UMA OBRA-PRIMA QUE DENUNCIOU A REAL PRISÃO DE DEVEDORES DE MARSHALSEA, EM LONDRES
A prisão de Marshalsea não foi apenas uma mancha negra e um “espinho na carne” do adolescente Charles Dickens, pois seu pai foi preso por uma dívida com o padeiro em Marshalsea, época em que ele tinha 12 anos. Marshalsea mudou sua vida, apresentou a ele um submundo desconhecido, e foi uma das responsáveis pela escrita denunciativa de sua carreira. Dickens já vinha mostrando essas mazelas ao longo de suas obras, mas foi no autobiográfico A pequena Dorrit que ele escancarou as portas da Marshalsea. A prisão existia desde 1373, mas tornou-se conhecida em todo o mundo no século XIX através da escrita de Charles Dickens
A pequena Dorrit foi publicado, originalmente em volumes, do ano de 1855 a 1857, em Londres. O tema central é a prisão dos devedores, na qual, endividados eram encarcerados, incapazes de trabalhar, até que tivessem suas dívidas pagas. Traz Amy Dorrit como personagem principal (filha do detento cavalheiro William Dorrit), que recebeu o apelido de “Pequena Dorrit” da parte de Arthur Clennam, um cavalheiro recém-chegado do Oriente onde trabalhava com seu pai. Arthur é oriundo de uma família envolta em inúmeros mistérios. A vida de sua família era tão escura quanto o mausoléu em que morava a matriarca Clennam e seus inusitados empregados.
Na obra-prima de Dickens há de tudo, o autor não é considerado um dos melhores autores Vitorianos por acaso. Na verdade, Charles Dickens é considerado um dos melhores autores do mundo, pois muitos especialistas o colocam no topo da lista de romancistas. Suas obras são aclamadas como tesouros da literatura mundial e A pequena Dorrit é fruto da maturidade de sua escrita, portanto, surreal. Como nas duas alas da prisão de Marshalsea, (ala miserável e ala dos mestres), o livro também traz duas fases.
Antes de qualquer coisa, vale destacar que o artista que pintou o retrato mais famoso de Charles Dickens (acima) é o mesmo que o próprio autor escolheu para as pinturas que retratam as capas desta edição. Trata-se de William Powell Frith.
Charles Dickens é um dos romancistas mais amados da língua inglesa e o mais popular da Era Vitoriana. Filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow, foi educado pela mãe e tomou gosto pela leitura. Durante três anos frequentou uma escola particular, mas devido à prisão de seu pai, ainda adolescente teve que trabalhar em uma fábrica de graxa para sapatos. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam temas recorrentes em suas obras. Em 1827, começou a trabalhar em um cartório e se apaixonou pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, mas a família da moça o desaprovava, e ela acabou se tornando indiferente a ele. Mais tarde, como repórter no jornal Morning Chronicle, no qual passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como “Esboços de Boz”, ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de As Aventuras de Mr. Pickwick (1836), que estabeleceu seu nome como escritor.
Dickens se casou com Catherine Hogarth em 2 de abril de 1836, com quem teve 10 filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, Oliver Twist, por meio do qual, pela primeira vez, apontou os males sociais da Era Vitoriana. Separou-se da esposa em 1858. A causa do divórcio teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até o fim dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Em A pequena Dorrit, o leitor encontrará vários elementos autobiográficos, como Marshalsea; a filha de um banqueiro, cuja família desaprovava a união e muitos outros. Seus romances mais conhecidos no Brasil são: Oliver Twist (1837-1839), David Copperfield (1849-1850), A Casa soturna (1852-1853), Tempos difíceis (1854) e Grandes esperanças (1860-1861).
A pequena Dorrit ganhou várias adaptações desde sua publicação. Em 1987, na direção de Christine Edzard, estrelou como A história da Pequena Dorrit. Christine Edzard foi indicada, em 1988, ao BAFTA e, em 1989, ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. O filme ainda conquistou indicações de Melhor Ator Coadjuvante (para Alec Guiness no papel de William Dorrit) e Melhor Figurino.
Em 2008, a obra foi adaptada no formato de minissérie pela BBC (imagens) e contou com três diretores: Dearbhla Walsh, Adam Smith e Diarmuid Lawrence. Dearbhla Walsh dirigiu cinco episódios e por esse trabalho ganhou o Emmy de Melhor Direção de Minissérie, em 2009. A série levou ainda outras seis estatuetas naquele ano: melhor minissérie, roteiro, direção de arte, figurino, direção de fotografia e elenco.
O LIVRO INCÓGNITA
Este projeto, um dos mais poderosos da Editora Pedrazul, traz um segundo livro, o qual chamaremos de LIVRO INCÓGNITA. Na fase de divulgação do projeto, e durante sua permanência no Catarse, várias dicas foram e serão dadas para que o apoiador tenha ideia do peso dessa obra-prima. Mas aqui é a primeira vez que uma sinopse é divulgada:
MEU TÍTULO TEM 4 PALAVRAS, TENHO LIGAÇÃO COM JANE AUSTEN
O destino da heroína foi totalmente alterado com a morte de sua mãe. Ela foi criada em Londres, mas sua vida mudou quando ela teve que se deslocar para um vilarejo no interior da Inglaterra, pois circunstâncias a levaram a viver de caridade. Vivendo de favor, o charme e as belas maneiras de nossa heroína atraem a atenção dos membros de uma família nobre que estão passando uma temporada no campo, e um triangulo amoroso irá se formar.
Neste livro há dois párocos, um idoso e um novo; como na obra mais famosa de Jane Austen, Orgulho e preconceito, há quatro moças e duas delas são coquetes. Mas, diferente de Orgulho e preconceito, há dois irmãos, um bom e um mau. Há um tolo casamento, há uma família vulgar e há alguém doente e acamado. Há duas adoráveis crianças, um menino e uma menina. Como em todos os lugares, há pessoas interesseiras e tolas, que almejam como maior realização na vida contrair matrimônios vantajosos. Há um profissional arrogante e pomposo, casado com uma mulher vulgar e mesquinha, e há um aprendiz de alguma profissão muito importante. Há muita inveja e a vida de nossa heroína, à moda Charlotte Brontë, virará de ponta-cabeça, e a fina dama de Londres se verá privada das coisas mais simples da vida.
Querem saber mais um pouco?
A vida da personagem principal lembra algo que aconteceu na obra de Austen, Mansfield Park, em que Fanny Price foi morar de favor na casa dos tios ricos. Outra personagem muito importante tem traços de Mrs. Elton (de Emma), também de Jane Austen. Há uma baronesa-viúva, que também lembra muito a personalidade rígida e arrogante de lady Catherine de Bourgh de Orgulho e preconceito. Há uma visita a um castelo aristocrata, que lembra fortemente a primeira visita de Elizabeth Bennet à mansão de lady Catherine. Há um personagem que lembra muito John Dashwood de Razão e sensibilidade de Jane Austen, descrito como sendo bastante frio e egoísta. Nossa heroína também lembra várias heroínas de Austen: Fanny Price, Jane Fairfax e Anne Elliot. E muito interessante: há um personagem aristocrata que, quando decide ajudar nossa heroína no caso da saúde de outro personagem fundamental à obra, e em outras situações referentes a limpar a honra de uma personagem do livro, possui traços de Mr. Darcy. Há um pároco, que, por alguma sutileza em seu caráter e aparência, contém traços de Edmund (Mansfield Pack), e também traz características de Roger Hamley, de Esposas e filhas, de Elizabeth Gaskell. E, por último, há uma cena em que duas irmãs estão caminhando e se deparam com um cachorro feroz e são salvas pelo herói, um resgate mais incrível do que o de Willoughby de Razão e sensibilidade.
Nasceu na Inglaterra da Regência, mas quando escreveu o livro já estava na Era Vitoriana. Escrevia para sustentar a família. É autor ou autora de 10 romances.

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A PEQUENA DORRIT
- Tradução: Andrea Carvalho
- Peso: 1,9 g
- Largura: 16 cm
- Altura: 23 cm
- ISBN: 978-65-88494-31-8
- Número de páginas: Cerca de 856 (pode ser mais ou pode ser menos).
- Idioma: português
- Acabamento: brochura
- Pinturas das capas: William Powell Frith. Ilustrações, caso seja alcançado essa meta, são de Hablot Knight Browne (1815–1882)
LIVRO INCÓGNITA
- Tradução: Jéssica Silva
- Peso: 970 g
- Largura: 16 cm
- Altura: 23 cm
- ISBN:
- Número de páginas: Cerca de 480 (pode ser mais ou pode ser menos).
- Idioma: português
- Acabamento: brochura
- Pinturas das capas: George Dunlop Leslie (1835-1921)
- Impressão gráfica: novembro de 2022.
- Empacotamento e prazo de entrega dos Correios: 30 de novembro 2022
Os envios destes livros serão feitos em embalagens de papelão (padrão da Pedrazul).























