"Esta obra tem por objetivo traçar
um panorama de como o 'índio' é
retratado no cinema não-documental (ficcional) brasileiro de longa
metragem. A análise está voltada para o retrato que o cinema
brasileiro tem feito do índio quando o configura como personagem,
bem como do seu papel na sociedade brasileira através do discurso
que é veiculado pelo cinema.
Enquadrando-se na temática mais ampla do estudo das representações sociais em geral, este estudo levanta questões sobre o papel desempenhado pelo cinema como elemento de produção e reprodução de determinados valores e atitudes culturalmente vigentes na sociedade.
A escolha de filmes de ficção para o levantamento realizado deu-se em função de estes serem, do meu ponto de vista, instrumentos importantes para a compreensão não apenas das sociedades retratadas ou imaginadas no âmbito do cinema mas, principalmente, para a compreensão de seu contexto de produção; ou seja, quem os produz e como é o meio no qual os filmes são produzidos.
Em função do seu aparente “descompromisso” em retratar a realidade, esses filmes podem proporcionar uma rica possibilidade de expressão do imaginário, trazendo à tona conceitos e preconceitos sobre a imagem do personagem indígena representado nessas obras.
Com isso, é possível pensar as relações entre as imagens e as ideologias presentes nos filmes de ficção nos quais o personagem indígena aparece, e também refletir sobre como os elementos estéticos que compõem esses filmes caracterizam os cenários e personagens que constituem o universo fílmico em questão."
Juliano Gonçalves da Silva

Intelectual diletante, leitor compulsivo, quadrinista frustrado e cinéfilo atuante da Tribo dos Irrecuperáveis. Mestre em Multimeios pela Unicamp (2002), bucaneiro nos mares da utopia, badernista e balburdiano, Doutorando no Programa de Pós-Graduação em História da UERJ, com pesquisa sobre o personagem indígena no cinema latino-americano.
O índio no cinema brasileiro e o espelho recente
Juliano Gonçalves da Silva
122 páginas, edição artesanal, capa em papel Vergê Opala de 180g.
ISBN: 978-65-86008-00-5
Revisão editorial e preparação de texto: Claudia Mayer
Diagramação e capa: Baderna James
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A Monstro dos Mares se coloca como uma alternativa de publicação de baixo e baixíssimo custo para quem produz textos acadêmicos sobre epistemologias dissidentes do século 21 que de alguma maneira se relacionam com as questões anárquicas de nosso tempo. Entre elas, teoria queer, feminismos, giro descolonial, anticivilização, cultura hacker e outros.
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Tudo isso surgiu porque percebemos que, infelizmente, muitas pessoas só estão encontrando espaço para suas produções dentro dos muros das universidades. Com isso, todos os seus esforços para realizar registros teóricos e práticos sobre o nosso tempo, o tempo que há, estão sendo lidos somente por seus orientadores, membros de bancas de avaliação e eventuais pesquisadoras que procuram por esses temas em repositórios acadêmicos.
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