Carmilla não foi a primeira vampira da literatura. Houve dezenas antes dela, e agora você pode conhecer algumas das mais impressionantes entre essas criaturas fatais.
Treze contos. Treze vampiras. Treze formas de sangrar.

A Noiva Morta e outras vampiras anteriores a Carmilla (1820-1871)
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Carmilla (ou Mircalla), a condessa de Karnstein, é uma personagem icônica e, sem dúvida, merecedora do posto de vampira mais influente da literatura. Sua publicação original, de forma seriada, se deu entre os anos de 1871 e 1872. Curiosamente, por razões que não convém presumir, muitos editores insistem em desinformar seu público, divulgando a personagem como a "primeira vampira da literatura".
Como sabemos, a primeira vampira a surgir em uma narrativa pode ser encontrada na balada "A Noiva de Corinto" (1797), de Goethe, e depois dela temos ainda mais de 40 vampiras fictícias que antecederam a criação de Le Fanu na poesia narrativa, no drama e na prosa de ficção. Aliás, não ser a primeira não é nenhum demérito para Carmilla.
Essas narrativas anteriores não são, caso alguém esteja aventando essa hipótese, criações insignificantes. Muito pelo contrário. Por essa razão, este projeto assume a missão não apenas de reforçar os fatos, mas também de oferecer acesso às melhores obras e às principais vampiras anteriores ao clássico Carmilla, incluindo raridades inéditas e clássicos pouco reeditados.
O livro dá sequência ao nosso trabalho de longa data com vampiras literárias. Já lançamos Carmilla, A Morta Apaixonada, Fome de Viver e "A Bruxa" (sem falar das três vampiras do Poderes das Trevas). Também estamos prestes a lançar O Estrangeiro Vampiro. Esse trabalho ainda não se conclui com a presente antologia (aguardem novidades nos próximos meses), mas com ela nós estamos oferecendo a melhor cobertura possível em relação aos contos com vampiras na prosa de ficção (considerando o recorte pré-Carmilla).
O conto que nomeia a antologia foi oferecido (avulso) como e-book na campanha que fizemos em parceria com a editora Wish, o Especial Vampiras, e finalmente surge em formato impresso, acompanhado de outras seis obras. Entre nossas inspirações, devemos mencionar as antologias Before the Count (2007) e O Vampiro Antes de Drácula (2008), ambas focadas em narrativas com vampiros que antecederam o conde transilvano de Stoker.
A curadoria do livro, a tabela de vampiras e o texto sobre a seleção de contos é de Cid Vale Ferreira, organizador de Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (2003).
A arte da capa e as ilustrações internas são de Caroline Murta, que também ilustrou o Especial Vampiras.
As traduções do inglês e do alemão são de Felipe Vale da Silva, enquanto as traduções do francês são de Sabrine Ferreira.
O prefácio ficou a cargo de Débora Caroline Brauner, que pesquisou vampiras literárias em seu doutorado.
O projeto gráfico e o design da capa são de Ricardo Ribeiro, que ficou encarregado de apresentar uma releitura pessoal do design original do Especial Vampiras (com duas cores no miolo).
A filmografia com 70 verbetes de filmes de vampiras será escrito pelo pesquisador e crítico Carlos Primati.



Com as metas estendidas, o livro passou a ter verniz localizado na capa, fitilho marcador de página e tingimento trilateral.

"A História de uma Vampira" (1820) - [atribuída a] Gabrielle de Paban (França)
Sinopse: Reconto do episódio "A História de Sidi-Nouman", que integra As Mil e Uma Noites, no qual um recém-casado estranha o fato de sua esposa Nadilla quase nunca se alimentar. Ao seguir uma de suas escapadas noturnas, ele acaba flagrando uma faceta terrível da rotina noturna dela, com consequências trágicas.
Por que ler? Pelo papel seminal deste reconto no estabelecimento do filão "arabesco" das vampiras aparentadas com as goulas necrófagas.
Autoria: O reconto faz parte do livro Histoire des vampires et des spectres malfaisans (1820), coletânea anônima geralmente atribuída a Gabrielle de Paban (1793-1881), autora de várias obras semelhantes, como Démoniana (1820). Caso isso se confirme, teremos aqui a primeira prosa vampírica e a primeira personagem vampira escrita por uma mulher. Algumas fontes, porém, incluem-na na bibliografia de Collin de Plancy (1794-1881), autor do colossal Dicionário Infernal (1818). O livro surge na esteira do sucesso que o conto "O Vampiro" (1819), de Polidori, gozou na França, país no qual inspirou uma tradução, um romance que lhe serviu de continuação e inúmeras adaptações dramáticas imediatamente após seu surgimento.
Tradução do francês por Sabrine Ferreira.
"A Noiva Morta" (1820) - Gottfried Peter Rauschnik (Prússia)
Sinopse: Uma família nobre se desespera ao não conseguir impedir que seus membros definhem misteriosamente, falecendo um após o outro. Sua esperança de continuidade reside no casamento de um dos jovens da linhagem, mas a visita da sedutora marquesa de Val Umbrosa descortina a chocante razão da maldição ancestral.
Por que ler? Por ilustrar o início da tradição vampírica alemã e pelo pioneirismo de trazer um religioso "caçador de vampiros" (um dos primeiros) e uma neurodivergente que desempenha um papel fundamental na trama.
Autoria: Gottfried Peter Rauschnik (1778-1835) nasceu na cidade de Königsberg (atual Kaliningrado). Depois de exercer a medicina e desempenhar funções administrativas como funcionário público, passou a dedicar seu tempo ao jornalismo e à literatura. Sua coletânea Päonien (1820) reúne narrativas romanescas de forte caráter romântico.
Tradução do alemão por Felipe Vale da Silva.
"Vampirismo" (1821) - E. T. A. Hoffmann (Prússia)
Sinopse: Pouco depois de conhecer e desposar a baronesa Aurélia, uma jovem de beleza etérea e frágil, o conde Hipólito percebe que a presença dela parece drenar a vitalidade de todos que a cercam. Incapaz de esclarecer se a causa do fenômeno é mental, patológica ou sobrenatural, ele decide empreender uma arriscada investigação.
Por que ler? Pela ambiguidade psicológica magistral, que transforma a natureza da baronesa em uma incógnita obsessiva: talvez ela seja uma vampira ou uma goula sobrenatural, mas talvez essa suspeita não passe de uma projeção da mente apaixonada.
Autoria: Ernst Theodor "Amadeus" Hoffmann (1776-1822) é sem dúvida o maior e mais influente autor da literatura fantástica alemã, tendo exercido um impacto profundo em grande porção da literatura ocidental do século XIX. Este conto surge como parte integrante do quarto volume do romance-moldura Die Serapionsbrüder (1819-1821) e costuma receber diferentes títulos ao ser reeditado de forma avulsa (como "A Vampira", "A Mulher Vampiro", "A Narrativa de Cyprian" e "Vampirismo").
Tradução do alemão por Felipe Vale da Silva.
"Deixem os Mortos Repousar" (1823) - Ernst Raupach (Prússia)
Sinopse: Dilacerado pela perda prematura da esposa Brunhilde, um viúvo recusa-se a aceitar a morte e insiste em violar o descanso do túmulo para mantê-la por perto com o uso de artes arcanas. O retorno da amada, porém, traz consigo sinais cada vez mais sinistros, à medida que a profanação do cadáver revela que o reencontro não será dos mais tranquilos.
Por que ler? Pelo romantismo fúnebre extremo, em que amor, luto e necrofilia simbólica se confundem até que a necromancia e a reanimação de cadáveres pareçam a consequência inevitável do apego excessivo.
Autoria: Publicado na revista Minerva por Ernst Benjamin Salomo Raupach (1784-1852), o conto foi prontamente traduzido para o inglês como "Wake Not the Dead" na antologia Popular Tales and Romances of the Northern Nations (1823), que o atribuiu erroneamente a Ludwig Tieck. Em 1834, os palcos britânicos receberam montagens de sua adaptação dramática "Vampire Bride; or, Tenant of the Tomb", por George Blink, que teve pelo menos três reedições nas décadas de 1830 a 1850.
Tradução do alemão por Felipe Vale da Silva.
"Gemmalie" (1825) - Anônimo(s) (França)
Sinopse: Dois amigos ingleses conhecem Gemmalie, uma grega de formidável beleza e inteligência que, estranhamente, está sempre próxima a catástrofes. Um deles a pede em casamento, enquanto o outro busca alertá-lo sobre traços preocupantes que percebe nela, como sua atração por funerais e estranhos hábitos noturnos.
Por que ler? Pela figura inesquecível da goula sedutora, criada coletivamente por um grupo anônimo de byronianos que imaginaram como Lord Ruthven (de Polidori) seria caso tivesse seu gênero trocado.
Autoria: Embora uma nota no fim da narrativa esclareça que o texto não foi escrito apenas por uma pessoa, não sabemos quantos autores se dedicaram a produzi-lo, nem suas identidades ou mesmo seus gêneros.
Tradução do francês por Sabrine Ferreira.
"A Vampira" (1832) - Clémence Delmas (França)
Sinopse: Durante uma campanha militar na Polônia, um capitão francês e uma jovem local se envolvem e consolidam um pacto de fidelidade. Depois de retornar à sua cidade, porém, o militar se esquece completamente do juramento e constitui outra família, que passa a ser assombrada por uma estranha figura.
Por que ler? Pela capacidade de servir como uma espécie de versão resumida de um importante romance vampírico (A Virgem da Hungria), ao qual este reconto acrescenta elementos sobrenaturais mais acentuados.
Autoria: Pouco é conhecido sobre a biografia de Clémence Delmas, mas a publicação da narrativa surgiu com a assinatura dela no Mémorial Bordelais, um jornal político, comercial e literário da época.
Tradução do francês por Sabrine Ferreira.
"A Nova Vampira" (1838) - Étienne-Léon de Lamothe-Langon (França)
Sinopse: Uma mulher enigmática surge na alta sociedade e fascina um jovem, cuja atração logo se torna obsessão. Aos poucos, sinais de sua verdadeira natureza deixam claro que seu pretendente está cada vez mais se perdendo em um labirinto de sedução e morte.
Por que ler? Pela oportunidade de lermos um conto de um dos principais nomes da literatura gótica e vampírica da França, além da possibilidade de desfrutarmos da atmosfera sombria com que o conto desenvolve a vampira como força ativa e sedutora, revelando medos e desejos do século XIX em uma narrativa breve e instigante.
Autoria: Étienne-Léon de Lamothe-Langon, autor do romance vampírico A Virgem da Hungria (1825), foi um escritor prolífico que ajudou a popularizar o gótico na França, levando mistério e emoção a um público amplo e inspirado pelo imaginário sombrio do século XIX.
Tradução do francês por Sabrine Ferreira.
"A Vampira de Vourla" (1845) - Anônimo (Reino Unido)
Sinopse: Tripulantes de um navio britânico veem um de seus oficiais começar a definhar depois de atender aos convites noturnos de Heira, uma enigmática grega com quem ele se encontra em segredo na costa. À medida que o romance avança, sua saúde se esvai perigosamente, e tudo piora quando um enorme morcego entra em cena.
Por que ler? Pela atmosfera: cenário marítimo claustrofóbico, progressão lenta do definhamento e imagens clássicas (mordidas no pescoço, morcego, visitas noturnas) que antecipam o vampiro finissecular.
Autoria: Até hoje, até onde pudemos verificar, não há qualquer confirmação a respeito de quem escreveu esse conto ou de qual seria seu gênero.
Tradução do inglês por Felipe Vale da Silva.
"A Noiva Vampira" (1850) - Edwin F. Roberts (Reino Unido)
Sinopse: Na Hungria, o castelo da condessa Gouvina (baseada na condessa Báthory) inspira preocupação depois do desaparecimento de centenas de camponesas. Enquanto a população sussurra sobre vampirismo, uma investigação revela os terríveis rituais destinados a preservar a juventude da aristocrata.
Por que ler? Pela relação do conto com a lendária "condessa sanguinária", e pela revelação brutal de um vampirismo humano e histórico, em que a aristocracia se alimenta literalmente do sangue dos pobres, fundindo lenda gótica e crítica social em uma narrativa de horror.
Autoria: Praticamente esquecido, o inglês Edwin Franklin Roberts (1818-1864) foi um prolífico autor de poemas, contos, narrativas seriadas e artigos, tendo trabalhado em periódicos de grande circulação, entre os quais se destaca a Reynolds's Miscellany of Romance, General Literature, Science, and Art, editada por George W. M. Reynolds, seu parceiro de longa data e um dos maiores autores de penny dreadfuls da Era Vitoriana.
Tradução do inglês por Felipe Vale da Silva.
"Condessa Villambrosa" (1854) - Karl Winter (Confederação Germânica-Reino da Saxônia)
Sinopse: Sem deixar rastros, uma carruagem com uma misteriosa condessa italiana, pálida como mármore, chega ao castelo de nobres alemães. Familiarizada com antepassados dos atuais residentes, ela acaba acolhida, mas essa hospitalidade custará muito caro.
Por que ler? Pela capacidade de Karl Winter de recontar lendas alemãs com toda a atmosfera sinistra da Schauerliteratur (literatura de calafrio). Trata-se, muito provavelmente, da primeira tradução feita desse conto (ao menos, não encontramos nenhuma em outras línguas).
Autoria: O conto foi publicado como o trigésimo oitavo capítulo do folhetim Lausitzer Volksagen (Contos Folclóricos da Lusácia), que apresentava uma nova lenda por capítulo no jornal Sächsische Constitutionelle Zeitung, de Dresden
Tradução do alemão por Felipe Vale da Silva.
“Isobel, a Rediviva” (1856) - Marie-Noémie Cadiot (sob o pseudônimo Claude Vignon)
Sinopse: Um jovem estudante se apaixona por Isobel, uma enigmática nobre do Reno conhecida como “a rediviva”. Advertido por um erudito sobre seu passado terrível, marcado por mortes misteriosas de maridos, ele ignora os avisos e se deixa atrair até seu castelo, onde beleza, desejo e morte se confundem em um destino fatal.
Por que ler? Pela figura fascinante de uma vampira arcaica, que se alimenta mais de paixão do que de sangue, em uma narrativa que une o estilo do Schauerroman germânico e a imaginação gótica em uma poderosa alegoria do amor como força destrutiva.
Autoria: Cadiot (1828-1888) publicava usando pseudônimos masculinos como H. Morel e, principalmente, Claude Vignon (nome de uma personagem de Balzac), mas hoje há investigações bem embasadas que atestam sua autoria.
Tradução do francês por Sabrine Ferreira.
"A Maníaca do Branco: Relato de um Médico" (1867) - Mary Fortune (sob o pseudônimo Waif Wander)
Sinopse: Depois de se interessar por uma paciente enfurnada em um ambiente totalmente pintado e decorado de branco, supostamente devido à sua superexcitação diante de cores, um médico rejeita os diagnósticos de antropofagia e compulsão por sangue atribuídos a ela, taxando-os como exagerados. Aos poucos, sua proximidade ultrapassa os limites do profissionalismo, a despeito de todas as advertências.
Por que ler? Pela exploração dos temas do horror médico-hospitalar e da hematodipsia, com traços do gótico feminino, em uma releitura psicológica dos enredos vampíricos.
Autoria: Nascida na Irlanda do Norte, mas criada desde cedo na Austrália, Mary Helena Fortune foi jornalista e ficcionista, sendo reconhecida como uma pioneira da literatura detetivesca escrita por mulheres. Sua farta produção literária, incluindo "A Maníaca do Branco", circulou sob o pseudônimo masculino Waif Wander.
Tradução do inglês por Felipe Vale da Silva.
"O Gato Vampiro de Nabeshima" (1871) - A. B. Mitford
Sinopse: Um príncipe definha conforme é drenado por uma criatura sobrenatural que assume a forma de sua concubina preferida e bebe seu sangue noite após noite. Um jovem soldado, movido por lealdade, decide investigar e enfrentar o horror que assombra o palácio.
Por que ler? Pela aclimatação ocidental de uma interessante criatura do imaginário japonês (bakeneko ou nekomata), que o autor apresenta ao público britânico como um "gato vampiro", uma das possíveis inspirações para o início de Carmilla (que começou a ser publicada onze meses depois).
Autoria: Consolidada em sua forma mais conhecida provavelmente no início do Xogunato Tokugawa (1601-1868), essa narrativa foi coletada pelo embaixador Algernon Bertram Freeman-Mitford e recontada, de forma ocidentalizada, na coletânea Tales of Old Japan (1871).
Tradução do inglês por Felipe Vale da Silva.
Obs.: Existe outra narrativa vampírica que os pesquisadores não reconhecem como legítima. Ela foi datada de 1828 e atribuída a uma autora, mas tudo indica que se trate de um conto forjado na década de 1990. Trataremos do tema nos paratextos da antologia.

Confira abaixo o cronograma estimado (que poderá ser alterado, especialmente se as metas estendidas forem alcançadas). Os contos já estão traduzidos.
Abril a setembro: Divulgação da campanha. Abril a setembro: Edição, diagramação e revisão. Setembro: Impressão. Outubro: Envios (saída do estoque até o fim do mês de outubro).
A caixa de cada apoiador será enviada ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio e poderá ser atualizado exclusivamente por meio de um questionário do Catarse que será aberto depois do fim da campanha e será encerrado logo antes do envio (não adianta apenas atualizar seus dados).
Os códigos de rastreio serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios ou em apps que ofereçam essa função. Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades (enviar mensagens individuais sobre questões tratadas coletivamente nas novidades deve ser evitado a todo custo, uma vez que isso atrasa e muito a entrega do projeto).

Carlos Primati é editor, tradutor e pesquisador de cinema fantástico. Editou o livro Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (Pandemonium, 2003), colaborou com incontáveis revistas, sites e livros e escreveu prefácios, artigos e posfácios para publicações da editora Sebo Clepsidra, pela qual co-organizou a revista Única: Estudos Hitchcockianos (2018) e traduziu todos os livretos da coleção Raridades do Conto Gótico. Ministra cursos sobre suspense e horror no Museu da Imagem e do Som.
Caroline Murta é artista visual e ilustradora com seis obras ilustradas publicadas. Sua produção, marcada por contrastes dramáticos e detalhes minuciosos em nanquim, investiga temas como morte, angústia existencial e estranhamento, em diálogo direto com os gêneros do horror e do fantástico. Entre suas colaborações destacam-se as edições ilustradas de Carmilla (2022, Wish/Sebo Clepsidra), Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho (2024, DarkSide Books) e Frankenstein (2026, Editora Wish/DarkSide Books).
Cid Vale Ferreira é bacharel em Letras, pesquisador e editor. Desde 2016, é sócio do Sebo Clepsidra, empresa que reúne uma editora independente e três sebos-livrarias no estado de São Paulo. À frente da editora, coordena sua curadoria e o processo de edição e produção. Como organizador, publicou Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (2003, Pandemonium) e As Trevas e Outros Poemas de Lord Byron (2007, Saraiva), entre outros.
Débora Caroline Brauner é licenciada em Letras (português e alemão), mestre e doutora em Letras pela UNESP. É autora da dissertação O eterno feminino em Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe, e Dom Casmurro, de Machado de Assis (2021) e da tese Vampirismo e representação feminina na literatura oitocentista brasileira (2025).
Felipe Vale da Silva é professor, editor e tradutor de mais de trinta obras para o português. Recentemente, foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel. Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, fez pós-doutorado na Universidade Federal de Goiás sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA. Ricardo Ribeiro é designer formado em design gráfico pela universidade Unip de SP e complementou seus conhecimentos com o curso de direção de arte e editoração da Belas Artes, entre outros. Desenvolveu trabalhos para diversas editoras como Ex Machina, Aleph, Saraiva e Pearson, atuando como designer e ilustrador de livros didáticos e romances. Atualmente, é designer sênior em uma agência de publicidade, sendo responsável pela elaboração de projetos de branding, embalagens e fotografias publicitárias.
Sabrine Ferreira é bacharel em Letras/Francês pela USP e pela Université Lumière Lyon 2, mobilidade acadêmica resultante de sua colocação em primeiro lugar via edital de mérito. Desenhista formada pela Quanta Academia de Artes, é ilustradora, editora, tradutora e mãe de gatos.


A Editora Clepsidra, ligada ao sebo de mesmo nome em São Paulo, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Seu catálogo é formado por títulos que ajudam a democratizar o acesso ao gótico e ao horror clássico no Brasil.










