Batch de estreias de hoje: um instrumento que desafia o que conhecemos por violino, um livro que uma autora construiu por dois anos em caderninhos de bolso, e uma festa que ocupa equipamentos públicos com Goa Trance sem um centavo de verba estatal. Nenhum deles engatou ainda — todos estão no começo da curva, e é exatamente aí que um apoio faz mais diferença.
HOVALIN: violino DIY impresso em 3D em titânio ou ABS
por Luan Dall' Orto
Um violino acústico produzido por impressão 3D em titânio ou aço inoxidável, em vez de madeira. O projeto explora como metais modificam ressonância, sustain, ataque e a personalidade do instrumento — fabricação aditiva, design paramétrico e acústica na fronteira da luthierie tradicional.
0% financiado
Dicionário — vol. 4
por Lara Bellettini Pacheco
Ensaio ficcional escrito ao longo de dois anos, nascido dos caderninhos que a autora carrega desde sempre e do TCC em Artes Visuais — uma perspectiva sócio-política de mulher sobre importunação, desvalorização e memória. A campanha publica a edição física; é All or Nothing.
4% financiado
Incentivadores do Ocupa Goa
por OcupaGoa (Venus Vitorino)
Ocupação cultural independente de Goa Trance em São Paulo, sem verba pública nem fomento: a campanha financia estrutura de som e produção das ocupações na Chácara do Jockey e outros equipamentos públicos, com a Crew Apex Goa e DJs parceiros. Arte, afeto e resistência na rua.
0% financiado
Nossa opinião sobre o batch
É um batch de começos: nenhum projeto passou de 4% da meta, mas todos têm identidade forte e proposta clara. O Hovalin é o mais ousado tecnicamente — questionar a madeira como material sagrado do violino é conversa para músicos, luthiers e curiosos por fabricação digital. O Dicionário vol. 4 é o mais vulnerável: All or Nothing com R$ 180 arrecadados significa que a edição física do ensaio da Lara depende inteiramente de quem acreditar na voz dela. E o Ocupa Goa é o mais coletivo — dinheiro vira estrutura de som, e estrutura vira cena. Se você só puder apoiar um, escolha pelo tipo de risco que mais te toca: o experimental, o íntimo ou o comunitário.

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