O financiamento coletivo ou colaborativo é umas das principais formas que tem possibilitado novas iniciativas jornalísticas. Aderimos a ele e pedimos o seu apoio para desenvolver o Portal Catarinas, um espaço de jornalismo especializado nos temas de gênero, feminismo e direitos da mulher.
Temos consciência de que as mulheres ainda precisam avançar para garantir direitos equivalentes aos dos homens e buscamos ampliar o debate para que mais pessoas possam ter acesso às informações relacionadas a estes temas. No Portal Catarinas vamos oferecer periodicamente curadoria de informações relacionadas a estas questões, produção de conteúdo jornalístico e observatório da mídia catarinense.
Santa Catarina e a violência em casa e na mídia
Único estado em todo território nacional a carregar um nome baseado na figura de uma mulher, Santa Catarina tem o quinto maior índice de estupro do país e uma das suas cidades, Chapecó, está entre as cinco em violência contra a mulher. A cada 12 horas uma mulher é agredida pelo próprio companheiro no estado. Nas esferas pública e política, a situação das mulheres catarinenses ainda é muito difícil. A mulher negra pode ganhar até 60% a menos do que o homem branco. Dos 40 deputados/as estaduais somente quatro são mulheres. Na capital, desde 2004 não é eleita uma vereadora.
Mesmo que existam iniciativas importantes na área de comunicação e gênero no estado, entendemos que ainda há uma demanda represada na produção de conteúdo jornalístico especializado no tema, o que nos estimula a pensar em um espaço que contribua para ampliar essa discussão. Também é importante destacar que a mídia tradicional costumeiramente dissemina versões distorcidas da realidade no que diz respeito às questões de gênero. Embora haja um esforço de algumas e alguns jornalistas na mudança dos paradigmas sobre a condição de homens e mulheres na sociedade, os meios de comunicação promovem, em grande parte dos momentos, visões conservadoras, reflexo da sociedade patriarcal e machista a qual estamos dispostas a transformar.
É neste sentido que nos buscamos propor outra narrativa jornalística sobre o tema, diferente desta que reproduz estereótipos e não constrói a equidade de gênero.
O conteúdo poderá ser apresentado ao público nos mais diferentes formatos e/ou gêneros textuais, a partir das convergências possibilitadas pelo jornalismo na web. As editorias serão resultantes das possíveis intersecções entre os termos gênero e feminismo e outras áreas como política, saúde, violência, cultura, mídia, entre outras.
Objetivos
Os objetivos da iniciativa são criar um veículo de comunicação livre, que abranja jornalismo especializado e de opinião, com foco nos termos gênero e feminismo; produzir conteúdos diversos na temática gênero/feminismo; ser um canal de convergência a quem se interessa pelo tema; atuar como um observatório de mídia para as questões de gênero, monitorando as informações difundidas pelos veículos de comunicação catarinenses e a produção de ideias sobre as mulheres, a perspectiva de gênero e o feminismo; promover campanhas educativas e/ou culturais para as questões de gênero.
Quem somos
Paula Guimarães
Jornalista. Representante da Rede Nacional Feminista de Saúde na Frente Nacional pela Legalização do Aborto. Fez cobertura das audiências públicas no Senado que discutiram a regulamentação da interrupção voluntária da gravidez até as 12 semanas pelo SUS.
Clarissa Peixoto
Jornalista. Atuou como Assessora de Comunicação e Imprensa em projetos da Rede Nacional Feminista de Saúde. Foi coordenadora geral da União Brasileira de Mulheres em Santa Catarina (UBM/SC). Atualmente é jornalista no Sindicato dos Previdenciários de SC.
Kelly Vieira
Consultora de projetos e estudante de ciências sociais. Preside o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Florianópolis (Comdim) desde 2014. Atua como assessora de projetos da Rede Nacional Feminista de Saúde.
Você acredita no nosso projeto?
Uma campanha de financiamento coletivo integra vários esforços e sonhos. Somos muitas e muitos acreditando juntos. Pedimos o seu apoio para colocar o portal Catarinas e suas primeiras reportagens na rede. Você pode doar de R$ 15 a R$ 1.500 e tem a possibilidade de parcelar em até 3 vezes no cartão. Além disso, você pode ajudar divulgando a iniciativa para os seus amigos. Com certeza o seu apoio é fundamental para a realização do projeto.







