PERDEU O PRAZO? Aproveite o late pledge!
NOVIDADE - SEMANA POLIDORI (20/11 a 26/11): Preparamos um ciclo de sete vídeos diários com todos os profissionais responsáveis por traduzir, redigir paratextos e pesquisar materiais para o livro. Confira a lista aqui!
Bem-vindos à nossa nova campanha aqui no Catarse! Desta vez, nós da Clepsidra e da Aetia convidamos a comunidade de apoiadores a fazer parte do financiamento da segunda edição revista e ampliada de um dos nossos livros de maior sucesso: a antologia comemorativa que criamos para celebrar os 200 anos de publicação do conto "O Vampiro" (1819), de John William Polidori (conheça abaixo o sumário do livro).
Trata-se do primeiro conto britânico de vampiros, além de ser a primeira obra a apresentar um vampiro (masculino) na prosa do Reino Unido, e o fato de o sanguessuga ser uma caricatura do poeta Lord Byron, somado ao fato de a narrativa ter sido atribuída de forma oportunista a ele, fez com que sua publicação se tornasse um fenômeno internacional, resultando no primeiro grande protótipo vampírico da literatura: o vampiro byroniano e aristocrático, cuja linhagem inclui também Val Umbrosa, Clarimonde, Azzo, Varney, Carmilla, Drácula etc.
Grosso modo, Lord Ruthven foi para os vampiros do século XIX o que Drácula representou para os vampiros do século XX, e este livro reúne os inúmeros documentos e obras que registram a trajetória desse legado.
Além de incorporar informações recentes e ampliar o prefácio e um dos apêndices, teremos nesta nova edição mais dois roteiros dramáticos (um da França e um da Itália). Esses incrementos podem ganhar reforços adicionais via metas estendidas (confira listagem abaixo).
Gostaríamos, dessa forma, de convidá-los a conhecer esse projeto. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer esse trabalho, agora é a hora de adquiri-lo mais detalhado do que nunca.
Vídeos relacionados: Vídeo da campanha da primeira edição || Palestra sobre a gênese da literatura vampírica na Semana do Romance Gótico da FFLCH-USP || Videorresenha no canal Pulp Fictions


O livro é organizado pela pesquisadora, professora e tradutora carioca Marina Sena, e editado por Cid Vale Ferreira. Inclui traduções de textos originalmente escritos em inglês, francês, alemão e italiano (vide sumário abaixo).

As páginas iniciais e finais dos volumes da Coleção Imaginário Gótico são marcadas pelos ornamentos arquitetônicos de estilo gótico e neogótico, como se o percurso de leitura representasse a travessia do leitor por um "templo literário" no qual a lógica do cotidiano cede espaço ao grotesco, ao frenético e ao sobrenatural.

A primeira edição tinha 404 páginas. Estimamos que a segunda tenha no mínimo 468, podendo passar de 500 caso as metas estendidas sejam destravadas. A impressão desta vez será feita em papel Pólen Natural 80 g/m².

Polidori, Byron e Nodier
SUMÁRIO (os conteúdos em negrito são exclusivos da segunda edição)
Prefácio, por Bruno Anselmi Matangrano (AMPLIADO E ATUALIZADO!)
O VAMPIRO
Trecho de uma carta de Genebra (1819), por autor anônimo
O Vampiro (1819), conto por John William Polidori (AGORA COM NOTAS SOBRE AS VARIANTES TEXTUAIS DE TRÊS EDIÇÕES)
Fragmento (1819), conto por Lord Byron
Resenhas na imprensa britânica (1819)
Cartas escritas por John William Polidori
Cartas a John William Polidori
Cartas sobre a autoria de O Vampiro
Cartas sobre John William Polidori
Trecho do Diário de John William Polidori (1816)
Trecho do Diário de Percy B. Shelley (1816)
Posfácio, por Marina Sena (AMPLIADO E ATUALIZADO!)
John William Polidori (Biografia)
NARRATIVAS RELACIONADAS
Fragmento (1819), de Lord Byron
O Vampiro Negro, uma Lenda de São Domingos (1819), de Uriah Derick D'Arcy
O Vampiro; ou, a Noiva das Ilhas (c. 1825), por autor anônimo
O Vampiro: Um Capriccio (1833), de Isidor (Charlotte von Mauritius) (AGORA COM UM NOVO PREFÁCIO!)
O Demônio da Floresta; ou, o Vampiro Pirata do Vale Profundo (1838), de Thomas Peckett Prest (NOVO!)
O Vampiro; ou, a Noiva das Ilhas (c. 1853), por autor anônimo (NOVO!)
DRAMAS RELACIONADOS
O Vampiro (1820), de Charles Nodier, Pierre Carmouche e Achille Jouffroy d'Abbans
O Vampiro (1820), de Eugène Scribe e Mélesville (NOVO!)
O Vampiro; ou, A Noiva das Ilhas! (1820), de J. R. Planché (AGORA COM UM NOVO PREFÁCIO!)
O Vampiro (1848), de Salvatore Taglioni (NOVO!)
POEMA RELACIONADO
O Vampiro: Um Fragmento (1827), de William Brent (NOVO!)
APÊNDICES
Fragmento de Uma História de Fantasmas (1816), de Percy B. Shelley
Seios diabólicos e outros delírios, por Carlos Primati (AMPLIADO E ATUALIZADO!)
Galeria de imagens (AMPLIADA E ATUALIZADA!)


Scribe e Taglioni
No intervalo entre o lançamento da primeira edição e o anúncio da segunda, tivemos o surgimento de novas obras relacionadas ao universo de Ruthven (séries, filmes e HQs), novos documentos foram digitalizados e disponibilizados, e nós também tivemos tempo para tomar ciência, localizar e ler materiais que ainda não havíamos tido a oportunidade de avaliar. Descobrimos também que Isidor é uma mulher! Ela traduzia Byron para o alemão e também assinava como Frau von Mauritius, sendo uma das primeiras mulheres a publicar uma ficção com personagens comprovadamente vampíricas.
Por conta disso, caso a meta de 100% seja atingida, o livro será reeditado com algumas atualizações, além de novos textos. Tanto o prefácio de Bruno Matangrano quanto o apêndice de Carlos Primati virão ampliados e atualizados. Também teremos mais dois textos inéditos em português. Caberá a eles ilustrar outro tratamento que o legado ruthveniano recebeu na França e na Itália, dando conta de sua faceta cômica e farsesca.
Na França, a primeira adaptação do conto de Polidori aos palcos, de autoria de Nodier, Carmouche e Jouffrey, torna-se base para uma série de derivações que exploram o potencial melodramático e mesmo terrífico do tema. Paralelamente, porém, os dramaturgos Eugène Scribe (acima, à esquerda) e Mélesville estavam preparando um segundo tratamento do tema com Le Vampire (1820), agora em uma chave cômica. Sua estreia se deu poucos dias após o surgimento da primeira versão, e trata-se de textos completamente diferentes. (Tradução inédita por Bruno Matangrano.)
Já na Itália, mesmo antes da publicação do conto de Polidori, a presença dos vampiros nos palcos se dava em tramas mais focadas no aspecto cômico e absurdo da crença nos mortos-vivos (e nos mal-entendidos que isso poderia acarretar). Um ponto de convergência entre a tradição italiana e o vampiro byroniano, porém, pode ser encontrada na "ação fantástica" Il Vampiro (1848), de Salvatore Taglioni (acima, à direita), que mescla atuação, canções e um corpo de balé. (Tradução inédita por Julia Lobão.)

O ator Gennaro Bolognetti pintado por Filippo Del Buono em figurinos de três
cenas diferentes nas quais interpreta o Duque de Rutven (sic) na peça de Taglioni.
Caso a arrecadação ultrapasse os 100% necessários para a produção desta nova edição, parte do valor excedente será revertido em melhorias e ampliações no livro. São elas!
BATIDA!!! 110% - A peça de Taglioni passa a ser ilustrada com oito artes de Filippo Del Buono retiradas dos seus estudos de figurino de 1848 (ver exemplos logo acima). Todas as imagens do miolo do livro são P&B.
BATIDA!!! 120% - A galeria de imagens ganha oito novas páginas. Todas as imagens do miolo do livro são P&B.
BATIDA!!! 130% - O livro passa a incluir a raríssima narrativa "Wood Devil; or, the Vampire Pirate of the Deep Dell" (1838), de Thomas Peckett Prest (um dos presumidos coautores de Varney, o Vampiro). O conto terá cerca de 20 páginas e será traduzido por Marina Sena pela primeira vez em português. Trata-se de uma amostra de como os autores de penny dreadfuls lidaram com os temas relacionados às diferentes versões de Ruthven (a reanimação pelo luar, o pacto de silêncio, a necessidade de se casar para prolongar sua existência etc.), cuja influência é explícita nessa obra.
BATIDA!!! 140% - O livro ganha um artigo inédito de Felipe Vale da Silva introduzindo a novela alemã O Vampiro (1833), de Isidor (Charlotte von Mauritius), discutindo a questão da autoria feminina camuflada sobre pseudônimos masculinos e trazendo à luz nossas descobertas recentes sobre essa legítima byroniana.
BATIDA!!! 150% - O livro passa a incluir a raríssima narrativa "The Vampire; or, The Bride of Isles" (1853?), de autoria anônima. O conto terá cerca de 20 páginas e será traduzido por Marina Sena pela primeira vez em português, graças à gentileza das bibliotecárias da Universidade de Kansas, que nos cederam uma digitalização dele.
BATIDA!!! 160% - A galeria de imagens ganha oito novas páginas. Todas as imagens do miolo do livro são P&B.
BATIDA!!! 180% - O livro passa a incluir o poema "The Vampire" (1827), de William Brent, que adapta o conto de Polidori em formato de poema narrativo. A obra toma certas liberdades, mas mantém a maior parte dos elementos do enredo original, recontado de forma lírica em uma raridade ainda bastante obscura e desconhecida. Cerca de 20 páginas.
BATIDA!!! 190% - O conto de Polidori passa a ter anotações indicando as variações textuais entre a publicação de 1819 e a segunda edição planejada pelo autor.
BATIDA!!! 220% - O livro passa a contar com o ensaio "Remarks: The Vampire" (1829), de George Daniel (1789-1864), publicado no libretto de uma montagem da peça de Planché.

John William Polidori nasceu em 7 de setembro de 1795, em Londres. Era o filho mais velho de Gaetano Fedele Polidori (1763- 1853) e Anna Maria Pierce (1774-?), uma governanta inglesa.
Em outubro de 1811, Polidori ingressa na University of Edinburgh para estudar medicina. Em 1816, retorna a Londres, quando o poeta inglês Lord Byron (1788- 1824) procurava um médico que pudesse acompanhá-lo em sua partida da Inglaterra.
Polidori deixa a Inglaterra com Lord Byron em abril daquele ano. Em maio, chegam a Genebra, onde se juntam a Mary Godwin – ainda solteira –, Percy Shelley e Claire Clairmont. O grupo permanece na Villa Diodati, o lugar onde acontece a famosa competição de histórias de fantasmas, que dará origem aos clássicos Frankenstein (1818), de Mary Shelley, e “O Vampiro” (1819).
Depois de alguns desentendimentos, Lord Byron dispensa os serviços de Polidori, que tenta cometer suicídio, mas é impedido por Byron. Sobrevivendo, vai para a Itália, depois retorna à Inglaterra e, finalmente, tenta a sorte na Noruega. Lá, ele abre um pequeno ambulatório, onde trata majoritariamente de pessoas pobres.
Sem conseguir arcar com suas despesas, abandona sua carreira de médico e escreve algumas resenhas para jornais. Em abril do mesmo ano, seu conto “O Vampiro” é publicado sem sua autorização pela The New Monthly Magazine, com a autoria atribuída a Lord Byron.
Em agosto de 1820, Polidori desiste da carreira literária e decide estudar Direito. Um ano depois, em 24 de agosto de 1821, sem ter obtido sucesso em nenhuma de suas carreiras, e tendo adquirido dívidas de jogo, John comete suicídio na casa de seu pai, em Londres, por envenenamento. John Polidori morreu sem filhos e sem esposa.
Sua obra ficcional compreende duas peças de 1816, Cajetan e Boadicea; dois livros de poesia, Ximenes, The Wreath and Other Poems (1819) e The Fall of the Angels: A Sacred Poem (1821); um conto, “O Vampiro” (1819); e um romance gótico, Ernestus Berchtold; or, The Modern Œdipus (1819). Entre seus trabalhos não ficcionais podem ser enumerados: Oneirodynia (1815); On the Punishment of Death (1816); An Essay Upon the Source of Positive Pleasure (1818); e Sketches Illustrative of the Manners and Costumes of France, Switzerland and Italy (1821).
(Por Marina Sena)
[Inglês] - Marina Sena é tradutora e pesquisadora. Atualmente é doutoranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desenvolve uma pesquisa que investiga a presença do Gótico na literatura brasileira do século XX, em especial nas obras dos escritores ligados ao romance de 30. É membro do Grupo de Pesquisa Estudos do Gótico e traduziu E. A. Poe e H. P. Lovecraft para o livro “As Artes do Mal: textos seminais” (2018).
[Francês] - Bruno Anselmi Matangrano é bacharel, mestre e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), dedicando suas pesquisas às literaturas simbolista e decadentista, bem como às vertentes do insólito ficcional. É também tradutor e autor de Contos para uma noite fria (2014) e Fantástico Brasileiro: o insólito literário do romantismo ao fantasismo (2018), com Enéias Tavares.
[Alemão] - Felipe Vale da Silva é professor, editor e tradutor de mais de 30 obras para o português. Recentemente foi agraciado com o prêmio Jacó Guinsburg de melhor tradução do alemão pela Prosa de Ficção Completa, de Friedrich Hebbel. Doutorou-se em Literatura Alemã pela Universidade de São Paulo (2016) e, em 2019, adquiriu seu pós-doutorado junto à Universidade Federal de Goiás em uma pesquisa sobre literatura e ativismo antiescravista nos EUA.
[Italiano] - Julia Lobão é professora substituta de Língua e Cultura Italiana na UERJ e graduada em Letras: Português/Italiano (UFRJ). Em 2020, tornou-se mestre em Literatura Italiana com ênfase em estudos sobre paisagem e a estética da feiura pela UFRJ e, atualmente, cursa seu doutorado pela mesma instituição. Dentre as suas publicações recentes, destacam-se as seguintes traduções: "Poesia Scapigliata" (diversos autores) e "A Scapigliatura milanesa: fragmentos, de Cleto Arrighi" (Ex Machina/Clepsidra, 2022), Os Crisântemos, de Gabriele d’Annunzio (Melusine, 2022) e A Origem dos Fósforos e O Sonho Místico, de Gabriele d’Annunzio (Raphus Press, 2022).

O Vampiro é o terceiro volume da Coleção Imaginário Gótico, composta por edições de referência e também por importantes títulos da tradição gótica que permaneciam inéditos no Brasil.
Nesta campanha, outros dois volumes dela (O Necromante e Frankenstein) estão disponíveis entre as opções de recompensa. Para mais informações sobre os títulos da coleção, acesse: O Aparicionista, O Necromante, O Vampiro, Fantasmagoriana, Frankenstein.
A editora paulistana Sebo Clepsidra, ligada às livrarias de mesmo nome e membro-fundador da Coesão Independente, tem como foco principal a edição de obras que orbitam os imaginários gótico, romântico e decadentista (sem, porém, restringir-se a eles).
Aetia é uma editora paulistana que surge da iniciativa de profissionais de Letras e Design de publicar obras da literatura universal inéditas ou pouco acessíveis em língua portuguesa. A editora é um membro da Coesão Independente desde o início do coletivo.
Os livros devem ser enviados até no máximo o fim de março de 2024.
O pacote será enviado ao endereço fornecido pelo apoiador no momento de realização do apoio. Esse endereço poderá ser atualizado exclusivamente por meio de um questionário do Catarse que será aberto algumas semanas antes das postagens.
Os rastreios dos envios serão enviados por e-mail e ficarão disponíveis na aba Novidades deste projeto. Esse código poderá ser consultado pelo apoiador no site dos Correios.
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