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Sobre o projeto
Consagrados por seus contos insólitos e terríficos, 13 autores clássicos da língua inglesa foram reunidos nesta antologia inédita dedicada a um dos subgêneros do horror mais aclamados da atualidade.
Com organização e prefácio de Ismael Chaves, a editora O Grifo orgulhosamente apresenta seu primeiro projeto de autores internacionais!
Medo antigo é a primeira coletânea brasileira dedicada exclusivamente ao folk horror, apresentando 13 histórias — 8 inéditas em português — de autores clássicos em língua inglesa que exploram o pavor ancestral de bruxas, cultos pagãos e deuses antigos.
Em edição de luxo, com capa dura e ricamente ilustrado, o livro traz projeto gráfico e texto de apresentação de Daniel Gruber, tradução de Carlos Primati e filmografia e notas de L.F Lunardello.
Assista às lives sobre o projeto:
A EDIÇÃO
Campanha financiada em menos de 48 horas!
Graças aos nossos apoiadores, conquistamos todas as metas estendidas, que incluíram um pôster (com um mapa da literatura folk horror no verso) em todas as recompensas, sobrecapa (exclusiva para os apoiadores), 2 contos extras (totalizando 13 histórias), biografias dos autores, pintura trilateral, detalhe em verniz localizado na capa, e a criação da primeira revista brasileira de folk horror: LABATUT (siga a página aqui). Obrigado a todos que apoiaram!

O folk horror, ou horror rural, é um termo que surgiu na crítica cinematográfica para designar um subgênero de filmes de horror que utilizam elementos folclóricos, tradições exóticas e costumes antigos para invocar o medo. Os elementos típicos do gênero incluem: um cenário rural, isolamento e temas como superstição, religião, paganismo, sacrifícios e aspectos sombrios da natureza e das tradições antigas.
Embora relacionado ao fantástico, o folk horror geralmente se concentra nas crenças e ações das pessoas em vez do sobrenatural e, muitas vezes, lida com personagens estrangeiros e ingênuos que se deparam com uma ameaça desconhecida. Os filmes britânicos O estigma de Satanás (Blood on Satan's Claw, 1971), O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973) e O Caçador de Bruxas (Witchfinder General, 1968) são considerados pioneiros do gênero, enquanto filmes como A Bruxa (The Witch, 2015), Midsommar (2019) e O Ritual (2017) popularizaram o gênero no século 21 e despertaram um interesse renovado no público. O cinema do sudeste asiático também possui ótimos exemplares desse subgênero, como O Lamento (The Wailing, 2016), A Médium (2022) e Marcas da Maldição (Incantation, 2022).
Mas não é só no cinema que o folk horror deixou sua marca. O conto O jovem Goodman Brown (1835), de Nathaniel Hawthorne, pode ser considerado o pioneiro do gênero na literatura. Além disso, o evolucionismo cultural de E. B. Tylor e James Frazer, e a hipótese do culto às bruxas de Margaret Murray influenciaram uma série de escritores, que introduziram ideias de sobrevivência pagã em sua ficção. Autores de terror da virada do século, como M. R. James, Algernon Blackwood e Arthur Machen, produziram obras seminais do gênero, notavelmente a coleção Ghost Stories of an Antiquary de James, a novela O Grande Deus Pã de Machen e a novela O Wendigo, de Blackwood. Vale destacar também os romances As Possuídas do Diabo, de Thomas Tryon, e Cerimônias Satânicas de T. E. D. Klein, além do conto As crianças no milharal, de Stephen King. Mesmo hoje, na era tecnológica, o medo antigo continua nos causando, ao mesmo tempo, fascínio e assombro, e influenciando diversos autores pelo mundo, como Andrew Michael Hurley (Loney e Terra Faminta), Adam Nevill (The Ritual e The Reddening) e Daniel Gruber (A Floresta e A Noite do Cordeiro).

O jovem Goodman Brown (1835) — Nathaniel Hawthorne: publicado pela primeira vez na New-England Magazine, em abril de 1835, “O Jovem Goodman Brown” é uma das obras-primas do célebre escritor norte-americano Nathaniel Hawthorne e é considerado o primeiro conto de folk horror. A história aborda a trajetória de um jovem puritano que deve partir em uma jornada, mesmo que contra a sua vontade. Ao se aventurar na floresta, Goodman Brown é assombrado por estranhas visões e sensações que o fazem temer por sua sanidade. Em meio à vozes, chamas e uma espécie de culto, ele começa a questionar sua fé e a índole das pessoas que ele julgava conhecer. “O Jovem Goodman Brown” já foi adaptado para o cinema e inúmeras peças de teatro ao redor do mundo.
Laura Sininho de Prata (1872) — Sheridan Le Fanu: no norte da Inglaterra, em uma área rural isolada, Laura Lew, conhecida como Laura Silver Bell, foi criada por um fazendeiro após a morte de sua mãe. Quando Laura se apaixona por um homem alto vestido de preto que ela conhece enquanto caminha para casa à noite, ela recebe um aviso de Mãe Carke, considerada uma bruxa pelos habitantes do povoado. Mãe Carke suspeita que o estranho não seja quem diz ser e aconselha Laura a ficar longe dele. Laura seguirá seu conselho ou será tentada a ir com o homem de preto — e o que acontecerá com ela se fizer isso?
Janet, a entortada (1881) — Robert Louis Stevenson: em 1712, um pregador recém-formado chega a uma pequena cidade e contrata Janet como sua governanta — uma mulher que muitos moradores da cidade acreditam estar ligada ao diabo. Quando algumas mulheres locais tentam mergulhar Janet no rio, para provar que ela é uma bruxa, o pregador a resgata e faz com que ela abjure o diabo diante de todos. Mas, no dia seguinte, algo estranho acontece com Janet, e o surgimento de um homem de preto no cemitério da cidade mudará a vida do pregador e dos demais moradores da cidade para sempre.
As mulheres com chifres (1888) — Lady Jane Wilde: uma mulher é visitada por assustadoras bruxas com chifres na cabeça, que exigem que ela lhes prepare uma refeição. Sem saber o que fazer, ela ouve uma misteriosa voz vinda de dentro do poço do lado de fora de sua casa.
A pirâmide de fogo (1895) — Arthur Machen: nas colinas remotas da velha Inglaterra, Vaughn descobre um misterioso arranjo de pedras na porta de sua casa. Com a ajuda de seu velho amigo e investigador Dyson, eles trabalham para desvendar o significado por trás desses símbolos e o misterioso desaparecimento de crianças na floresta. Mas, talvez, fosse melhor não mexer com as forças sinistras que se escondem naquele lugar.
O ceifador (1899) — Bernard Capes: após serem alertados por um viajante misterioso, uma comunidade de aldeões é assombrada pela sinistra figura da Morte com uma foice, que veio para punir os pecadores e não poupará ninguém em seu caminho.
Terra de ninguém (1900) — John Buchan: um jovem estudante vai até uma região rural a fim de coletar dados para sua pesquisa, mas é alertado por seu anfitrião a jamais atravessar as colinas na floresta, pois um antigo mal habita aquele lugar. Sem dar ouvidos, o jovem parte para a floresta, mas o que encontra desafia todas as leis da ciência e os limites de sua própria sanidade. Esse conto é frequentemente citado como uma forte influência na saga Bran Mak Morn, de Robert E. Howard, e evoca muito da atmosfera sinistra presente em várias histórias da revista Weird Tales.
Vindo do mar (1904) — A. C. Benson: um padre é chamado para ajudar uma família infeliz, que vive em uma vila costeira isolada, assombrada por uma aparição horripilante que surge do mar.
Véspera de Gavon (1906) — E. F. Benson: em uma vila chamada Gavon, o dia 15 de setembro é conhecido entre os habitantes como "o festival do diabo", pois nessa noite os poderes das trevas prevalecem e antigos rituais são evocados na floresta pelas bruxas, que podem até mesmo trazer os mortos de volta.
Queimem a bruxa! (1909) — Sra. Baillie Reynolds: um bispo, incomodado com os métodos da Santa Inquisição, é convocado para ir à prisão e tentar convencer uma jovem prisioneira a admitir que é uma bruxa. Mas ao chegar lá e conhecer a prisioneira, sua fé é testada e ele decide tomar uma decisão que colocará sua própria vida em risco. Estará a prisioneira dizendo a verdade ou será o truque de uma bruxa para enganá-lo?
A música na colina (1911) — Saki: Sylvia não conhece nem entende o campo, só sabe que gostaria de morar lá. Mas, quando ela e seu marido Mortimer vão morar em Yessney, ela acaba encontrando a estátua de um antigo deus, e não pensa nas consequências ao mexer nas oferendas deixadas ali. Porém, ela aprenderá que Pã é um deus muito ciumento e vingativo, que pune severamente quem desrespeita.

O incidente em Chadbourne (1933) — Henry S. Whitehead: fortemente influenciado por H.P Lovecraft, esta história macabra se passa na vila de Chadbourne, na Nova Inglaterra. Quando animais e crianças começam a desaparecer, alguns moradores da vila decidem sair armados, à noite, para tirar satisfação com a estranha família que vive em um antigo casarão, ao lado de um cemitério, após a floresta. Porém, eles não fazem ideia do segredo sinistro que irão descobrir.
Relíquias romanas (1948) — Algernon Blackwood: ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, um aviador em recuperação vai ficar na propriedade isolada de seu irmão rico. O lugar fica perto das ruínas de um templo romano ao deus do sol Silvanus, em um pequeno vale chamado Goat Valley. Esta área tem uma má reputação entre os moradores locais. Uma jovem chamada Nora Ashwell também está hospedada lá. Embora quieta, ela tem um comportamento estranho. Quando o homem decide fazer um piquenique sozinho em Goat Valley, ele fica perturbado com o que descobre lá.
Sobre os autores
Nathaniel Hawthorne (1804-1864) foi um escritor norte-americano, considerado o primeiro grande escritor dos Estados Unidos e o maior contista de seu país, sendo o responsável por tornar o puritanismo de sua época um dos temas centrais da tradição gótica. Oriundo de uma família de tradição puritana, era bisneto de um dos juízes das feiticeiras de Salem, na Nova Inglaterra, fato que o atormentou por toda vida e influenciou todas as suas obras. Seus trabalhos mais famosos são os romances A Letra Escarlate e A Casa das Sete Torres, além dos diversos contos góticos que escreveu, sendo “O jovem Goodman Brown” o mais famoso deles.
Joseph Thomas Sheridan Le Fanu (1814 – 1873) foi um escritor irlandês de contos góticos e romances de mistério. Ele foi o principal escritor de histórias de fantasmas do século XIX e foi central para o desenvolvimento do gênero na era vitoriana. MR James descreveu Le Fanu como "absolutamente no primeiro lugar como escritor de histórias de fantasmas". Três de suas obras mais conhecidas são Uncle Silas, Carmilla e The House by the Churchyard.
Algernon Henry Blackwood (1869 – 1951) teve uma carreira variada, trabalhando como fazendeiro no Canadá, operando um hotel, como repórter de jornal na cidade de Nova York e, ao longo de sua vida adulta, como ensaísta ocasional para vários periódicos. No final dos seus trinta anos, ele voltou para a Inglaterra e começou a escrever histórias sobre o sobrenatural. Ele foi muito bem-sucedido, escrevendo pelo menos dez coleções originais de contos e, eventualmente, aparecendo no rádio e na televisão para contá-los. Ele também escreveu quatorze romances, vários livros infantis e várias peças, a maioria das quais foi produzida, mas não publicada. Ele era um amante ávido da natureza e do ar livre, e muitas de suas histórias refletem isso.
Hector Hugh Munro (1870 – 1916), mais conhecido pelo pseudônimo Saki e também frequentemente como HH Munro, foi um escritor britânico cujas histórias espirituosas, travessas e às vezes macabras satirizam a sociedade e a cultura eduardianas. Ele é considerado, por professores e acadêmicos de inglês, um mestre do conto e é frequentemente comparado a O. Henry, Dorothy Parker, Oscar Wilde e Rudyard Kipling.
Robert Lewis Balfour Stevenson (1850 – 1894) foi um influente novelista, poeta e escritor, nascido na Escócia. Escreveu clássicos como A Ilha do Tesouro, O Médico e o Monstro, Raptado e As Aventuras de David Balfour. Considerado um dos mais importantes escritores britânicos do século XIX, está entre os autores mais traduzidos em todo o mundo. Foi, em vida, também um ativista político, crítico social e humanista.
Gertrude Minnie Robins (1861 — 1939), mais conhecida pelo seu nome de casada, Sra. Baillie Reynolds, escreveu mais de cinquenta romances e coleções de contos, principalmente nos gêneros policial, mistério e gótico. Ela foi ativa no movimento pelo sufrágio feminino e foi presidente da Sociedade de Mulheres Jornalistas em 1913. Quatro de seus livros foram adaptados para filmes mudos: The Man Who Won (1918), Notorious Miss Lisle (1920), The Daughter Pays (1920) e Confessions (1925).
Arthur Machen (1863-1947) era o pseudônimo de Arthur Llewellyn Jones, um autor e místico galês mais conhecido por sua ficção de fantasia e terror, em obras como O Grande Deus Pã, O Povo Branco e Os Três Impostores. O trabalho de Machen influenciou escritores de várias gerações, incluindo HP Lovecraft, William Butler Yeats, Arthur Conan Doyle e Stephen King. Crescendo no País de Gales, Machen ficou intrigado com as descobertas de esculturas pagãs e pedras inscritas da era romana por arqueólogos locais. Seu avô encontrou tais esculturas em seu próprio cemitério, e essa presença tangível de estranheza antiga influenciou muito a escrita de Machen.
Jane Francesca Agnes, ou Lady Wilde (1821 – 1896) foi uma poetisa anglo-irlandesa, com um interesse especial em contos populares irlandeses, que ela ajudou a reunir. Era mãe de Oscar Wilde, o célebre autor de O Retrato de Dorian Gray. Jane foi uma das primeiras defensoras dos direitos das mulheres e fez campanha por melhor educação para as mulheres. Escreveu para o movimento Young Ireland da década de 1840, publicando poemas em The Nation sob o pseudônimo de Speranza. Seus trabalhos incluíam independência pró-irlandesa e escrita antibritânica. Ela apoiou a aprovação do Ato de Propriedade das Mulheres Casadas de 1883, que impedia uma mulher de ter que entrar em casamento "como uma escrava, privada de todos os direitos sobre sua fortuna".
Henry St. Clair Whitehead (1882 - 1932) foi um ministro episcopal americano e autor de várias histórias de terror e ficção fantástica. Ele serviu como arquidiácono das Ilhas Virgens de 1921 a 1929. Enquanto estava lá, vivendo na ilha de St. Croix, Whitehead reuniu o material que usaria em seus contos sobrenaturais. Correspondente e amigo de HP Lovecraft, Whitehead publicou histórias em várias revistas pulps como Adventure, Black Mask, Strange Tales e a famosa Weird Tales. Muitas das histórias de Whitehead se passam nas Ilhas Virgens e se baseiam na história e no folclore da região.
Arthur Christopher Benson (1862 – 1925) foi um ensaísta, poeta, acadêmico inglês e o 28º Mestre do Magdalene College, Cambridge. Ele escreveu a letra da Ode da Coroação de Edward Elgar, incluindo as palavras da canção patriótica "Land of Hope and Glory" (1902). Sua crítica literária, poemas e volumes de ensaios foram altamente considerados. Ele também foi autor de várias histórias de fantasmas.
John Buchan, 1º Barão Tweedsmuir (1875 – 1940) foi um romancista, historiador e político unionista escocês que serviu como Governador Geral do Canadá, o 15º desde a Confederação Canadense. Dentre as mais de 100 obras que publicou, escreveu quase 30 romances e 7 livros de contos. Seu romance mais famoso, Os 39 Degraus, foi adaptado para o cinema em 1935 por Alfred Hitchcock.
Bernard Edward Joseph Capes (1854 - 1918) foi um prolífico autor vitoriano. Publicou mais de quarenta volumes – romances, mistrios, poesia, história – juntamente com muitos artigos para as revistas da época. Sua carreira inicial como escritor foi como jornalista, mais tarde se tornando editor da revista mensal The Theatre, o periódico dramático britânico mais conceituado de sua época. Outras revistas para as quais Capes escreveu incluem Blackwood's, Butterfly, Cassell's, Cornhill Magazine, Hutton's Magazine, Illustrated London News, Lippincott's, Macmillan's Magazine, Literature, New Witness, Pall Mall Magazine, Pearson's Magazine, The Idler, The New Weekly e The Queen. Capes escreveu inúmeras histórias de fantasmas, que foram redescobertas mais tarde pelo antologista Hugh Lamb na década de 1970.
Edward Frederic Benson (1867 - 1940) foi um romancista, biógrafo, memorialista, historiador e contista inglês. Mais conhecido como E.F Benson, era o irmão mais novo do também escritor A.C Benson (Arthur Christopher Benson).
Ismael Chaves (pesquisa, organização e prefácio)
É editor, revisor, escritor e crítico literário. Graduando em Letras pelo Centro Universitário Uninter, trabalha no mercado editorial como revisor, editor e produtor de conteúdo. É editor do blog Escuro Medo e já publicou contos em Literatura Fantástica - Vol. 1 (2020), Sexta Feira (2022), O Novo Horror (2021, O Grifo), Entre Vampiros 2 (2023, Carnage), Carnificina 2 (2023, Carnage), Meta-Humanos (2023, Carnage) e Predadores Noturnos (2023, Carnage). Foi finalista do V Prêmio ABERST de Melhor Narrativa Curta de Horror com o conto "Cordeiro de Deus". Co-escreveu o romance noir Decálogo (2023, Cinco Gatas) e é um dos organizadores da antologia O Novo Horror v.2 (2024, O Grifo). É o responsável pela curadoria, pesquisa e organização do selo Clássicos Ocultos, que já publicou os livros Missal para o Diabo: Contos e Poemas Assombrosos de Cruz e Sousa (2023, O Grifo) e Sertão de Coelho Neto (2024, O Grifo).
Daniel Gruber (coordenação, projeto gráfico e texto de apresentação)
É editor, escritor, professor e designer editorial. É responsável pela coordenação-geral do projeto, pela preparação dos originais e pelo projeto gráfico do livro. Fundador e editor-geral da editora O Grifo, é graduado em Comunicação, mestre em estudos culturais e doutor em Letras/Escrita Criativa. É autor, dentre outros livros, de A Floresta (2021) e A Noite do Cordeiro (2023), ambos romances do gênero folk horror publicados pela sua editora. É um dos organizadores das antologias O Novo Horror, Anatomia das Sombras e O Novo Horror v.2. Ministra cursos sobre escrita de terror e mercado editorial. Foi finalista do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 por A Floresta e vencedor na categoria projeto gráfico por O Novo Horror.
L. F. Lunardello (revisão, notas e filmografia)
É professor, tradutor, autor e revisor nordestino. Do Direito foi para as Letras e, depois, para uma formação TESOL na Universidade do Arizona (EUA). Criou a @nerdenglish Consultoria Linguística em 2007 e já trabalhou na tradução de mais de mil publicações científicas internacionais, e recentemente tem se dedicado às suas paixões: literatura e quadrinhos, trabalhando com criadores e editoras independentes, como BRASA, Diário Macabro, Raphus Press, Tai, O Grifo, Clepsidra e DaRosa. Já traduziu Ray Nelson, H.P. Lovecraft, Algernon Blackwood, Arthur Machen, Mike Valentine, Christina Rossetti, Marjorie Bowen, Edith Nesbit, Mary Wollstonecraft Shelley e muitos mais. Seu trabalho como crítico de literatura, cinema e HQs é feito no @baiaodacaveira. Em 2024, criou a editora independente e sem fins lucrativos Mão Esquerda, focada na tradução, pesquisa, estudo acadêmico e publicação de vozes femininas e LGBTQIAPN+. A editora já resgatou textos perdidos de autoras esquecidas de três países diferentes e os relançou em edições traduzidas e comentadas, que acompanham ensaios sobre as autoras e obras, além de publicar — em conjunto — vozes femininas e de pessoas LGBTQIAPN+ atuais e vivas, em antologias trimestrais. É pesquisador voraz de literatura insólita e, nas horas vagas, escreve sobre sertões e horrores, às vezes misturando os dois. Já teve textos publicados internacionalmente pela Raphus Press e nacionalmente pela Editora Diário Macabro, Mão Esquerda, Tábula, Raphus Press, O Grifo, entre outros; foi vencedor do Prêmio de Literatura da Universidade de Fortaleza de 2023, com seu conto 1932.

Carlos Primati (tradução)
É editor, tradutor, ensaísta e pesquisador do gênero fantástico, atuando também como organizador e curador de mostras e festivais de filmes de horror, ficção científica e fantasia. Organizou, editou e colaborou com inúmeras publicações, incluindo jornais, revistas, antologias e catálogos de mostras de cinema. Escreve regularmente prefácios, posfácios, artigos, ensaios e críticas para diversas editoras e distribuidoras de vídeo. Como tradutor, já trabalhou para DarkSide Books, Clepsidra e Nova Fronteira em vários títulos de destaque. Ministra cursos, palestras e oficinas do gênero fantástico e seus desdobramentos, incluindo temas como horror no cinema brasileiro, cinema negro de horror, vampiros, zumbis, krimi, giallo, slasher, snuff, folk horror e outros.

Desde que foi criada, a editora O Grifo se dedicou a apostar na literatura nacional, mergulhando em diferentes gêneros, mas com um gosto especial pela literatura fantástica. E com isso nasceu o selo Sexta Feira, voltado para terror e suspense de novos autores.
Em 2023, inauguramos o selo Clássicos Ocultos, a fim de resgatar autores e obras raras ou esquecidas da literatura brasileira insólita e influenciada pelo gótico.
Agora, chegou a hora de darmos um passo além. É com orgulho que apresentamos nosso novo selo: Salem.
Sem deixar de lado nossa paixão pela literatura brasileira, Salem nasce como porta de entrada para traduções de clássicos e raridades da literatura sombria internacional.
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- Campanha: 7 de agosto a 6 de setembro
- Tradução: novembro
- Preparação dos originais: dezembro
- Diagramação: janeiro de 2025
- Revisão final e impressão: fevereiro
- Envios das recompensas: março de 2025
- STATUS: ENTREGUE













