Olá, muito prazer! Meu nome é Nathalia Scotuzzi, e esta é a campanha de financiamento coletivo de meu primeiro álbum solo: Book of Sad Songs!

Nascida em Santo André/SP, em 1990, “canto” desde que era criança. Quando pequena, fazia “shows” para a família e adorava me apresentar. Isso mudou bastante com o tempo... mudança para uma cidade do interior, bullying, e assim essas apresentações se extinguiram. Mas eu ainda gostava de cantar.
Na adolescência, comecei a fazer aula de canto, passei por diferentes professores em diferentes épocas da vida e até hoje tenho esse acompanhamento. Não aprendo apenas a cantar, mas pratico como me apresentar, como ter confiança na minha voz.
Comecei a compor também na adolescência. Utilizando um teclado e softwares de computador, passava minhas tardes criando melodias, escrevendo letras e gravando as canções com um microfone de mesa, que era o recurso que eu tinha na época. É claro que as gravações ficavam horríveis, mas eu fazia meu melhor e não deixava de compartilhar o resultado com alguns amigos. Tenho todas essas composições guardadas até hoje — e algumas delas farão parte do CD.
Já participei, e ainda participo, de bandas.
Em 2010, fui vocalista da banda de metalcore Arkham Asylum que, além de tocar covers de bandas como Avenged Sevefold, Killswitch Engage e Bullet for my Valentine, compunha canções próprias. A época era o auge deste gênero musical, e fazíamos shows pela região. Porém, como a parte mais difícil em uma banda é o relacionamento entre os integrantes, ela acabou. Nosso EP está disponível nos streamings.
Um tempo depois, em 2012, montei a Riot! Paramore Cover, quando bandas cover de Paramore eram raras e a banda ainda tinha sua formação original. Foi uma experiência que também foi muito boa enquanto durou.
Em 2018, participei da fundação de uma nova banda, cujo propósito era o de tocar som próprio. Naquela época, eu estava compondo bastante, agora de uma nova maneira: com o baixo. Criando a base da música e os vocais e letra, surgiu a Deep Divers, banda da qual participo até os dias de hoje. Lançamos um EP em 2020 e, ocasionalmente, lançamos singles individuais.
Todos esses projetos musicais que tive até hoje foram bandas de rock ou metal, porém muitas de minhas composições nunca se encaixaram nesses gêneros. Em 2025, com vontade de finalmente lançá-las, decidi que o caminho seria um projeto solo. Assim, comecei a selecionar as músicas, refinar as composições e iniciar todo o processo de gravação e a proposta para o álbum. Assim, nasceu Book of Sad Songs.
Este álbum é uma reunião de canções tristes. Na pré-adolescência, com a mudança de cidade, comecei a me fechar, e minha personalidade se tornou mais introspectiva e soturna. Se antes eu escrevia em meus diários de forma alegre e descontraída, nessa época desloquei esse processo às músicas, com muitas letras tristes, que era a forma que eu encontrava de colocar um pouco para fora tudo o que eu sentia. Com o tempo e a transição à vida adulta, essas letras tomaram um foco mais direcionado ao meu entendimento de mundo e à forma como me insiro nele.
Nesse meio-tempo, algo novo também veio: meu diagnóstico de neurodivergência. Aos 35 anos, descobri que possuo dupla excepcionalidade, ou seja, dois diagnósticos: AH/SD (altas habilidades/superdotação) e TEA nível 1 de suporte (autismo). Essa descoberta foi um grande alívio, pois muita coisa da minha vida finalmente fez sentido — inclusive a letra de muitas das minhas músicas! Muitas vezes chamada de sistemática, chata, quieta, agora eu entendi o que eu realmente era. E foi ótimo.
Hammers and Nails, o primeiro single do álbum lançado, fala justamente sobre isso: minha necessidade de ficar sozinha e em silêncio e o quanto isso prejudica minha vida social e familiar. Book of Sad Songs é um diário, com composições intimistas e profundamente pessoais.
A proposta do álbum é a de lançar por meio de streaming uma faixa por mês durante o ano de 2026, fechando o ano com o material completo.
Confira as faixas do CD, em ordem de lançamento:
1. Hammers and Nails: composição sobre minha necessidade de silêncio e isolamento, e todas as consequências disso, tanto em relação ao meu convívio social, quanto à culpa subsequente.
2. Beatrice: releitura do conto "A filha de Rappaccini", de Nathaniel Hawthorne, agora pelos olhos da personagem Beatrice.
3. Ghosts: esta música é sobre uma mansão mal-assombrada. Ou apenas sobre os fantasmas que todos nós carregamos.
4. The Ground You Lay On: canção inspirada na saga germânica Canção dos Nibelungos. A letra narra o ponto de vista de Brünhild, uma de suas personagens, em busca de vingança pelo amor perdido do herói.
5. Rivers: nesta composição, interpreto meus fluxos de pensamento como rios. Abundantes, nunca me deram paz ou tempo para curar feridas.
6. The End of the World: minha versão da canção de Skeeter Davis de 1963. Em minha opinião, uma das músicas mais tristes e lindas já feitas.
7. Osíris: e se múmias preservassem pensamento? Essa foi a premissa ao compor essa faixa. Pela lenda egípcia, o deus Osíris foi a primeira múmia da história, e assim, na música, imagino quais seriam seus pensamentos — e o tamanho de sua vontade de reinar novamente.
8. You’re Made of This Game: ainda que de forma pouco estruturada, sempre entendi relações sociais como uma forma de jogo. E eu sempre perdi.
9. Carpenter: que sou uma grande fã do diretor John Carpenter não deve ser novidade para muita gente. Nessa canção, me coloquei no contexto do filme À beira da loucura, imaginando Carpenter como o grande orquestrador do fim do mundo. Sua sonoridade diferente do resto do álbum — homenageando as trilhas sonoras dos filmes do cineasta.
10. The Book of the Sick: gosto de pensar nessa música como um "manifesto antimanicomial". Isso porque a letra é uma tentativa de explicar o mundo enquanto dopada e podada dentro de uma instituição psiquiátrica. As luzes parecem fugir de mim!
11. At Sea: Perdidos em mar aberto, questionando escolhas. A viagem chegou longe, a aventura foi grande. Mas, no fim, valeu a pena?
12. To Be Set Free: Muitas vezes a vida bate forte e demora até percebermos que agora somos nós mesmos que continuamos com a agressão. Como se libertar dos castigos da mente?
Se você me acompanha de alguma forma, talvez já tenha ouvido alguma dessas canções, em versões “demo”/mal gravadas, rs.
Ficha técnica do CD:
Gravação: 8Beats Studio (Samuel Hebling), Rio Claro/SP
Mixagem: Gil Manoel
Fotografias: Donalis Delgado
Ilustrações: Rodrigo Tannus

Outubro/novembro: gravação das faixas ainda não lançadas
Dezembro/Janeiro: produção gráfica e impressão do CD
Fevereiro: envio dos CDs físicos e digitais













