Sou artista visual há mais de dez anos e a maior ferramenta de divulgação do meu trabalho sempre foi o instagram. Ao longo de todo esse tempo, a plataforma apresentou o meu trabalho a pessoas maravilhosas que se interessam pelo o que desenvolvo e que realmente apreciam a minha arte.
Conforme os anos foram passando, pude perceber as diversas mudanças que a plataforma foi fazendo para que o conteúdo fosse entregue para mais pessoas - e não há combustível melhor para o artista do que, cada vez mais, ver a sua arte chegando ao maior número possível de pessoas.
Admito, até com certo cansaço, que estas tantas atualizações no instagram para a tão estimada entrega de conteúdo estão muito além do que eu consigo entregar. Tentando manter-me nesta corrida, me vi tão para trás que, aos poucos, fui perdendo o gosto de fazer coisas que antes me pareciam tão legais: stories, postagens, compartilhar bastidores.
Principalmente porque fui percebendo que a minha preocupação maior estava com o alcance que essas ações teriam. Isso me fez ansiar por outros espaços que também possam proporcionar aquela conexão tão forte que eu sentia entre o meu trabalho e o público. É claro que não sairei do instagram - como eu falei, ele continua sendo a principal forma de divulgação do meu trabalho -, mas estou testando outros meios de me aproximar mais de quem está aqui pela minha arte.
Estes espaços que estou me permitindo testar despretensiosamente funcionam como uma extensão do meu próprio ateliê. É como se eu estivesse abrindo as portas do meu cantinho artístico para que você entre e tome um café enquanto eu desenvolvo minhas ilustrações.
Chamarei este espaço de Notas do Ateliê. Aqui você verá de tudo: meu processo criativo, as ideias por trás dos quadros que estou pintando, como estão as tarefas que estou desenvolvendo, os projetos que pretendo fazer futuramente, e até desabafos como este em que estou te apresentando hoje. Além disso, fiz o Entrelinhas ao Avesso (no Spotify) que é a extensão em áudio do Notas do Ateliê, feito com carinho para quem prefere ouvir as histórias por trás de cada processo.
Puxe uma cadeira, traga sua xícara e seja bem-vindo(a) ao meu ateliê.







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