"Existe no Brasil alguma antologia sobre maternidade na fotografia?"
Buscamos. Pesquisamos. E não encontramos nenhuma!
Existem fotolivros individuais, exposições e artigos acadêmicos. Mas uma coletânea impressa, com 50 mulheres artistas de todo o país, exclusivamente com fotografias sobre maternidades plurais e sem romantização – isso não existia!
Madonnas e Fridas nasce para legitimar esse legado. O objetivo é publicar a primeira coletânea brasileira dedicada exclusivamente a maternidades plurais na fotografia contemporânea – gerando trabalho, circuito, valorização e legado para futuras pesquisas.
Graças a um dos mais importantes prêmios de fotografia do país - o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia - o projeto "Madonnas e Fridas: arte e maternidade como agenciamentos políticos", idealizado pela artista Ana Sabiá, saiu do papel como pesquisa e outras ações artísticas. Agora, com seu apoio, ele se torna uma antologia de livros de fotografia: físico, duradouro, belo, acessível a pessoas apoiadoras, públicos diversos, bibliotecas e universidades públicas.
Não estamos apenas publicando um livro. Estamos fundando um campo!
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Artistas participantes: Ale Baldissarelli | Ana Flor | Ana Musova | Ana Sabiá | Andrea Bernardelli | Cecília Carvalho | Chris Bueno | Clarissa Borges | Coletivo Lumaterna | Cristal Luz | Cynthia Barros | Dani De Moraes | Daniela Balestrin | Daniela Petrucci | Daniela Torrente | Di Menegazzi | Elisa Elsie | Fabi Salomao | Fernanda Klee | Ilana Bar | Irmina Walczak | Isabel Löfgren & Patricia Goùvea | Jana Cunha | Jennifer Cabral | Karen Caetano | Laura Aidar | Leticia Valverdes | Lia de Paula | Luiza Kons | Madame Pagu | Malu Teodoro | Mari Queiroz | Marian Starosta | Mariana Hauck | Mariana Machado | Marina Luna | Marina S. Alves | Marisi Bilini | Marta Suzi | Melissa Flores | Monique Olive | Nana Moraes | Patricia Dias Belaestilosa | Paula Huven | Priscila Cunaccia | Sandra Resende | Tami Orlando | Tatiana Reis | Valéria Mendonça | Zuleika de Souza
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1. POR QUÊ? (propósito, causa, relevância)
A vivência subjetiva da maternidade não é a que vemos romantizada na cultura e na propaganda de Dia das Mães. É muitas vezes sobrecarga de trabalho, desequilíbrio emocional, solidão, lutos, criação solo, ausência de políticas públicas, insegurança econômica, depressão pós-parto, amor em construção e reinvenção diária. Ainda assim, a arte de mulheres mães – especialmente na fotografia – é sistematicamente ignorada pelo circuito de mercado, editais, galerias, curadorias e catálogos. É um tabu, um ponto cego cultural.
Tratar de maternidades é falar do humano, do trabalho de manutenção da vida, da humanidade inteira gerada, gestada e parida por mulheres. Artistas mães precisam de visibilidade, renda e legado histórico. A fotografia pode desmontar a narrativa romântica e única da mãe sagrada (Madonna) e abrir espaço para a potência complexa da mãe que se reinventa (Frida).
O propósito desta coletânea é dar corpo editorial a um movimento que já existe, mas permanece sub-financiado: o de 50 mulheres artistas que, de norte a sul do Brasil, pesquisam, produzem e criam com suas variadas expressões, aqui reunidas na linguagem fotográfica, para retratar suas experiências éticas, estéticas e políticas do que significa ser - ou não ser - mãe.
2. COMO? (processo e ações concretas)
O projeto, já maduro, desenvolvido ao longo de 2025 pela artista, pesquisadora e curadora Ana Sabiá contou com as seguintes realizações: 1. pesquisa e escrita teórica crítica; 2. publicação da pesquisa; 3. convocatória pública destinada às artistas brasileiras para a criação da videoarte; 4. videoarte como obra audiovisual coletiva; 5. elaboração do site e redes sociais como acervo e acesso público à pesquisa; 6. ciclo de conversas com as 50 artistas (10 encontros gravados, ação formativa acessível a todos os públicos, todas disponíveis no canal Youtube @madonnasfridas). Site do projeto: https://madonnasefridas.com.br/
Agora, para transformar toda essa potência artística com o TRABALHO DE 50 MULHERES em uma coletânea de qualidade, precisamos investir em trabalho de:
1. Coordenar a produção gráfica, Fazer a curadoria das séries fotográficas das artistas, Elaborar os textos curatoriais, Refinar o projeto gráfico em andamento, Diagramação dos livros e Tratamento de Imagens: Reunir aproximadamente 250 fotografias.
2. Criação de conteúdo exclusivo do livro: Criar os textos, ilustrações das capas, tradução bilíngue. Design e produção editorial: coletânea de 5 livros de fotografia em tamanho A5 com capa brochura, miolo em papel offset ou couché, 88 páginas por livro.
3. Impressão dos exemplares em gráfica profissional, com tiragem de 500 exemplares.
4. Distribuição e contrapartidas para investidores: Exemplares numerados, crédito nominal de agradecimento no livro, participação em eventos de lançamento, lote para venda em livrarias parceiras e site do projeto.
5. Cronograma: 2 meses de campanha | 2 meses: elaboração final do projeto gráfico, diagramação e impressão | Envio dos livros e recompensas à pessoas/instituiçoes apoiadoras.
O financiamento coletivo será a principal ferramenta de materialização do livro. As recompensas incluem desde caneca personalizada até a antologia completa + bordado artesanal das artistas, cursos, ensaios fotográficos, mentorias e fotografias com impressão fineart.
3. O QUÊ? (livro, obra e legado)
Livros: a arte de gestar uma antologia
Antologia: do grego anthologia, “coleção de flores”. Nas mãos, uma antologia não se limita a reunir textos, mas desabrocha como um herbário de sentidos: cada fotografia é uma semente de memória, uma pergunta, uma abertura para o futuro. É com essa dupla natureza – literária e botânica – que nasce o projeto gráfico de Madonnas e Fridas: antologia fotográfica de maternidades.
Mais do que um livro, esta é uma coleção de cinco volumes no formato aconchegante e preciso do A5 (21 x 14,5 cm), tamanho ideal para caber na palma da mão e, ao mesmo tempo, ocupar presença na sua estante. Cada exemplar organiza-se em torno de um tema - O CORPO, A CASA, OUTRAS LÍNGUAS, AS RELAÇÕES, AS LUTAS -, que norteia as séries fotográficas das artistas, como capítulos de uma grande narrativa feminina. São 88 páginas por livro, cerca de oito por artista, número suficiente para aprofundar, nunca para esgotar a emoção.
A materialidade foi pensada para ser sentida. A capa em papel cartão maleável protege e convida folhear o miolo em cores vibrantes. A encadernação brochura canoa, é o grande gesto artesanal com a costura singer, linhas coloridas que aparecem visíveis como cicatrizes, como reparos têxteis, como lugar do ferimento cauterizado, como o corte cesariano. Cada ponto une as 50 artistas participantes: entre ideais de maternidades sacras às maternidades carnais, possíveis ou não, o resultado artístico é nosso ato politico, visceral e vital.
Cinco ilustrações feitas à mão por Ana Sabiá, uma por capa, assinam em traçados lúdicos um gesto humano. Sobre eles, o hot stamping dourado aplica um brilho contido, relicário precioso como o ouro, brilho delicado que salvaguarda e anuncia as imagens que estão por vir. E para unir os cinco volumes, nada de ‘box’ - caixa aprisionadora de livros -, e sim uma cinta em papel cartão na cor vermelho forte, um elo encarnado, rubro bandeira, sangue, luta e vida, também enobrecida com o título em dourado.
As cores que percorrem o projeto são o magenta e o rosa vivo: não por acaso. Eles simbolizam a união entre o azul e o vermelho, o frio e o quente, os opostos que se complementam, as bandeiras feministas, o sangue da mulher que não é ferida, mas ciclo, poder, território. Cada livro se banha nessa paleta sem jamais cair no doce ou no piegas; é uma cor que corajosamente enfrenta o olhar. A edição é bilíngue – português e inglês.
Madonnas e Fridas não é uma publicação que se lê apenas com os olhos. Ela se oferece ao tato, ao volume, aos sentidos É uma antologia no significado mais pleno: o de colecionar memórias, de indagar sobre suas próprias vivencias e de descobrir outras imagens de maternidades reais, diversas, poéticas e políticas. Deixe-se seduzir pela beleza que se constrói com papel, costura, tinta e fotografias. Tenha em suas mãos não apenas um livro, mas um legado!
Uma coletânea de livros de arte/fotografia com 440 páginas no total, reunindo 50 mulheres artistas brasileiras.
* Materialidade estética, simbólica e seminal de um movimento artístico que conecta maternidade, fotografia e crítica social.
* Material artístico belo e didático para faculdades de arte, fotografia, estudos de gênero e políticas públicas.
* Expansão do impacto social: parte da tiragem doada a bibliotecas comunitárias, centros de referência da mulher, bibliotecas públicas.
* Geração de renda direta para as 50 artistas (participação na cota através da meta de venda, se ultrapassada).

4. QUEM ESTÁ POR TRÁS DA IDEIA?
Sou Ana Sabiá, artista, professora, curadora e pesquisadora, desde 2010 construindo uma trajetória nacional e internacional consistente em arte, fotografia, pesquisa acadêmica e publicação de fotolivros premiados. Já fui avaliada e aprovada por editais culturais federais rigorosos, tenho experiência na produção de fotolivros de alto nível e transito com fluência entre o meio acadêmico, o artístico e o formativo. Sou Doutora em Artes Visuais (UDESC); Mestra em Psicologia Social (UFSC) e Licenciada em Educação Artística (FAAP). Atuo com pesquisas e práticas fotográficas desenvolvidas a partir do corpo, surrealismo e auto-representação como estratégia crítica de temas que perpassam feminismos, identidades, poesia, literatura, psicanálise e autobiografia na fotografia contemporânea e na criação de livros de artista.
Prêmios recentes: Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia – 17ª edição (2024) – que contemplou o projeto Madonnas e Fridas: arte e maternidade como agenciamentos políticos; 2° lugar – Prêmio Conrado Wessel de Fotografia (2024); Prêmio Mérito Cultural SC – Lei Paulo Gustavo (2023)
Livros de artista premiados: "Do porão ao sótão", Prêmio Foto em Pauta (2021); finalista do Festival de Fotolivros do IMS; "Jogo de Paciência", Prêmio Imaginária 2021; finalista do IMS e do Prêmio Internacional FELIFA (Argentina).
Exposições selecionadas: Diafragma, 2025 (Portugal), Galerie Huit Arles (França, 2021), Bienal de Curitiba (2019), FestFoto POA, Festival de Tiradentes, entre outras.
Obras em acervos públicos: Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu da Fotografia de Fortaleza, Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA), Bibliothèque Nationale de France (BnF).
Atuação docente: Professora de fotografia no Departamento de Artes Visuais da UDESC (2022-2024); ministra cursos, oficinas e mentoriads em universidades públicas e plataformas online.
Criadora e editora da NINHO Editora, desde 2025.
Site da artista: www.anasabia.com
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As 50 artistas participantes: um coletivo de alta qualificação e diversidade!
O projeto não é uma reunião amadora, mas sim uma curadoria criteriosa de mulheres artistas de todo o Brasil, muitas das quais também com mestrado, doutorado, prêmios, exposições internacionais, obras em acervos de museus e atuação consistente em festivais de fotografia.
O livro reunirá não apenas imagens potentes, mas também nomes que já movimentam a cena nacional e internacional. A publicação funcionará como um selo de validação e uma vitrine de primeiro escalão de mulheres artistas no Brasil.
Notas complementares sobre as ARTISTAS PARTICIPANTES:
* Formações acadêmicas destacadas: 11 doutoras, 14 mestras, e diversas especializações nacionais e internacionais. * Prêmios nacionais e internacionais: Funarte Marc Ferrez de Fotografia, Conrado Wessel, Prêmio Abril de Jornalismo, Pierre Verger, Fotofest Houston, Encontros da Imagem (Portugal), Birth Rites Collection (Londres), PhotoESPAÑA, FELIFA, entre outros. * Presença em acervos: BnF (França), MAM-RJ, MAR, MIS-SP, Museu da Fotografia de Fortaleza, MAPA, MAB, Coleção Joaquim Paiva, Museu de la Universidad de Alicante (Espanha), Sony World Photography Awards, entre outros. * Internacionalização: exposições e residências artísticas na França, Itália, Portugal, Inglaterra, China, México, Colômbia, Argentina, Polônia, Suíça, EUA.
Conheça as fotografias que estarão nessa antologia, através da VIDEOARTE Madonnas e Fridas!
ORÇAMENTO
Gráfica: impressão dos livros 40,87%
Trabalho técnico, coordenação, curadoria, projeto gráfico, diagramação, tratamento de imagens: 22,20%
Recompensas, produção sob demanda de impressões das fotografias fine art ; marca paginas ; canecas: 7,40%
Logística de envios, embalagens e remessas: 9,16%
Custo operacional (contabilidade, extravio de remessa, ISBN, ficha catalográfica) 7,38%
Taxa plataforma Catarse: 13%
Meta “TUDO OU NADA”: 100%
IMPORTANTE:
Caso consigamos ultrapassar a meta, o valor excedente será distribuido em cotas igualitárias entre as artistas do projeto, em sistema cooperativo onde todas e todos ganhamos, tanto no investimento e materialização com qualidade na publicação, quanto na valorização do trabalho das artistas e toda a cadeia de produção entre a ideia e materialidade no mundo! Apoie!































