Infærnum é um jogo narrativo de interpretação de papéis que pode ser jogado solo, cooperativamente (sem a necessidade de um “mestre”), ou de modo guiado. Nele, você encontrará regras para criar o seu próprio apocalipse — enquanto estiver jogando — e interpretar personagens que vivenciam os últimos dias de todas as coisas.
Com zero preparação, Infærnum traz mecânicas para fazer perguntas, gerar ideias e entender como as ações dos personagens se desenrolam na ficção. Não há um cenário fechado, e sim regras com direcionamentos para criar o seu próprio cenário enquanto se joga. Porém, tudo dentro da premissa de que existe uma profecia, um grande evento que desencadeia o fim de todas as coisas. A história que você vai contar toma esse grande evento como ponto de partida.
Ainda assim, por mais que haja uma proposta, é possível criar cenários completamente diferentes em torno disso. Pode ser que a profecia seja verdadeira, seja parcialmente verdadeira, ou ainda que seja uma completa mentira. Você definirá isso enquanto joga.
Eu sei que o nome pode assustar, mas esse não precisa ser um jogo sobre anjos e demônios – aliás, esses termos nem aparecem nas páginas de Infærnum –, porém, nada impede que você dê esse tom ao apocalipse que você contará.
Além da profecia, as regras trarão eventos: acontecimentos aleatórios dos últimos dias. Caberá a você interpretá-los e ressignificá-los na história que estiver sendo contada. A manifestação dos cavaleiros apocalípticos, por exemplo, pode significar algo completamente diferente na sua narrativa. Infærnum te dá a possibilidade de tratar como metáfora o que desejar.
Tudo isso com apenas 3 dados de seis lados e um baralho comum.
A Edição Apocalíptica de Infærnum foi amplamente consagrada pela comunidade do RPG Brasileira. Ela foi escolhida para os Shortlists de diversos prêmios, conquistou o Goblin de Ouro de Melhor Arte em 2024 e três categorias na 1ª edição do Prêmio Iniciativa RPG: Melhor Tema Original, Melhor Livro Básico e Melhor Arte.
Ela também foi lançada em inglês, será lançada em francês e, até esse momento, está esgotada aqui no Brasil. Com a parceria da Luz Negra Editora com o Campfire Estúdio, era óbvio que nosso primeiro movimento seria trazer uma nova edição de Infærnum para nossa comunidade.
Em Infærnum - Edição Definitiva, você encontrará:
- Tudo o que já tinha: conteúdo completo da Edição Apocalíptica anterior com pequenos ajustes;
- O Apocalipse de Cthulhu: regras e direcionamentos para fazer o Apocalipse em meio ao horror cósmico;
- Marcados: novo cenário com uma aventura completa;
- Relicário: aventuras prontas que se passam em torno da resolução das súplicas recebidas pelos personagems que, membros de um culto, têm o dever de resolvê-las, o que os faz ascender dentro de sua ordem e poder portar as relíquias que o cenário oferece.
- Exemplo de Jogo: um texto completo, na voz do autor, Caio Romero, demonstrando as fases de uma sessão de Infærnum e exemplificando o uso das mecânicas e ferramentas para criação do fim do mundo.
- Metas Extras: todo o conteúdo adicionado por metas extras.
Diferentemente de nossos outros financiamentos coletivos, em que a adição dos acabamentos do livro são conquistados via metas extras, Infærnum tem uma excelência gráfica que não podíamos ignorar.
Por isso, a versão básica de Infærnum Edição Definitiva (a da meta básica) já vem com todos os enriquecimentos de sua versão anterior e recebe como adição a aplicação de baixo relevo na janela em que o esqueleto aparece. Além disso, essa nova versão de Infærnum terá o tamanho dos livros da Luz Negra (17,5 x 25,5cm), o que permite melhor manuseio do livro e que a diagramação seja feita com fontes maiores, facilitando a leitura.

A rolagem de ação é a mecânica central de Infærnum. Nela, você rolará três dados e observará os resultados individuais de cada um deles. Em vez de resultados binários, do tipo “acertou/errou”, coisas sempre acontecem em cada rolagem de ação. Não vou entrar em detalhes muito específicos agora, mas vale dizer que podem ocorrer desgraças, vislumbres, façanhas ou milagres.
O que te faz rolar 3 dados é o desejo de que seu personagem faça algo, mas o resultado dessa rolagem pode te dizer muito mais. É por isso que cada rolagem de dados sempre empurra a história para frente.
Quando se fala em RPG, é muito comum associar a sigla a uma outra, de um jogo muito mais famoso que este. Mas preciso avisar: existe um universo gigantesco de jogos que fogem um pouquinho desse padrão mais tradicional. Infærnum está aí, no meio dessa constelação não tão conhecida, mas repleta de novidades:
Assemelhando-se a RPGs mais tradicionais, essa maneira de se jogar pressupõe que um dos jogadores assuma o papel de “mestre”. Essa pessoa ficará responsável por interpretar personagens que não sejam os dos demais jogadores, além de dar vida ao cenário ao redor deles.
Um aviso sobre o modo guiado: Achou que eu não teria o que dizer sobre uma modalidade tão clássica? Enganou-se. Tenho um conselho: se você só jogou RPGs dessa maneira, experimente os outros modos. Talvez você se divirta mais com eles, já que neles todos são jogadores-narradores e não há essa divisão de papéis que ocorre aqui. Em todo caso, ao assumir o papel de mestre, evite preparações. Use as regras do livro como inspiração e, em vez de contar a sua história, crie junto dos demais jogadores a história que todos desejam contar.
É possível jogar Infærnum cooperativamente, sem a necessidade de um jogador que desempenhe o papel comumente intitulado de “mestre”. Nessa modalidade, você e seus amigos definirão cada um o seu personagem e contarão juntos uma história sobre eles. Assim como no modo solo, os jogadores podem fazer perguntas para o próprio jogo ou gerar ideias, seguindo as regras do livro. Contudo, há um diferencial aqui, é possível fazer perguntas para o jogador que está assumindo o papel de Oráculo.
Um aviso sobre o modo cooperativo: nesse modo de jogo, os jogadores se revezam no papel do Oráculo. Os outros jogadores podem fazer perguntas mais amplas para que esse jogador responda. O que ele disser automaticamente é considerado uma verdade na ficção. Além disso, o Oráculo pode interpretar as ações de outros personagens que aparecem conforme a história progride. Um detalhe: há uma regra específica que fará com que os jogadores revezem o papel de Oráculo. E, é claro, relaxe: ninguém é obrigado a assumir esse papel se assim desejar.
Ao jogar sozinho, você cria um personagem para interpretar e contar uma história que gira em torno dele. Nessa modalidade, você fará perguntas e o próprio jogo te dará respostas para interpretar. Além disso, o jogo trará regras para que você gere ideias e imagine o que elas significam na narrativa que você está contando. Se desejar, você pode manter o registro da sua história, anotando um resumo dos acontecimentos conforme o enredo progride.
Um aviso sobre o modo solo: Infærnum não é um livro-jogo, com uma história fechada e repleta de escolhas para que você tome. No modo solo, você terá ferramentas que te ajudarão a criar o mundo de jogo e contar a história do seu personagem com total liberdade. Infelizmente, muita gente ainda desconhece essa modalidade de RPG e acaba pensando apenas nos livros-jogos quando se fala em “jogar RPG solo”. Contudo, ela não é novidade. Há uma infinidade de jogos que abrangem essa modalidade e Infærnum é mais um deles.
Abaixo estão diversas resenhas, entrevistas, sessões de jogo e vídeos mostrando a criação de personagem e regras específicas.
Infærnum é um jogo que já tem história na cena brasileira de RPG. Nós reunimos vídeos das edições anteriores e adicionaremos novos (já sobre a Edição Deifinitiva). Não se preocupe. A única coisa que irá mudar das edições anteriores para esta é a presença de material adicional e de toda a qualidade que estiver ao nosso alcance para reviver o apocalipse da melhor maneira possível!




































