Um jogo brutal – ao mesmo tempo que é bonito – e que seja bom. É isso que a gente tá dando o sangue pra fazer.
Aliás, sente-se. Aproveite o calor da fogueira e vamos conversar um pouco. Afinal, não se trata de qualquer conversa. Estamos falando de conversas capazes de criar o infinito.
Antes de qualquer coisa é preciso dizer que Infærnum é um RPG (Role Playing Game), um jogo de contar histórias enquanto se interpreta alguns personagens na narrativa criada. De um jeito simples, dá pra dizer que com as regras do livro, mais alguns dados e algo para anotar, os jogadores acabam criando um cenário fictício em que essas personagens ganham vida. E aos recém-chegados, vale dizer: tudo isso acontece usando a imaginação.
Quando se fala em RPG, é muito comum associar a sigla a uma outra, de um jogo muito mais famoso que este. Mas preciso avisar: existe um universo gigantesco de jogos que fogem um pouquinho desse padrão mais tradicional. Infærnum está aí, no meio dessa constelação não tão conhecida, mas repleta de novidades.
Há três maneiras de se jogar Infærnum:
Ao jogar sozinho, você cria um personagem para interpretar e contar uma história que gira em torno dele. Nessa modalidade, você fará perguntas e o próprio jogo te dará respostas para interpretar. Além disso, o jogo trará regras para que você gere ideias e imagine o que elas significam na narrativa que você está contando. Se desejar, você pode manter o registro da sua história, anotando um resumo dos acontecimentos conforme o enredo progride.
Um aviso sobre o modo solo: Infærnum não é um livro-jogo, com uma história fechada e repleta de escolhas para que você tome. No modo solo, você terá ferramentas que te ajudarão a criar o mundo de jogo e contar a história do seu personagem com total liberdade. Infelizmente, muita gente ainda desconhece essa modalidade de RPG e acaba pensando apenas nos livros-jogos quando se fala em “jogar RPG solo”. Contudo, ela não é novidade. Há uma infinidade de jogos que abrangem essa modalidade e Infærnum está chegando para se juntar a eles.

É possível jogar Infærnum cooperativamente, sem a necessidade de um jogador que desempenhe o papel comumente intitulado de “mestre”. Nessa modalidade, você e seus amigos definirão cada um o seu personagem e contarão juntos uma história sobre eles. Assim como no modo solo, os jogadores podem fazer perguntas para o próprio jogo ou gerar ideias, seguindo as regras do livro. Contudo, há um diferencial aqui, é possível fazer perguntas para o jogador que está assumindo o papel de Oráculo.
Um aviso sobre o modo cooperativo: Junto do livro de regras, você receberá um acessório denominado Oráculo. Em jogos cooperativos, esse marcador ficará no centro da mesa e apontará para um jogador. Os outros jogadores podem fazer perguntas mais amplas para que esse jogador responda. O que ele disser automaticamente é considerado uma verdade na ficção. Além disso, o Oráculo pode interpretar as ações de outros personagens que aparecem conforme a história progride. Um detalhe: há uma regra específica que fará com que os jogadores revezem o papel de Oráculo. E, é claro, relaxe: ninguém é obrigado a assumir esse papel se assim desejar.

Assemelhando-se a RPGs mais tradicionais, essa maneira de se jogar pressupõe que um dos jogadores assuma o papel de “mestre”. Essa pessoa ficará responsável por interpretar personagens que não sejam os dos demais jogadores, além de dar vida ao cenário ao redor deles.
Um aviso sobre o modo guiado: Achou que eu não teria o que dizer sobre uma modalidade tão clássica? Enganou-se. Tenho um conselho: se você só jogou RPGs dessa maneira, experimente os outros modos. Talvez você se divirta mais com eles, já que neles todos são jogadores-narradores e não há essa divisão de papéis que ocorre aqui. Em todo caso, ao assumir o papel de mestre, evite preparações. Use as regras do livro como inspiração e, em vez de contar a sua história, crie junto dos demais jogadores a história que todos desejam contar.
Infærnum não traz um cenário fechado. Essa não é a proposta do jogo. Em vez disso, espere encontrar regras com direcionamentos para criar o seu próprio cenário enquanto se joga. Porém, nem fechado, nem genérico. O livro traz uma premissa temática para você: existe uma profecia, um grande evento que desencadeia o fim de todas as coisas. A história que você vai contar toma esse grande evento como base, como ponto de partida.
Ainda assim, por mais que haja uma proposta, é possível criar cenários completamente diferentes em torno disso. Pode ser que a profecia seja verdadeira, ou seja parcialmente verdadeira, ou ainda que seja uma completa mentira. Você definirá isso enquanto joga.
Eu sei que o nome pode assustar, mas esse não precisa ser um jogo sobre anjos e demônios – aliás, esses termos nem aparecem nas páginas de Infærnum –, porém, nada impede que você dê esse tom ao apocalipse que você contará.
Além da profecia, as regras trarão eventos: acontecimentos aleatórios dos últimos dias. Caberá a você interpretá-los e ressignificá-los na história que estiver sendo contada. A manifestação dos cavaleiros apocalípticos, por exemplo, pode significar algo completamente diferente na sua narrativa. Infærnum te dá a possibilidade de tratar como metáfora o que desejar.
Um apocalipse em que os caídos são fruto da opressão religiosa?
Um apocalipse em que os caídos são máquinas que se voltaram contra a humanidade?
Um apocalipse em que investigadores tentam evitar o despertar de um caído ancestral?
Nada de apocalipse. Só quer explorar masmorras e pilhar tesouros?
Tudo isso é possível com Infærnum – e sem malabarismos de adaptações, já que as regras não são influenciadas por alterações na ambientação.
Não, você não rolará um dado de 20 lados.
Não porque eu não goste de rolar d20, mas sim porque uma das minhas maiores preocupações foi casar muito bem essas duas coisinhas: regras e temática.
É por isso que a mecânica central de Infærnum nasceu de um jeito um pouquinho diferente:
Calma, esse foi o pontapé inicial do jogo. Mas vou explicar melhor. Primeiro, vamos dar uns passos para trás.
Infærnum traz três rolagens de dados:
A rolagem de ação é a mecânica central que eu havia mencionado antes. Nela, você rolará três dados e observará os resultados individuais deles na rolagem. Em vez de resultados binários, do tipo “acertou/errou”, coisas sempre acontecem em cada rolagem de ação. Não vou entrar em detalhes muito específicos agora, mas vale dizer que podem ocorrer desgraças, acontecimentos neutros, façanhas ou milagres. O que te faz rolar 3 dados é o desejo de que seu personagem faça algo, mas o resultado dessa rolagem pode te dizer muito mais. É por isso que cada rolagem de dados sempre empurra a história para frente.
• Regras para a definição de personagens; com aleatoriedade total, parcial (com “movimentos de alteração” para modificar resultados), ou aleatoriedade zero.
• Regras acerca dos milagres, desgraças, tormentos e maldições.
• Regras de presságios; para modificar rolagens, retardar o encontro com Cavaleiros e enganar a morte final.
• Regras opcionais de desafios e dificuldades.
• Regras para a criação de súplicas; que são como missões disponíveis em templos, por exemplo.
• Detalhes sobre a profecia e a sobrevivência nos últimos dias.
• Detalhes sobre possíveis eventos diários; até o fim de todas as coisas.
• Referências de todas as regras.
• Ficha de personagem.
Se quiser conferir uma pequena prévia das regras completas, baixe o Fastplay e o suplemento Almas, conteúdos que já estão disponíveis gratuitamente:
O que seria da fogueira se não houvesse ninguém ao redor? Uma parte do Infærnum já queima entre nós. Confira os folhetos com regras que misturam um pouco desta proposta com outros jogos nossos ou de parceiros:
Hitodama + Infærnum
Shinigami é um crossover de Infærnum com Hitodama,
jogo do Alexsander Araujo (Red Abyss)
“O apocalipse destruiu o mundo humano. A jornada das almas está congestionada. A guerra entre Yin e Yang acabou com a destruição de um deles. 6 Yokais supremos tomaram os 6 mundos que ainda existem. Amaterasu está em fúria e os elementos estão incontroláveis. 6 dias é tudo que resta.”
Altaris + Infærnum
Tronus é uma fenda, um crossover de Infærnum com Altaris,
jogo do Tiago Junges (Coisinha Verde)
“Se a profecia for verdadeira, o armagedom está para acontecer. Derrotar os quatro cavaleiros do apocalipse pode ser o único jeito de impedir o fim de todas as coisas. O grupo acaba de adentrar a fenda de um desses quatro arautos. A realidade parece se distorcer no caminho a partir daqui. Qual será o cavaleiro que domina este território?”
Oraculum + Infærnum
Infærnaculum é um crossover de Infærnum com Oraculum,
nosso gerador minimalista de histórias.
“Revele cartas, descubra o fim. Em vez de rolar dados, jogue Infærnum usando apenas um baralho para tudo: fazer perguntas, gerar ideias e realizar ações dos personagens.”

Saiba mais sobre o projeto:
• Cerca de 100 páginas
• Miolo totalmente colorido
• Upgrade alcançado para capa dura
• Upgrade alcançado para verniz localizado
• Upgrade alcançado para laminação soft touch
“Oh! O Mörk Borg killer vindo!”
Tiago Junges | Coisinha Verde

“Realmente, o Campfire tá chegando com tudo. Infærnum vai ser absurdo também!”
Titi Diéfersom | Solosfera
“Se bobear, a criação de personagem desse sistema é a melhor que já vi, sem exagero algum. Absolutamente incrível.”
Alexsander Araujo | Red Abyss
Infærnum:
Livro com todas as regras necessárias para jogar.
O Oráculo:
Acessório com regras exclusivas para jogos cooperativos.
A Chave:
Acessório com regras de segurança.
A Arena:
Acessório para rolagem de dados comuns.
+6 suplementos com regras adicionais:
Fendas:
Regras para explorar fendas e coletar artefatos, chamados salvações.
Colossos:
Regras para enfrentar colossos e adquirir poderes, chamados rituais.
Paranoias:
Regras para adquirir perturbações, até chegar à loucura.
Pactos:
Regras para realizar pactos, com dívidas e dádivas diárias.
Territórios:
Regras para explorar o mundo, gerando terrenos aleatórios.
Caos:
Regras para auxiliar na interpretação de determinadas situações.
Artbook:
Livro com todas as artes originais de Infærnum.

Kit de dados:
3 dados personalizados, com a qualidade extrema da Dados Decisivos.
Camiseta:
Camiseta com arte exclusiva.
Posteriormente, entraremos em contato por e-mail com todos os apoiadores que adquirirem a camiseta para que escolham o tamanho.
As imagens dos produtos são apenas simulações. Mas relaxe: compartilharemos todas as novidades durante o processo de produção com os apoiadores do projeto.
Todos os níveis de apoio têm direito às metas extras digitais alcançadas.

Como as recompensas físicas vão além do livro impresso, foi necessário o frete à parte para tornar o projeto viável. Contudo, qualquer add-on é uma exceção a essa regra, já que é exclusivo para ser adicionado ao envio físico de outra recompensa que você já tenha apoiado.
As recompensas físicas serão enviadas apenas para território nacional. Há opções específicas de apoio para quem deseja receber as recompensas presencialmente, válidas apenas para Maringá-PR – ou pra quem tem certeza que vai trombar com a gente em algum lugar.
Um aviso sobre o frete: Estamos estudando a possibilidade de realizar envios por transportadora. Tudo depende do andamento do financiamento, mas é uma opção que está nos planos.
Nós somos o Campfire Estúdio.
Nossa proposta é criar jogos com regras simples, mas capazes de proporcionar imersões intensas. Se você ainda não conhece o nosso trampo, explico: somos um estúdio de criação pequeno e independente. Pequeno mesmo. No Infærnum, por exemplo, a culpa é dividida só por esses dois aí:
Caio Romero | Game Design
O cara que joga as ideias para o papel, rabisca, testa e perturba o Raul pra ver cada passo que ele dá com as artes.
Raul Rinaldi | Graphic Design
O culpado por todo o visu do Campfire, seja em cada joguinho, post nas redes sociais e, agora, em cada página do Infærnum.
Em todo caso, melhor que falar do time é mostrar o que a gente já fez. Se você ainda não viu nossos jogos, dá um confere:
Disponível gratuitamente aqui
Tudo começou aqui. Adaptamos cartas de recursos e um guia para você jogar Ironsworn – RPG de Shawn Tomkin – com um personagem bruxo, inspirado em The Witcher.
Disponível gratuitamente aqui | Página na Ludopedia
Primeiro jogo completo que disponibilizamos, Rock&Roll&Write é um roll & write game, um jogo de rolar dados e fazer anotações ao som das suas músicas favoritas. Jogando, você assume o papel de membro de uma banda em turnê, fazendo shows em que tudo depende da sua performance. Preste atenção no seu instrumento e faça rolagens de dados para superar a expectativa do público em tempo real, enquanto a música toca!
Disponível gratuitamente aqui
Oraculum é um gerador minimalista de histórias. Está escrevendo uma narrativa e precisa de ideias? Quer inspiração durante seus jogos de RPG? Pegue um baralho, puxe uma carta e descubra o que vem a seguir.
Disponível gratuitamente aqui | Página na Ludopedia
Neste jogo solo de escrita e desenho, você assume o papel de um ratinho batedor que explora e mapeia áreas desconhecidas da Grande Floresta. Espere um jogo não violento, com regras leves para pôr a imaginação em dia.
Disponível gratuitamente aqui | Página na Ludopedia
Spåmann é um jogo solo minimalista, em que você contará a vida de um viking observado e testado por divindades. Com apenas um baralho, interprete as profecias do vidente e role alguns dados para descobrir o que acontece em cada ato da sua história.
Este é o nosso primeiro financiamento, e a gente conta demais com você pra fazer acontecer o nosso primeiro livro físico. Sem falar em todas as outras recompensas legais que estão aí! Aproveite, dê aquela força: espalhe a notícia pra geral, compartilhe o link do Catarse e ajude a tornar tudo isso realidade.
É possível que algumas etapas do cronograma aconteçam antes do previsto. Todos os conteúdos – livro e suplementos, por exemplo – já estão completamente escritos e em fase de diagramação já avançada desde a abertura do financiamento. Contudo, também é possível que alguns itens – como os dados – demandem um pouco mais de tempo para a produção. Em todo caso, os prazos estimados são os já mencionados.
O cronograma foi atualizado ao fim do financiamento. O projeto fechou as portas para apoios no dia 8 de janeiro, e a contabilização total dos apoios foi concluída seis dias depois. A partir daí, o Catarse pede dez dias úteis para a transferência do total arrecadado: em resumo, o financiamento vai ocupar o mês de janeiro quase que completamente. Por isso, ajustamos a produção das recompensas físicas para janeiro e fevereiro. No mais, seguimos por aqui a todo vapor! Fiquem de olho nas novidades e obrigado por tudo.










































