O COLAPSO DO PENSAMENTO: Hannah Arendt, a banalidade do ódio e o Brasil no bolsonarismo
Um livro sobre pensar quando pensar se tornou perigoso.
Este livro nasce de um incômodo que talvez também seja o seu.
O incômodo de viver em um país em que o ódio se tornou linguagem cotidiana, a violência passou a ser tratada como opinião e a morte, como estatística. Um país que atravessou uma pandemia negada, uma democracia atacada e uma experiência política que expôs, de forma brutal, o que acontece quando o pensamento se ausenta.
O colapso do pensamento é um livro escrito a partir dos conceitos empregados pela filósofa alemã Hannah Arendt, mas atravessado pelo Brasil. Ele investiga uma pergunta simples e perturbadora:
O que acontece quando deixamos de pensar?

Ao retomar a noção arendtiana da banalidade do mal, o livro mostra como o ódio contemporâneo não precisa de monstros nem de fanáticos. Ele se espalha quando o pensamento é substituído por slogans, ressentimentos, obediência e repetição. Quando o sujeito abdica do diálogo consigo mesmo e passa apenas a ecoar o que já está pronto.
Este não é um livro apenas sobre filosofia.
É um livro sobre política, linguagem, pandemia, bolsonarismo, misoginia, machismo, racismo, incels, autoritarismo e democracia. Sobre como o preconceito deixa de ser algo privado e passa a ser autorizado a aparecer na cena pública. Sobre como a extrema-direita se alimenta do automatismo, da irreflexão e da recusa em julgar.
Mas este também é um livro escrito contra o desespero.
Ele aposta em algo simples e radical: pensar ainda é uma forma de resistência.
Pensar não como introspecção elitista, mas como responsabilidade pelo mundo comum. Pensar como capacidade de interromper o automatismo, de não aceitar o ódio como destino, de não naturalizar a morte de certos corpos, de não repetir sem perguntar.
Este projeto existe porque acredito que pensar não pode ser privilégio de poucos. Por isso, o livro foi escrito em uma linguagem acessível, sem abrir mão do rigor, convidando qualquer pessoa disposta a se deixar interpelar a atravessar essas páginas.
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Porque pensar custa tempo, trabalho, edição, impressão e circulação.
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se acredita que o pensamento ainda importa;
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Pensar, hoje, é um ato coletivo.
E este livro só existe se for feito junto.
O colapso do pensamento: Hannah Arendt, a banalidade do ódio e o Brasil no bolsonarismo
Em financiamento coletivo.
Com você!
Cristian Abreu de Quevedo é graduado, primeiramente, em filosofia. Possui formações nas áreas de literatura e psicanálise. Tem diversas formações e campos de pesquisa, mas foi jogando RPG (role-playing game) que descobriu um amor que atravessa décadas. Doutor em Teoria Literária integra o GT Intermidialidade: Literatura, Artes e Mídias da Anpoll e o Grupo de Pesquisa Intermídia: Estudos sobre a Intermidialidade da UFMG. É autor de "A linhagem da justiça: A lenda de James Relsin’d II", "O Primogênito do Sol" e da trilogia "A ruína de uma Era". E participou de algumas antologias. Psicanalista e Editor-Chefe na IS Editora, segue unindo escrita, escuta e imaginação em tudo o que produz, afinal, ser uma pessoa LGBTI+ é resistir pela arte e pela cultura!
Quem é Hannah Arendt?
Hannah Arendt (1906–1975) foi uma pensadora alemã de origem judaica, reconhecida como uma das mais influentes do século XX. Tornou-se amplamente conhecida por suas análises sobre o totalitarismo e pela formulação do conceito de “banalidade do mal”. Perseguida pelo regime nazista a partir de 1933, foi presa brevemente, perdeu a nacionalidade alemã em 1937 e tornou-se apátrida até obter a cidadania norte-americana em 1951. Atuou como jornalista e professora universitária, publicando obras centrais para o pensamento político contemporâneo, embora recusasse o rótulo de “filósofa”, preferindo situar seu trabalho no campo da teoria política. Arendt defendia o pluralismo como fundamento da vida política, entendendo que a liberdade e a igualdade só se realizam na convivência entre diferentes, com a inclusão efetiva do Outro no espaço público.
A IS Editora é uma editora independente e startup cultural que atua na intersecção entre literatura, RPG e pensamento crítico. Sua trajetória tem início em 1996, com a criação do Sistema de RPG Impérios Sagrados, e se consolida ao longo de mais de duas décadas em projetos editoriais, formativos e culturais que articulam livros, produção de conteúdo, cursos, eventos e mesas de jogo como um ecossistema integrado de criação. A IS mantém um compromisso institucional com a diversidade, a pluralidade e a inclusão, atuando de forma contínua ao lado da comunidade LGBTQIA+, da negritude e da cultura nerd e geek. Esse posicionamento se expressa na curadoria editorial, nas autorias publicadas e nas ações culturais desenvolvidas, compreendendo a cultura e a educação como ferramentas de formação crítica, imaginação coletiva e fortalecimento de comunidades.



