Um livro sobre desacomodar o paradigma social dominante.
Nas palavras de Adail Sobral:
"[...] para Cássia o remédio para os males de que as minorias padecem não é reproduzir suas táticas de exclusão, mas negar o pressuposto de seu valor presumido. Não agir contra os opressores opressivamente. No caso específico dela, houve a busca de representantes dos dominantes em atitude de compreensão de como vieram a se tornar dominantes pelo simples fato de serem do sexo masculino, héteros e brancos. Claro que ser branco não é escolha. Mas será que ser do sexo masculino e hétero é tão “natural” quanto ser branco? Nós dessa categoria nos tornamos homens, assim como as mulheres se tornam mulheres?
Ao buscar respostas a interrogações como essas, Cássia seguiu a perspectiva filosófica do dialogismo, e foi tentar entender a resposta do outro à sua identidade como forma de entender de que maneira a identidade de quem não é do sexo masculino e hétero. Explico-me: sendo o eu e o outro constitutivos entre si, ao tentar entender como o outro se vê (apesar de todas as ilusões que isso pode envolver), talvez eu passe a ter dados para entender de que maneira ele me vê, ou pode me ver, de sua posição, bem como para explicitar a mim mesmo como me vejo e como acho que ele me vê, e igualmente como o via e como o posso ver a partir de agora. Logo, trata-se de um exercício de empatia, uma “suspensão de julgamento”, nos termos do humanamente possível, a fim de verificar quem é esse outro que me vê como outro?"
Sobre a autora
Cássia Rodrigues Gonçalves:
"Sou feminista, instrutora de yoga, costureira, vegana, doutora em Linguística Aplicada e cofundadora do projeto cultural, criativo e curativo Casa Pitanga em Bagé, no RS. Acredito que em uma sociedade competitiva, individualista e narcisista buscar a compreensão, a empatia e a resiliência é um ato revolucionário."
O mal-estar do dominante
Cássia Rodrigues Gonçalves
118 páginas
14x21cm, capa em papel colorplus Rio de Janeiro de 180g ou Kraft 200g
Editora Monstro dos Mares









