Olá apoiadores e amigos! Tudo bem com vocês?
Chegamos ao fim da primeira semana da nossa campanha com boas notícias. Conseguimos 20% da nossa meta. Para o Catarse, esse é uma métrica maravilha e foi tudo graças a vocês por acreditarem na nossa história.

>> https://catarse.com.br/dante1 <<
Queremos em todos os domingos, conversar um pouco com vocês sobre o andamento da campanha, mostrar um pouco como estão os preparativos dos livros e trazendo também algumas reflexões, como a que vem logo abaixo, escrita pelo Yago.
Dante e os reflexos do medo está quase terminado. Todas as páginas já foram concluídas e a capa está sendo feita. Até domingo que vem vocês vão conhecer a capa oficial do livro (ESTÁ LINDA!! Confiem!). Mas ainda estamos fazendo pequenos ajustes e algumas correções para que o livro esteja 100% como imaginamos para chegar em vocês.
Divino está ainda no início e este levará um pouco mais de tempo, talvez até o final do mês esteja completamente finalizado e vamos colocar algumas páginas pra vocês lerem aqui, ok?
Esse primeiro post ficará em aberto, mas os próximos seguirão apenas para os apoiadores. Então se você curtiu o que tá lendo e gostou da campanha, seja um apoiador! Convide os amigos e a familia para conhecer mais sobre os mistérios que Dante irá enfrentar em sua jornada.
Desde já, muito obrigado a todos por entraram nessa jornada com a gente. Até breve!
Jean Lins

Toda história nasce de uma pergunta.
Às vezes ela surge de um sonho, de uma lembrança da infância ou de um personagem que a gente admira e quer seguir o mesmo caminho. Com Dante não foi diferente. A história nasceu da curiosidade, e olhando para trás… talvez não existisse ponto de partida melhor.
Desde muito antes dessa história existir, eu já carregava comigo a vontade de escrever uma aventura. Sempre gostei de narrativas em que o fantástico invade o cotidiano e que uma mitologia se torna parte essencial de uma narrativa. Eu sabia que queria escrever algo assim. O que eu não sabia era sobre quem escrever. Mas eu nunca sabia sobre quem ou de onde tirar essas histórias. E foi só quando comecei a olhar para perto que tudo fez sentido.
Enquanto dava aula, falando sobre folclore, ouvi alguns alunos fazerem uma pergunta aparentemente simples: "Professor, Maceió tem alguma lenda? Alagoas tem personagens do nosso folclore?"
Eu deveria ter uma resposta pronta…mas não tinha. E aquela pergunta ficou comigo muito mais tempo do que imaginei. Ela me incomodou da melhor maneira possível, pois eu sabia da existência de apenas uma no cemitério lá perto de casa, mas ainda não era o suficiente. Comecei a pesquisar, procurar, conversar com pessoas, revisitar registros antigos e mergulhar na busca por alguma coisa.
E então veio a surpresa.
Descobri um universo inteiro que sempre esteve ao meu redor. Eram personagens, criaturas, relatos, crenças, causos e tradições que atravessavam gerações. E o encantamento de descobrir um patrimônio cultural foi riquíssimo. Depois, um certo constrangimento por perceber o quanto eu havia sido ignorante em relação à própria terra onde nasci. Como alguém apaixonado por histórias poderia conhecer tão pouco das histórias contadas tão perto de casa?
Mas talvez exista uma beleza nisso também. Porque conhecer é sempre um recomeço.
Foi naquele momento que percebi que não queria apenas escrever uma aventura inspirada na cultura brasileira. Eu queria escrever uma aventura que nascesse dela. Queria que esses personagens voltassem a circular, encontrassem novos leitores e ocupassem espaços onde normalmente não aparecem para dialogar com novas formas de contar histórias.
Foi assim que Dante apareceu. Curiosamente, Dante nunca foi pensado como o herói que conhece todas as respostas. Muito pelo contrário. Embora seja um investigador do oculto, ele existe para ocupar exatamente o lugar do leitor. Quando ele encontra uma criatura, uma lenda ou um mito, quase sempre está descobrindo aquele universo pela primeira vez. Ele observa, pergunta, pesquisa, erra, aprende e segue em frente. E de certa forma, nós caminhamos juntos.
Enquanto Dante desvenda os mistérios daquele mundo, eu também continuo descobrindo a riqueza cultural que existe no nosso. Cada investigação dele é, em alguma medida, a minha própria investigação. Talvez seja justamente por isso que essa jornada pareça tão sincera, pois ela nasce da curiosidade. E acredito que a curiosidade seja uma das formas mais bonitas de preservar uma cultura.
Outro desafio apareceu logo em seguida: Como contar essa história?




Seja o primeiro a comentar
Faça o login para comentar.
Entrar