mas me sinto bem por não avançar
Este texto foi publicado em 2025 após os resultados do cocnurso Livros do Futuro
Se você me acompanha assiduamente nas redes sociais, deve saber que eu fui semifinalista do concurso Livros do Futuro do TikTok, uma competição literária que garantiria uma publicação em uma grande editora, 300 mil reais para publicidade e 20 mil reais em dinheiro. Um sonho para qualquer autorie que almeja sucesso profissional, reconhecimento e chegar às prateleiras de todo o Brasil.
Na semifinal, precisavamos mostrar para as redes sociais todo o potencial dos nossos livros para conseguir votos a partir da sinopse. Era um conruso de popularidade, nesta etapa, e todos sabiam disso. Infelizmente, não me tornei um dos 20 finalistas que teriam as histórias vaaliadas pelos jurados.
Mas, ao contrário do que se possa imaginar, eu não fiquei triste. Talvez decepcionado nos primeiros minutos, mas nada além disso.
Não fiquei triste por segundo algum, entretanto.
Sei que pode parecer que estou forçando esse não descontentamento, mas é verdade. Achei que ficaria. Por algumas horas, queria ter ficado. Cheguei a sentir culpa e questionar se não era apenas a negação falando mais alto.
Só que, avaliando nesse exato dia 23 de outubro, mais de uma semana após a divulgação dos finalistas, ainda não senti essa tristeza.
O alívio falou mais alto. Não completei a história para enviar a tempo, nem sei se seria a melhor versão dela nas circunstâncias em que estava escrevendo. E acho que isso tornou não passar a melhor coisa do mundo.
Sempre disse para mim mesmo que quando escrevesse um romance, no sentido de narrativa longa, seria com todos os cuidados necessários. Para não se tornar algo tosco, com pontas soltas, momentos desncessários, massante. Algo no qual eu colocasse muito amor e dedicação. E sinto que se fosse tudo corrido, Saltando adiante não entregaria isso.
E é engraçado pensar como esse livro fala exatamente sobre essas questões, da pressa, da perfeição, do controle. Me sinto afastado o suficiente do personagem e com um entedimento muito maior sobre mim mesmo apra saber como dosar os defeitos e qualidades da narrativa que tem se formado diante dos meus olhos, com calma e cuidado.
Então, não estou triste. Estou feliz. Essa história ainda vai alcançar prateleiras. Cedo ou tarde. E vai ser a coisa mais linda.
Obrigade pela torcida e pela movimentação.
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