As polêmicas e a postura irascível dos membros do grupo (especialmente do “Duce” Marinetti), além da posterior adesão ao fascismo, levaram movimentos de vanguarda da época, mais ou menos próximos/inspirados pelo futurismo italiano (como o cubo-futurismo russo, o vorticismo britânico e o modernismo brasileiro), a rejeitarem o futurismo antes mesmo do cancelamento mais amplo que esse movimento sofreu por anos. Contudo, em uma área específica, esse cancelamento nunca ocorreu: o design gráfico. As formas geométricas, agressivas, empregadas pelos futuristas combinavam-se com a noção central de “Parole in libertà” (palavras em liberdade) que, ao suprimir elementos gramaticais e convencionais do texto impresso, aproximava a criação poética da experimentação tipográfica ou das onomatopéias de quadrinhos.
O resultado: uma visualidade enérgica e brutalmente límpida, que inspiraria sucessivos movimentos artísticos de vanguarda e estéticas ao longo de décadas, da “Art Déco” à Bauhaus, chegando à estética pós-punk do célebre designer Peter Saville, notadamente na capa do álbum “Movement”, do New Order, lançado em 1981 e inspirado no cartaz de 1932 realizado por Fortunato Depero.
Nesta postagem, alguns exemplos desse design visionário.
Essas experiências em design gráfico estarão presentes tanto no livro de Luigi Colombo quanto na concertina de Marinetti em nosso projeto FUTUROLOGIAS. No link abaixo, as primeiras páginas de A VIDA DO AMANHÃ, para se ter uma ideia dessas experiências.
https://drive.google.com/file/d/1ZBhVrZJkmiGGEqjl5MeWvAHFzK0KWKnx/view?usp=sharing
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Abs.
Alcebiades

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