tradução e edição do conteúdo das metas estendidas.
- Novembro > Diagramação das metas estendidas e revisão final
- Dezembro > Produção gráfica e impressão.
- Janeiro > Envio das recompensas (o prazo para o recebimento depende também do tempo que os Correios levarão até finalizar a entrega).



















