A ficção científica não precisa do amanhã para acontecer. Ela também pode explorar o ontem como palco de histórias diversas. Esse é o território do “Retrofuturismo”, subgênero da vertente da ficção científica definido pela projeção de um futuro extrapolado em um passado específico resultando em uma realidade alternativa de época diferente do conhecido pela História corrente (SILVA, 2019b, p. 5)¹.
O retrofuturismo é caracterizado pela presença extrapolada em contextos histórico-culturais específicos de produtos e inovações tecnológicas equivalentes aos encontrados nas duas últimas décadas do século 20 e início do século 21. Aliado a isso, o retrofuturismo é normalmente pautado por postura crítica sobre a sociedade retratada por conta de práticas das instituições de poder e salientada desigualdade entre as classes sociais. Dentre deste contexto, temos recorrentemente a utilização de personagens ficcionais, muitas vezes baseados em pessoas reais, que são símbolos das suas épocas por conta de seus espaços de atuação na sociedade. É assim com Júlio Verne com o steampunk e Leonardo da Vinci no clockpunk, apenas para citar dois casos. No caso do Teslapunk em particular, vemos uma expressão retrofuturista tomar um personagem histórico não apenas para se nomear, mas também para expressar sua postura artística.
Mas, o que seria o “punk” que dá forma a esta literatura?
A presença do “punk” no retrofuturismo remete historicamente a contestação da juventude inglesa e norte-americana da década de setenta aos rumos políticos e econômicos da sociedade em fins do século 20 (SILVA, 2020, p. 260)². No caso do cyberpunk, por exemplo, apenas para citar a primeira e mais conhecida das manifestações deste subgênero da ficção científica, temos a contestação apresentada na forma de anti-heróis com moral própria e que desafiam o sistema de megacorporações transnacionais, seja por contrabando, atividades como hackers e outras formas. Há uma tensão entre o elemento “cyber”, que remete aos avanços da tecnologia e o “punk”, que usa esses mesmos avanços contra os detentores da ordem, revelando o ceticismo e postura social que o cyberpunk herdou da literatura de distopias.
O retrofuturismo possui ricas e diversas possibilidades narrativas. Ao longo de mais de uma dezena de subgêneros, os bravos inventores e inventoras de mundos apresentados nesta coletânea da Editora Cyberus aguardam você para uma viagem por mundos de energia e imaginação ilimitadas. E fica a dica para você visitar a playlist “Mundo Punk” no canal do Fantasticursos no YouTube. Lá você encontra o mais completo e diversificado banco de informações em vídeo da internet brasileira sobre a ficção punk. São quase 40 mundos ficcionais para você se inspirar na criação de seus contos e romances.
— Trecho do prefácio do Professor Doutor Alexander Meireles

O livro:
Capa brochura. Formato 14x21cm, 200 páginas (aproximadamente), em páginas amareladas.
✓ Apresentação de Alexander Meireles da Silva.
✓ 26 contos inéditos.
✓ 13 subgêneros:
Atompunk
Clockpunk
Cyberpunk
Decopunk
Dieselpunk
Middlepunk
Nazipunk
Raypunk
Sandalpunk
Steampunk
Stonepunk
Transistorpunk
Teslapunk
¹SILVA, Alexander Meireles da. “Prefácio: Teslapunk: o presente que foi negado pelo passado”. In: COELHO, Maurício (Org.). Teslapunk: tempestades elétricas. Gramado, RS: Edições Cavalo Café, 2019b, p. 5-16.
²SILVA, Alexander Meireles da. “Entendendo o presente pelo passado: o steampunk de A alcova da morte como resgate da tradição da ficção científica brasileira.” Revista Abusões, v. 11, n. 11, 2020.
Alex Rebonato
Ayrie Costa
Bia Chaves
Conrado Ribeiro
Cristiano Vaniel
Denner Ferreira
Enzo Enrico
Fábio Costa
F. H. Hingst
Guilherme Bessa
Gutenberg Lowe
Humberto Lima
Igor Moraes
Kai Sodré
Lucas Koehler
L. C. Braga
Luiz Felipe Vasques
Miguel Alencar
Mônica Beatriz
Nathan Damann
Nick Scabello
Nílbio Thé
Rodrigo Ramos
Rodrigo Vinholo
R. R. Portela
R. T. Mayr
Tessa Olivier
Pedro Guerra Demingos é escritor de poesia, fantasia e ficção científica, pesquisador e programador na UFRGS.
Você pode colaborar com esta campanha de várias formas e valores, optando pela recompensa que mais se adequa às suas necessidades e gostos.
Além do livro físico, disponibilizamos o e-book, seu nome impresso na página de agradecimento e a versão digital da antologia Tony e os besouros e outras histórias, de Philip K. Dick.

Tony e os besouros, de Philip K. Dick, traz quatro histórias inéditas em língua portuguesa:
Na história que abre a coletânea, o garoto Tony Rossi, um terráqueo de 10 anos que cresceu em Betelgeuse, percebe que os nativos – Pas-Udeti – estão expulsando os colonos terráqueos na região próxima de Orion. O pai dele, um crente convicto na superioridade dos terráqueos, descreve os amigos nativos de Tony como besouros. Uma viagem à cidade para encontrar os amigos nativos leva a encontros estranhos com um motorista de táxi Pas-Udeti e um companheiro de ônibus. Quando seus novos amigos nativos o repreendem, Tony percebe que nascer em um lugar não significa necessariamente ser bem-vindo lá.
Em “Além da porta” [Beyond the door], quando Larry Thomas compra um relógio de cuco para a esposa Doris, descobre que está lamentavelmente despreparado para o que o espera além da porta do relógio.
“Intrometido” [Meddler] é uma história sobre viagem no tempo e possibilidades de terríveis consequências. O final, lógico, é de tirar o fôlego.
“Progênie” [Progeny] mostra a destruição da família humana por meio de práticas de criação de filho controladas pelo governo, a confiança absoluta em testes de aptidão e as frias ministrações de cuidadores e tutores robôs.
110% — Marcador de página com a arte da capa para quem apoiou uma recompensa física.
130% — Arte da capa em HD.
150% — Tradução para o espanhol. Todos os apoiadores levarão o e-book.
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Esta é uma campanha de financiamento coletivo para a concretização do livro.
Ajudar o projeto é fácil! Basta escolher a recompensa que mais lhe agrada. Em troca, o livro estará mais perto de se tornar realidade. Basta seguir os seguintes passos:
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Somos a Editora Cyberus. Este nome surge das palavras Cyperus, o gênero da planta originária responsável pela produção do papiro e Cérbero, o cão mitológico. Assim como o cão de três cabeças da mitologia grega, a linha editorial apresenta três gêneros: Fantasia, Ficção Científica e Horror.
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