Bem-vindos à nossa nova campanha aqui no Catarse. Desta vez, estamos convocando nossos leitores para se unirem a nós novamente em um esforço conjunto para reeditar nossa homenagem ao filme Nosferatu: Uma Sinfonia do Horror, de 1922.
Originalmente publicado como parte das comemorações do centenário do filme, este livro hoje se encontra esgotado, justamente quando temos não uma, mas duas refilmagens dele, ambas lançadas recentemente, em 2023 e 2024.
Para mantê-lo atualizado, em vez de simplesmente reimprimi-lo, decidimos atualizar e ampliar o conteúdo da primeira edição, mantendo a proposta original de abordar da forma mais completa possível tudo aquilo que se relaciona ao filme.

CONTEÚDOS DA PRIMEIRA EDIÇÃO
Prefácio
A recriação transnacional do vampiro
por Bruno Anselmi Matangrano
Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror
Parte I: Nosferatu, o Vampiro
Parte II: O Espectro da Morte Negra
por Hughes Chelton
Posfácio
Nascido nas trevas e desaparecido na luz
por Carlos Primati
Apêndices
Artigo: Regendo uma sinfonia do horror
por Felipe Vale da Silva
Artigo: Vampiros
por Albin Grau
Artigo: O filme de fantasia
por Henrik Galeen
Galeria: Anúncios e resenhas (1921-1923)
Galeria: Artes conceituais e promocionais
por Albin Grau
Para dar conta das novas produções que surgiram em 2023 e 2024, o posfácio de Carlos Primati será atualizado e teremos ao menos três novos textos:
- uma crítica que compara o teor homoerótico do original de Murnau e da refilmagem de Eggers por Rita von Hunty, do canal Tempero Drag;
- uma investigação das referências vampíricas da refilmagem de Robert Eggers, pelo editor Cid Vale Ferreira;
- uma biografia do ator Max Schreck, pela professora e pesquisadora de cinema de horror Laura Cánepa;
- um poema de 1922, bastante crítico à produtora do filme, pelo poeta alemão conhecido como Fillem
- Live de lançamento da campanha
- Conversa com o designer: apresentando "Nosferatu"
- "Nosferatu" no projeto Vice Versa (UERJ)
- Apresentação em vídeo do editor
- Live de abertura da campanha da primeira edição no Canal Fantasticursos
- Reel "A outra refilmagem de Nosferatu"
- Reel "As lendas sobre Max Schreck"
- Reel de abertura da campanha
- Reel sobre elementos folclóricos do filme de Eggers
- Reel sobre o livro dos Solomonari
- Reel sobre o sigilo de Orlok no filme de Eggers
- Reel "Nosferatu e a Goécia"
- Anúncio da campanha do site Boca do Inferno
- Resenha da primeira edição no site Boca do Inferno
- Anúncio da campanha no canal Milhas e Milhas
- Live no canal Milhas e Milhas
- Live no Instagram do canal Escuro Medo
- Playlist com todas as resenhas e unboxings do livro no YouTube

Os fãs de Nosferatu no Brasil voltarão a ter acesso à raríssima novelização do filme assinada por Hughes Chelton e lançada em 1925. Originalmente publicado no periódico francês Le Film Complet, essa versão escrita do trabalho de Murnau contava com dois volumes e havia caído no esquecimento até o nosso resgate. Além disso, nosso livro conta com abundantes extras que cobrem sua concepção, sua recepção e suas derivações em múltiplas linguagens artísticas.

Nossa edição tem 12,5 x 21 cm e é encadernada em capa dura com acabamento em hot stamping, totalizando 304 páginas. A segunda edição terá pelo menos 32 páginas a mais. A capa de Filipe Florence é dominada por uma moldura exclusiva criada pela mescla de elementos abundantes no filme, como portas arqueadas, janelas e adornos fúnebres. Além disso, o livro usa três fontes: uma gótica alemã para o título (muito usada entre o século XVI e meados do século XX), uma expressionista alemã para os subtítulos (em ressonância com os laços da obra com o movimento) e uma britânica para o miolo (devido à sua origem draculesca).

O mocape acima apresenta uma amostra das dimensões do livro e de sua mancha de texto, calculada sob medida em busca da leitura mais confortável possível, além do tipo de inserção que fizemos com os frames do filme. O papel escolhido foi o Pólen Natural 80 g/m².

O projeto gráfico de Filipe Florence inclui também duplas de páginas com quadros de uma versão restaurada do filme, de modo a propiciar ao leitor ainda mais vislumbres das cenas que inspiraram cada passagem da adaptação.

Max Schreck, F. W. Murnau e Albin Grau
Nosferatu é uma adaptação não autorizada do romance Drácula, escrito pelo irlandês Bram Stoker e publicado na Inglaterra em 1897. A história segue livremente aquela que os leitores do livro conhecem, com algumas alterações: o corretor de imóveis Thomas Hutter viaja para negociar a venda de um castelo com o estranho conde Orlok, que se revela um vampiro cujos interesses são sediar-se em uma ruína de Bremen (ou Wisborg, dependendo da versão), espalhar a peste negra pela cidade e parasitar a esposa do corretor alemão. O enredo serviu de base para que Murnau experimentasse o uso de luzes, sombras e texturas na criação do suspense e na abordagem da monstruosidade e da tragédia, num filme cujas imagens de pesadelo povoam imaginários de dezenas de gerações.
Como o vampiro de Nosferatu se difere da descrição do Drácula de Stoker, Murnau escolheu o ator Max Schreck para interpretá-lo. O visual horrífico, até hoje muito assustador, tornou-se icônico e serviu de molde a diversas outras abordagens da figura vampírica ao longo das décadas – uma das mais famosas é a caracterização do misterioso Kurt Barlow, pelo ator Reggie Nalder, na versão para a televisão do romance A Hora do Vampiro (Stephen King, 1975), com direção de Tobe Hooper. A imagem de Orlok também inspirou o vampiro de 8.000 anos Petyr (interpretado por Ben Fransham) na comédia neozelandesa O Que Fazemos nas Sombras, de 2014.
O roteirista de Nosferatu foi Henrik Galeen, que já tinha experiência no gênero, tendo escrito O Golem (Paul Wegener e Carl Boese, 1920). Foi Galeen quem sugeriu aos produtores Enrico Dieckmann e Albin Grau, da Prana Films, uma adaptação de Drácula para as telas. Porém, a Prana não detinha os direitos autorais do livro. Apesar de Stoker ter morrido em 1912, sua viúva, Florence Balcombe, cuidava rigorosamente dos espólios do marido. Tão logo Nosferatu foi lançado nos cinemas, Balcombe processou a produtora alemã por plágio e exigiu reparação financeira e a destruição das cópias do filme.
Mantendo a tradição milenar de que vampiros não morrem, Nosferatu conseguiu sobreviver mesmo com a Prana decretando falência depois de três anos de processo dos advogados da família de Stoker. Uma cópia enviada para distribuição em outro país escapou da degola e, graças a ela, o filme permaneceu entre nós inspirando releituras e homenagens, como Nosferatu: O Vampiro da Noite (1979), refilmagem dirigida por Werner Herzog, a inclusão do clã Nosferatu no influente RPG Vampiro: A Máscara (1991), de Mark Rein•Hagen, e o longa A Sombra do Vampiro (2000), uma ficção inspirada pelos bastidores da produção original dirigida por E. Elias Merhige, para citar apenas alguns exemplos do legado desta obra-prima que celebra agora seu centenário como um clássico absoluto.
Ao procurarmos uma novelização do filme para cumprir nossos intentos de homenagear seu centenário, lançamo-nos a vasculhar os arquivos digitais de grandes bibliotecas europeias. Demos a busca por encerrada ao localizar os arquivos dos números 195 e 196 do periódico Le Film Complet, ambos lançados em dezembro de 1925, que dividiram em dois volumes a novelização ilustrada de Nosferatu: Uma Sinfonia do Horror, com os títulos Nosferatu, o Vampiro (Nosfératu le Vampire é exatamente o título francês do filme) e O Espectro da Peste Negra.

Seu autor é o obscuro Hughes Chelton, que assinou dezenas de outras novelizações entre 1925 e 1928 no Le Film Complet e ao menos seis novelizações de filmes no periódico Mon Ciné. Muitas de suas publicações encontram-se disponiveis no setor de obras digitalizadas em domínio público da Biblioteca Nacional da França, mas nem seu Sindbad ("Serviço de Informações de Bibliotecários à Distância") detém qualquer informação sobre sua biografia (não foi possível, também, esclarecer se "Hughes Chelton" seria um pseudônimo).
Além dos itens exclusivos desta campanha, que marca nossa primeira parceria com a Galeria Errante, outros três livros podem ser adicionados ao seu pacote (clique nos links para obter mais informações sobre eles): Gótico (link em breve), Fome de Viver e O Vampiro: Antologia do Vampiro Byroniano.
Tradução e prefácio - Bruno Anselmi Matangrano é bacharel, mestre e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), dedicando suas pesquisas às literaturas simbolista e decadentista, bem como às vertentes do insólito ficcional. É também tradutor e autor de Contos Para Uma Noite Fria (2014) e Fantástico Brasileiro: o Insólito Literário do Romantismo ao Fantasismo (2018), com Enéias Tavares.
Posfácio - Carlos Primati é editor, tradutor e pesquisador de cinema fantástico. Editou o livro Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (Pandemonium, 2003), colaborou com incontáveis revistas, sites e livros e escreveu prefácios, artigos e posfácios para publicações da editora Sebo Clepsidra, pela qual co-organizou a revista Única: Estudos Hitchcockianos (2018) e traduziu todos os livretos da coleção Raridades do Conto Gótico. Ministra cursos sobre suspense e horror no Museu da Imagem e do Som.
Curadoria, edição, revisão e apêndice - Cid Vale Ferreira é bacharel em Letras, livreiro e editor. Desde 2016, é sócio do Sebo Clepsidra, empresa que reúne uma editora independente e três sebos-livrarias no estado de São Paulo. À frente da editora, coordena sua curadoria e o processo de edição e produção. Em 2018 fundou a Coesão Independente, coletivo que reúne mais de 100 editoras independentes. Como organizador, publicou Voivode: Estudos Sobre os Vampiros (2003, Pandemonium) e As Trevas e Outros Poemas de Lord Byron (2007, Saraiva).
Apêndice - Felipe Vale da Silva é professor, editor e tradutor de dez livros para o português. Recentemente foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel. Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, adquiriu seu pós-doutorado junto à Universidade Federal de Goiás em uma pesquisa sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA.
Capa, projeto gráfico e diagramação - Filipe Florence Rios é designer, artista visual e poeta. Nasceu em 1984 em São Paulo. É autor dos livros de poesia Noite dos Vencidos (2016), Poemas Sonâmbulos (2016) e Meconopsis (2017). Atualmente desenvolve projetos gráficos e capas de livros para a Editora Sebo Clepsidra.
Apêndice - Laura Loguercio Cánepa é jornalista e pesquisadora de cinema. É doutora em Multimeios pelo IAR-Unicamp (2008), Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP (2002) e graduada em Jornalismo pela FABICO-UFRGS (1996). É membro dos Grupos de Pesquisa "História da Experimentação no Cinema e na Crítica" (USP) e "Estudos do Horror e do Insólito na Comunicação" (UAM).
Apêndice - Rita von Hunty é uma persona criada pelo professor, ator e palestrante Guilherme Terreri, que transformou o canal Tempero Drag em um dos maiores fenômenos nacionais no YouTube, com sua abordagem radical de temas sociológicos, literários e políticos.
Confira abaixo o cronograma estimado (que poderá ser alterado, especialmente se as metas estendidas forem alcançadas).
Janeiro e fevereiro: Divulgação da campanha e redação dos novos conteúdos.
Fevereiro: Edição, diagramação e revisão.
Março: Impressão.
Abril: Envios (saída do estoque até o fim do mês).
EM CASO DE DESTRAVAMENTO DE METAS ESTENDIDAS, OS PRAZOS SERÃO AUMENTADOS.
A caixa de cada apoiador será enviada ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio e poderá ser atualizado exclusivamente por meio de um questionário do Catarse que será aberto depois do fim da campanha e será encerrado logo antes do envio (não adianta apenas atualizar seus dados).
Os códigos de rastreio serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades do projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios ou em apps que ofereçam essa função. Para acompanhar as últimas notícias relacionadas a este projeto, visite esta página e clique na aba Novidades (enviar mensagens individuais sobre questões tratadas coletivamente nas novidades deve ser evitado a todo custo, uma vez que isso atrasa e muito a entrega do projeto).
A Editora Clepsidra, ligada ao sebo de mesmo nome em São Paulo, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Suas obras incluem resgates de clássicos inéditos, uma coleção de livretos de contos góticos raros e outros títulos que ajudam a democratizar o acesso ao gótico e ao horror clássico no Brasil. Conheça aqui o nosso catálogo.
Se você divulgou esta campanha e quer ser listado aqui, envie-nos o link da divulgação para cidvale@gmail.com. Agradecemos especialmente ao Marcelo Miranda (que escreveu parte do texto desta página) e à equipe do próprio Catarse!
Fantasticursos | Boca do Inferno | Poesia de Segunda | Caros Livros | Galeria Errante | Alice Astudillo | Armando Louder | Liza Abreu | Afonso Disk | Dayhara Books | Louise Minski | Contos de Pandora | Resenhando Dark | Escuro Medo | Esqueletras | Bazar Burlesco | Letícia Mesquita | Shirt of the Grave | Licence Poetic | Baião da Caveira | Gio | Geek Para Você | João Lucas (Malk) | Quero na Estante | The Vampire Kingdom | Cassio Witt | Tom Oliveira | Roberta Irds | Obscura Sinfonia | Adriana Amaral | Sebastian Co. | Ismael Chaves | Library of the Witch | Kássio Rosa | Márcia Seabra | Lhisa Máry | EVE | Felipe Rocha Rodrigues | Júlia | Flavio Watson | Eliseu Ferraz | continua...












