Sempre que se começa um novo campeonato do esporte mais popular no Brasil, surge uma discussão de que o futebol atual está sem graça e que boas eram as partidas jogadas pelos grandes craques do passado. Será mesmo? É certo que, atualmente, os jogos são mais disputados com ênfase na parte física, com muito menos jogadores habilidosos. Também é verdade que, nos dias atuais, poucos jogadores podem ser considerados craques de bola.
Por que motivo então,
mesmo sem grandes craques e com partidas, muitas vezes, com
pouquíssimos gols e absoluta falta de talento, o futebol continua
movimentando tanta paixão? O segredo parece estar no caminho
percorrido por esta modalidade, fazendo com que ela adquirisse enorme
poder de representação.
Obviamente, a imprensa
esportiva é parte fundamental deste fenômeno. Quando surgiu, ela
oferecia informações e explicações sobre como praticar os mais
variados esportes. Assim que o esporte começou a tornar-se
importante, as colunas esportivas ganharam novo status, porque
pessoas influentes e de classe alta passaram a se interessar e, como
eram elas que apareciam nessas reportagens, o esporte ficava em
segundo plano.
Nos jornais, algumas
notas começaram a ter destaque ao lado das de turfe, ainda maioria.
No Rio de Janeiro, os clássicos – partidas de grande rivalidade
histórica – passaram a ser noticiados com relativa importância.
Mas, o fato que melhor ajudou a difundir o esporte, principalmente na
classe trabalhadora, foi a utilização, pela primeira vez, de negros
em uma equipe. O aumento do interesse pelo futebol abriu espaço nas
páginas dos jornais e as publicações, necessitadas de novas
notícias, acabaram por divulgar ainda mais a modalidade.
O jornalismo esportivo sempre foi considerado atividade de menor importância editorial durante grande parte do século passado. As atuais editorias de esporte e a presença de cadernos específicos nos grandes jornais só surgiram no final dos anos 1960. Antes disso, no entanto, nascia no Rio de Janeiro, em 1931, o Jornal dos Sports, publicação destinada exclusivamente à cobertura esportiva.

Para
contar a história do Jornal dos Sports e sua relevância no
mundo esportivo, surge o livro “Altos e Baixos
– a trajetória do Jornal dos Sports”. A obra procura não apenas falar da publicação ao longo de toda a sua existência, mas do momento social e
político que reinava no Brasil na época do surgimento do jornal,
além do nascimento e da evolução da imprensa esportiva.
A saga de Mario Filho, um dos
mais importantes nomes do jornalismo esportivo brasileiro, com suas ideias inovadoras, é esmiuçada no livro, assim como a trajetória do Jornal dos Sports, seus momentos áureos e os tempos
difíceis vividos a partir da morte de Mario Filho, com as frequentes
mudanças de direção.
O
autor
Formado em Engenharia Elétrica e em Comunicação Social, com cursos de extensão na área de Informática, Carlos Oliveira desde criança é fascinado por esportes, tendo frequentado inúmeros estádios de futebol, autódromos e ginásios.
Por paixão, após uma
longa trajetória profissional, resolveu cursar a faculdade de
Jornalismo para aprimorar seus conhecimentos.
Tem mais de
2 mil livros, dos mais variados gêneros, na sua biblioteca
particular. Fã dos livros esportivos, criou recentemente o site
Livros Esportivos (www.livrosesportivos.com.br)
para divulgar as obras e, principalmente, os autores que mantém viva
a história esportiva brasileira.
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