Status do projeto: enviado (fevereiro/2024)
Última atualização: 02/04/2024
Atenção: esta edição de luxo será numerada e exclusiva para a primeira tiragem, tornando-se futuramente um item raro e de colecionador. As próximas reimpressões não serão em capa dura. Quase todas as metas estendidas já estão garantidas! Ajude a divulgar o projeto para incluirmos a última melhoria ao livro!

Fantasmas, cemitérios, possessão demoníaca, templos pagãos, padres escravocratas, múmia e até o próprio Satã.
João da Cruz e Sousa, também conhecido como o Dante Negro ou Cisne Negro, desbravou o inferno em sua obra.
Filho de escravizados, encarou de perto os horrores do racismo e a própria Morte, personagem constante em sua obra, que destinou a ele, sua esposa e aos quatro filhos o mesmo fim trágico. Fundador do Simbolismo no Brasil e influenciado pela poesia herética e satânica de Charles Baudelaire, Cruz e Sousa impactou fortemente a Literatura Brasileira ao abordar o macabro e o insólito em muitos de seus contos e poemas, através de seres fantasmagóricos e preces sinistras.
Admirado por escritores e críticos de todos os tempos, Cruz e Sousa foi durante muito tempo ignorado, com pouquíssimas reedições de suas obras.
“Está começando a mexer em uma célula muito dolorosa da sociedade brasileira. Quando conheci, me apaixonei. Achei que ele nunca teve o reconhecimento merecido.”
PAULO LEMINSKI
“Não há gritos mais dilacerantes, suspiros mais profundos do que os seus.”
MANUEL BANDEIRA
“Nada se compara em força e originalidade à irrupção com que renova a expressão poética em língua portuguesa.”
ALFREDO BOSI
A editora O Grifo orgulhosamente apresenta a coletânea Missal para o Diabo: contos e poemas assombrosos, uma seleção com as narrativas mais sinistras de Cruz e Sousa. Esta edição inaugura uma nova série que visa resgatar autores clássicos da Literatura Brasileira pouco conhecidos ou fora de catálogo, e apresentá-los para uma nova geração de leitores e leitoras sedentos em conhecer o lado mais sombrio de nossa tradição literária.
Assista à live no Fantasticursos:
A edição
- Capa dura
- Tamanho 21 x 14 cm
- Estimativa de 160 páginas
- Papel pólen
- Ilustrações internas
- Notas dos editores
- Posfácio de Alcebiades Diniz, especialista em Simbolismo
- Apresentação de Alê Garcia, autor de Negros Gigantes
- Atualização ortográfica, com registro de alterações
Textos presentes nesta edição
Parte 1 - Ritos em Prosa
- Consciência Tranquila (1961, Outras Evocações)
- Lenda dos Campos (1893, Missal)
- Ritmos da Noite (1893, Missal)
- Aparição da Noite (1893, Missal)
- Sob as naves (1893, Missal)
- Artista Sacro (1893, Missal)
- Psicologia do Feio (1893, Missal)
- Umbra (1893, Missal)
- Noctambulismo (1893, Missal)
- Tísica (1893, Missal)
- O Padre (1885, Tropos e Fantasias)
Parte 2 - Versos Satânicos
- Sexta-Feira Santa (1905, Últimos Sonetos)
- Deus do Mal (1905, Últimos Sonetos)
- Monja Negra (1900, Faróis)
- A Flor do Diabo (1900, Faróis)
- Pandemonium (1900, Faróis)
- Caveira (1900, Faróis)
- Pressago (1900, Faróis)
- Visão (1900, Faróis)
- A Ironia dos Vermes (1900, Faróis)
- Noiva da Agonia (1893, Broquéis)
- Múmia (1893, Broquéis)
- Demônios (1905, Últimos Sonetos)
- Luz Dolorosa (1893, Broquéis)
- Perante a Morte (1905, Últimos Sonetos)
- A Morte (1905, Últimos Sonetos)
- A Freira Morta (1961, O Livro Derradeiro)
- Satã (1893, Broquéis)
Sobre o autor
João da Cruz e Sousa nasceu na Ilha da Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, em 1861. Seus pais eram escravizados alforriados. Aos 8 anos já fazia versos e, aos 20, fundou o jornal Colombo com amigos, onde publicava poesia parnasiana. Dirigiu também o jornal Tribuna Popular, onde se dedicou à causa abolicionista. Alvo de discriminação racial, foi impedido de assumir um cargo de promotor em Laguna, apesar de sua nomeação.
Em 1885, lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias, em parceria com Virgílio Várzea. Conhecido como Dante Negro, Cruz e Sousa foi o introdutor do Simbolismo no Brasil, através do seu livro de estreia, Missal, em 1893. Publicou no mesmo ano Broquéis. Esses foram os únicos livros editados em vida, mas seus poemas inéditos foram reunidos em coletâneas póstumas. Entre as mais conhecidas, estão Evocações (1898), Faróis (1900) e Últimos sonetos (1905).
Fortemente influenciado pelo satanismo baudelareano, suas obras são marcadas pelo misticismo, a sinestesia, a alegoria e o pessimismo, além da temática da pobreza, do racismo e da morte. Durante toda a sua vida lutou contra a escravidão. Para sobreviver, além de poeta e jornalista, trabalhou na Estrada de Ferro Central do Brasil, onde adquiriu tuberculose e morreu em 19 de março de 1898.
As recompensas
Além do livro e marcadores, há pacotes incluindo um cartão postal com informações do autor, ecobag e camiseta exclusivas da campanha. Além disso, há opções para grupos de leitura e combos com outros livros da editora.
Quem está por trás do projeto
Alê Garcia é escritor, criador de conteúdo, palestrante, apresentador e publicitário. Finalista do Prêmio Jabuti, ganhador do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional. É criador do podcast Negro da Semana e de um canal no YouTube, ambos focados em cultura negra. Apresentador no Omelete. Autor de A sordidez das pequenas coisas, Agora que estamos de volta, Cachorro correndo sem cabeça, além de estar presente em diversas coletâneas, entre elas a antologia O Novo Horror, pela O Grifo. Lançou em 2022 o livro Negros Gigantes, autobiografia unida às histórias de doze personalidades negras fundamentais na sua formação. É considerado um dos 20 creators negros mais Inovadores do país, segundo a Forbes.
Alcebiades Diniz Miguel é professor, tradutor, pesquisador e escritor, tendo por especialidade as narrativas, a criação de histórias, o registro de universos fantásticos no papel. Bacharel em linguística pela USP, realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado na Unicamp e na USP, tendo, nesse percurso, passado por um estágios de pesquisa na Brunel University, na British Library e na Fundação Biblioteca Nacional, onde realizou minucioso trabalho analítico em torno da imprensa simbolista brasileira. Realizou traduções para diversas editoras como Sol Negro, Carambaia, Sebo Clepsidra, Ex Machina, Novo Século e Perspectiva, de autores como Gérard de Nerval, H. G. Wells, Dolfi Trost, Nathanael West, Arthur Machen, Henry James, Robert Aickman e Thomas de Quincey. Algumas de suas pesquisas/traduções, de obras escritas por J. G. Ballard e Xul Solar, permanecem inéditas. É um dos autores presentes na antologia O Novo Horror v.2, pela O Grifo, a ser lançada em breve.
Ismael Chaves é escritor e editor na O Grifo, apaixonado pela literatura fantástica, especialmente a brasileira. É graduando em Letras pela Uninter e atua como leitor crítico e revisor para o mercado editorial. Escreve resenhas no Instagram e no site Escuro Medo. Publicou contos na antologia O Novo Horror e na revista Sexta Feira, pela O Grifo, e co-escreveu o romance noir Decálogo (Cinco Gatas). Foi finalista do V Prêmio ABERST de Melhor Narrativa Curta de Horror com o conto "Cordeiro de Deus". É um dos organizadores de O Novo Horror v.2, a ser lançado em breve.
Daniel Gruber é responsável pela coordenação-geral do projeto, pela preparação e atualização do texto e pelo projeto gráfico do livro. É escritor, editor e designer editorial, fundador da editora O Grifo. Graduado em Comunicação, mestre em estudos culturais e doutor em Letras/Escrita Criativa, é autor, dentre outros livros, de A Floresta e A Noite do Cordeiro, e um dos organizadores das antologias O Novo Horror e O Novo Horror v.2.
Como apoiar
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4. Escolha o pagamento: PIX, boleto, débito ou crédito (em até 6x).
5. Concluído o pagamento, observe a data de entrega prevista. Agora é só esperar!
6. Esta é uma campanha tudo-ou-nada! Se o projeto não atingir a meta, seu pagamento será extornado.
Prazos e envios
Início da campanha: fevereiro
Fim da campanha: abril
Preparação: abril
Diagramação: maio
Revisão final: maio
Impressão: junho
Envios pelos Correios: julho



















