Obrigado a todos! A campanha foi financiada com sucesso! Perdeu o prazo? Compre aqui!
Agora que nossa arrecadação superou a meta principal, cada uma das metas estendidas abaixo passa a incrementar os pacotes de todos os apoiadores de recompensas físicas no momento em que forem alcançadas.
Bem-vindos à nossa nova campanha aqui no Catarse, por meio da qual convidamos você a se juntar a nós na concretização deste resgate: a primeira reedição/tradução mundial da raríssima novelização francesa do filme Nosferatu: Uma Sinfonia do Horror (1922).
LINKS IMPORTANTES
- Apresentação em vídeo do editor
- Live de abertura da campanha no Canal Fantasticursos
- Música no cinema mudo: dos irmãos Lumière a Nosferatu (1895-1922)
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Filme Nosferatu com a trilha de Hans Erdmann
Em março de 2022 completam-se 100 anos do lançamento oficial de Nosferatu: Uma Sinfonia do Horror, um dos maiores clássicos do cinema, dirigido pelo alemão F. W. Murnau. Exibido pela primeira vez ao público alemão numa sessão festiva num salão do Jardim Zoológico de Berlim em 1922, com direito a orquestra ao vivo e apresentação de um poema de Goethe, Nosferatu se tornou referência do movimento expressionista no cinema, a base fundamental de toda a evolução do gênero do horror nas telas e também pivô de uma controvérsia histórica que quase destruiu a existência do filme.
Os fãs de Nosferatu no Brasil terão acesso à raríssima novelização do filme assinada por Hughes Chelton e lançada em 1925, inserindo-se no ciclo fascinante de livros que viram filmes e depois viram livros de novo. Originalmente publicado no periódico francês Le Film Complet, essa versão escrita do trabalho de Murnau contava com dois volumes e ainda, até onde pudemos verificar, não havia sido traduzida ou reeditada, o que limitou sua circulação e a fez cair no esquecimento.
Edit (26/03): Localizamos uma tradução anterior da novelização de Hughes Chelton. Inicialmente encontramos uma capa da coleção Le Grandi Films com o título Lo Spettro della Morte nera (1927) acompanhado de uma cena de Nosferatu. Registros de bibliotecas informam se tratar de uma obra italiana com autoria atribuída a um certo Ivan Pissilenko, mas nossa pesquisa encontrou o texto e, na verdade, trata-se de uma tradução da novelização de Hughes Chelton.

Nossa edição terá 12,5 x 21 cm e será encadernada em capa dura com acabamento em hot stamping, totalizando cerca de 120 páginas (ou mais, caso as metas estendidas sejam batidas).
A capa de Filipe Florence é dominada por uma moldura exclusiva criada pela mescla de elementos abundantes no filme, como portas arqueadas, janelas e adornos fúnebres. Além disso, o livro usa três fontes: uma gótica alemã para o título (muito usada entre o século XVI e meados do século XX), uma expressionista alemã para os subtítulos (em ressonância com os laços da obra com o movimento) e uma britânica para o miolo (devido à sua origem draculesca).
O mocape acima apresenta uma amostra das dimensões do livro e de sua mancha de texto, além do tipo de inserção que faremos com os frames do filme. O papel escolhido foi o Pólen Soft 80 g/m², levemente amarelado para proporcionar uma leitura confortável.
O projeto gráfico de Filipe Florence prevê também duplas de páginas com quadros de uma versão restaurada do filme, de modo a propiciar ao leitor ainda mais vislumbres das cenas que inspiraram cada passagem da adaptação.
A tradução é de Bruno Anselmi Matangrano, que também assina um prefácio no qual analisa as novelizações com base em obras cinematográficas e o caso específico desta. Além disso, o livro conta com outros paratextos, como um posfácio do pesquisador Carlos Primati, que destrincha o legado do filme; capa, projeto gráfico e seleção de ilustrações por Filipe Florence; revisão de texto por Melissa Barth; e edição de Cid Vale Ferreira, que redescobriu as digitalizações do conto francês entre os arquivos em domínio público da Biblioteca Nacional da França.
Como de praxe, a campanha também oferece metas estendidas que podem aprimorar o acabamento e agregar ainda mais páginas ao livro, incluindo, por exemplo, um apêndice sobre a trilha sonora original por Felipe Vale da Silva, uma galeria com as artes conceituais de autoria do produtor Albin Grau, além de um texto dele sobre como uma lenda vampírica inspirou a criação do filme (confira abaixo mais detalhes sobre a equipe e sobre as metas).


Max Schreck, F. W. Murnau e Albin Grau
Nosferatu é uma adaptação não autorizada do romance Drácula, escrito pelo irlandês Bram Stoker e publicado na Inglaterra em 1897. A história segue livremente aquela que os leitores do livro conhecem, com algumas alterações: o corretor de imóveis Thomas Hutter viaja para negociar a venda de um castelo com o estranho conde Orlok, que se revela um vampiro cujos interesses são sediar-se em uma ruína de Bremen (ou Wisborg, dependendo da versão), espalhar a peste negra pela cidade e parasitar a esposa do corretor alemão. O enredo serviu de base para que Murnau experimentasse o uso de luzes, sombras e texturas na criação do suspense e na abordagem da monstruosidade e da tragédia, num filme cujas imagens de pesadelo povoam imaginários de dezenas de gerações.
Como o vampiro de Nosferatu se difere da descrição do Drácula de Stoker, Murnau escolheu o ator Max Schreck para interpretá-lo. O visual horrífico, até hoje muito assustador, tornou-se icônico e serviu de molde a diversas outras abordagens da figura vampírica ao longo das décadas – uma das mais famosas é a caracterização do misterioso Kurt Barlow, pelo ator Reggie Nalder, na versão para a televisão do romance A Hora do Vampiro (Stephen King, 1975), com direção de Tobe Hooper. A imagem de Orlok também inspirou o vampiro de 8.000 anos Petyr (interpretado por Ben Fransham) na comédia neozelandesa O Que Fazemos nas Sombras, de 2014.
O roteirista de Nosferatu foi Henrik Galeen, que já tinha experiência no gênero, tendo escrito O Golem (Paul Wegener e Carl Boese, 1920). Foi Galeen quem sugeriu aos produtores Enrico Dieckmann e Albin Grau, da Prana Films, uma adaptação de Drácula para as telas. Porém, a Prana não detinha os direitos autorais do livro. Apesar de Stoker ter morrido em 1912, sua viúva, Florence Balcombe, cuidava rigorosamente dos espólios do marido. Tão logo Nosferatu foi lançado nos cinemas, Balcombe processou a produtora alemã por plágio e exigiu reparação financeira e a destruição das cópias do filme.
Mantendo a tradição milenar de que vampiros não morrem, Nosferatu conseguiu sobreviver mesmo com a Prana decretando falência depois de três anos de processo dos advogados da família de Stoker. Uma cópia enviada para distribuição em outro país escapou da degola e, graças a ela, o filme permaneceu entre nós inspirando releituras e homenagens, como Nosferatu: O Vampiro da Noite (1979), refilmagem dirigida por Werner Herzog, a inclusão do clã Nosferatu no influente RPG Vampiro: A Máscara (1991), de Mark Rein•Hagen, e o longa A Sombra do Vampiro (2000), uma ficção inspirada pelos bastidores da produção original dirigida por E. Elias Merhige, para citar apenas alguns exemplos do legado desta obra-prima que celebra agora seu centenário como um clássico absoluto.
Ao procurarmos uma novelização do filme para cumprir nossos intentos de homenagear seu centenário, lançamo-nos a vasculhar os arquivos digitais de grandes bibliotecas europeias.
Demos a busca por encerrada ao localizar os arquivos dos números 195 e 196 do periódico Le Film Complet, ambos lançados em dezembro de 1925, que dividiram em dois volumes a novelização ilustrada de Nosferatu: Uma Sinfonia do Horror, com os títulos Nosferatu, o Vampiro (Nosfératu le Vampire é exatamente o título francês do filme) e O Espectro da Peste Negra.

Seu autor é o obscuro Hughes Chelton, que assinou dezenas de outras novelizações entre 1925 e 1928 no Le Film Complet e ao menos seis novelizações de filmes no periódico Mon Ciné. Muitas de suas publicações encontram-se disponiveis no setor de obras digitalizadas em domínio público da Biblioteca Nacional da França, mas nem seu Sindbad ("Serviço de Informações de Bibliotecários à Distância") detém qualquer informação sobre sua biografia (não foi possível, também, esclarecer se "Hughes Chelton" seria um pseudônimo). Caso venhamos a descobrir algo sobre ele, esta seção será atualizada.
Além dos itens exclusivos desta campanha, outros dois livros podem ser adicionados ao seu pacote (clique nos links para obter mais informações sobre eles): Varney, o Vampiro; ou, O Banquete de Sangue e O Vampiro: Edição Comemorativa de 200 Anos.

Tradução e prefácio - Bruno Anselmi Matangrano é bacharel, mestre e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), dedicando suas pesquisas às literaturas simbolista e decadentista, bem como às vertentes do insólito ficcional. É também tradutor e autor de Contos Para Uma Noite Fria (2014) e Fantástico Brasileiro: o Insólito Literário do Romantismo ao Fantasismo (2018), com Enéias Tavares.
Posfácio - Carlos Primati é editor, tradutor e pesquisador de cinema fantástico. Editou o livro Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (Pandemonium, 2003), colaborou com incontáveis revistas, sites e livros e escreveu prefácios, artigos e posfácios para publicações da editora Sebo Clepsidra, pela qual co-organizou a revista Única: Estudos Hitchcockianos (2018) e traduziu todos os livretos da coleção Raridades do Conto Gótico. Ministra cursos sobre suspense e horror no Museu da Imagem e do Som.
Curadoria e edição - Cid Vale Ferreira é bacharel em Letras, livreiro e editor. Desde 2016, é sócio do Sebo Clepsidra, empresa que reúne uma editora independente e três sebos-livrarias no estado de São Paulo. À frente da editora, coordena sua curadoria e o processo de edição e produção. Em 2018 fundou a Coesão Independente, coletivo que reúne mais de 100 editoras independentes. Como organizador, publicou Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (2003, Pandemonium) e As Trevas e Outros Poemas de Lord Byron (2007, Saraiva).
Apêndice - Felipe Vale da Silva é professor, editor e tradutor de dez livros para o português. Recentemente foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel. Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, adquiriu seu pós-doutorado junto à Universidade Federal de Goiás em uma pesquisa sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA.
Capa, projeto gráfico e diagramação - Filipe Florence Rios é designer, artista visual e poeta. Nasceu em 1984 em São Paulo. É autor dos livros de poesia Noite dos Vencidos (2016), Poemas Sonâmbulos (2016) e Meconopsis (2017). Atualmente desenvolve projetos gráficos e capas de livros para a Editora Sebo Clepsidra.
Revisão - Melissa Barth é bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (UNESA) e possui MBA em Gestão de Projetos e Comunicação e Marketing em Mídias Digitais (UNESA). É também tradutora e diagramadora, tendo traduções publicadas pela Raphus Press e revisões pela Clepsidra.
Confira abaixo o cronograma estimado (que pode vir a sofrer alterações, especialmente se metas estendidas forem batidas).
Março e abril: Divulgação da campanha e tradução.
Maio: Redação dos paratextos e edição do arquivo original.
Junho: Diagramação, revisão e produção das recompensas.
Julho: Aprovação da prova física e impressão.
Agosto: Envios (saída do estoque até o fim do mês, o prazo para o recebimento depende também do tempo que os Correios levarão até finalizar a entrega).
Importante!
Caso o projeto destrave metas estendidas, um novo cronograma (com mais tempo para a produção do livro) será enviado aos apoiadores após o fim da campanha (podendo estender-se até setembro).
A caixa de cada apoio será enviada ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio e poderá ser atualizado exclusivamente por meio de um questionário do Catarse que será aberto cerca de 10 dias antes do envio.
Os rastreios dos envios serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios.
Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades ou siga o canal do Sebo Clepsidra no Telegram. Isso pode ser feito tanto durante a campanha quanto após ela.


A editora Clepsidra, ligada às livrarias de mesmo nome em São Paulo e membro-fundadora da Coesão Independente, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Suas obras incluem resgates de clássicos inéditos e outros títulos que ajudam a democratizar o acesso ao horror clássico no Brasil.
Clique aqui para acessar os projetos de outras editoras da Coesão Independente.
Se preferir, digite coesão na busca de projetos.
Se você divulgou esta campanha e quer ser listado aqui, envie-nos o link da divulgação para cidvale@gmail.com. Agradecemos especialmente ao Fantasticursos, ao Marcelo Miranda (que escreveu nosso release e parte do texto desta página) e à equipe do próprio Catarse!
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