Se fosse coisa de só alguns dias, até que daria para levar numa boa. O mundo, louco como é, — ou louco como somos —, vive numa só alucinada correria, onde bastaria se desculpar com educação, alegando razão de que: "nem vi o tempo passar!" e tudo se resolveria o mais amistosamente possível. Mas, sem qualquer mea-culpa, não fui capaz de lembrar do nosso aniversário.
Foi depois de meses passados, da data tão especial, que fui então me dar conta de que tinha perdido o dia. E isso ainda escrevendo, claro que uma vez ou outra, mas ainda sempre insistindo em voltar, e mesmo assim não tive a sensibilidade para perceber que um bom tempo já havia passado. E a estranheza maior não é nem causa do tempo, ou do esquecimento, é mesmo sentir a curiosa sensação de estar há um ano pensando muito em criar:criações e, ao mesmo tempo, estar há um ano tão pouco fazendo. Então os dias passaram e o que foi que fiz?
COMECEI. É verdade, aqui vou me defender, caso de que, se num faço por mim, quem é que vai fazer?
Exato! Ninguém fará por você o que cabe à você mesmo fazer!
Essa é a grande descoberta (um tanto óbvia, eu sei, mas que não deixa de ser uma verdade). Descoberta essa que estou descobrindo agora, aqui junto a vocês, um ano depois — e dois meses, mais precisamente — do dia em que tudo começou, quando o NÃO LEIO SINOPSE nascia em formato de áudio, depois viria a vontade de ser vídeo e, então, seguiria aspirando o desejo de ser texto.
Começar é realmente um problema, e dos grandes, com certeza, mas nunca tinha parado para pensar o quão difícil também seria o ato de continuar. Não sei se me falta gana, o que seria um pouco doloroso (muito, não vou mentir), pois sofro de uma inquietação literária tamanha que me deixaria bastante chateado caso descobrisse que não tenho fôlego suficiente para seguir tentando, ou, assim espero que seja, trate apenas de falta de disciplina do artista. Ultimamente ando escutando muito essa máxima: não pense em escrever — escreva! E daí me veio a ideia: nada mais oportuno do que buscar encontrar essa disciplina me desafiando a alimentar uma newsletter semanal. Não é sobre inventar o novo, e sim sobre aprender a fazer o que já é conhecido, e que funciona.
E aqui começa o:
NÃO LEIO SINOPSE, newsletter - com publicações DUAS vezes por mês, sobre a experiência de um rapaz de bigode consumindo literatura e cinema (e arte).
E, para aqueles que se afeiçoarem demais à minha pessoa teremos o:
QUANDO AS IDEIAS ACABAM EU INVENTO - uma publicação bônus exclusiva, também publicada mensalmente, onde poderei ter conversas mais íntimas com aqueles que, de livre e espontânea vontade, decidiram por me pagar uma bela de uma gelada cerveja.
Dito isso — não leiam sinopse, mas leiam o NÃO LEIO SINOPSE!
heitor



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