KRAZY KAT – AMOR FATAL
O AMOR MAIS ABSURDO, OBSESSIVO E PERIGOSO DOS QUADRINHOS ESTÁ DE VOLTA
Uma gata apaixonada. Um rato sádico. Um cão ciumento. E um amor que sobrevive a tijoladas.

Não existem muitos personagens de quadrinhos que são tão estranhos, fascinantes e imprevisíveis quanto Krazy Kat. Criado por George Herriman em 1913, o personagem é uma gata (ou um gato?) que protagoniza um dos triângulos amorosos mais perversos e engraçados já concebidos para os quadrinhos.
Krazy é apaixonado por Ignatz Mouse, um rato que despreza completamente seus sentimentos e demonstra isso de uma maneira bastante objetiva: atirando tijolos contra sua cabeça.
O problema é que Krazy interpreta cada tijolada como uma prova de amor.
E existe alguém ainda mais apaixonado: Offissa Bull Pupp, o cão policial que ama Krazy e tenta protegê-lo das investidas de Ignatz.
É um ciclo perfeito de paixão, rejeição, ciúme, violência e incompreensão.
E ninguém parece querer sair dele.
UM CLÁSSICO QUE CONTINUA ESTRANHO
Quando George Herriman criou Krazy Kat, estava fazendo muito mais do que uma tira de humor.
Herriman construiu um universo próprio, onde as regras da realidade podiam ser constantemente distorcidas. A paisagem mudava, os diálogos brincavam com linguagem e os personagens se comportavam de maneira completamente imprevisível.
E talvez o aspecto mais fascinante esteja no próprio Krazy.
Sua identidade de gênero nunca é rigidamente definida. O personagem é tratado ao longo da obra tanto no masculino quanto no feminino, permanecendo deliberadamente ambíguo.
Essa característica permite que Krazy Kat seja lido hoje também sob perspectivas que talvez fossem impensáveis para uma tira publicada no início do século XX.
É justamente essa liberdade, essa capacidade de escapar de classificações, que torna Krazy tão fascinante mais de cem anos depois.
CARLOTA SNAKE ENTRA NA LOUCURA
Agora, Carlota Snake decidiu entrar nesse universo.
Roteirista e desenhista, Carlota criou sua própria versão de Krazy Kat, partindo da essência do material original e levando os personagens para uma nova linguagem visual.
Em KRAZY KAT – AMOR FATAL, os personagens ganham uma estética inspirada nos clássicos desenhos animados da Hanna-Barbera.
É como se o universo de Herriman tivesse atravessado décadas de animação, mergulhado em uma nova identidade gráfica e finalmente reaparecido diante de nós.
Mas a essência continua intacta:
Krazy ama.
Ignatz odeia.
Bull Pupp tem ciúmes.
E alguém sempre acaba levando uma tijolada.
E SE IGNATZ SE APAIXONASSE POR OUTRA?
É aqui que Amor Fatal começa a apertar o parafuso.
Durante décadas, Krazy entregou-se a uma paixão doentia, masoquista e absolutamente obsessiva por Ignatz.
Por ele, a gata seria capaz de suportar qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Mas existe uma coisa que talvez seja impossível suportar:
descobrir que o rato pode estar interessado em outra gata.
E o pior?
ELA TAMBÉM GOSTA DE LEVAR TIJOLADAS.
A partir daí, o velho triângulo amoroso ganha uma nova camada de ciúme, obsessão e competição.
Porque talvez o problema nunca tenha sido a violência.
Talvez o problema seja descobrir que aquela violência que você acreditava ser exclusivamente sua pode estar sendo oferecida a outra pessoa.
E quando Krazy Kat sente ciúmes...
é melhor começar a correr.
UMA NOVA PORTA DE ENTRADA PARA KRAZY KAT
Quem já conhece as tiras de George Herriman vai encontrar nesta obra o prazer de reconhecer personagens e situações que atravessaram gerações, mas reinterpretados através do olhar de Carlota Snake.
Quem nunca leu Krazy Kat, por outro lado, não precisa conhecer absolutamente nada para embarcar em Amor Fatal.
Essa é uma das grandes forças do projeto.
O álbum funciona como uma homenagem ao clássico e, ao mesmo tempo, como uma porta de entrada para quem está descobrindo agora esse universo.
Depois de conhecer a obra de Carlota, o leitor pode voltar às tiras de Herriman e perceber por que Krazy Kat se tornou tão importante.
Sua influência atravessou os quadrinhos, a animação e o humor visual. A eterna perseguição entre gato e rato, a violência cartunesca e a estrutura repetitiva ajudaram a estabelecer uma linguagem que seria explorada inúmeras vezes pela cultura popular.
Mas Krazy Kat sempre teve algo diferente.
Era estranho.
Era poético.
Era absurdo.
E, acima de tudo, era impossível de prever.

UM ÁLBUM PARA COLOCAR ESSA LOUCURA NO PAPEL
KRAZY KAT – AMOR FATAL será um álbum com 70 páginas, em formato europeu de 21 × 31 cm, escrito e desenhado por Carlota Snake.
É um projeto autoral que nasce do encontro entre um dos grandes clássicos dos quadrinhos e uma nova interpretação brasileira.
Apoiar este lançamento no Catarse significa ajudar a transformar essa releitura em um álbum físico e permitir que essa nova versão de Krazy Kat encontre seus leitores.
Clássicos não sobrevivem apenas nos livros de história.
Eles sobrevivem quando alguém olha para eles e pensa:
“E se fizéssemos isso de novo?”
George Herriman criou Krazy Kat.
Mais de cem anos depois, Carlota Snake decidiu abrir novamente a porta daquele universo.
Só que desta vez existe outra gata.
Existe ciúme.
Existe obsessão.
E existe um tijolo voando na sua direção.
KRAZY KAT – AMOR FATAL
70 páginas. 21 × 31 cm.



UM AMOR QUE COMEÇOU COM UMA TIJOLADA.
E PODE TERMINAR EM TRAGÉDIA.








