Sejam bem-vindas e bem-vindos ao novo projeto da Editora Ex Machina.
Antologia de Spoon River é a obra máxima do poeta norte-americano Edgar Lee Masters (1868-1950). Nesta obra-prima da poesia norte-americana, 244 personagens nos falam através de seus epitáfios, inscritos nas lápides do cemitério da vila fictícia de Spoon River, inspirada em diversas cidadezinhas do Illinois. Elogiado por poetas e críticos seus contemporâneos como Amy Lowell, Ezra Pound, Edna St. Vincent Millay, Carl Sandburg e Louis Untermeyer, entre outros, Masters é um dos grandes poetas modernos e um dos poucos a conquistar popularidade entre leitores comuns nos EUA. Ainda em 1931, Jorge Luis Borges traduz três poemas de Masters e os publica na revista Sur. Em sua Introducción a la literatura norteamericana, publicada em 1967, Borges reconhece Masters como um dos mais importantes inovadores da poesia estadunidense do século XX e resume assim o seu projeto: "Integram esse livro, que é uma espécie de comédia humana, duzentos e quarenta e quatro epitáfios, ou melhor, confissões de outros tantos mortos de um obscuro povoado provinciano, que nos revelam sua intimidade". No Brasil, permanece quase desconhecido, e foi pouquíssimo lido, mas principalmente por autores como Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Jorge de Lima.
Edgar Lee Masters (1868–1950) foi um dos principais poetas do modernismo estadunidense. Escreveu poesia, biografias e peças. Sua obra inicial, publicada em parte sob pseudônimos, revela grande influência dos poetas românticos ingleses e de Edgar Allan Poe. Começou a ganhar destaque por volta de 1914, quando publicou uma série de poemas sobre sua infância no interior de Illinois. Parte desses poemas formariam a base de Antologia de Spoon River; todos assinados com o pseudônimo Webster Ford, que depois ele transformaria num personagem e no seu alter ego na própria Antologia. Nessa época, Masters aceitou o conselho de seu amigo e editor William Marion Reedy e deixou de lado os temas clássicos para basear seus poemas na vida à sua volta e criar os poemas concisos que o tornariam célebre. Tomando como modelo a Antologia Grega, com seus epigramas tumulares, que Reedy havia lhe apresentado, Masters deu início à sua própria antologia, uma surpreendente reunião de 244 epitáfios nos quais os mortos de uma vila do Meio-Oeste revelam a verdade sobre si e sobre seus concidadãos. Por meio dessas revelações e reflexões de uma franqueza avassaladora e comovente, muitas delas inter-relacionadas, a própria biografia da cidadezinha de Spoon River é desvelada ao leitor. O retrato não é muito bonito, mas é deveras humano: intrigas, hipocrisias, acidentes trágicos, abusos psicológicos e físicos, frustrações, estupro, racismo, rixas, assassinatos, destruição de reputações e martírios são alguns dos episódios expostos.
O livro já se encontra completamente traduzido e revisado, e terá cerca de 200 páginas no formato 16 x 23 cm, em papel Pólen. Caso alcancemos as metas estendidas, o livro contará com três ensaios, capa dura, verniz reserva, fitilho, entre outros complementos.
Antologia de Spoon River, publicada originalmente em 1915, é uma coleção de 244 epitáfios, poemas cujos títulos são os nomes dos mortos que, como eu líricos, narram brevemente suas vidas, tragédias particulares, sonhos incompletos e memórias, do mais prosaico ao mais profundo, no verso livre sempre ritmado e imagético do poeta norte-americano Edgar Lee Masters. Profundamente humano, o livro aborda temas como morte, frustração, aspirações, dramas interiores e interpessoais, a memória individual e coletiva, a poesia, a guerra e a arte. Os poemas formam uma trama complexa entre os habitantes de Spoon River, de modo que o leitor vai conhecendo aos poucos as nuances de cada personagem e de suas relações com os outros moradores desse vilarejo. O livro de Masters nasce do interesse do autor pela poesia da Grécia antiga, mais especificamente os epitáfios da Antologia Grega, somado ao interesse do poeta pelo verso livre e por temas à época subversivos, resultando em uma poesia essencialmente modernista. Sucesso de público e crítica, a Antologia de Spoon River vendeu mais de 80 mil exemplares nos primeiros quatro anos de sua publicação, e foi calorosamente recebida por poetas e críticos como Ezra Pound.
A proeza [de Masters] é muito maior do que três gerações de leitores reconheceram. Não só ajudou a iniciar a poesia do século XX, como criou o livro de poemas mais original desde Folhas de Relva, forjou a sua experiência numa imagem mítica complexa de declínio cultural, lutou para resolver a sua discórdia interior e restaurar o ideal democrático americano e transmitiu de modo mais efetivo que qualquer outro poeta americano que o significado do passado reside no eu.
John E. Hallwas | Spoon River Anthology: An Annotated Edition.
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O furor com que o livro foi recebido não tem precedentes nos anais da poesia americana. Em poucos meses, o livro ganhou uma edição após outra. O sr. Masters foi aclamado como o sucessor de Walt Whitman, como o criador de um verso puramente americano.
Amy Lowell | Tendencies in American Modern Poetry
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Finalmente!
Finalmente a América descobriu um poeta... Finalmente, o Oeste
Americano produziu um poeta forte o suficiente para lidar com o clima,
capaz de lidar com a vida diretamente, sem frases retumbantes e sem
sentido. Pronto a dizer o que tem a dizer, e a se calar depois de
dizê-lo. Capaz de tratar Spoon River como Villon tratou Paris em 1460. A
ênfase deste tratamento consiste em olhar as coisas sem afetação.
Ezra Pound | Egoist, 1915)
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O sucesso do livro foi estupendo. A cada novo ataque (e sua franqueza continuou a criar novos inimigos), seus leitores aumentavam; ele foi imitado, parodiado, insultado como "uma peça de jornalismo marrom"; aclamado como "uma Comédie Humaine americana". Finalmente, depois de uma tempestade de controvérsias, tomou seu lugar como um marco na literatura americana.
Louis Untermeyer, in Modern American Poetry
Giuliana Ragusa é professora e pesquisadora na Universidade de São Paulo (USP), especializada em poesia grega antiga. Os livros sempre foram uma grande companhia em sua vida, e a poesia sempre teve lugar especial. Suas publicações estão no campo dos estudos de poesia grega arcaica e clássica, e de sua tradução. Traduzir, aliás, é uma tarefa prazerosa, que tem recebido mais e mais espaço em sua atuação. Em parcerias afetuosas, embasadas no compartilhado amor pela poesia, publicou uma antologia de elegias gregas, e agora, oferece aos leitores esta dos epitáfios da antologia de Masters. Essa grande obra da poesia estadunidense moderna vem se juntar às de poetas gregos que têm sido parte do convívio rotineiro, como Safo, a quem dedicou dois livros, e Homero, para cujas epopeias prepara guias de leitura para a Editora Mnema. Entre suas últimas publicações destacamos: Lira Grega: antologia de poesia arcaica. Organização e tradução Giuliana Ragusa. (Hedra, 2013). Safo de Lesbos. Hino a Afrodite e outros poemas. Organização e tradução Giuliana Ragusa. 2ª edição bilíngue. (Hedra, 2021). Elegia grega arcaica: uma antologia. Organização e tradução Giuliana Ragusa e Rafael Brunhara. (Ateliê e Mnema, 2021).
John E. Hallwas é professor emérito da Western Illinois University, escreveu ou editou mais de 20 livros relacionados ao Meio-Oeste, incluindo o premiado Cultures in Conflict: A Documentary History of the Mormon War in Illinois (com Roger Launius, 1995) e a elogiada narrativa de crime real The Bootlegger: A Story of Small-Town America (1998). Seu livro mais recente é Dime Novel Desperadoes: The Notorious Maxwell Brothers (2008). Halwass escreveu centenas de artigos e ensaios para revistas e jornais e periódicos acadêmicos. Estudioso literário, professor de redação e historiador, Hallwas tem dois diplomas da Western Illinois University e um Ph.D. pela University of Florida. Halwass palestrou em mais de 150 comunidades em vários estados sobre a escrita de crimes reais, escrita histórica, as cidades pequenas do Meio-Oeste, bandidos notáveis, os loucos anos 1920, não ficção americana, autores de Illinois, dentro outros tópicos. Professor premiado e líder cultural, Hallwas continua a ministrar aulas de educação para adultos e a proferir palestras.
Alcebíades Miguel Diniz é professor, tradutor, pesquisador e escritor, tendo por especialidade
as narrativas, a criação de histórias, o registro de universos
fantásticos. Bacharel em linguística pela USP, realizou mestrado,
doutorado e pós-doutorado na Unicamp e na USP, e estágios de pesquisa na
Brunel University, na British Library e na Fundação Biblioteca
Nacional, onde realizou minucioso trabalho analítico em torno da
imprensa simbolista brasileira. Realizou traduções para diversas
editoras como Sol Negro, Carambaia, Sebo Clepsidra, Ex Machina, Novo
Século e Perspectiva, de autores como Gérard de Nerval, H. G. Wells,
Dolfi Trost, Nathanael West, Arthur Machen, Henry James, Robert Aickman e
Thomas de Quincey.
Ricardo Ribeiro é designer formado em design gráfico pela universidade Unip de SP e complementou seus conhecimentos com o curso de direção de arte e editoração da Belas Artes, entre outros. Desenvolveu trabalhos para diversas editoras como Ex Machina, Aleph, Saraiva e Pearson, atuando como designer e ilustrador de livros didáticos e romances. Atualmente é designer sênior em uma agência de publicidade, sendo responsável pela elaboração de projetos de branding, embalagens e fotografias publicitárias.
As primeiras três metas estendidas serão os seguintes ensaios:
- Ensaio inédito de Giuliana Ragusa, professora associada de Língua e Literatura Grega na Universidade de São Paulo e especialista em poesia grega antiga, sobre os epigramas tumulares da Grécia antiga e a relação da Antologia Grega com a obra de Masters.
- Ensaio de John E. Hallwass, professor emérito da West Illinois University e um dos maiores especialistas no livro e no autor, sobre memória, autocompreensão e comunidade na Antologia de Spoon River.
- Ensaio de Alcebiades Diniz Miguel sobre a poesia tumular de Edgar Lee Masters.
> Abril a Maio: divulgação da campanha.
> Maio a Junho: edição, diagramação e revisão das metas estendidas.
> Junho a Julho: impressão e envio das recompensas aos apoiadores.
A recompensa será enviada ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio e poderá ser atualizado apenas por meio de um questionário do Catarse que será aberto depois do fim da campanha e encerrado logo antes do envio. Os rastreios serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios. Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades.
Como apoiar
O financiamento coletivo oferece a oportunidade do leitor participar ativamente do processo e das escolhas editoriais desde o início, recebendo sua edição com conteúdos exclusivos. Essa publicação, sem o seu apoio, não seria possível. Neste projeto, o financiamento coletivo entra como forma de incrementar a edição com conteúdos extras financiados em metas estendidas.
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