Bem-vindo à nossa sétima campanha aqui no Catarse! Gostaríamos de convidá-lo a viabilizar conosco uma nova edição do clássico Hinos à Noite (1800), do poeta e filósofo Novalis, em uma edição de capa dura, ilustrada, com nova tradução e fartamente respaldada por textos de apoio.
Nosso projeto busca sanar uma lacuna em nosso mercado editorial. Este marco fundador do Romantismo alemão está há anos esgotado em nossas livrarias, embora trate-se de uma obra fundamental para o entendimento do Romantismo, do início da prosa poética, da estética transcendental do início século XIX e de toda a plêiade de poetas que incorporaram os novos afãs românticos da época.
Para dar conta da estatura dessa obra, reunimos uma equipe de peso. A tradução ficou sob responsabilidade do premiado Felipe Vale da Silva (tradutor de Schiller, Goethe, Hebbel etc.), que também assina o posfácio e uma minibiografia do poeta. As colagens que ilustram a edição, a capa, o design e o projeto gráfico foram desenvolvidos por Filipe Florence Rios, que também assina um texto sobre sua "tradução pictórica" dessa obra tão simbólica. A apresentação não poderia ter ficado com outra pessoa a não ser com o poeta e ensaísta Claudio Willer, que já havia desenvolvido grandes reflexões e discussões sobre Novalis em seu doutorado e em muitas outras oportunidades.
Contamos com seu apoio! Se possível, ajude-nos a divulgar o projeto! Ficaremos eternamente gratos com sua participação!
Conheça alguns trechos do prefácio assinado pelo poeta e ensaísta Claudio Willer:
Novalis foi um polímata, um desses sábios que concentraram o saber de seu tempo; um holista, diríamos hoje. Espanta sua produtividade. Como, em tão pouco tempo, deixou tamanha obra, abrangendo tantos campos do saber; porém jamais deixando de considerar a poesia como o conhecimento superior; ou transcendental”, em suas palavras. [...]
As categorias utilizadas por Novalis constituem uma terminologia que pede atenção. Seu uso do termo “transcendental”, por exemplo, não se refere a um plano superior, a uma transcendência, digamos assim, cristã, ou puramente espiritual. O sentido do termo é aquele que se adquire na dialética, como síntese, superação de opostos. [...]
É nessa perspectiva que devem ser lidos os Hinos à Noite, que retornam a nós em uma acolhedora tradução. São ideário romântico. Tradicionais, e ao mesmo tempo inovadores, inclusive pelo modo como despreza a distinção entre as formas, a poesia e prosa. Antecipou em décadas Aloysius Bertrand, reconhecido por Baudelaire como criador do gênero, o próprio Baudelaire e Rimbaud – não são poucos os paralelos fundamentados entre o romântico de Jena e o rebelde francês, por mais que fossem diametralmente opostos sob tantos aspectos.

A porção do livro dedicada à obra em si traz o texto original em alemão à esquerda, com um leve escurecimento do fundo (uma sutil camada de cinza sobre o tom levemente amarelado do papel off-white), enquanto as páginas à direita trazem a nova versão em português por Felipe Vale da Silva.
As seis partes da obra são introduzidas por colagens inspiradas pela mescla de temas antigos e modernos do poema, numa aproximação das estéticas da Antiguidade, da Idade Média e do movimento que estava nascendo: o Romantismo.
Neste exemplo, a Noite, o Sono e os Sonhos são sugeridos pela aproximação do Hypnos grego com o Sandmann germânico.
Já a colagem do quarto hino, por exemplo, faz referência a Sophie von Khün, musa do poeta falecida ainda muito jovem. Descrita como o "doce Sol da Noite", ela surge marmórea e lunar em meio às trevas. Para garantir a máxima fidelidade aos tons de cinza e ao uso do preto chapado nessas páginas, a obra será rodada numa máquina digital Indigo, de reconhecida qualidade, e há ainda a meta estendida que possibilitaria rodarmos toda a tiragem em offset.
Todos os pacotes da campanha são acompanhados de marcadores de página exclusivos com fitilhos de seda adicionados manualmente. Faremos apenas uma prensagem dele.
Além de integrarem o projeto gráfico do livro, três colagens de Filipe Florence Rios foram escolhidas para serem transformadas em cartões postais. Eles estarão disponíveis em todos os pacotes, independentemente do apoio escolhido.
A ecobag exclusiva do projeto destaca uma das mais notáveis representações de Hypnos, deus grego do sono, que tem presença marcante nas ilustrações desta edição. Sua confecção mede 30 x 40 cm em algodão tingido de preto com estampa branca. Caso haja algum excedente de produção, as poucas cópias serão vendidas a R$ 20,00 em nossas lojas e jamais serão refeitas. Aqui na campanha elas são oferecidas a preço de custo.
Quer aproveitar e conhecer melhor o catálogo da nossa editora? Você pode optar pelo combo que também traz nossa edição em tamanho A4 (capa dura) do poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, em edição bilíngue traduzida por Machado de Assis e ilustrada por 27 gravuras de Gustave Doré.
Caso nossa arrecadação nesta campanha supere a meta principal, cada uma das metas estendidas abaixo passa a incrementar os pacotes de todos os apoiadores no momento em que forem alcançadas.
110% - Em vez de três postais, serão entregues quatro.
120% - Em vez de quatro postais, serão entregues cinco.
130% - Em vez de cinco postais, serão entregues seis.
140% - Em vez de seis postais, serão entregues sete.
150% - Dois trechos do poema serão disponibilizados em áudio no YouTube.
170% - Verniz localizado na capa.
180% - Tingimento trilateral (laterais pintadas) na cor preta.
200% - Impressão offset.
250% - Todos os pacotes incluirão um pôster A4 (será enviado dobrado ao meio).

- Tradução e posfácio
Felipe Vale da Silva é professor, editor e tradutor de dez livros para o português. Recentemente foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel. Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, adquiriu seu pós-doutorado junto à Universidade Federal de Goiás em uma pesquisa sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA.
- Ilustrações, projeto gráfico e diagramação
Filipe Florence Rios é designer, artista visual e poeta. Nasceu em 1984 em São Paulo. É autor dos livros de poesia Noite dos Vencidos (2016), Poemas Sonâmbulos (2016) e Meconopsis (2017). Atualmente desenvolve projetos gráficos de livros para a Editora Sebo Clepsidra e trabalha em uma edição ilustrada da tragédia Prometeu Acorrentado.
- Prefácio
Claudio Willer (São Paulo, 1940) é poeta, ensaísta e tradutor. Algumas de suas publicações recentes: Dias ácidos, noites lisérgicas, relatos, A verdadeira história do século 20, poesia, Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia, ensaio. Traduziu Lautréamont, Ginsberg, Kerouac e Artaud, entre outros. Doutor em Letras na USP, onde fez pós-doutorado.
A editora paulistana Sebo Clepsidra, ligada às livrarias de mesmo nome e membro-fundador da Coesão Independente, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles). Seus lançamentos podem ser adquiridos aqui.

Campanhas anteriores:
O Aparicionista - de Friedrich Schiller
A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe - de R. F. Lucchetti e Eduardo Schloesser
Frankenstein 200 - de Jorge de Barros, Hector Lima e Alex Mir (orgs.)
Caim - de Lord Byron
Varney, o Vampiro - de James Malcolm Rymer
O Necromante - de Lorenz Flammenberg
Ad Infinitum - de Luciana Fátima e Arlindo Gonçalves
















